CTG Cap´s, a base secreta onde Lanthys, o recém despertado homem-máquina e Argos se mantém enquanto não precisam agir de alguma forma... Escondido em meio a uma floresta, a base subterrânea e com saídas secretas por outras localidades do mesmo, é revestida com material muito resistente e foi construída dentro de uma caverna, ou seja, seus alicerces vem da base da caverna, se erguendo e abrindo para cima dando sustento, robustez e invisibilidade aos momentos de reparos e considerações dos dois guerreiros... Devido a presença de Leandro, que transformou-se diante de todos em RedTurbo e do alienígena humanóide BlastRed, trazido a base para tratar seus ferimentos, o local está mais "ocupado" do seu mentor, o falecido Dr. Chang considerou em sua criação, ou pelo menos assim era o que pensavam seus atuais ocupantes... O dia amanhece e Lanthys, Leandro e agora também BlastRed, que se descobriu após sua recepção se chamar na verdade Bruno, acompanhados do cão máquina Argos, se reúnem no complexo central para dialogarem sobre suas condutas a partir de agora que já sabem que um inimigo os ataca com ferocidade... Bruno explica o que ouviu dentro do cruzador no tempo em que esteve com Murder, sobre o que pode ver do temido monarca, enquanto Leandro conta quem era Goryn Travor e como ele provavelmente se tornou o o ser que agora ameaçava a Terra! Fica decidido entre eles, que o melhor a se fazer no momento, é cada um ir para um local diferente tentar detectar possíveis planos em andamento do império inimigo e assim ambos partem para, cada um a sua maneira, fazer o melhor para tentar se anteceder aos passos do Monarca! Antes de saírem a pé pela floresta, Argos chama suas atenções e lhes entrega um dispositivo:
Argos: " - Usem estes teleportadores portáteis... Projetem distâncias no visor e ele os mandará em linha reta para qualquer local os materializando novamente onde desejam... Assim ninguém os poderá seguir até esta base ou mesmo os ver partir daqui... Eu irei continuar a estudar este mecanismo e tentar achar um meio mais adequado e menos arcaico que patrulhar a cidade sem parar para encontrar as ações de Guntraz..." Todos acenam positivamente, virando-se logo em seguida para seus dispositivos... Leandro e Bruno são os primeiros a partir e Lanthys se detém por segundos e então exclama:
Lanthys: " - Farei o meu melhor Argos!" Argos acena positivamente e então o andróide parte assim como os outros dois em busca de sinais do Império Guntraz!
Já no espaço sideral, dentro da colônia espacial do Imperador Guntraz, Murder é convocado para agilizar um plano de ataque ao planeta Terra e o monarca exige mais eficiência por parte de seu cupincha, que para tentar agradar ao seu mestre novamente, convoca o monstro lagarto Tommee para ajudá-lo em sua missão. Bruno e Leandro avançam para bairros da grande Porto Alegre onde muitos assassinatos estavam acontecendo ultimamente e com Guntraz pela volta, era de se desconfiar que esta “inquietação” fosse obra do megalomaníaco invasor; chegando a um determinado ponto, um vendedor de rua aparentemente, vai até eles lhes entregando um cartão:
Estranho: “ - Olá! Posso lhes entregar este cartão?” Diz o homem, entregando o cartão que dizia “Problemas com rede wireless, chame a pessoa certa!“ e logo abaixo um número de telefone. Bruno com sua habitual arrogância, não dá muita bola para o bilhete apenas olhando ao seu redor buscando algo e resmungando:
Bruno: “ - Pobreza e desemprego... Esse planeta precisa de melhorias rápido...” O guerreiro joga o cartão no lixo enquanto Leandro cata o mesmo e prefere guardá-lo consigo, mesmo não demonstrando grande interesse pelo mesmo. Logo em seguida passou um assaltante correndo e a polícia atrás dele... O guerreiro originário de Blastbolt acha aquilo um absurdo em sua concepção resolve intervir:
Bruno: “ - Deixa ele comigo!” O herói se converte em BlastRed e parte correndo atrás do ladrão. Leandro observou a situação, julgou que não era problema seu e seguiu sua inspeção sem dar muita ênfase para o “ladrão de galinhas” e deixou o companheiro encarregar-se do caso.
Em outro local, Lanthys caminhava tranquilamente quando seus sensores avisaram que alguém o observava... Seu sistema automaticamente calculou uma rota de fuga, considerando distância e inocentes envolvidos e com saltos incríveis e grande velocidade para alguém tão pesado, o recém desperto combatente cruzou ruas e vielas e chegou a um tunel utilizado para transporte de adubos e que somente os caminhões pesados o utilizavam e com um movimento rápido e preciso, Lanthys arremeteu-se ao chão para então conseguir analisar o possível atacante; seus sistemas então o alertam, ele encontra o oponente e com extrema destreza, o guerreiro máquina se ergue e avança com furor pelo terreno, mesmo sem a devida experiência, mas pronto para o combate, deixando seu atacante, Comandante Murder, perceber que havia sido descoberto. O vilão sem pensar duas vezes, atacou com toda a sua fúria mas como já era do costume do covarde invasor, ao obrigar Lanthys a defender-se do seu ataque, em meio à sua defesa o guerreiro androide foi apresentado da pior maneira ao monstro
Tommee... Verde, escamoso, como se fosse um dragão humanóide, escolhido a dedo para destruí-lo, e a chegada do monstro, permitiu ao covarde e oportunista Murder deixar a missão com seu assecla e apenas retirar-se e observar o combate... Lanthys ficou frente a frente com o monstro Tommee e a luta entre os dois começou! O homem-máquina se mostrava já bastante ágil contra os ataques do inimigo, mas o monstro apresentava uma grande vantagem, sua capacidade de resistência, visto sua pele ser escamosa e espessa como a de um lagarto, assim, o herói ficava praticamente sem opções visto que seus golpes não surtiam efeitos, enquanto o monstro quase se equiparava em força e ainda possuía uma cauda ágil e certeira!
Reconhecendo sua desvantagem, Lanthys busca por opções enquanto se esquiva e contra ataca e então seu cérebro eletrônico se ativa, seus olhos brilham a e informação lhe é liberada... Dando um salto mortal para a retaguarda, Lanthys brada como se tivesse feito isso desde sempre:
Lanthys: " - LandCharger-147 - PARTIR!" Longe de olhos curiosos a base se ativa, os sistema se prepara para a liberação e um veículo nunca visto antes por pessoas comuns parte de um local secreto em direção ao local de chamado e com extrema e furiosa velocidade chega ao local do combate em minutos, dando um poderoso rasante contra o monstro Tommee o arremessando por metros, distração essa suficiente para que o 147 pousasse para ser então pilotado por seu legítimo ocupante! Com um salto perfeito, Lanthys adentra então ao veículo e parte com tudo pra cima de Tommee que por sua vez, se julgando capaz de segurar o veículo que agora avançava em grande velocidade contra ele, errou e feio em seus cálculos, pois ao usar sua cauda, enrolando-a no pára-choques para segurar o veículo, teve sua cauda decepada, tamanha a potência de empuxe gerada pelo motor especial; o LandCharger retornou e Tommee então aparentava estar fugindo, deslocando-se veloz o quanto podia por uma auto-estrada, chegando ao ponto de atravessar um túnel subterrâneo... Nesse momento, enquanto atravessava o túnel, Lanthys percebe através de seus sensores a presença de Tommee na saída do mesmo em emboscada ao homem máquina, esperando para golpeá-lo de surpresa... Enquanto analisava a estratégia do vilão, ele é ultrapassado por uma motocicleta que nem fazia idéia do que estava acontecendo; ela estranha a presença do veículo modificado parado dentro do túnel mas segue adiante, sem saber que Tommee, próximo da saída do túnel, aguardava a aparição do herói. Lanthys percebe que a pequena motocicleta vai ser atacada no seu lugar e apressou-se em chegar a saída, mas não havia tempo suficiente e quando percebeu alguém saindo do túnel, Tommee atacou. a moto foi derrubada e partida ao meio com o golpe de garras. Lanthys vinha no encalço, mas o ataque já havia acontecido e não tendo conseguido evitá-lo, o andróide partiu com tudo pra cima do adversário, fazendo com que Tommee o perseguisse, afastando-se assim da pessoa ferida. Acendendo a um terreno propício, Lanthys faz um giro incrível com o potente LandCharger-147 ficando em rota de colisão com o monstro outra vez, e o que se seguiu então, foi uma seqüência de atropelamentos sem igual, obrigando o persistente monstro a fugir rapidamente devido aos ferimentos sofridos pelo veículo do guerreiro andróide. Não havendo mais um oponente para combate, o homem máquina retorna na auto estrada buscando por quem havia sido atacado na saída do tunel e encontra a pessoa desfalecida... Ele percebe ser uma mulher e percebe que nela não existe sangue escorrendo e concluiu mesmo que de forma superficial que ela não havia sido ferida... Sem entender o que se passava ali muito menos a maneira correta de agir, o androide resolve retirá-la do asfalto para tentar entender como agir em sequência...
Ele leva a jovem para fora da auto-estrada e ali começa a observá-la com a curiosidade de uma criança que vê algo desconhecido... Ele começa a perceber detalhes que seu sistema começava a desvendar, e então surgiram, o perfume de seus cabelos, a pele mais macia que qualquer outra coisa que ele já havia tocado... Analisa também a boca da moça com a ingenuidade peculiar a quem acabava de descobrir um mundo, e em meio aos seus "estudos" a moça acorda, assustada, mas
aliviada por estar viva. Sem entender nada, ela pergunta ao rapaz que via a sua frente o que estava acontecendo ali... Lanthys foi pego de surpresa pela pergunta da moça e pensando em quanto seria estranho um andróide conversando e passeando livremente pelo mundo, o guerreiro apenas diz seu nome e se cala. A moça estranha a atitude de seu interlocutor, mas mesmo assim, sem entender porque, gosta do jeito dele, afinal, ele parecia tê-la ajudado, porém em seu íntimo, a moça cativou-se pelo jeito do estranho... Parecia aos seus olhos, introvertido, ela admirava isso nos homens... Muito bem preparada pelo que já havia vivido, ela não tinha tempo para firulas, e logo resolveu quebrar o “gelo”, se levantando e apresentando-se:
Marinny: “ – Oi, meu nome é Marinny, sou uma fotógrafa do jornal de maior circulação local, muito conhecido por aqui, o Hora-Zero! Você conhece?” O andróide arriscou um "sim" muito sem convicção e Marinny era cativada cada vez mais pelo estilo do homem-máquina, sem sequer imaginar que estava diante de um milagre da ciência e não um ser humano! Marinny vai puxando assunto para entender tudo que estava acontecendo, mas cada vez entendia menos, pois Lanthys estava monosilábico, com receio de falar algo que denotasse sua real forma de vida... No final, o básico ela havia entendido, havia sido atacada enquanto realizava seu trabalho e mal poderia imaginar que seria ajudada por alguém que lhe chamasse tanto a atenção. Lanthys também se sentia "diferente" diante dela, mas estava longe ainda de poder conceber ou arriscar entender a ideia daquela sensação, aqueles informes que seu sistema informava segundo a segundo...
Marinny então convida-o para que saiam daquele local e dirijam-se a uma sorveteria, Lanthys a acompanha, mas recusa o sorvete sem explicar, pois ele não tinha noção do que era um sorvete muito menos de como ingerí-lo com Marinny fazia... Após muitas perguntas e poucas respostas, Marinny resolve dar uma volta com o introvertido “rapaz” e começa a apresentar os pontos turísticos da cidade ao homem-máquina, considerando que fosse um turista que não falasse bem nosso idioma, devido sua curiosidade acirrada por tudo que ela apresentava, seus significados e os motivos porque estavam ali, eram os de alguém que vivia muito longe do mundo normal que ela conhecia... Sem saber, Marinny, estava mostrando o mundo pela primeira vez em detalhes ao homem-máquina e sem ter a mínima noção disso, continuou sua atitude de guia de turismo! Esse tempo com repórter, sem que ela soubesse disso, estava sendo um momento importantíssimo para Lanthys, pois ao começar a conviver com a natureza e com outras pessoas, ele ia aprendendo a despertar em seus sistemas as capacidades de interpretar e reagir com a sociedade humana! Ao fim da tarde, Marinny despede-se do jovem e promete vê-lo mais vezes, deixando para trás um andróide que não sabia explicar porque, mas queria que aqueles momentos não tivessem terminado tão rápido... Lanthys se sente bem com a generosidade da moça e volta para o CTG Cap´s em seu LandCharger-147 onde lhe esperavam seus colegas e tão logo chegou, Leandro pega-o do pescoço e enfurecido brada:
Leandro: “ – Seu cavalo, o que tu andou fazendo o dia todo?? A gente ralando, andando por um monte de beco sujo e fugindo de mulher braba porque tínhamos invadido o pátio dela e tu simplesmente desaparece sem deixar pistas!! Tu tá querendo tomar uma porrada no meio dessa tua cara de lata seu animal??”
A única resposta que Leandro obteve foi um rosnado cibernético do fiel Argos que já parado ao lado de Lanthys, mostrava seus dentes deixando escapar a sutil mensagem: “ – Solta ou tu já era!!”
Leandro: “ – Tá, tá , tá, foi brincadeirinha, cachorrinho bunitinhu, huhuhehueuhe!!”
Lanthys: “ – Eu encontrei uma moça e ela foi me mostrar os pontos turísticos da cidade...”
A galera toda se olhou e soltou uma gigantesca gargalhada, deixando cair uma grande zoação sobre o guerreiro por conta de estar acompanhado de uma mulher!!
Leandro: “ – Caracas, o cara mal despertou e tá azarando o mulherio já, na cara dura assim, vê se pode isso?? Huhhuauhauhahua!!”
Lanthys: “ – Do que vocês estão falando? Mulherio? Azarando? Não tenho nada arquivado em meu banco de dados referente à isso...” Enquanto a conversa girava em torno da zoação e das explicações, na nave espacial onde se encontra o Imperador Guntraz...
Ele observava Tommee completamente ferido após a luta contra Lanthys... O monstro sangrava e grunhia em um canto do cruzador despertando a repulsa do imperador por ter sido derrotado...
Imperador Guntraz: " - Eu estou cercado de inúteis e imbecis..." Ele olha para Tommee novamente e decide que o mesmo necessita uma punição por sua falha (e aproveitamento de matéria prima em seu conceito distorcido) resolvendo dar-lhe mais uma chance com um corpo melhorado. Ele então ordena que o agonizante monstro seja conduzido a seus laboratórios particulares e acionando suas máquinas biogenéticas, inicia suas terríveis manipulações moleculares as quais usava para modificar criaturas para as formas e capacidades que quisesse, forma da qual ele criava seus exércitos combatentes! Utilizando o corpo e o espírito de Tommee e convertendo-o em uma criatura mais poderosa, uma nova fera, nascia assim o perverso monstro Byron, mais fraco fisicamente, menos ágil, menos guerreiro, porém com uma arma mortal em sua posse e que traria o que o Imperador queria... Morte aos humanos... O plano do maléfico imposto ao monstro era se infiltrar em algum lugar com grande aglomeração de pessoas e lá explodir com força total, dizimando tudo ao seu redor, assim, tanto a missão seria cumprida quanto o monstro Tommee, agora Byron, receberia sua punição pela falha! O imperador esbraveja a Byron
Imperador Guntraz: " - No entanto, antes de cumprir sua missão, instale uma bomba extra em algum lugar e passe ao grupo que virá lhe confrontar, essa informação... Isso os manterá ocupado enquanto você destrói outro lugar e poderá aniquilar de vez dois pontos altos para liberar o caminho para minha conquista... Consegue fazer isso Byron??" O monstro gesticula que sim e parte em direção ao planeta Terra para executar as ordens gravadas em seu cérebro!
Pela manhã, Bruno chegava com uma cara de sono ao laboratório e já era recebido pelo arriado e sem noção Leandro:
Leandro: “ - E essa cara cavalo, é de cansaço ou de ressaca?”
Bruno: “ – Isso é luta contra o mal, pois eu passei a noite inteira perseguindo ladrões e assaltantes! Graças a isso, diversas pessoas foram salvas esta noite!”
Leandro: “ – Eita cara estressado, huhhueuheuhe!” Bruno não ri, não acha graça da piada de Leandro, enquanto Argos continua a monitorar os sistemas... Lanthys estava a observar o trabalho de Argos imerso na possibilidade de confrontar o vilão novamente e então o desapegado Leandro resolver que aquilo era muito stress para ele... Dando de ombros, se dirige ao que seria a cozinha e prepara um café para ele, mas, o grande e valente herói mal teve tempo começar sua refeição e o alarme instalado por Argos para monitorar o tipo de energia cinética que a tecnologia de Guntraz emitia, já começava a disparar, era chegada a hora de entrar em ação! Lanthys e Argos aparecem de imediato, todos preparados para juntos partirem ao local onde acontecia a emanação da energia e assim partem em direção ao local assinalado pelo mapa usando os teleportadores desenvolvidos... Ao chegar ao local, dão de cara com a criatura zombeteira que sem cerimônias, afinal "o palco" já estava armado, revela:
Byron: “ – Olá seus idiotas incompetentes! Para brincadeira ficar mais divertida, afinal apenas matá-los e matar a muitos não terá graça, eu lhes digo que há uma bomba escondida em outra parte da cidade! Esta bomba explodirá em 60 minutos e destruirá a cidade inteira e eu duvido que vocês a encontrem! Ah claro, se a encontrarem, se a conseguirem desarmar, eu já terei explodido em outro local fazendo mais vítimas comigo, então, bom divertimento otários, hahahahahha!” Lanthys fecha seus punhos, seus sistemas se ativam e o andróide apenas olha para os demais como dizendo que assumiria com Byron deixando a missão de encontrar a bomba para os amigos de equipe. BlastRed e RedTurbo, acompanhados por Argos, partem em grande velocidade na tentativa de localizar o dispositivo e impedir e morte de muitos! A luta entre Lanthys e Byron começava, mas o monstro havia estudado todas as técnicas de combate do herói e consegue facilmente esquivar-se de seus ataques, afinal ele já havia lutado com o guerreiro máquina antes, mesmo que Lanthys não soubesse disso.
Enquanto o combate parecia complicado para o lado de Lanthys, Argos conseguia detectar o local onde se encontrava a bomba escondida dentro de um Shopping local da cidade... Os três entraram dentro do estabelecimento retirando seus trajes de combate para chamar menos a atenção e observando dois caras estranhíssimos se comparado ao estilo dos demais seguranças em frente de uma agência de banco... Seguindo até lá perceberam a porta do banco entre-aberta e dentro do banco, ninguém parecia estar atendendo. Eles atiram os dois capangas pra dentro da agência bancária e a população sequer percebeu o tumulto, talvez porque estava atenta em suas compras ou porque os guerreiros estavam realmente sendo discretos em suas ações! Após os seguranças controlados, eles correm pra dentro e percebem todos os funcionários do banco trancados dentro do local e com eles, a bomba! O visor da bomba digital solicita uma senha de desativação, somente seria possível desativar a bomba com esta senha, que eles sequer tinhas pistas ou dicas de que combinação o arrogante monstro poderia ter usado... Desesperados e sem idéias, eles não podem remover os funcionários pois isso poderá detonar a bomba, ao mesmo tempo que não podem pedir para o shopping ser esvaziado, pois lasers detectores de movimento lacravam a saída do cofre, caso qualquer um deles tentasse sair para avisar sobre a bomba, a mesma poderia ser detonada...
Leandro: “ – Porra, restam menos de 5 minutos!” Enquanto isso, o Homem-Máquina continuava duelando contra Byron...
Byron: “ - Hahahaha! Dentro de alguns minutos a minha bomba explodirá e esta cidade inteira irá para os ares!” Lanthys se desespera e começa a atacar o inimigo a esmo, sem estratégias, pois acreditava ter energias suficiente para resistir ao monstro até que seus amigos encontrassem e desarmassem a bomba, ele tinha certeza que conseguiriam e por isso, se empenhava mais ainda no
combate! Byron então usando de grande agilidade, esquiva-se de Lanthys e prepara-se para desferir um potente golpe no guerreiro máquina, mas nesse momento, misteriosamente surge um golpe, algo como uma onda sonora de impacto real, que em frações de segundos se chocou violentamente contra o monstro decepando seu braço... A onda sônica se dispersou e sob os escombros da batalha, a questão de 150 metros do local, um misterioso vulto em uma silhueta feminina observa o combate... Protegida por uma espécie de malha lilãs, cabelos negros soltos ao vento e um visor cobrindo seus olhos, ela mantinha um sorriso maroto nos lábios como se estivesse vendo alguém conhecido... Byron, desesperado e agora ferido de forma grave, se espantou com a aparição desta mulher e já temia por sua vida...
Já no shopping onde a bomba está para explodir, Blast Red desabafa:
BlastRed:“ - O que nos resta agora é esperar a bomba explodir e a morte chegar...” RedTurbo, que não aceitava as coisas tão facilmente, bate com a cabeça na parede proferindo palavras que não podem ser repetidas nesse momento, e então, coloca as mãos no bolso se desiludindo com a situação... Nisso, ele encontra o cartão de visitas que havia sido lhe entregue por aquele estranho senhor no dia anterior. “Problemas com rede wireless, chame a pessoa certa!” é o que havia escrito no cartão. RedTurbo pensa e esbraveja:
RedTurbo: “ – Que porra de rede wireless nada, nem pra ter uma pista do que fazer numa hora dessas nesse cartão filho duma..” Ao ouvir a palavra “wireless”, Argos brilhou seus olhos e como que instintivamente, começou a receber informações em seu banco de dados, como se uma porta em seu cérebro computadorizado se tivesse aberto permitindo acesso a informações vitais e sem dar explicações, avançou contra a bomba e como se a estivesse encarando, sentou e a observou... Turbo sem muita paciência como sempre, esbravejou novamente:
RedTurbo: “ – Era o que faltava, primeiro brilha os olhinhos e brilha com um monte de luzinha, agora senta na frente da bomba como se tivesse esperando o trem!! PORRAA!!!!” Argos continuou seu “transe” e BlastRed observava atento e eis que então, uma mensagem robótica foi ouvida:
... Seqüência de detonação desativada...
BlastRed e Turbo nada entendem, mas explodem em alegria e então, Argos sai de seu “transe”, virando-se para os dois guerreiros, sentando novamente e abanando a cauda como um bom cachorro! Turbo novamente sem paciência, quer logo saber o que aconteceu, e então Argos explica tudo:
Argos: “ – Rede Wireless, um sistema de comunicação entre computadores que não exige fios, apenas dois sensores que consigam se comunicar, e computadores e sistemas de informação e tecnologia são minha especialidade! Quando você leu o cartão Turbo, automaticamente meu cérebro me passou as informações sobre Wireless e meu cérebro positrônico pode “contactar” o mecanismo da bomba e desativá-lo depois de ter quebrado o sistema de senha da mesma!”
BlastRed: “ – Impressionante Argos, parabéns pelo sucesso cara, muitas vidas foram salvas mais uma vez graças a você!”
RedTurbo: “ – Tá, tá, tá, chega de babar no totó, vamos embora que o Lanthys pode ta precisando de nós!!” O plano de Byron estava arruinado!! Já na luta entre Byron e Lanthys, a misteriosa guerreira diz ao vilão:
Guerreira: “ - Seu plano de destruir a cidade fracassou, coisinha feia!” A guerreira puxa seus punhos novamente e com movimentos perfeitos e rápidos, golpeia o ar gerando uma espécie de flash que se energiza e parte com força total contra Byron, anunciando:
Guerreira: “ – Blade Sonic!!” Nesse momento, sem chance de defesa, Byron é cortado em inúmeros pedaços... A cabeça do monstro cai sobre o chão e em seus últimos segundos de vida ele brada:
Byron: “ - Acreditaria até que conseguissem me matar... Mas... Desativar minha bomba também... Isso foi... Golpe baixo...” A cena dantesca se encerra com uma explosão que faz com que Lanthys e a guerreira cubram seus olhos devido ao clarão... O homem-máquina então e pergunta a guerreira que o salvou:
Lanthys: “ - Quem é você? E por que salvou minha vida?” A jovem tira seu visor e revela seu rosto sorridente para o guerreiro:
Lanthys:“ - Marinny!” Ela sorri, corre e abraça Lanthys com força, deixando o andróide novamente sem saber o que fazer, enquanto explica:
Marinny: “ - Isso mesmo! Eu não sei dizer porque nem como faço, apenas sei que consigo projetar essas ondas sonoras que geram impacto, explosão e até mesmo ferimentos de corte... Eu não te conhecia direito apesar de sentir que podia confiar, mas não achei correto sair revelando isso, tanto é que tu é a primeira pessoa à saber! Eu uso esse visor para que ninguém descubra quem sou eu, mas sempre que posso e tenho como ajudar alguém, tô pronta pra isso e com esse surgimento de seres estranhos que já percebi mas as pessoas insistem em dizer que não existe, achei que seria bom poder ser um pouco mais útil... Seu meu avô descobre, ele me esfola viva, hahaha!” O herói levanta-se e se vê frente-a-frente com aquela que conseguiu antes, criar situações em seus sistema que ele ainda não compreende, e agora ela salva sua vida em um momento de desespero... O silencio toma conta do ambiente e os dois se olham e Marinny aproxima seu rosto aos poucos... No momento em que se encontram frente a frente, perante a bela imagem do pôr-do-sol, aparecem RedTurbo e os demais pra acabar com o clima:
BlastRed: “ - Desculpe interromper o momento, mas venho aqui pra comunicar que a bomba foi desativada e a cidade está salva!” Marinny fica sem jeito, sem deixar que vejam seu rosto, dá um passo pra trás e colocando seu visor novamente, diz:
Marinny: “ – O que eu pude fazer no momento já fiz, em outra oportunidade ou sempre que precisarem de mim eu me unirei a vocês!” Com uma piscada de olho, ela parte despedindo-se de Lanthys, desaparecendo em meio ao pó da batalha... E claro, então a zoação recomeça:
RedTurbo: “ – Então essa dae que é tua namorada, né seu ferrolho??”
Lanthys: “ – Não sei do que você está falando! ” responde Lanthys muito constrangido, mesmo sem saber o que era estar constrangido!!
Entre desesperos, sustos, revelações e surgimentos inesperados, a equipe heróica conseguiu cumprir mais uma missão, graças ao incrível Argos, e à ajuda da guerreira Marinny, que mesmo sem ele saber ou entender, conquistou profundamente o coração, ou o semelhante a isso em um andróide, de forma poderosa. Que mistérios ainda surgirão? Os heróis seguem seu rumo em direção ao infinito...
Órbita terrestre... Em pleno espaço sideral de dentro de sua nave espacial, o Imperador Guntraz convoca toda sua tropa para debater a aparição daquilo que ele podia considerar como a única coisa que ainda incomodava sua meta de aniquilação do mundo terrestre, o androide Lanthys! Murder, o braço-direito do vilão, orgulhoso de seu poder, em um ato arrogante, esbraveja e garante ter destruído o guerreiro máquina em seu último combate, mas ao invés de um agradecimento, Imperador reage furioso:
Imperador Guntraz: “ – Idiota!! Como pode ter vencido Lanthys se nem mesmo os restos do maldito você encontrou? Deixe de ser arrogante Murder e vá em busca de provas! ME TRAGA A CARCAÇA DO MALDITO LANTHYS!” Todos ficam em posição de reverência, e a grande maioria tremia de medo, temendo por suas vidas diante do poderoso ser... Aproveitando a atenção obtida, Guntraz continua:
Imperador Guntraz: “ - De todos planetas que atacamos até hoje este é sem dúvidas o mais belo e encantador de todos mas muito mais que isso, esse é o planeta onde um dia eu vivi e iniciei minha escalada ao poder! Quero fazer daqui a base do meu império e deste ponto central, espalhar o terror, a destruição por todos os cantos do universo, aumentando meu exército de criaturas distorcidas até chegar ao ponto de me tornar o ser supremo, aquele que todos temerão e sequer cogitarão a idéia de afrontar ou contrariar! VÃO MEUS LACAIOS, ME TRAGAM A PROVA DA MORTE DO MALDITO INIMIGO LANTHYS!”, decreta Guntraz. E assim sua tropa parte para dar início às buscas e aos ambiciosos planos de conquista de seu monarca.
O céu se torna negro, metade do planeta Terra era capaz de ver isso, quem estivesse do lado do planeta em que a manifestação negra acontecia podia ver, tal qual a situação que conhecemos como dia e noite... Metade da população do planeta podiam ver a repentina mudança no tempo.... Os generais somem e reaparecem mais longe dos guerreiros e também não entendiam o que acontecia... Os Densetsus observam os céus e tentam entender o ocorrido assim como a equipe na Base Shuttle e os demais que ali participavam do combate... Um frio intenso toma conta do lugar, um frio quase sobrenatural e os generais estavam flutuando próximos de um vórtice que parecia surgir atrás deles... Uma escuridão misturada com rubro surgia naquele vórtice e então dois olhos aterradores e bestiais... Uma voz totalmente desconcertante e arrepiante surge e podia ser ouvida até mesmo onde o tempo negro não podia ser visto...
Imperador Kemono: “ – Eu sou Kemono o Imperador ao qual todos irão se ajoelhar em breve... Estão dando trabalho NeoChangeman, mas suas vitórias terminam aqui... Ainda não possuem o direito de lutar diretamente comigo, são indignos de serem mortos por mim o deus todo poderoso de meu universo, mas suas atuações em benefício do planeta terminam neste momento... Tenho duas mensagens a todos vocês terráqueos...” Os Densetsu preparam-se para atacar e por fim a ladainha, eles precisavam fazer aquilo e então a voz aterrador explodiu literalmente:
Imperador Kemono: “ – Primeiro... CURVEM-SE DIANTE DE SEU FUTURO SENHOR!” Um temível e potente raio de energia negra atinge os Densetsu de forma tão poderosa que os reverte de Densetsu à NeoChangeman, e de NeoChangeman à humanos e de humanos à praticamente arremedo de seres humanos devido aos ferimentos... Em questão de segundos nossos guerreiros estavam sendo arrremessados em pleno ar, sendo arremetidos ao chão com violência caindo totalmente nus ao chão e completamente cheio de ferimentos sem conseguir esboçar movimento algum, apenas podiam ver e ouvir... A voz se manifesta novamente....
Imperador Kemono: “ – Agora que acataram minha primeira ordem, minha segunda mensagem é para todo o planeta... Assim que meu Império destruir os NeoChangeman, eu me tornarei seu mestre e todo aquele que contrariar qualquer vontade minha será destruído por completo, se tornando tão somente matéria prima de minhas fileiras de soldados Makura. Para exemplificar a que me refiro, vou lhes dar uma demonstração... Todo aquele que trair ou contrariar meu Império será executado e punido de forma definitiva...” Uma energia cresce dos olhos bestiais e Kanydai e Robother são afastados de Gallahorn... O general guerreiro então percebe a movimentação, não entende de início, mas se lembra dos comportamentos estranhos de todos dentro do Cruzador após seu despertar... Ele então vira-se para a imagem do Imperador tarde demais... A mesma energia que atingiu os NeoChangeman atinge o general guerreiro em cheio e ele é simplesmente vaporizado diante de todos os expectadores...
Imperador Kemono: “ – Comecem a treinar reverência humanos... Seus dias estão contados...” A imagem de Kemono assim como os generais restantes somem vagarosamente nos céus, mas o tempo escuro se revela uma verdadeira tempestade natural ao final da cena dantesca... Do lado dos guerreiros da Terra, Mitsu faz o esforço supremo como última cena a ser vista pelos cinco guerreiros naquele momento...
Mitsu: “ – Invencível Phoenix... Use minha vida se precisar... Mas seu sagrado dom eu preciso... Neste momento para... Salvar meus amigos...” Uma chama envolve a moça enquanto Ibuki chega correndo e gritando para não fazer tamanho esforço, mas ela cai em inconsciência logo em seguida sem saber o que aconteceria com ela, ou com seus amigos... Um chuva torrencial começa a cair sobre o local encharcando tudo e a todos... O planeta Terra chorava naquele momento...
Tema de abertura - Destiny
Cruzador Imperial Makura – Saguão Imperial... Os gritos eram terríveis e se o som se propagasse no espaço, talvez até de nosso planeta eles fossem ouvidos... Não eram gemidos ou mesmos resmungos, eram gritos de agonia desesperadores... Adentrando o salão era possível ver um arremedo de homem ao centro, preso por correntes energéticas, despido e terrivelmente flagelado... Ao seu redor os generais Robother e Kanydai e diversos soldados Makura sem qualquer expressão, apenas posicionados... E à frente do homem destruído, a visão aterradora de Kemono em sua cápsula de contenção... A voz gutural da criatura era maior que os gritos desesperados do “açoitado” e se faziam ouvir de forma assustadora:
Imperador Kemono: “ – Achou mesmo que me faria de otário por tanto tempo Gallahorn? Achou que eu iria aturar sua postura dúbia e impertinente até quando?” Os açoites energéticos surgiam da escuridão, feriam e queimavam nos ferimentos até a carne e então o discurso continuava...
Imperador Kemono: “ – Eu nunca confiei em você, sempre soube que não me ajudaria simplesmente por altruísmo, mas tentar me considerar um completo tolo e me usar para singrar o cosmos e ainda tentar se apoderar da Força Terrena? Iria usar este poder contra quem maldito, contra mim?” Mais açoites, mais gritos, mais ferimentos terríveis e uma vez mais a voz de Kemono explodia:
Imperador Kemono: “ – Sua trajetória foi interessante até aqui, conseguiu e conquistou muito ao custo de outros, um completo usurpador como não se poderia esperar mais de alguém de sua estirpe... E é por isso que não existe uma punição ao seu crime, você merece apenas desaparecer para sempre...” Gallahorn ergue com extrema dificuldade os olhos tentando entender como seus pensamentos mais íntimos caíram aos olhos de todos... Ele observa Kemono com ferocidade e eis que por detrás dele, como se ocultando sua presença ele avista... Seus olhos se abrem com uma surpresa que jamais havia sentido antes e tirando forças sabe-se lá de onde ele tenta gritar:
Gallahorn: “ – Você... Como você está aqui... Eu... Eu te matei... Eu tirei sua vida com minhas mãos... SUA MALDITA!!” O general guerreiro então é açoitado novamente com fúria o colocando uma vez mais de face para o chão quando o Imperador então conclui:
Imperador Kemono: “ – Me serviu bem até aqui Gallahorn, mas esta foi a última vez general... Você criou um general guerreiro mais confiável à mim, desde que o pague bem por isso... Você criou a máquina que se supera à cada segundo garantindo minha tecnologia... Você me trouxe até meu destino e ainda me permitiu existir neste universo por uma pequena parcela de tempo... E ainda me serviu para que conseguisse causar medo aos humanos e aos seus defensores com sua “morte ao vivo” e agora tudo será mais fácil. Porém para mim chega de teatros...” Os olhos de Kemono se incendiam e ele brada com o máximo de sua força e fúria:
Imperador Kemono: “ - DESAPAREÇA DA EXISTÊNCIA PARA SEMPRE!” O mesmo disparo que atingiu os Densetsus e Gallahorn anteriormente é desferido de novo, ele atinge o general com todas as suas forças e o cheiro de carne queimando toma conta do saguão... No interior da cena dantesca, Gallahorn parece reunir suas últimas forças, se ergue em chamas e grita com toda a sua fúria embora em vão:
Gallahorn: “ – EU... NÃO... MORREREI!!” O raio atinge potência máxima, uma explosão acontece, uma nuvem paira no ar como se uma bomba houvesse explodido e então só restaram marcas de sangue e chamuscos ao chão... Kanydai que observava à tudo exclama:
Kanydai: “ – E uma vez mais Gallahorn foi teatral até mesmo na hora de morrer... Enfim, finalmente o silêncio que os guerreiros apreciam!” Ele se vira para o Imperador, se ajoelha e fica em posição de reverência, Robother faz o mesmo e então os Makuras começam a retirar os restos do local e limpar a sujeira enquanto a imagem de Kemono se desfaz deixando sua última mensagem naquele momento:
Imperador Kemono: “ – Tenho um plano em andamento, aguardem minhas instruções generais...” Kanydai e Robother ficam em silêncio e em reverência, e o Imperador desaparece em meio as trevas...
Armored Island – 3 dias depois do aparecimento de Kemono sobre a Terra... A visão dela começa finalmente a surgir e ela começa a ouvir alguns murmúrios... Sem fazer qualquer movimento, ela tenta abrir os olhos e buscar pelo som que houve... Ela vê Cmt Tsurugi de costas a falar com alguém, uma moça para ser mais exato que estava visivelmente em prantos... Ela se concentra e fica quieta ao máximo para ouvir o que falavam...
Cmt Tsurugi: “ – Então Mitsu usou o que restava de sua consciência para envolve-los com os poderes da Phoenix que ao que tudo indica até agora, devido sua capacidade de renascer das cinzas pode curar a quem ela escolher também... Eles ainda estão aparentemente em chamas como pode observar, mas elas não queimam de verdade, apenas os curam... Só podemos aguardar, mas se não fosse por Mitsu e a Phoenix, é provável que estaríamos hoje chorando suas mortes, então, anime-se, eles vão se recuperar...” A moça chora inconsolavelmente, e a curiosidade de Mitsu aumenta... Seria uma namorada de Ryuichi? Irmã de Hideki? Ela não saberia dizer e sentia seu corpo extremamente cansado... Mas nenhuma dor... As palavras do comandante lhe apaziguavam ao saber que ela conseguiu invocar o dom da Phoenix e curar a todos antes de suas mortes, mas ela precisava se levantar, não tinha mais o direito de ficar deitada se não sentia dores, ela poderia ajudar a cuidar dos outros, pois, fosse a sua união com a Phoenix ou a amizade com o grupo, ela queria ajuda-los... Ela então se decide, mexe seus braços e vê que não está em chamas, mas percebe que os demais ainda possuem uma calma lavareda ao redor de seus corpos...
Mitsu: “ – Cmt Tsurugi...” Ela se senta na cama, Tsurugi se volta para ela e corre até seu lado, assim como a equipe médica. O comandante a detém com cuidado dizendo que não deveria se esforçar, mas ela ressalta estar bem e desce da cama demonstrando total reabilitação, por mais incrível que isso parecesse... A moça se olha e não entende...
Mitsu: “ – Porque estou bem e eles ainda não?” Tsurugi balança a cabeça em negatividade como quem diz não ter uma resposta para tal pergunta...Nisso, barulhos de passos são ouvidos e uma voz firme e ponderada se faz ouvir enquanto alguém em trajes típicos de médicos plantonistas de Pronto Socorro se dirige aos presentes estendendo a mão à Mitsu:
Dr. Togo: “ – Mitsu minha pequena guerreira não se esforço por favor... Sou o Dr. Togo, passei a cuidar de vocês desde que retornaram há 3 dias... E acho que posso responder sua pergunta...” Todos então prestam ao doutor e ele sugere:
Dr. Togo: “ – Vamos para fora desta área e deixemos eles se recuperarem. Mitsu, eu te peço, venha conosco nesta cadeira de momento, até termos certeza de sua saúde... Por favor!” Ele faz uma reverência e Mitsu mais por respeito do que por convencimento aceita, e assim todos vão saindo do local para ter com Dr. Togo. Ele então inicia as explicações:
Dr. Togo: “ – Sua ligação com o animal lendário Mitsu... Cada um de vocês tem ligação com um dos Densetsu e com aquele que vive dentro de você, seu elo é mais forte. Assim, embora o dom da cura tenha sido colocado em todos, em você ele vive permanentemente e por isso, sua cura foi mais rápida. Os demais ficarão bem em breve, estamos monitorando seus status e todos estão em processo rápido de melhora, deverão acordar entre hoje e amanhã, tenho total certeza!” Todos então sorriem e comemoram, enquanto a moça, com quem o comandante falava antes passa por todos e vai para a sala de fora onde senta-se ao chão e chora pesadamente... Mitsu olha para ela e pergunta ao comandante:
Mitsu: “ – Quem é ela comandante Tsurugi? Nunca a vi aqui...” Ele observa a moça chorando ao longe por frações de segundo e responde:
Cmt Tsurugi: “ – Diz ser amiga de infância de Satoshi, e professora na mesma escola infantil que ele... Quando soube do ocorrido com vocês através dos noticiários, ela implorou ao comandante dos Comandos Terrestres de sua área para ver Satoshi e compadecido com a preocupação da menina, ele me contatou e permiti que ela viesse até aqui para se acalmar... Mas parece estar inconsolável, eu... Não sei mais o que dizer a ela...” Mitsu se levanta da cadeira e exclama:
Mitsu: “ – Deve ser a Shiori... Ela e Satoshi são na verdade... Apaixonados, mas nenhum se declara ao outro...”
Cmt Tsurugi: “ – Sim, este é o nome dela. E sua descrição explica então a comoção de Shiori...”
Mitsu: “ – Deixe que eu vou conversar com ela!” Quando a guerreira tenta partir, Dr. Togo se interpõe e diz o óbvio:
Dr. Togo: “ – Mitsu, você precisa se cuidar, não deveria sair desta cadeira agora e...” A moça se vira para o doutor e com sua habitual convicção dispara:
Mitsu: “ – Dr. Togo eu... Admiro sua preocupação e agradeço por seu cuidado com todos nós, principalmente com eles quatro, mas...” Ela o observa bem nos olhos e completa:
Mitsu: “ – Se não caí atacada por um Imperador de outra dimensão, não vai ser conversando com a namorada do meu amigo que vou morrer, portanto... Com licença!” Ela vira-se e parte deixando todos estupefatos com suas palavras, menos Tsurugi que já a conhecia bem dentre os que estavam ali e somente sorriu, voltando então a observar os demais e trocar ideias com Dr. Togo e o restante da equipe médica. Mitsu então chega até onde Shiori chorava e agachando-se ao lado dela tenta iniciar uma conversa:
Mitsu: “ – Oi Shiori...” A professora vira-se rapidamente para Mitsu, limpa as lágrimas e levanta-se fazendo uma leve reverência à ela...
Shiori: “ – Prazer em conhece-la senhorita Mitsu... Me desculpe pelo meu comportamento é que ver vocês assim... Ver Satoshi assim...” Shiori começa a chorar novamente e então Mitsu se aproxima dela e meia sem jeito tenta acalmá-la... Shiori então se abraça em Mitsu e começa a agradecer sem parar... Mitsu fica encabulada com a situação, a afasta de si com as mãos em seus ombros e explica:
Mitsu: “ – Não precisa agradecer nada, somos como irmãos e cuidamos uns dos outros, não fiz nada além daquilo que eles fariam por mim sem pestanejar também... Mas eu acho que esse ambiente aqui não faz bem pra você, venha comigo, vamos ao meu quarto!” Mitsu pega Shiori da mão e sai arrastando a professora pelos corredores em grande velocidade e então adentram o alojamento onde eles ficavam antes de ganharam liberdade para viver com os seus. Mitsu vai entrando e tirando a roupa da enfermaria que haviam colocado nela e entra para o banho enquanto Shiori um tanto envergonhada ainda ia olhando o ambiente... De dentro do box onde se banhava Mitsu vai conversando:
Mitsu: “ – Ficamos por longas semanas nestes alojamentos e Satoshi sempre falava em você... Disse que cresceram juntos no orfanato e que sentia muita falta de todos vocês, principalmente de você e dos pequenos. Aliás Satoshi não parava de falar nunca e às vezes a gente precisava pedir pra ele ficar quieto um pouco, mas ele é quem sempre nos mantém rindo e em clima de alegria, sem ele eu creio que nossos dias, ainda mais com esta situação atual, seriam bem nublados... Mas e vocês, me conte, como é o dia de vocês lá? O que fazem de tão atrativo que Satoshi não sossegou até ir pra lá de volta?” Shiori um tanto encabulada ainda, afinal havia mal conhecido Mitsu e ela já estava saindo do banho sem nenhuma roupa e falando sem parar, começa a tentar explicar:
Shiori: “ – Bem... Nós fomos abandonados ainda bebê, tanto Satoshi quanto eu... Ele sempre me defendeu quando alguém brigava comigo e eu sempre o admirei, talvez por essa postura... Crescemos juntos e estudamos juntos, nos graduando juntos... Ao atingir nossa meta profissional, decidimos retribuir ao orfanato o que ele fez por nós e então assumimos o cuidado dos pequenos que continuam a chegar... Vivemos o que aquelas crianças vivem então sabemos como elas se sentem e do que precisam e nós, em contra partida, nos sentimos bem ao ouvir suas algazarras e bagunças... Acredito que seja isso...” Mitsu chega por detrás dela já de lingerie e tentando enfiar uma calça apertada demais sorrindo:
Mitsu: “ – Sei, sei... Eu acho que tem mais coisa aí... Afinal, cuidar de crianças barulhentas, não deve ser tão divertido assim, nada contra... Mas eu creio que... Vocês são apaixonados e querem estar perto um do outro, isso é simples!” O sutien de Mitsu abre-se, ela rapidamente começa a colocar tudo no lugar de novo e veste uma camiseta, enquanto Shiori mudava de cor a cada instante, tanto pelo comportamento de Mitsu quanto por suas palavras e Mitsu continua:
Mitsu: “ – Quando vão se declarar um para o outro hein?” Shiori acena negativamente com as mãos e não sabe o que dizer até que Mitsu para ao lado dela e sussurra:
Mitsu: “ – Estamos somente nós... Pode se abrir... Ele em breve despertará e acredito que gostaria de ouvir palavras bem melosas de você senhorita Shiori...” A professora então sorri, pensa um pouco com Mitsu à encarando e responde:
Shiori: “ – Eu... Eu amo Satoshi do fundo do meu coração... Mas não me sinto digna de dizer isso pra ele, ele... Ele é um guerreiro que protege a Terra e eu sou tão somente...” Mitsu a interrompe com vigor:
Mitsu: “ – Você é simplesmente a beldade que ele escolheu pra amar, quer coisa melhor que isso? Moça, presta atenção, é muito, mas muito ruim não ter um gato como Satoshi à disposição de nosso coração, veja, eu mesmo vivo buscando minha alma gêmea e acabei quase me engraçando com um robô de Robother, eca!” Ambas dão risadas intensas e então Mitsu continua:
Mitsu: “ – Sei que o assunto não é fácil principalmente quando se é retraída assim, e o Satoshi não facilita pois ele podia chegar e te dizer o que sente também e facilitava para você, mas já que ele não se mexe, eu creio que você deve tomar a dianteira, porque daqui há pouco, a idade alcança e vocês deixam a juventude passar com firulas de não quero dizer isso e não quero dizer aquilo.” Mitsu fica observando Shiori e ela acena positivamente com a cabeça como se concordasse e então a jovem guerreira da Phoenix propõe um acordo:
Mitsu: “ – Vamos fazer um acordo, você me promete que vai falar com Satoshi na primeira oportunidade e eu te levo pra ver ele de novo antes que o Comandante mande que você saia, afinal, devem estar estranhando nossa ausência e nem eu nem você deveríamos estar aqui na concepção deles, hahahah! E após ver Satoshi, você... Me leva pra ver como cuidar de crianças barulhentas é tão bom assim... Acordo fechado?” Shiori pensa um pouco e acena positivamente para Mitsu e assim ambas partem em direção ao centro médico novamente, mais uma vez com Mitsu arrastando a professora pelos corredores! Chegando ao local, elas param pelo lado de fora do vidro e observam a todos como se estivessem dormindo... Seus ferimentos pareciam estar curados mas eles ainda estavam em coma profundo... Tsurugi às enxerga e vai em direção a elas, o Dr. Togo vê o comandante saindo, entende porque e o segue e então ambos chegam até as duas moças:
Cmt. Tsurugi: “ – Shiori... Fique tranquila, Satoshi acordará em breve, assim como os demais, eu tenho certeza!” Ele sorri e põe as mãos nos ombros de Shiori e de Mitsu e ambas acenam positivamente e então o Dr. Sugere:
Dr. Togo: “ – Você não está completamente bem Mitsu, sua mente precisa guiar seu corpo nesse sentido a cada segundo mais...” O médico olha para as duas moças, sorri e completa:
Dr. Togo: “ - Ficar aqui observando seus colegas dormirem, não os fará despertar mais rápido e muito menos trará bem algum a vocês... Saiam e se distraiam um pouco e assim que algo mudar no quadro deles, as duas serão convidadas à vir aqui recepciona-los, não concorda Tsurugi?” O comandante sorridente confirma que sim e então após se olharem, as duas aceitam a proposta e partem para sair à rua e se conhecerem um pouco melhor... Na cabeça de Mitsu, a curiosidade de como era uma menina que conseguia encantar alguém sem precisar tentar se destacar como ela fazia... Na mente de Shiori, como seria uma menina tão à frente de seu tempo como ela pensava após os breves instantes com Mitsu e o quanto isso poderia fazer com que Satoshi a considerasse sem atrativos a ele... Duas jovens preocupadas com o quanto afetavam as pessoas à sua volta e querendo encontrar na outra o que agradavam-se quem convivia com elas... Enquanto elas buscavam suas respostas e aguardavam pelo retorno daqueles que prezavam, Togo e Tsurugi ficam a observar as duas partirem e o comandante comenta, voltando-se aos que ainda repousavam...
Cmt Tsurugi: “ – Eles ainda são tão jovens... Não deveriam passar por tamanhas preocupações e medos...” Togo o observa e sorrindo parte em direção a equipe médica deixando-lhe um acalento:
Dr. Togo: “ – Em suas épocas vocês eram tão jovens quanto e... Não tiveram um “paizão” preocupado como você ao redor... Embora seus desafios, eles estão bem amparados meu amigo, acredite!” Tsurugi balança a cabeça positivamente mas vira-se para os garotos novamente e permanece ali, aguardando que eles despertem... Dr. Togo percebe que o comandante irá manter sua vigília e segue seus afazeres enquanto as duas moças usam o metrô para seguir até o orfanato... Mitsu durante a viagem que durou algumas horas, falou muito, deu muitas dicas, cantarolou, conseguiu algumas falas de Shiori, mas por mais que se esforçasse, ela sabia que a moça estava como ela mesma não queria demonstrar, ou seja, temendo pela vida dos amigos... “Ir até o orfanato e encontrar crianças barulhentas que me farão pensar em outra coisa vai ajudar muito” pensava ela e por isso fez a proposta à Shiori e então, depois de um percurso rápido de táxi, eles chegavam em frente ao orfanato. Tão logo Shiori mexeu no portão de acesso que fazia um rangido, a porta se abriu e as crianças correram em direção à professora que acolheu a todos com um sorriso no rosto e tentando disfarçar a preocupação:
Crianças: “ – Como está o mano Satoshi senhorita Shiori?” Ela respira fundo e responde:
Shiori: “ – Ele está melhor, vai ficar bem, só precisa descansar... Em breve estará de pé novamente...” A moça percebe um movimento e vê senhora Yoshimi fechando a porta e retornando para o interior... Shiori poderia ludibriar as crianças, mas nunca alguém vivida como a dona do Orfanato e ela sabia disso... Tentando esquecer tudo e sorrir diante dos pequenos, ela olha para Mitsu que ainda encontrava-se do lado de fora do portão afinal, eram muitas crianças pra uma Mitsu apenas e ela não sabia como agir, parecia que estava diante de um enxame de abelhas e sua expressão apavorada demonstrava isso... Shiori percebendo resolveu piorar a situação da moça, acreditando que poderia fazer ela realmente perceber o bem das crianças, indo até o portão e a puxando para dentro, completando:
Shiori: “ – Crianças, essa é uma nova amiga da escola, ela se chama Mitsu e é amiga de Satoshi! Ela veio brincar com vocês!” Mitsu olha apavorada para trás e gesticula negativamente mas não houve mais tempo, as crianças a alcançaram e enquanto ela era “engolida” pela onda de crianças, Shiori ria muito e deixava Mitsu se virar. A bagunça continuou por longos momentos até que a guerreira da Phoenix emergiu, escabelada, suja, com o sapato fora do pé e uma expressão de pavor. A professora então resolve interceder, rindo e explicando:
Shiori: “ – Venha, vamos entrar, está na hora do almoço e teremos coisas muito gostosas. Fique tranquila, você é uma “novidade” na escola, em seguida eles se acalmam...” Ela vai ajudando Mitsu a entrar na escola, enquanto a moça cambaleante arrumando sua aparência questiona:
Mitsu: “ – Como... Como vocês conseguem suportar isso diariamente?” Shiori para à frente dela, pega suas mãos e com um sorriso no rosto explica:
Shiori: “ – Suas histórias!” Mitsu coça a cabeça, pensa um pouco e dispara:
Mitsu: “ – Hã... Elas contam histórias muito bem? E isso basta para ficar nesse status que estou?” Shiori ri por alguns instantes e então retoma:
Shiori: “ – Seus passados, suas histórias de vida, o que os trouxe aqui... Cada um deles, tem uma história única, algumas bem tristes e... Uma vez que você houve suas histórias, nunca mais você consegue ficar longe deles pois sabe que eles são pequenos demais para ter sofrido tanto... Você não quer que nenhum deles sofra de novo... Isso é mais importante... Que nossas próprias vidas!” Ela fica então séria olhando para a jovem guerreira que ainda acha tudo aquilo ser muito exagerado, quando então Shiori a desafia:
Shiori: “ – Olha só... Após o almoço... Não, na verdade após a sesta das crianças, iremos fazer nosso grupo de conversa e pedirei as crianças que contem suas histórias de como chegaram aqui, as que lembram claro, e se você conseguir ainda assim achar que conseguirá ficar sem visita-las novamente, eu me declaro hoje mesmo ao Satoshi, ou melhor, assim que ele acordar? Aposta feita?” Os olhos de Mitsu brilharam, estava no papo para ela, seria fácil, e ela aperta a mão de Shiori com satisfação:
Mitsu: “ – Feito professorinha! Assim que Satoshi acordar teremos um romance em andamento então, pois, você vai perder!” Ambas sorriem determinadas e partem para o almoço. A cena fica focando de fora do refeitório e de lá se podia ouvir Shiori à comentar enquanto senhora Yoshimi saía de fininho da sala:
Shiori: “ – Crianças! Como recebemos uma visita tão divertida para o almoço?!” A resposta em uníssono dos pequenos caiu como uma bomba aos ouvidos da vaidosa Mitsu:
Crianças: “ – GUERRA DE COMIDAAAAAAA!”
Base dos Defensores da Terra, 14:33hs - Ainda em frente ao vidro onde os NeoChangeman repousam, Cmt Tsurugi não arredava o pé... O ruído do elevador se faz ouvir, Tsurugi observa e vê Hayate e Sayaka vindo com uma bandeja... Ele faz uma reverência sorrindo, agradece e pegando uma maça, segue a observar os garotos...
Cmt Tsurugi: “ – Eu me sinto responsável por os ter colocado nisso...” Hayate toma um gole do suco que bebia, olha para cima, arruma seu cabelo e olhando novamente para os rapazes comatosos, responde:
Hayate: “ – Eu não vejo dessa forma... Em nossa época, cada um foi por um motivo ao treinamento, mesmo que fossem diferentes de proteger o planeta, mas... Você lembra nossa sensação quando vimos Bazoo atacando e matando pessoas... Você foi o primeiro a bradar que bastava...”
Sayaka: ” – Eu me lembro que... Parecia que um grito queria sair de nosso peito e... Aquilo parecia ser a coisa mais ousada e mais incrível a ser feita... Nada parecia ser mais importante que aquilo...” Um sibilo ao lado deles e Hayate dá um pulo para trás se recompondo rapidamente ao perceber quem era...
Mai: “ – Proteger vidas... Proteger nosso planeta... Até mesmo uma garota problema como eu entendia aquilo e daria minha vida por isso... Eles não estão aqui obrigados por pressão de um sargento linha dura...”
Hayate: “ – E desgraçado se me lembro bem de ouvir você dizer Mai...” Todos dão leves sorrisos e a espiã continua...
Mai: “ – Sim... Ele era um desgraçado... Mas ele extraiu o melhor de nós e sem ele, não teríamos protegido a Terra...” Todos acenam positivamente enquanto Mai continuava a olhar pela vidraça sem perceber que alguém se aproximava dela...
Dr. Togo: “ – Mai?” Ela vira-se assustada, sabia que o médico estava na ilha, sabia que ele cuidava dos garotos, mas não se tocou que poderia dar de cara com ele... Sem achar uma resposta plausível, Mai Tsubasa assume a coloração vermelho carmesim em suas bochechas e sem alternativa, desaparece diante de todos, completamente encabulada sem saber o que dizer ou como reagir a situação... Todos ficam sem entender o ocorrido, menos Sayaka que parecia sacudir a cabeça negativamente de forma discreta...
Dr. Togo: “ – Era a Mai? A Mai que era a Change-Phoenix? Eu... Eu preciso falar com ela...” Sayaka se interpõe e pede:
Sayaka: “ – Ela não está em um bom momento doutor... Ela virá falar com o senhor assim que ela puder acertar alguns detalhes, fique tranquilo...” Sayaka faz uma reverência e se retira enquanto Hayate e o Tsurugi voltam a observar os garotos... Dr. Togo fica sem entender nada, mas resolve confiar em Sayaka e volta a seus afazeres... Alguns segundos se passam e Hayate interrompe o silêncio:
Hayate: “ – E Ozoora... Que fim teve nosso amigo apaixonado por equinos e comida? Você tem algum contato com ele Tsurugi?” Tsurugi vira-se para Hayate e com uma expressão séria comenta:
Cmt. Tsurugi: “ – Pois bem, aconteceu o seguinte...” E seguiram a conversar enquanto o tempo passava.
Orfanato em Kinki – 15:00hs - Uma sala cheia de desenhos na parede, 90% deles representando Satoshi e suas asas... O conhecimento dos integrantes de NeoChangeman não era colocado à disposição de todos, mas também não era mantido como segredo, quem conhecia os integrantes os reconhecia em combate e Satoshi nunca escondeu das crianças onde esteve quando elas precisaram dele... Assim, todos os pequenos irradiavam alegria, orgulho e se sentiam seguras diante da figura do irmão herói que lutava por eles que ainda eram pequenos. A sala estava com todas as crianças da escola ali e senhora Yoshimi se fazia presente... Ela ainda ria um pouco lembrando da expressão de Mitsu após estar coberta de sushi, molho Shoyu e onigiri, praticamente em estado de choque... A guerreira agora encontrava-se sentada junto de todos, de banho tomado e com um quimono de Shiori que embora tenha ficado um pouco apertado para a moça, a vestia de forma graciosa. Shiori então faz a frente e começa:
Shiori: “ – Hoje, queremos para dar mais apoio ao nosso estimado Satoshi, contar um pouco sobre nós e relatar como chegamos até aqui... Falar sobre nosso passado nos ajuda a conhecer nossas falhas, reconhecer o que já passamos e superamos e nos preparar melhor para o futuro, por isso, é importante que tenhamos a capacidade de nos abrirmos uns com os outros... Todos concordam?” Um grande e uníssono sim foi ouvido e então a professora inicia:
Shiori: “ – Eu começo... Quando cheguei aqui, eu tinha 4 anos de idade... Satoshi tinha chegado poucos meses antes e... Existiam aqui algumas crianças naquela época um tanto revoltadas com suas situações... Um deles tentou me agredir e Satoshi, mesmo pequeno como era, se colocou a minha frente e apanhou em meu lugar... Eu curava seus ferimentos após junto com a professora que trabalhava aqui, os alunos eram repreendidos mas quando tinham a oportunidade voltavam a fazer... Satoshi sempre foi um defensor ao meu lado e nunca desejou o mal a seus agressores, por várias vezes tentou ser amigo deles... Por isso hoje ele é um NeoChangeman, seu coração como diz senhora Yoshimi, é maior que seu corpo, uma pessoa de bem!” Todos batem palmas, Mitsu estava rindo e batendo palmas exclamou:
Mitsu: “ – Nossa, bela atitude do homem elétrico, hahahaha!” As crianças olham meio torcido para ela acreditando que ela tenha xingado Satoshi e então voltam a prestar atenção em Shiori que os convocava a contar suas histórias, e naquela guerra de olhares, Mitsu olhou uma criança mais ao fundo do grupo, sentada em posição diferente das demais, sem prestar atenção ao que era falado, apenas a olhar para fora, pela janela... A guerreira voltou a prestar atenção as histórias e de quando em vez corria o olho para a menina que olhava o nada complacentemente... Já as narrativas dos pequenos foram várias, de brigas entre casal e os filhos colocados para adoção por ordem judicial à crianças mal tratadas, abandonadas, crianças sem pais e diversas outras narrativas... Ao final de mais uma, Mitsu estava com os olhos cheios de lágrimas pois tão pequenos, já haviam sofrido tanto... Senhora Yoshimi então bate palmas dizendo que era hora de fazerem um lanche, até mesmo para quebrar o clima melancólico que se instaurou e as crianças saíram correndo para o refeitório... Mitsu ainda se mantinha sentada e então, com o aproximar de Shiori, desabou a chorar devido a tudo que tinha ouvido ali... Em um gesto de entendimento e acolhimento, Shiori a abraça e explica:
Shiori: “ – Consegue entender porque tanta proteção às crianças? Consegue entender porque Satoshi é como é?” Mitsu se vira e se abraça em Shiori e chora mais um pouco, se acalmando logo em seguida com o afago da professora... Agora elas haviam trocado de lugar, era Shiori quem confortava a brava guerreira... Elas se levantam e seguem em direção ao refeitório e novamente Mitsu avista a mesma criança, sentada e fazendo lanche, mas ainda assim a olhar para fora como se nada aqui dentro o chamasse a atenção... Ela então cede a curiosidade e pergunta:
Mitsu: “ – Porque aquela pequena está sempre afastada e como que deslocada de tudo que acontece Shiori?” A moça procura pela criança com a visão e a encontrando começa a explicar com uma expressão preocupada:
Shiori: “ – Ela se chama Akemi, sua irmã mais velha Sayuri... Ambas foram abandonadas pela mãe alcóolatra que solteira, não conseguiu criar as filhas e se suicidou... Sayuri sempre foi o escudo de Akemi e as duas viviam em outro orfanato, um que infelizmente foi destruído durante o ataque inicial de Makura com várias crianças e professores mortos... Após o surgimento de vocês e a calmaria que conseguiram instaurar... Bem, Akemi veio para cá...” Mitsu então tem uma reação de espanto com a frase final e olhando nos olhos de Shiori temendo a resposta pergunta:
Mitsu: “ – E Sayuri, porque não veio para cá?” Shiori baixa a cabeça e cochichando para que nenhuma das crianças ouvisse, explica:
Shiori: “ – Akemi foi encontrada em estado de choque, coberta de sangue e restos da irmã que se pôs à frente dela e serviu como verdadeiro escudo humano... Sayuri salvou Akemi, deu sua vida por ela... Desde então, Akemi não fala mais com ninguém, não sorri, não chora... Ela parece não demonstrar mais emoções e sabemos que não existe qualquer problema físico...” Mitsu enfeza o rosto e sai do refeitório com os olhos lacrimejando, Shiori vai atrás dela e a encontra na saída externa do salão aos prantos... Shiori para ao lado dela e apenas a fica ouvindo, sabia como ela se sentia e que ela precisava colocar aquele sentimento ruim para fora... Mitsu então começa a falar, com tom que denotava sua raiva, mas tentando conter o volume de sua voz para não alarmar as crianças...
Mitsu: “ – Como isso pode acontecer com seres tão inocentes... Somos adultos e temos uma grande dificuldade em aceitar coisas que acontecem conosco, fico imaginando se meus pais me abandonassem e eu perdesse um irmão, como seria difícil entender, mas ela... Ela deve ter seus cinco, seis anos, como uma criança assim entenderia coisas tão terríveis em tão pouco tempo de vida... Isso é inadmissível, isso é simplesmente inadmissível...” Shiori então com sua voz tranquila e já calejada com a situação explica:
Shiori: “ – Nem tudo podemos evitar, nem tudo podemos mudar Mitsu... Mas sim, podemos dar um futuro e dias melhores para alguém que já sofreu tanto... O passado de Akemi não temos como corrigir, mas os dias que ela viverá entre nós, esses sim podemos tornar os mais felizes e mais incríveis de todos... Agora consegue entender porque tanta dedicação aos pequenos?” Mitsu enxuga suas lágrimas e vira-se ainda triste, mas com determinação para Shiori...
Mitsu: “ – Como posso ajudar essas crianças Shiori? Me diga, o que devo fazer para poder ajudar essas crianças a terem uma vida melhor?” Shiori sorri largamente e a convida a entrar de novo explicando:
Shiori: “ – Sorria! Seja amável... Dê carinho, atenção, as escute e as faça sorrir... Isso é tudo que elas pedem e necessitam...” Mitsu sorri entre as lágrimas sentindo que descobriu algo nunca pensado antes... Sua vida era maravilhosa, ela tinha um lar, pais amorosos, estudava e ainda assim reclamava muitas vezes, mas hoje, diante daquilo, ela percebeu o que realmente eram problemas de verdade, tristezas de verdade e isso a fez ver a vida com outros olhos... Ela completa:
Mitsu: “ – Será que há como me aproximar de Akemi? Eu gostaria de tentar ajuda-la... Você me ajudaria com isso Shiori?” A professora então se detém, vira-se para Mitsu e lhe dá longo abraço emocionada:
Shiori: “ – Sim, eu a ajudarei!” As duas sorriem e partem para o lanche com as crianças, cada qual mais emocionada que a outra e um novo mundo, uma nova visão se abriu para Mitsu Kobayashi naquele dia!
As horas transcorrem, Mitsu ainda permanecia na escola tentando se aproximar de Akemi, e embora nenhuma resposta verbal, a menina não se afastou dela como fazia geralmente de quem se aproximasse... Na Armored Island, Tsurugi e Hayate ainda se mantinham atentos aos rapazes e trocavam informações com a equipe médica enquanto no espaço, Kemono uma vez mais se manifestava no salão Imperial enquanto seus generais adentravam o mesmo seguidos de vários soldados Makura como um verdadeiro exército imperial... Kanydai e Robother se prostram diante do ser e aguardam seu comunicado... Ele os observa atentamente e conclama:
Kemono: “ – Qual dos dois teria um plano de ataque imediato à Terra?” Kanydai eleva o rosto e ergue-se colocando o braço à frente do peito:
Kanydai: “ – Eu tenho Imperador... Avalan Igneos está pronto para ser testado e acredito que posso deixar os NeoChangeman em situação bem complicada...” Kemono cerra os olhos e indaga:
Kemono: “ – Como isso aconteceria?” Kanydai com um sorriso nefasto e a calma que lhe é conhecida quando ao tramar algo, explica:
Kanydai: “ – Eu misturei elementos de terra e fogo e criei algo interessante... Rocha da mais resistente por fora, completamente preenchido do mais puro magma no seu interior... Calor, projéteis, ataques perfurantes, nada disso fara efeito ao meu guerreiro e em contra partida, um ataque de rocha maciça ou uma lufada de magma puro podem...” Kanydai toca em seu braço decepado logo que chegou a Terra pelo MagmaClaw de NeoGriphon e chega a sibilar de raiva, mas se contém e continua:
Kanydai: “ – Podem desintegrar seres vivos em um piscar de olhos... Creio que tenho uma boa oportunidade meu senhor...” Kanydai fica a observar Kemono aguardando sua resposta enquanto o monstruoso ser o observa... O imperador então recua para sua escuridão, proferindo antes de desparecer:
Kemono: “ – Siga com seu plano, faço votos de que obtenha êxito... No entanto, tenho um plano extra seguindo em paralelo... Faça o seu melhor general Kanydai, valorize minhas riquezas gastas com você...” Kemono desaparece, Kanydai não gosta das frases finais, mas estava sendo muito bem pago então, engoliu o orgulho e partiu para executar sua missão.
O general aciona as tropas Makura, cruzadores são carregados de soldados em posição de reclusão prontos para serem lançados sobre o planeta. As naves decolam, a Armored Island registra o movimento e o alarme soa por todo o local. Tsurugi e Hayate acenam para o doutor Togo e vão para a sala de comando enquanto Mitsu, antes mesmo de ser avisada pelo comunicador sentia uma vibração maligna em direção ao planeta. Ela olha para Shiori a segura pelo braço e explica:
Mitsu: “ – Olha, eu preciso ir... Não posso deixar que mais situações como a dela aconteçam... Voltarei com o Satoshi, eu prometo!” Shiori acena positivamente e então, antes que a guerreira se levantasse, um toque sutil, um calor quase que desconhecido para Mitsu e uma sensação de que algo grande ia acontecer fazem a jovem herdeira da Phoenix olhar para trás... Com os olhos cheios de lágrimas, a calada Akemi pede:
Akemi: “ – A senhora vai voltar tia Mitsu? Promete?” Mitsu olha para Shiori, as duas se enchem de emoção e Mitsu vira-se para Akemi dando a certeza:
Mitsu: “ – Acredite em mim, eu voltarei e trarei outros tios para brincar conosco, tenha certeza!” Mitsu beija a testa de Akemi, vira-se e parte correndo para fora da escola, tendo acesso à rua e aumentando sua velocidade o mais que podia enquanto repetia para si mesmo:
Mitsu: “ – Makura... Não vai mais separar famílias... Eu entendi os sentimentos de Satoshi hoje e tenha certeza, irão pagar pelo que fizeram a Akemi! VAMOS CHANGE!! NEOPHOENIX!!” O comunicador aciona-se para avisar do problema, mas NeoPhoenix mergulha no portal antes de saber do perigo que os aguardava indo em direção ao combate determinada à fazer justiça por Sayuri e sua irmã!
Cidade de Kawasaki – aproximadamente 17:00hs - Um grande impacto se fez ouvir por toda a cidade, gritos antecipavam o estrondo pois muitos viram a esfera incandescente descer dos céus seguida de naves extraterrestes. O pânico imediatamente começou e logo os prédios começaram a cair devido ao corpo gigantesco que passava por entre eles... O alerta havia sido emitido 30 minutos antes, o governo e os Defensores da Terra creem que a maioria da população conseguiu pelo menos sair dos edifícios e os portais não paravam de abrir lançando Comandos Terrestres pela cidade. A Base Shuttle materializa-se acima das tropas e começam um pesado bombardeio ao monstro que ataca o local, a criatura gigante, feita de rochas e magma, gargalhava e mostrava seu poder por entre as construções.
Nada lançado parecia fazer efeito, mísseis explodiam antes de tocar o monstro e suas lavas pingavam de dentro de seu corpo cheio de rachaduras o que fazia com que os Comandos não pudessem se aproximar sem cuidado do mesmo. A criatura seguia urrando e atacando, os Comandos atuavam como podiam, grande parte voltada a tirar possíveis atrasados do local e salvar suas vidas e enquanto isso na Base Shuttle Tsurugi esbravejava:
Cmt Tsurugi: “ – Maldito, nada o afeta! Sayaka, temos algo que possa fazer frente a ele?” A cientista nem o observa apenas segue mexendo nos comandos de sua central e erguendo a cabeça e olhar determinado revida:
Sayaka: “ – Acredito que consegui algo! Vou enviar a modificação para os mísseis e espero que os nanitas façam o que na simulação dizem fazer!” Ela faz alguns ajustes e com o polegar indica a Tsurugi que tudo está pronto, ele acena positivamente e comanda:
Cmt. Tsurugi: “ – Misseis Quânticos, disparar!” Sem sequer perguntar o que Sayaka havia modificado, confiante na cientista ele observa os mísseis partindo e indo em direção ao inimigo. Os artefatos atingem o alvo, adentrando o mesmo em suas rachaduras e se veem filetes brancos surgindo por sua estrutura... O monstro para por alguns instantes, olha para os filetes, olha para a Base Shuttle, como se sorrisse, elevando então suas flamas e os filetes desaparecem por completo. Tsurugi bate uma mão na outra e Sayaka chega até ele correndo:
Sayaka: “ – Tentei modificar as moléculas para que se tornassem congelantes, mas apesar de ter funcionado, o resultado foi bem aquém do esperado... Ele aumentou seu calor interno e desfez o gelo... Eu... Eu... Eu não sei como contra atacar Tsurugi...” O comandante olha preocupado para o monstro que arrasava a cidade e não acha uma maneira de impedir o acontecido, sobre um dos prédios Kanydai observa os fatos e com expressão de satisfação contempla seu feito...
De repente um estrondo como se a barreira do som tivesse sido quebrada, um risco vermelho crescente se nota nos céus, um guincho poderoso e já conhecido dos guerreiros se faz ouvir e como um cometa, a lendária Phoenix desce dos céus totalmente incandescente atingindo o inimigo como uma bola de demolição magnânima, gerando uma grande explosão o arremessando contra o parque próximo, caindo pesadamente entre as árvores e abrindo uma cratera por onde passou... Kanydai não esperava pelo acontecido e sente seu plano ir por água abaixo enquanto observava a Phoenix revoltada, girando nos céus manobrando e vindo na direção do monstro novamente lançando diversas esferas de fogo contra o adversário e as explosões eram gigantes para o nível de uma pessoa o que parecia aos expectadores algo muito maior do que era na verdade, porém seu poder destrutivo e concentrado, esse sim era colossal... A ave lendária Phoenix paira à frente da Base Shuttle se interpondo entre eles e a criatura esperando o resultado de seu ataque... Mentalmente ela se comunica com todos sobrepujando-se a voz de Mitsu:
NeoPhoenix: “ – Comandante, e os demais? Precisamos deles, eu não infligi dano na criatura, somos o mesmo elemento...” Tsurugi sacode a cabeça negativamente e responde:
Cmt Tsurugi: “ – Ainda comatosos Mitsu... Nós vamos ajudar você!” Ele vira-se para a cientista chefe e tenta algo arriscado:
Cmt. Tsurugi: “ - Sayaka, consegue unir o elemento congelante aos punhos do NeoChange-Robo?” Ela o olha assustada de início mas sua expressão vai mudando e dá a entender que isso será possível... Tsurugi então sorri e completa:
Hayate: “ – Certo, vamos derrubar esse cara!” Hayate se teleporta ao hangar da Base Shuttle enquanto Sayaka e Tsurugi seguem para lá também, e adentrando aos veículos de combate JetChanger, HeliChanger e LandChanger, se lançam pelos céus para preparar seu ataque.
Hayate: “ – Qual vai ser a maluquice que vamos fazer dessa vez companheiros?” Sayaka aparece no monitor de todos e explica a situação atual:
Sayaka: “ – Estou transferindo as mudanças nos nanotechno-dados para que os punhos do NeoChange-Robô emitam frio intenso, quase como um congelador nanotechnológico de forma a podermos causar danos a esse monstro.”
Cmt Tsurugi:“ – Conto com você Sayaka!”
Hayate: “ – Entendi quase nada mas confio em vocês e nós contamos com você Change-Robô!”
A imagem de Kanydai aparece nos céus em forma de holografia e dispara suas palavras ácidas:
Kanydai: “ – Meu Avalan Igneos é muito superior, não adianta tentarem nada, hoje vocês morrem NeoChangeman e seu executor é Kanydai, ahahahahaha!”
Hayate: “ – Ora sua lagartixa crescida... Vou enfiar o punho do Change-Robô em seu...”
Sayaka: “ – HAYATE!! Pare com esse palavreado e vamos ao gattai!” Tsurugi acena positivamente, a imagem de Kanydai desaparece ao ser trespassada pelos veículos e então ao comando do sábio combatente, a fusão se inicia:
Cmt Tsurugi: “ – Conversão terrestre, preparar!” Em questão de segundos os veículos brilham, se fundem em uma esfera de luz, atacam o monstro diversas vezes dando um espaço para que o densetsu Phoenix pudesse voar mais acima e recuperar o fôlego, e voltam aos céus descendo pesadamente em pé, já como o poderoso NeoChange-Robô.
Os punhos do gigante guerreiro então se congelam e emitem forte frio como se fossem realmente um refrigerador potente e ele parte pra cima da criatura Igneos desferindo uma sequência de socos poderosos que fizeram a fera recuar golpe a golpe, sentindo cada impacto. Kanydai começou a ficar apreensivo pois embora o poder do elemental que ele infundiu à criatura Avalan, ele via golpe após golpe de NeoChange-Robô afetarem sua criação... Em seu íntimo, ele não esperava por algo assim... Indignado ele berra de cima do prédio:
Kanydai: “ – Vamos Igneos, revide, destrua esse maldito robô!” O monstro ergue seus braços, aumenta seu calor interno e lança rajadas de lava contra o mecha guerreiro, a fuselagem do mesmo queima ao toque, mas resiste ao impacto, desvia de outros, avança de novo e fere mais vezes Avalan Igneos para o descontentamento completo do general fera.
Cmt Tsurugi: “ – Pessoal, vamos manter a pressão, vamos bater nele o máximo possível para tentar feri-lo!”
Hayate: “ – Vamos intensificar o ataque, o NeoChange-Robô tem capacidade para isso! Sayaka, consegue aumentar o frio nos punhos dele?”
Sayaka: “ – Isso não é possível e a temperatura interna está aumentando muito, não sei se conseguimos manter o ritmo!”
Cmt Tsurugi: “ – Nós precisamos manter o ritmo Sayaka, a vida de Mitsu e da população dependem de conseguirmos algo!” Todos fazem expressão de determinação misturado a apreensão e seguem como um legítimo pugilista contra o monstro incandescente. Seus golpes estavam realmente surtindo efeito, se viam os filetes de frio enfraquecerem as chamas por segundos e depois sumirem... Então, veio a ação de bloqueio, o antebraço de Avalan detém um upper do mecha, o monstro sorri maquiavelicamente e começa a evitar todos os ataques, qualquer golpe dado era bloqueado por seus poderosos antebraços em chamas e apesar do frio extremo, ele conseguia evitar os danos que tomava inicialmente.
Cmt Tsurugi: “ – O que está acontecendo... Ele saber onde vamos bater, como se lesse nossos movimentos...” Uma mensagem surge no visor dos três com os seguintes dizeres:
“ – Mudem o estilo de luta... Ele analisa e assimila seu estilo de combate...”
Sayaka: “ – Mai...”
Hayate: “ – Garota linda do super Hayate!”
Cmt Tsurugi: “ – Ok, vamos alternar de estilo de combate, vamos mesclar diversos golpes e tentar confundir o Igneos!” Usando de ataques diferenciados mesmo que não tão eficazes como diretos e cruzados, NeoChange-Robo começa a acertar o inimigo novamente, o atinge fortemente em grandes momentos, mas com o decorrer dos minutos que mais pareciam horas, a verdade começa a ficar visível:
Hayate: “ – Ahhhhhhhhhh droga!! Estamos apenas ganhando tempo, nossos golpes não o derrubam! MALDITO!!”
Sayaka: “ – Hayate tem razão Tsurugi...” Um guincho poderoso ecoa no ar e a voz chega até suas mentes:
NeoPhoenix: “ – Então é minha vez de novo, eu vou tentar derrubá-lo!” A Phoenix ataca brutalmente Avalan Igneos, o impacto físico é tremendo e novamente o arremessa pelo chão com temível agressividade, mas nada de danos agravados o atingem e ele se ergue de novo tentando atingir a ave lendária que manobra pelos céus tentando destruí-lo... Era fogo contra fogo, nenhum dos dois se sobressaía e o cansaço iria atingir NeoPhoenix mais rápido que a Avalan, isso era um fato... NeoPhoenix: " - Eu não me darei por vencida, continuarei a atacar e atacar até que caia, vocês não irão fazer situações como da Akemi se repetir seus malditos!! Eu vingarei... TODOS OS SONHOS DESTRUÍDOS!" A ave ígnea continua a manobrar pelos céus e a atacar com ferocidade, e sobre o prédio Kanydai tenta entender como o NeoChange-Robo percebeu a assimilação de Avalan quando sente um cheiro diferenciado no ar... Ele olha ao redor e sente que o odor diminui... O general sorri e entende...
Kanydai: “ – Estavam me espionando... Muito bem, chega de brincar então!” Ele vira-se para sua criatura e brada:
Kanydai: “ – Igneos... Mostre do que é feito, dê calor a eles, FRITE A TODOS, AGORA!” O monstro urra, as lavas dentro de si parecem se agitar e começar a sair por suas fendas e observando o novo ataque da ave lendária Phoenix, Igneos a segurada pelo pescoço em pleno voo e então, as labaredas e lavas transbordam de seu punho para o densetsu como um jato cáustico contra ela. O fogo não a fere, mas o esforço para se libertar começa a enfraquecer a conexão entre a humana e a criatura lendária e a situação se tornava mais mortal a cada segundo...
NeoPhoenix: “ – Se eu... Voltar a forma humana assim... Argh... Eu vou fritar... Preciso... Manter a conexão...” Dentro do NeoChange-Robo os três percebem o problema e avançam contra Avalan mas ele vira a palma da mão para o mecha e acompanhando seus movimentos, como uma fossa que despejava um jato poderoso ininterrupto, a lava atacava ferozmente o mecha gigante que embora aguentasse o impacto por algum tempo, não se podia dizer o mesmo dos humanos que o pilotavam...
Sayaka: “ – Tsurugi... Não vamos aguentar o calor... Nossos corpos, não tem proteção contra isso...”
Hayate: “ – Ah, virar churrasco não era meu projeto de vida... Tsurugi...”
Cmt Tsurugi: “ – Precisamos ajudar Mitsu, não podemos nos entregar...”
O calor escaldante preenchia cada vez mais o NeoChange-Robo assim como a determinação de seus pilotos, os três ocupantes estavam lutando contra a apagar de seus sentidos pela exposição ao calor e NeoPhoenix lutava para manter sua Densetsu-Form para não ser queimada viva e enquanto as chances pareciam diminuir a todos, Kanydai gargalhava sobre o prédio com a vitória certeira em mãos! Na mente de NeoPhoenix a torpeza começava a ganhar forma e ela sentia sua transformação se desfazer em segundos, enquanto na cabine do NeoChange-Robo Tsurugi percebe uma mensagem insistente de Dr. Togo tentando chegar até ele mas o guerreiro a ignora devido o momento e tenta lutar contra o impossível...
Tudo estava perdido... Um silêncio começa a tomar conta de todos, pelo menos em suas mentes eles imaginavam isso então uma sequência de estrondos... Foram 4 ao total que puderam ser ouvidos... O som seguinte foi o da ovação dos Comandos Terrestres, eles vibravam com algo e então Tsurugi, Hayate e Sayaka começavam a conseguir recobrar a consciência em um ímpeto de último esforço... Eles veem borrões gigantes passar pelo cockpit... Uma onda gigante os precedia e havia passado já e então uma sensação agradável de frescor começou a tomar conta do NeoChange-Robo... Suas consciências começavam a voltar e eles podiam olhar o exato momento em que os vultos chegavam a seu destino e ignorando por completo o turbilhão de água que envolvia Avalan Igneos, os poderosos Densetsu chegavam ao combate de forma aterradora e brutal.
Griphon foi o primeiro, seu impacto fulminante como um meteoro simplesmente reverberou através do monstro que foi arremessado pelo parque por quilômetros e, quando conseguiu deter sua trajetória com as mãos ao chão, o poderoso leão alado estava sobre ele novamente, suas garras arrancaram partes de seus estrutura rochosa, deixando a lava exposta que automaticamente ia se refrigerando ao ataque incessante da agua gélida como o mar ártico... Aos pés dessa formação de água, Mermaid estava já com sua face demoníaca sorrindo assustadoramente para Igneos que ficou sem reação e olhava seu calor diminuir a cada instante... A risada de Mermaid o incomodava e ele pensou em reagir quando viu Griphon dar um último golpe que quase arrancou sua perna, batendo asas e recuando como se fugisse de algo e então os relâmpagos... Uma verdadeira coluna de relâmpagos da espessura do próprio Igneos o atingiu, transformando mais de sua estrutura rochosa em magma devido ao calor intenso que a eletricidade criou, eletricidade essa gerada por um possante corcel alada que cruzava os céus furioso com o ataque sofrido por seus aliados. Esse golpe do densetsu Pégasus o deixou sem corpo físico apenas um magma viscoso que parecia perder calor a todo instante e ele sabia de onde vinha esse efeito, pois a demoníaca sereia nadava por entre as águas devolvendo ao monstro a visão aterradora que quis passar aos que o enfrentavam... Se via em cada densetsu a fúria dos deuses e isso estava intimidando até mesmo o agressivo Kanydai sobre o prédio...
Kanydai: “ – Pelos deuses... O que enfrentamos afinal...” Igneos começa a se solidificar, seu corpo perdia o calor intenso que manifestou até então e era visível que ele não poderia mais se tornar magma... Parecia então que o céu escurecia sobre ele, mas não, era na verdade o pior pesadelo que ele poderia imaginar... Uma sombra crescia sobre o monstro que ao olhar para os céus percebeu um enorme réptil descer sobre ele com olhos incandescentes. Um dragão em fúria chegava até Igneos, suas garras o avariaram por completo a cada um dos 15 ataques em incrível velocidade que recebeu e com seu voo e cauda, Dragon literalmente fulminou o terrível Avalan Igneos o arremessando para longe por diversas vezes quase o deixando em coma com um último golpe de cauda... O corpo do inimigo estava deveras afligido, suas chamas extintas e ele não tinha mais como reagir... Ainda assim ele olha com fúria para seus atacantes e tenta em um último ataque revidar... Dragon ruge e todos os densetsu respondem, pairando sobre o NeoChange-Robo. Eles então revertem a transformação e cada um surge em sua cabine assumindo o local dos veteranos... NeoDragon comunica:
NeoDragon: “ – NeoPhoenix, está bem? Consegue combater?” A guerreira faz um positivo para NeoPégasus e olha para Hayate respondendo ao líder:
NeoPhoenix: “ – Sou dura na queda como o tiozão aqui NeoDragon!” Todos sorriem por debaixo de seus capacetes e observam Avalan em corrida desmedida. NeoDragon cerra o punho e comanda:
NeoDragon:“ – Kanydai... Transmita a seu líder que se tentou nos acovardar, só nos deu mais motivos para nos reerguermos quantas vezes forem necessárias. Para deixar bem claro nossa disposição em colocá-los para correr, vamos te derrubar da forma que nossos mestres iniciaram o combate... Enfrente o guerreiro mais lendário deste planeta, o NeoChange-Robô! PESSOAL... ESPADA RELÂMPAGO!” O gigantesco mecha com força renovada brilha seus olhos, faz surgir seu escudo, os relâmpagos o envolvem e ele saca a mística Espada Relâmpago esperando o comando de seus pilotos!
NeoDragon: “ – Todos prontos pessoal?”
Todos: “ – OK!”
NeoDragon: “ – Descanse em paz Avalan Igneos... Espada Relâmpago... SUPER THUNDERBOLT!” O NeoChange-Robô leva a espada à frente de seu corpo, os relâmpagos a incorporam, ela puxa a arma para a retaguarda e agachando-se levemente, como um samurai em carga ele avança contra Igneos desferindo um golpe em seu abdômen... Um silêncio absurdo consome o local, quebrado a seguir pela explosão do impacto da Espada Relâmpago em Igneos e logo em seguida, um grito gutural de dor e agonia que se consome em meio ao restante do espetáculo dantesco... Além de partir Avalan Igneos ao meio, o golpe reverberou por todo seu corpo o fazendo em pedaços minúsculos que se espalharam pelo ar com a explosão do impacto! O NeoChange-Robo então detém seu movimento e vira-se para ver a cena restante do inimigo sumindo mantendo sua posição de combate. Kanydai esbraveja e desaparece e em contrapartida, Comandos Terrestres, sobreviventes civis, integrantes dos Defensores da Terra e os veteranos dentro do NeoChange-Robo, bem como o mundo que acompanhava a batalha pelas mídias vibram, ensurdecem o mundo a gritar de alegria enquanto o sol ainda brilhava no final de dia por detrás do poderoso mecha combatente.
Cmt Tsurugi: “ – Defensores da Terra, reagrupar no local de combate, por gentileza!”
Base Shuttle aterrissa, assim como os Comandos se aproximam e os ocupantes do NeoChange-Robo saem dele... Todos se reúnem para comemorar e entender o que acontecia... Algumas trocas de frases rápidas, a felicidade por conta da recuperação e chegada incrível dos NeoChangeman comatosos mas em meio a tudo aquilo, Ryuichi tinha uma sensação estranha, era como se alguém o observasse... Ele começa a procurar algo estranho em meio a tanta destruição e eis que seus olhos fitam algo, algo que ele não acreditaria mais ser possível, algo que simplesmente o gela dos pés à cabeça... Ele passa as mãos aos olhos e observa de novo... Ao longe, se destacando da multidão como se apenas o observando, o encarando, o fitando nos olhos como esperando uma resposta...
Um dia nublado em pleno pampa do Rio Grande do Sul... O cemitério local de uma cidade do interior, da qual sequer ele lembra o nome, não faria diferença a ele lembrar que cidade era aquela, bastava saber chegar até lá... À frente de um túmulo empoeirado com algumas flores murchas, um jovem de aproximadamente 28 anos, sobretudo sobre o corpo e uma expressão de preocupação em seus olhos... Com visível respeito e admiração, ele se ajoelha como se fosse falar mais perto com alguém e parecia manter um diálogo, muito mais consigo mesmo do que com quem repousava naquele sepulcro:
Leandro: “ – Dr. Chang... Meu querido e saudoso amigo Chang... E não é que você estava certo mesmo... Hoje infelizmente eu vou ter de cumprir a promessa que te fiz naquele dia... Por mais improvável que pudesse parecer, ele está de volta... Não sei como conseguiu, nem onde se escondeu até hoje, mas... Aquele aparelho maluco que você me deixou está enchendo meu saco alarmando sem parar e... Esse maldito sinal está cada vez mais forte... Eu não sei dizer se vem de fora ou de dentro da Terra, ou se simplesmente essa porra indica que ele está vindo na minha direção mas... Mas o fato é que sei que vou ter de cumprir o que te prometi... Depois de tanto duvidar de sua previsão eu me sinto agora envergonhado por nunca ter dado a devida atenção a isso... Bom, agora o que resta é torcer para que eu seja capaz e que... Que os aparatos e capacidades que me deixastes possam realmente me ajudar a cumprir teus propósitos...” As lágrimas escorrem e logo são sorvidas e derrubadas por um leve sorriso malicioso no rosto de Leandro e então a exclamação final:
Leandro: “ - Olha eu duvidando de novo... Eu sou um grande maldito mesmo, hehe!” Já não tão abalado quanto chegou, o jovem Leandro levantou-se e saindo do cemitério sem olhar para trás, ergueu sua mão como se fizesse um aceno e foi em busca de cumprir sua mencionada missão... Adentrando ao primeiro táxi que encontrou, teve sérios problemas em conseguir que o motorista o levasse para o local afastado onde precisava ir, ficando há mais de seis quilômetros do local esperado devido ao medo do motorista em ser assaltado e seguiu pelas trilhas em meio à floresta a pé... Enquanto caminhava, o robusto e pouco paciencioso jovem relembrava os fatos de um passado não tão distante... Algo em torno de 18 anos atrás ele considerava...
Os destemidos partiram para cima de Cronos Master que ainda estava surpreendido, ondas poderosas de som varreram a distância, uma rajada de plasma vinha logo atrás e após ela, um enfurecido e destrutivo guerreiro vermelho e ambas atingiram Cronos com uma fúria sem igual! RedTurbo ao atingir o monstro, usa da mesma força de impacto para girar e se lançar para trás ficando fora do alcance do inimigo e ao pousar observa Cronos junto aos demais, com as mãos a frente do rosto como se tentando se proteger do que seria sua morte certa, porém, para o susto de todos, completamente intacto... A sua frente uma barreira poderosa se mantinha e Cronos abre um olho e depois outro, e busca o que quer que o tenha salvo... Atrás do manipulador do tempo a figura assustadora e gigante de Guntraz surge e com seu olho mecânico, com voz trovejante brada a Cronos:
Guntraz: “ – Cronos... Esta foi minha última ajuda... Ferimentos e armadura estão tratados e sua força devolvida... Está por conta e risco agora, cumpra suas metas e volte ao meu trono para ganhar sua recompensa ou seja derrotado e desapareça antes que eu o ache pois se não destruir a todos os heróis eu o destruirei com minhas mãos!”
Quando iniciei minha jornada pelo universo Ultraman, isso foi decidido justamente porque eu queria assistir Ultraman Mebius, afinal, vários Ultras clássicos apareciam na saga e isso seria, digamos, legal. Mas ae parei para cogitar o quanto seria "vazio" ver tantas lendas em uma saga sem realmente entender os acontecimentos, as referências colocadas em cada aparição e isso me fez tomar a decisão de assistir a todos os Ultras em sua ordem cronológica correta para da forma certa, chegar à Ultraman Mebius e suas homenagens a estes grandes heróis... Foram quase 12 meses consumindo tudo sobre Ultraman que eu tive acesso com legendas e finalmente, eu estava diante da saga que me fez buscar conhecer a todos os irmãos Ultras para finalmente assistí-la com todo o gosto e entendendo à todas as referências possíveis que fossem apresentadas... Ao final desta série, eu posso dizer que, durante anos de Kamen Riders e Super Sentais eu busquei pela série que encontrei em Ultraman Mebius... Referências justas aos Ultramans que vieram antes de Mebius, uma equipe formada, pela primeira vez, por laços de amizades e respeito e não por formação, faculdade ou capacidades militares... Um capitão de equipe que do primeiro ao último episódio surpreendeu de todas as formas... Um grupo com qualidades especiais e incríveis que cativa a cada situação... E o primeiro Ultraman com uma humildade totalmente visível e que considerava aos irmãos como mestres e aos humanos como pares e amigos... Uma equipe capaz de vencer os monstros sem depender do Ultraman e um Ultraman capaz de encorajar uma equipe inteira à ser mais poderosa que ele mesmo... Até mesmo os personagens que pareciam sem qualquer sentido, se mostraram incríveis ao final da saga e os três últimos episódios, é difícil expressar com palavras o quanto eles foram grandiosos... Temos muito a falar da melhor saga Ultraman até aqui, tenham certeza, mas como de costume, vamos aos fatos inicialmente e então após isso, a dissertação terá vez. Se preparem para uma das resenhas mais esperadas, pelo menos por mim, pois é a vez de Ultraman Mebius ganhar as páginas do Nipo Heroes Blog!
Há muitos anos atrás, surgia em nossa TV um seriado como nenhum outro... Cinco jovens arriscavam suas vidas para proteger a Terra do temível Império Gozzma, utilizando o poder dos cinco grandes animais lendários... Esses heróis se apresentavam como Esquadrão Relâmpago Changeman e eles venceram a invasão... Aproximadamente 20 anos após, uma nova ameaça surge e a Força Terrena precisa escolher novamente cinco bravos guerreiros para defender a Terra...
Uma fanficton de Lanthys Lionheart em homenagem ao saudoso Esquadrão Relâmpago, com vocês, Esquadrão Relâmpago NeoChangeman!
Tema de abertura - Destiny
O espaço sideral... A visão ainda era turva, ele mal sabia se estava acordado, sonhando, ou morto... O cansaço era extremo e seu corpo ainda era um emaranhando de ferimentos em cicatrização e dores persistentes... De repente sua visão some novamente envolta em uma esfera de chamas, o rugido de um dragão o coloca em pânico e ele quase consegue sentir as dores lancinantes das queimaduras, mas seus gritos são suprimidos de alguma forma, apenas o terror absoluto e a solidão e ao seu redor... Líquido... Estaria jogado ao mar do planeta? O que acontece comigo ele pensava em pânico até que um ruído, algo se abre acima dele e finalmente luz. Com um salto ele ergue-se acima do líquido e embora ainda não consiga ver com clareza, percebe “coisas” grudadas e colocadas em seu corpo... Ele vai removendo a todos e com terror sente algo em sua boca indo ao seu estômago... Ele começa a puxar aquilo, algo como um duto e parecia não ter fim até que finalmente, ar em seus pulmões e ele novamente conseguia respirar como se lembrava antes do embate... Sua visão começa a ficar nítida e ele observa, inúmeros Makuras à trabalhar incessantemente e equipamentos de suporte vital à lhe curar de sua última batalha... Completamente desnudo ele desce da cápsula de regeneração e mal consegue ficar em pé... Apoiando-se como pode ele vai saindo da sala e segue com a mão na cabeça repleta de uma dor terrível e adentrando seu confortável aposento, procura por sua banheira... Ele aciona o jato de água e se deita recostado na mesma e fica ali por longos minutos... Muito ele havia passado no último embate, ele foi da glória e do sarcasmo à derrota completa e humilhante... Ele precisava achar uma maneira de contornar, de contar essa história à Kemono quando ele voltasse e aos outros generais de forma a não ficar por baixo dos mesmos... Ele então revê todas as cenas, revê todos os golpes, revê o dragão à o arremessar em direção ao cruzador e seu “deboche” ao final ao rugir antes de partir o ameaçando... Sua boca espuma de raiva e somente uma palavra, que na verdade tem direcionamento à mais de uma pessoa é pronunciada...
Tempo atual – Acima da cidade de Bagé em órbita ao globo terrestre, o Cruzador Imperial de Guntraz paira assistindo o desenrolar do combate... Em seu trono, Guntraz observa as atitudes de seus guerreiros e apesar de Cronos Master ter enviado Lanthalder a outra era, alguém como o Imperador maligno é capaz de sentir algo que o ameaçará bem antes de que isto realmente se concretize a analisando a batalha se desenrolando na era de Nummer simultaneamente, ele percebe que algo não está certo e essa batalha não terá o fim que ele deseja... Ele volta novamente os olhos a batalha abaixo dele e percebe que Argos e os demais são muito superiores aos seus soldados e embora estejam desgastados fisicamente, sua força de vontade é indestrutível e eles revidam com forças que jamais sonharam possuir.
RedTurbo: “ – Cai dentro monte de entulho, cai dentro balde de lixo, o lugar de vocês é na sucata servindo de encosto pras placas de asfalto, hhuhuahuauhua!!!” RedTurbo avança veloz, feroz, suas mãos como duas britadeiras trituram os inimigos, os destroçam a cada golpe, sua velocidade impede que ele seja atingido e de quebra, ao passar próximo ao guerreiro Cronos, agora sem sua vantagem de controle temporal, o atinge diversas vezes enquanto que os lasers disparados pelo monstro não conseguem atingi-lo dado sua velocidade!
Marinny: “ – Vocês tiraram o Lanthys daqui e nos julgaram presas fáceis! Poderemos até ser derrotados, mas não cairemos sem lutar, ele esperaria isso de nós e é isso que faremos!! SOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONIC BLAAAAAAAAAAADE!!!!” As rajadas sonoras de Marinny reverberam pelo campo de batalhas, dezenas de soldados são destruídos de forma brutal, seus componentes se transformam em uma espécie de chuva de sucata que por sua vez atingem outros guerreiros e até mesmo o todo poderoso Cronos Master que tentava atingir RedTurbo sem sucesso!