domingo, 17 de maio de 2026

Ekzyliön - Caso 7 - O homem que disse não!


O corpo de Clarysse tremia sob as mãos de Khalamyr, não era de maneira alguma um tremor comum ou normal, era como se duas vontades distintas disputassem cada fibra de seu ser, como se algo, lá dentro, lutasse para romper a própria carne e emergir à força.

domingo, 10 de maio de 2026

Lion-Maru: O rugido da vingança! (Ato 6)


A descida após a queda de Gansekikiba não trouxe alívio, mas trouxe silêncio, um silêncio diferente, não era algo vazio, mas era incrivelmente… vivo. Shimaru sentia o que considerava um absurdo, mas estava ali, um silêncio que parecia o observar e o analisar a cada segundo, revisando seus pensamentos, revisando suas atitudes, seus instintos, seus sentimentos…

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Ekzyliön - Caso 6 - A sombra de Érebus!


O caminho até o endereço indicado por “Fox” não levava mais do que algumas quadras, mas, entre eles, o tempo parecia se esticar, não pela distância, e sim pelo que ainda não havia sido dito.

A cidade seguia viva ao redor: carros passando em fluxo irregular, vozes se cruzando nas calçadas, o cheiro de sal vindo do mar misturado ao de asfalto aquecido pelo sol do quase meio-dia. Ainda assim, havia uma espécie de bolha silenciosa envolvendo os dois enquanto caminhavam lado a lado.

Clarysse foi a primeira a quebrar esse silêncio. — Khalamyr… Ele virou levemente o rosto, atento.

sábado, 28 de março de 2026

Lion-Maru: O rugido da vingança! (Ato 5)


A entrada da montanha, de maneira alguma lembraria um portal... Mesmo que esculpido pela natureza, ele parecia mais uma ferida, onde a rocha se abria de forma irregular, como se tivesse sido rasgada à força séculos atrás e jamais cicatrizara. As bordas eram negras, vitrificadas pelo calor de algo antigo, e marcas profundas cortavam a pedra, não por ferramentas, mas por garras, unhas talvez até mesmo humanas, assim como lâminas que haviam falhado.

sábado, 7 de março de 2026

Lion-Maru: O rugido da vingança! (Ato 4)


A trilha que levava à montanha não era uma estrada, mas uma ferida aberta na floresta.

Raízes antigas rasgavam o solo como ossos expostos, e as árvores cresciam inclinadas, como se tivessem tentado se afastar daquele lugar por gerações. O ar ficava mais pesado a cada quilômetro, não apenas pelo terreno íngreme, mas por algo invisível que pairava ali, uma presença lenta, antiga, venenosa.

terça-feira, 3 de março de 2026

Ekzyliön - Caso 5 - A calmaria antes da tempestade!


Três dias haviam passado... O tempo seguira seu curso comum para a cidade, ônibus lotados, sirenes distantes, cheiro de café forte misturado ao de diversos outros aromas e odores da cidade dessa atual Rio de Janeiro, mas, para Clarysse, havia uma espécie de intervalo suspenso entre o que acontecera na praça, e o silêncio que se seguiu depois.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Lion-Maru: O rugido da vingança! (Ato 3)


Era o décimo quinto dia desde que Shimaru deixara para trás o último vilarejo que ainda ousava chamar a si mesmo de livre.. A lembrança daquele lugar ainda o acompanhava: o cheiro de arroz queimado no ar, o choro contido de uma mulher atrás de portas fechadas, o silêncio pesado demais para ser natural. Desde então, a paisagem parecia repetir a mesma ferida.

O campo onde agora se encontrava não era diferente, apenas mais honesto.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Lion-Maru: O rugido da vingança! (Ato 2)



Dias se passaram desde o encontro entre Shimaru e a espada misteriosa, e Mantor demorou a perceber o que vinha acontecendo nos locais que ele considerava sob controle, porque estava acostumado a medir o mundo por mapas e números, não por silêncios. A primeira vila foi Mizuhara, a mais próxima do caminho que Shimaru tomou ao deixar sua antiga moradia.

Ekzyliön - Caso 7 - O homem que disse não!

O corpo de Clarysse tremia sob as mãos de Khalamyr, não era de maneira alguma um tremor comum ou normal, era como se duas vontades distintas...