sexta-feira, 19 de julho de 2019

NeoChangeman - Episódio 25 - Indrik, o Sagrado (Parte Final)

No último episódio:

Kanydai“ – BioChymera... Se se moverem, atire à vontade... Eu vou separar suas cabeças do corpo e levar para o Imperador... Pena que serão apenas quatro, eu gostaria que tivesse sobrado algo da quinta cabeça para levar comigo... AHAHAHAHAHAHAHA!” Kanydai se aproxima deles, BioChymera faz mira, os soldados Makura mantém todos sob custódia e então Hayate pensa em se mexer devido a gravidade mesmo que estragasse o plano inicial, mas é surpreendido por centenas de soldados Makura cercando a todos por todos os lados... Em especial, um laser mira a cabeça do comandante dos Comandos Terrestres... BioChymera, mesmo sem olhar para o veterano, mantinha uma arma apontada para sua cabeça... Um terremoto então é sentido, chama a atenção de todos mas logo desaparece mantendo a tensão do local... Na árvore ao longe, Altair começa a perder as esperanças...
Altair“ – Se algo não mudar, Indrik matará a todos... O que foi que eu fiz...”

Orfanato de Kinki21:07Dia quinto após a tragédia:

Todos descem do carro e seguem senhora Yoshimi em silêncio... Ao se aproximarem do local que a idosa senhora apontava, eles observam Shiori ao chão, de costas para a parede com lágrimas aos olhos... Senhora Yoshimi faz gestos para se aproximarem das paredes, ouvirem o que acontecia, pois era isso que ela queria mostrar... Ao encostarem os ouvidos nas paredes, eles conseguem ouvir as vozes dos pequenos lá dentro... Sim, as crianças não haviam dormido como Shiori e Mitsu pensaram, muito pelo contrário, estavam bem despertas e a conversa delas é que chamava a atenção... Eles então se esforçam no silêncio para ouvir tudo...
Hishiro: “ – Então gente... Todos estão tristes com a partida do irmão Satoshi... Mas a tia Shiori tá mais... A gente tem de ajudar ela... Não podemos chorar, não podemos mostrar que estamos tristes... Temos de ser fortes como ele foi, até o final...”
Hikari: “ – O Hishiro tá certo... Eu vi a tia Shiori e a tia Mitsu discutindo agora lá fora... A tia Shiori ainda não entende o que o mano fez por nós... Temos de mostrar a ela que ele nos amou como nenhuma familiar nosso fez ou pode fazer...”
Hitomi: “ – Mas e se ela for embora também?” 
Akemi: “ – Ela não vai embora, não pode pensar dessa forma, tem de acreditar... A Sayuri sempre me dizia que ela iria me cuidar por muito tempo e me cuidou... Aí eu vim pra cá e o mano Satoshi nos cuidou até agora... E eu tenho certeza de que como a Sayuri e o Satsohi, a tia Shiori agora é quem vai cuidar da gente, por muito tempo...”
Hishiro: “ – Por isso a gente tem que dar forças pra ela! Vamos ser fortes como os NeoChangeman são... Todos concordam?” Todos os pequenos acenam com a cabeça em sinal positivo e se preparam para voltar para a cama quando uma batida de leve na porta chamou a atenção dos mesmos... Eles se assustam pois pelas regras não deveriam estar acordados aquela hora, mas senhora Yoshimi adentra com um sorriso no rosto:
Senhora Yoshimi: “ – Muito bem, muito bem, muito bem... Parece que temos crianças sem sono aqui... O que me dizem de... Uma roda de histórias antes de dormirem?” Todos seu surpreendem, batem palmas e ficam felizes em ganhar um agrado ao invés de um castigo. A matriarca do local interrompe a bagunça e continua:
Senhora Yoshimi: “ – E temos visitas, olhem só, tia Shiori trouxe seus amigos para contar histórias para vocês!” Os jovens e Ozoora adentram o dormitório e são recebidos com muita festa pelos pequenos e apesar de o veterano escolhido de Pégasus ainda não ser conhecido pelas crianças, alguém naquele orfanato conhecia seu passado... Senhora Yoshimi estranhamente olhava para ele com olhos de esperança, pois, ele poderia fazer a diferença nos dias que viriam, ela sentia isso... O círculo rapidamente foi feito, as crianças escolheram seus pares e claro, Akemi estava no colo de Mitsu que agora estava bem mais calma. Shiori que havia se recomposto, afinal precisava ser forte pelas crianças, contava histórias, puxava canções e, a proprietária trouxe biscoitos e leite para todos... Pelo menos por uma hora rolaram muitos risos, muitas alegrias e aquelas crianças tiveram um pouco de acalento, porém, não era possível dizer que somente as crianças tiveram tal retorno, os adultos ali presentes puderam experimentar um pouco de sorrisos depois de dias tão turvos e todos se sentiam bem... Todos consideravam que afinal, estavam cuidando do bem mais precioso para o amigo que perderam, a felicidade e bem estar das crianças, a alegria que contagia a qualquer um e a esperança que elas colocam nos corações de todos com suas inocências e determinações que ninguém mais possui... Após muitas brincadeiras e muitos bons sentimentos, elas finalmente caíram em sono profundo e foram acomodadas em suas camas para dormir... 

Senhora Yoshimi foi a última a se retirar do dormitório, conferindo cada uma delas e fechando a porta atrás de si... Ela parou por alguns segundos observando a todos do lado de fora do dormitório e então convidou para se sentarem na sala de estar... Todos acomodados e se olhando uns para os outros ou para o nada... Shiori, Ryuichi, Hiroko, Hideki, Ozoora e Mitsu...
Senhora Yoshimi: “ – Então... De quem foi a brilhante ideia de virem aqui tão tarde?”
Ryuichi: “ – Foi minha, me perdoe... Eu busquei cada um deles e tentei trazer meu pai também, mas ele preferiu ficar em seus afazeres... Na verdade, creio que cada um de nós concordou que honrar Satoshi é fazer aquilo que ele esperava de cada um individualmente e assim... Cogitamos que dar atenção a essas crianças seria o que ele esperava de nós agora... Por isso viemos para cá... Mesmo... De noite...”
Ozoora: “ – Tsurugi preferiu ficar na base pois, considerando o mesmo pensamento, ele cogitou que Satoshi espera dele a liderança dos Defensores e como tal, ele preferiu ficar a postos...” Senhora Yoshimi com olhar de cobrança pergunta:
Senhora Yoshimi: “ – E você vai se apresentar quando? Quando se entra em uma residência, é educado se apresentar aos que o recebem...” Ozoora se levanta completamente corado e fazendo uma majestosa reverência, sem se erguer tenta corrigir:
Ozoora: “ – Me desculpe, quanta falta de etiqueta minha, eu me chamo...”
Senhora Yoshimi: “- Yuuma... Yuuma, Ozoora... O veterano Change-Pégasus... Aquele que quis dar sua vida por seu cavalo recém encontrado e que o viu morrer em combate para ajuda-lo... Eu te conheço senhor Ozoora...” Ele se ergue vagarosamente e surpreso, os demais também se olham e ficam a tentar entender, a matriarca esclarece:
Senhora Yoshimi: “ – Sente-se... Depois de certo fato, passei a acompanhar os feitos de vocês quando em sua época lutaram... Foi há alguns anos atrás... Houve um dia, logo que a invasão começou, os inimigos adentraram essa cidade... Vocês chegaram em suas motos com velocidade... Eu estava na feira quando aqueles soldados melequentos passaram atacando a todos e vocês chegaram... Eu tentei fugir e o maldito azul me puxou pelo braço e ergueu aquela arma terrível... Uma fração de segundos e então você chegou com um salto, atingiu ele o arremessando para longe e se colocou entre mim e a arma dos demais Hidler... Seus amigos chegaram e derrotaram a todos enquanto você me protegia... Logo após você e seus amigos me cercaram e você me conduziu até a ambulância... Se estou viva hoje, devo minha vida a você senhor Ozoora... E nunca tive chance de agradecer-lhe... Obrigado!” Todos sorriram felizes, Ozoora com sua costumeira timidez ficou da cor do uniforme de Ryuichi e então fazia reverências desconexas até se sentar de novo e continuar a ouvir...
Senhora Yoshimi: “ – Mas embora eu saiba sobre seu passado, eu não sei o que se passou com você depois do fim da batalha... Por onde tem andado senhor Ozoora e porque ressurgiu só agora?” Isso pareceu despertar a curiosidade de todos e então o veterano parecendo juntar as pontas das informações começou a explanar...

Montanha Belukha – 08:44hs – Dia sexto após a tragédia:
Kanydai saboreia o momento... Ele ri, ele comemora, ele tripudia e aproveita a incapacidade dos guerreiros de fazerem qualquer movimento... Ele se aproxima correndo e chuta violentamente os NeoChangeman tentando buscar uma reação deles e obtém sucesso... A raiva toma conta dos jovens, os mesmos tentam se erguer e se posicionar mas rapidamente são atingidos de forma precisa e violenta por novos disparos de BioChymera... Kanydai gargalha e dá pulos de felicidade, sua vingança estava começando a acontecer... Os impactos dos disparos inimigos são potentes, dolorosos, arrancam lágrimas de alguns dos guerreiros enquanto eles rodopiam no ar novamente caindo de forma cruel ao solo uma vez mais... Robother apenas observa e saboreia a vitória que alcançavam e continua a manipular os dados para manter e aumentar a precisão de seu guerreiro híbrido mortal... Já Ryuichi, Hideki, Hiroko e Mitsu reúnem suas forças para tentar pensar em algo, mas nada lhes vem a mente... Em seus pensamentos eles se perguntam como BioChymera consegue os afetar tão gravemente, porque não conseguem manifestar seus poderes e agir para repelir os ataques, e eis que os Densetsu-Ju, em seus pensamentos, se manifestam:
Densetsu-Griphon: “ – Seu corpo está ferido... Movimentação lenta e sendo mais machucado a cada  novo instante...”
Densetsu-Mermaid: “ – Sequer a concentração para uma manifestação e uso de nossas capacidades, que resolveriam a situação, é possível minha doce criança...”
Densetsu-Phoenix: “ – Suas chamas não podem queimar devido a exaustão de seu corpo minha guerreira...”
Densetsu-Dragon: “ – Máquina e orgânico unidos por uma mira tecnológica... Se se moverem, irão ser mais feridos e suas chances de revidar diminuem a cada novo impacto...” Kanydai interrompe a cena, guardando suas adagas e abrindo os braços...
Kanydai: “ – OK, darei uma chance a vocês... Segure os disparos BioChymera, só ataque se fugirem das regras... Deixe-os tentar pelo menos... Vão infelizes, ergam-se... Não os impedirei desta vez... Tentem nos atacar com suas próprias forças e vejam se conseguem chegar até mim, Robother ou BioChymera... Mas se forem atingidos de novo, eu irei surrá-los até a morte e SEPARAREI SUAS MALDITAS CABEÇAS DE SEUS CORPOS!!” Humilhados, os guerreiros tentam... Eles buscam dar suporte à Mermaid para invocar seu poder, mas ela novamente é atingida na cabeça por um disparo...
NeoGriphon: “ – MERMAID!!” 
NeoDragon: “ – Kanydai seu maldito...” O general dá de ombros e completa:
Kanydai: “ – Acha que BioChymera não tinha essa informação gravada também? Invocar o turbilhão de água e tentar virar o jogo com isso... Mas que coisa feia e mais suja de ser feita... Vocês tentaram usar de suas mágicas, ele revidou... Vamos, ainda podem tentar, eu deixo, mas façam isso direito, façam como guerreiros, sem mágicas!” Os NeoChangeman então se levantam, NeoPhoenix, ajuda NeoMermaid... Eles mal conseguiam ficar em pé, mas avançavam a passos curtos e seguiam em direção ao inimigo, porém, Kanydai baixa os braços depois de alguns segundos como se desapontado estivesse, ele faz um gesto para BioChymera e novamente todos os NeoChangeman são atingidos na cabeça pelos disparos precisos e potentes, caindo mais dezenas de metros para trás ficando imóveis... A situação parecia convergir para a vitória de Makura finalmente...

Orfanato de Kinki – 22:35 – Dia quinto após a tragédia:
Ozoora: “ – Bom... Na verdade tudo começou para mim quando tivemos um entrave com o comando, ainda em nossa época... Sobre um cristal que encontrei... Ele pertencia ao mundo do alien aliado de Gozzma chamado Pikarla... Ele e Gozzma queriam esse cristal pois fazia parte da constituição do planeta deste monstro, que foi destruído por Bazoo e se espalhou pelo espaço... Um grande fragmento dele caiu aqui na Terra e eu o encontrei, mas Gozzma descobriu que eu tinha o cristal que procuravam e tomando a neta do chefe geral como refém queriam me obrigar a revelar onde havia escondido o minério... Eu então coloquei um cristal falso em uma caverna, plantei bombas no local e levei Pikarla até lá depois... Todos os inocentes foram salvos e Pikarla recebeu uma bela explosão na cara! Gozzma e o alien, bem furioso até, consideraram... Não, na verdade todos consideraram que o cristal havia sido destruído com a explosão, mas...” Alguém surge na porta de entrada, todos olham para o recém chegado que já fazia uma leve reverência cumprimentando a todos para logo em seguida continuar a narrativa de Ozoora:
Comandante Tsurugi: “ – Como ele havia plantado um falso cristal guardando o original consigo, acabou enganando a todos não é mesmo Ozoora?" Tsurugi sorri demonstrando que isso não afetou a amizade e confiança entre eles e continuou:
Comandante Tsurugi: " - Dois anos depois do fim de Gozzma, Ozoora me procurou para finalmente contar que o cristal da caverna era falso, que ele havia ficado com o verdadeiro e que precisava de ajuda para realizar um plano audacioso... Combater a fome na cidade! De início aquilo pareceu mais um sonho distante que um plano, mas ouvi tudo e o plano era simples e singelo, vender o cristal, conseguir algum dinheiro e distribuir comida aos necessitados, comida que ele mesmo iria cozinhar em seu tão sonhado restaurante, que na verdade seria sua própria cozinha, para levar a todos que precisassem...”
Ozoora: “ – Não pense que isso era algo louvável, não, muito pelo contrário... Nunca fui o melhor guerreiro dentre eles e sempre achei que a luta não fosse tudo... Como vi cada um deles seguir um caminho, eu lembrei do meu, abrir um restaurante, mas... Isso parecia tão egoísta com algo que ganhei e não que tenha conquistado, que achei que deveria ir além e sabia que Tsurugi teria uma boa ideia para me passar...”
Comandante Tsurugi: “ – Mas no final quem salvou tudo foi o Hayate...” Mitsu se ajusta no sofá com espanto:
Mitsu: “ – O tiozão tendo boas ideias?” Alguns sorrisos foram disparados, inclusive de Tsurugi:
Comandante Tsurugi: “ – Sim Mitsu... Ozoora sempre foi como Satoshi... Hábil, veloz, emotivo e sem dúvida alguma o grande coração da equipe... Hayate entendeu isso e achou que Ozoora merecia uma oportunidade mais ampla de exercitar seu coração infinito... Através de Sakura, o anjo do planeta Meril, conseguimos contatos no universo que trocam até o dia de hoje, fragmentos do cristal por enormes quantias de ouro que a eles não tem qualquer serventia, e com isso Ozoora construiu um Império benevolente que todos vocês conhecem por sua ajuda humanitária mundo afora! O Cristal-X como foi chamado por nós, deixou Ozoora milionário e ele está erradicando a fome no mundo, com seus restaurantes que ele tanto sonhou!” Todos se olham sem entender do que o comandante falava e a matriarca é quem completa:
Senhora Yoshimi: “ – A X-Food seus tontos! Você juntou seu sonho à atitude de fazer o bem e conseguiu com seu trabalho e finanças que adquiriu derrotando os invasores, uma forma de melhorar e humanizar a vida em nosso planeta... Você lutou sem lutar senhor Ozoora, isso é admirável!”
Comandante Tsurugi: “ – E quando soube da nova invasão, eu fui conversar com Ozoora e ele se prontificou a suprir tudo relativo a alimentação e finanças que precisássemos... Todos os custos dos Defensores da Terra são arcados pela X-Food de Ozoora, desde antes de reestruturarmos tudo, pois isso impede que qualquer governo tente nos controlar, como aconteceu conosco no exemplo citado de Pikarla! Somos livres e independentes de qualquer governo terrestre!” Senhora Yoshimi começa a bater leves palmas e todos ainda estarrecidos começam a fazer o mesmo... Ozoora fica completamente encabulado mas consegue proferir palavras:
Ozoora: “ – Eu não queria mais combates, mas isso não poderia significar que eu deveria parar de lutar pela Terra... Apenas mudei as táticas!” Todos ficam impressionados com a história e começam a relembrar de toda a alimentação da base, vários funcionários da X-Food presentes sempre com a logística, tudo fazia sentido agora...
Ryuichi: “ – Então antes mesmo dos Defensores, existia Yuuma Ozoora por detrás deste grupo!”
Comandando Tsurugi: “ – Sem ele e sua fortuna Ryuichi, não teríamos o poderio tecnológico que temos hoje... Se não estão sozinhos neste combate, devem isso ao senhor Ozoora!” O alarme dos bracers soa antes que possam agradecer a Ozoora, Tsurugi responde imediatamente e então confirma a todos:
Comandante Tsurugi: “ – Eu estava em dúvidas, mas Sayaka acaba de confirmar... Makura está agindo, não no Japão, mas na Rússia... Estão prontos para sua primeira missão no exterior?” Os quatro jovens são certeiros em responder e fazendo uma reverência apressada, se retiram do local junto de Tsurugi... Shiori fica olhando para o chão, temendo que algum deles a olhasse incitando ao combate, mas nem mesmo Tsurugi o fez... Os jovens respeitavam a decisão de Shiori e jamais a obrigariam a isso... Senhora Yoshimi por sua vez olhava fixo para Shiori, a ponto da mesma não ter como ignorar e acabar por olhar nos olhos da senhora, um tanto irritada com a persistência de Yoshimi, argumentando:
Shiori: “ – A senhora também vai me dizer que proteger quem eu amo é ir me arriscar a lutar longe deles para impedir que os inimigos cheguem até aqui?” Senhora Yoshimi sorriu...
Senhora Yoshimi: “ – Eu não falei nada... Você é que está considerando...” Ela se levantou e se retirou da sala com calma convidando Ozoora:
Senhora Yoshimi: “ – Vamos a cozinha tomar um chá senhor coração mole, de lá acompanharemos as notícias... Aliás, você já virou a noite assistindo notícias e tomando chá? É bem interessante...” Dizia a matriarca enquanto ia em direção ao cômodo... Ozoora um tanto sem jeito pela situação, se levanta e segue a senhora enquanto Shiori limpa as lágrimas e corre para seu quarto! 

Orfanato de Kinki –11:44hs (equivalente a 08:44hs na Montanha Belukha – Rússia) – Dia sexto após a tragédia:
Senhora Yoshimi acompanhada de Ozoora ainda assistia os noticiários, desde que começou o embate ela estava acompanhando a transmissão... Shiori de fora da cozinha observava a tela e se contorcia em lágrimas e desespero... Ela observa os colegas de Satoshi a serem massacrados... Em seu íntimo, a raiva preenchia seu ser... Ódio puro, pela morte do amado, pelas crianças que sentem sua falta, pelos sacrifícios que ele precisou fazer, pelas batalhas sem fim, pelos inimigos que vieram atrás do jovem guerreiro e por aqueles que trouxeram este inimigo ao nosso mundo... Ela parecia em uma espécie de transe, as imagens na TV já não faziam diferença aos seus sentidos, ela estava apenas remoendo aquele dilema, dilema este banhado pelas lágrimas sem fim que escapavam de seus olhos... Satoshi amava as crianças e as queria em segurança... Suas palavras mais marcantes foram “proteja as crianças” e ela queria fazer isso a plenas capacidades, mas ele foi ao embate e morreu por isso, ficando longe de quem queria proteger... Um piscar de olhos e senhora Yoshimi estava ao seu lado a observando... Em tom sereno mas imperativo ela observa a moça e desfere:
Senhora Yoshimi: “ – Quando a invasão ocorreu, ele lutou e protegeu as crianças com sua vida... Quando os poderes surgiram ele foi junto a desconhecidos e lutou diante de todos... Quando as crianças estiveram em risco, ele sem poder se mover, ainda assim lutou... Ele amava essas crianças e todas as outras, não, ele ainda as ama, mas... Para proteger quem amamos, precisamos às vezes nos tornar muito mais que um abrigo ou que um abraço... Ele cresceu lutando e morreu lutando e seu nome e amor está gravado em nossos corações, porque ele... LUTOU! E ele confiou isso à você... E sinceramente falando...” Senhora Yoshimi vira-se dá de ombros e adentra a cozinha vagarosamente sem olhar para Shiori mais...
Senhora Yoshimi: “ – Se eu soubesse quem matou o homem que amo e pudesse chutar seus sacos com um belo poder para saberem que nunca mais devem mexer com alguém que me é importante... Eu não perderia essa chance por nada mais nesse mundo!” A expressão da senhora Yoshimi muda de sério para um tom de satisfação e então Ozoora resolve se pronunciar:
Ozoora: “ – Eu acho Shiori que...” Senhora Yoshimi o interrompe sentando-se à mesa e focando nos noticiários:
Senhora Yoshimi: “ – Ela já foi... Ela queria fazer o certo, mas tinha dúvidas... Suas dúvidas sumiram! Se prepare para um show meu jovem amigo!” Ozoora olha para fora, não vê Shiori... Ele corre para fora da residência, não a encontra e retorna a cozinha com expressão de susto... Senhora Yoshimi faz gestos para que o veterano sente e completa:
Senhora Yoshimi: “ – Eu conheço meus filhos... Sente-se e prepare-se para ver um Pégasus em ação como jamais qualquer ser presenciou neste mundo senhor X-Food!” Ozoora então sem entender muito, obedece e fica acompanhando o noticiário um tanto receoso... 

Há várias quadras dali Shiori corre pelas ruas, ela não sabe pra onde está indo, nem porque realmente se pôs a correr, mas ela sente algo em si que a impele a isso desde que assimilou as palavras de senhora Yoshimi... Ela acelera, suas lágrimas escorrem espessas, ela quer gritar mas ainda se contém... Sua fúria aumenta e então uma voz que contrasta com todo aquele sentimento de rancor surge em sua mente, suave e confortável:
Densetsu-Pégasus: “ – A sua decisão foi firmada minha jovem guerreira... Sua comunhão está completa e agora somos mais do que dois seres, somos uma entidade em defesa deste mundo... Está pronta para viver uma nova vida?” Ela estranha a situação, mas se lembra da primeira vez que isto aconteceu... Lembrando-se de conversas com Satoshi ela se acalma embora não parasse de correr, na verdade, parecia que ela acelerava mais a cada instante... Sua mente pergunta sem vozes:
Shiori: “ – Eu estou fazendo o certo? É isso que Satoshi esperava de mim? É isso que você grande espírito espera de mim?” A velocidade começava a assustar quem estava pelas ruas e ela já não mais prestava atenção ao trajeto, era como se fosse guiada e então a voz novamente surge...
Densetsu-Pégasus: “ – O que esperávamos era uma decisão... Vida e morte fazem parte deste mundo assim como o concordar e discordar... Aguardavamos sua confirmação para então agirmos, e ela foi feita em seu coração...” Uma nova voz surge e ela a reconhece com inundações aos olhos:

“ – Pelas crianças assassinadas e por suas famílias agonizantes... Nós três juntos lutaremos... Meu amor Shiori...”

Um símbolo como nunca havia sido visto ainda surge diante de Shiori enquanto ela corre, algo que a maravilhou de forma sem igual, era tudo que ela sonhava em alcançar, a união completa com Satoshi e através do cordial Densetsu-Ju que agora firmava-se a ela como seu guardião, esse sonho, essa vontade, essa necessidade emocional foi finalmente atendida! O simbolo energiza-se entra em seu peito como um cometa, a moça se preenche de felicidade e alegria, assim como parecia ser preenchida por um poder que jamais sonhou... Sua fúria que deveria ser algo ruim preenchia suas forças e as amplificava e então, um grito sobe por sua garganta sem qualquer premeditação:
Shiori: “ – DENSETSU-FORM!!” Uma explosão em relâmpagos atinge a moça e a mesma em meio a um furor sem igual que embora assustasse não feria ninguém, bateu asas na forma de um vigoroso corcel alado, gigante para os padrões de um corcel terrestre, branco como a luz da lua, veloz como nada poderia descrevê-lo voando na direção do embate... No cerne de tal criatura lendária, a união entre Shiori e o ser transbordavam desejo em destruir o causador de todo seu sofrimento e quem estivesse atentando contra seus aliados e as crianças que Satoshi deu a vida para proteger, que se preparasse para o combate!

Montanha Belukha – 09:10hs (equivalente a 12:10hs em Kinki – Japão) – Dia sexto após a tragédia:
O cenário era dos piores... Hayate sob a mira de BioChymera, e mesmo que tentasse se soltar, haviam dezenas de Makura o segurando... Os Comandos, todos rendidos pelos soldados de mente coletiva devido a chantagem com o Comandante Hayate, os aldeões e os próprios NeoChangeman... Os guerreiros da Força Terrena por sua vez, derrubados, derrotados, feridos e desesperançosos... A cada tentativa um novo disparo e, estariam mortos não fosse o resistente NeoProtec... Suas lágrimas eram grandes por dentro de seus capacetes... Suas fúrias os impeliam mas seus corpos feridos não permitiam novas forças... Seus Densetsus, incapazes de assumirem forma não podiam nada diante da situação... E Kanydai ria debochadamente diante da esperada vitória... Ele então em um rompante de domínio da situação, empunha suas adagas novamente e se aproximando aponta para NeoGriphon:
Kanydai: “ – Você ficará por último... Ainda não esqueci das humilhações que me fez passar... Vou estripar primeiro você Dragon, pela petulância de os levantar contra nós... Depois, iremos nos divertir com as fêmeas e estriparei a meretriz de fogo inicialmente... E só então, irei arrancar membro por membro de sua doce sereia... Todos eles morrerão primeiro, para que vejas e se contorça sem nada poder fazer e depois... Só depois cortarei sua jugular de forma branda, para que sofra o máximo que puder até o final... Vamos ver vocês se enrolando em suas entranhas, AHAHAHAHA!” Kanydai vira-se para Ryuichi que o encara... O general ergue a adaga, os demais tentam se mover e gritam! Hayate vira o rosto tentando não ver a cena, cena esta que o helicóptero da agência de TV continuava a transmitir para o mundo inteiro... No Japão Ozoora Yuuma ergue-se da cadeira, com as duas mãos sobre a mesa aterrorizado, os Defensores da Terra de mãos atadas e senhora Yoshimi com expressão calma e serena como se aguardasse por algo aterrorizava ainda mais o veterano de Pégasus e então, de volta ao campo de batalha o impensável... Um gigantesco
terremoto abala os chãos... Altair baixa a cabeça em sinal de tristeza e então o terremoto cessa novamente... Alguns segundos de silêncio no local e logo o espanto de todos muda para outro ponto, ao observar ao longe, um estrondo gigante como uma explosão... Era possível ver nos céus, há dezenas de quilômetros talvez, a mancha azulada e branca que rompia as nuvens, como se uma tempestade aparecesse do nada... Tanto o terremoto que surgiu e sumiu, quanto a tempestade estranha ao longe chamaram a atenção de todos e logo após a tempestade e o impacto de algo que parecia um meteoro, se observava, na mesma direção, algo como uma verdadeira nuvem branca erguendo-se do chão e aumentando... Kanydai, que havia caído com o tremor inicial, se levanta assustado, BioChymera e Robother observam o acontecido mas o tempo de observação seria curto para todos ali... 

Montanha Belukha – Segundos atrás há dezenas de quilômetros do local do combate – Dia sexto após a tragédia:
Densetsu-Pégasus: “ – Nós estamos com você, faça o que deseja fazer minha pequena guerreira e salve vidas...” Shiori aterrissa ao solo pesadamente assumindo a forma de NeoPégasus como um verdadeiro meteoro, não daqueles que se encrava ao solo e fica ali, de maneira alguma... Como se estivesse ainda no céu ela avança, com tamanha força e velocidade em sua corrida que rasgava o chão por onde passava arremessando a neve para o alto formando uma nuvem branca que se elevava ao chão... 
NeoPegasus: “ – Pégasus... Satoshi... Eu protegerei a todos... Desculpe a demora mas eu agora estou aqui... Eu finalmente entendi... Eu vou lutar por tudo que você acredita Satoshi, porque eu também acredito!” Frações de segundos foram necessárias para ela cruzar dezenas de quilômetros e de forma brutal chegar ao campo de batalha! Em sua visão tudo se passava vagarosamente e ela conseguia reagir como se estivesse completamente livre... Sua mente conseguia definir os alvos de forma precisa... Como um meteoro ela chega a Kanydai e desfere um soco com o punho direito no queixo no monstro que o arremessou por cima da tropa Makura, se estatelando para além dezenas de metros atrás, rodopiando pelo chão de forma grotesca, terrivelmente ferido... Ela continua a avançar sem deter seu trajeto com o impacto, envolvida por relâmpagos como se fosse uma tempestade ambulante, indo para cima de BioChymera, explodindo seu cérebro computadorizado com apenas um impacto, desta vez da mão esquerda, fazendo o mesmo cair por terra se retorcendo com um buraco no crânio... Robother estava ao lado, recebeu o próximo impacto desferido desta vez pela perna direita da guerreira que arrancou sua mandíbula e parte do crânio devido a força do golpe! O corpo do general máquina começou a eletrocutar transmitindo essa energia para o que ele segurava e assim explodindo os aparatos que ele manipulava por completo! A nova guerreira de Pégasus então se solta em sua ação e avançando pelo terreno como um raio de luz, foi atingindo e destruindo simplesmente todos os Makuras que mantinham aldeões como reféns... Entre seu deslocamento e o último Makura que caiu passaram-se assustadores 5 segundos e ninguém sabia dizer o que estava acontecendo até que ela parou a frente dos NeoChangeman, ainda coberta de relâmpagos e estendendo a mão à NeoPhoenix dizendo entre lágrimas enquanto tudo entrava em curto e explodia ao redor de todos:

NeoPégasus: “ – Obrigado por não desistir de mim!” NeoPhoenix sorriu largamente por debaixo do capacete e se ergueu como pode apesar dos ferimentos segurando a mão da nova aliada, a reconhecendo mesmo através do uniforme! Ela então estende a mão a Hiroko e Ryuichi e Hideki já se erguiam... Todos se reúnem ao redor da moça e a agradecem com gestos e palavras demonstrando sua confiança nela e enquanto isso acontecia ali no campo de batalha, no Japão senhora Yoshimi, olha para Ozoora e rindo completa:
Senhora Yoshimi: " - Não te falei que ela daria um show?" Ela sorrindo volta a acompanhar o noticiário enquanto na zona de combate os Comandos assim que a distração iniciou já haviam iniciado suas manobras e os Makuras que antes os mantinham reféns agora jaziam ao chão em pedaços, convergindo então todos os guerreiros sob o comando de Hayate para remover a população do local... Enquanto os Comandos faziam o resgate, Altair sorria na árvore onde observava tudo e parecia mais tranquilo:
Altair: “ – Eles conseguiram... Eles evitaram a fúria de Indrik... A esperança renasce através do coração humano!” Enquanto todos os demais ajudavam os aldeões, os cinco NeoChangeman iam até Robother e BioChymera, visto que eles estavam apenas avariados e não mortos... Robother tentava analisar seu corpo e seu monstro mal percebendo a chegada dos guerreiros... Completamente avariado e confuso, ele se ergue e dispara diversos mísseis contra eles aleatoriamente... Uma barreira de chamas se ergue e desintegra todos os mísseis devido ao alto calor da muralha ígnea... Era NeoPhoenix que avançava muito ferida mas já capaz de realizar comunhão com seu Densetsu-Ju uma vez mais... Robother começa a recuar e então Kanydai surge, sua cauda havia sido decepada e ele pingava espesso sangue por diversas partes do corpo... Sua adaga circular vertia o mesmo sangue e os NeoChangeman entenderam o que ele precisou fazer devido a algum ferimento mais grave... Com os olhos fervendo ele balbucia cuspindo sangue:
Kanydai: “ – Não pode ser assim... Vocês não podem vencer de novo... BioChymera não foi vencido ainda... Ainda não estou derrotado seus malditos humanos arrogantes...” Kanydai então pressiona algo em sua veste, na altura do peito...

Neste momento haviam agora duas realidades a serem vistas... Uma, sob a perspectiva de NeoPégasus em sua velocidade assustadora, a outra, a dos NeoChangeman e demais seres no local, com a velocidade a que todos estamos acostumados... 

Na visão de Shiori/NeoPégasus, ao ouvir a voz arrogante de Kanydai, ele tem apenas tempo de pressionar o tal botão, após isso ela age... Ela pisa ao pé do lagarto humanoide para que ele não fosse arremessado para longe como antes e então inicia uma sequência de socos descomunais... Enquanto descarrega sua raiva ela profere:
NeoPégasus: “ – Ele sofreu quando criança, sofreu como adolescente e como adulto e ainda se sacrificou acreditando em seus ideais... Nós só tínhamos a ele e vocês o tiraram de nós... Pelas almas puras injustiçadas e por todos aqueles que ele amou, eu não darei meu último suspiro antes que você e toda sua corja estejam da mesma maneira que vocês dois ficarão agora GENERAIS MALDITOS!!! Ela arremete o pulso direito para trás, o energiza com relâmpagos atingindo o centro do peito do destroçado general fera, o arremessando contra Robother e ambos foram rasgando o chão até se chocarem contra as árvores e ficarem ali, sangrando e vazando líquidos... 

Na visão dos demais, o general fera pressiona um botão no peito, os NeoChangeman se protegem acreditando ser uma bomba... Logo em seguida eles se viram para o vilão, e tanto ele quanto Robother estavam incrustados dentro de tronco de árvores, terrivelmente massacrados... Se percebia de longe a extensão dos ferimentos a que os dois estiveram expostos, mas ninguém além de Shiori saberia explicar o que causou tal agressão, embora pudessem imaginar ao perceber a NeoPegasus com respiração ofegante e emanando relâmpagos por todo o corpo completando:
NeoPégasus: “ – Recebam o direito que não deram a Satoshi... Fujam com o rabo entre as pernas e avisem seu chefe... Quando estiverem em condições, venham me encarar!” O som característico do relinchar do Pégasus pode ser ouvido no local, seguido dos sons característicos dos demais Densetsu-Ju... Uma onda de coragem e nova vontade percorreu a todos que ali foram defender o local e parecia que a missão estava concluída, porém... Um novo som, algo como um ruído sibilante e então uma reação em cadeia se ouve, eles procuram a fonte, era o soldado restante... BioChymera começava a sofrer uma mutação... Como se estivesse queimando, sua pele começou a borbulhar e se multiplicar... Seu corpo começava a ficar gigante e as partes mecânicas foram se alastrando da mesma forma como se estivessem vivas... Na Armored Island, Sayaka e Nana se espantam ao presenciar que Makura dominava a tecnologia dos nanitas também permitindo o metal e tecnologia se multiplicar... BioChymera estava uma vez mais em pé, tanto seus componentes androides como orgânicos estavam agora gigantes e muito mais destrutivo... 

O campo de batalha só tinha agora os NeoChangeman e o monstro... Comandos e aldeões estavam longe para proteção e Tsurugi se sentia inútil sem poder enviar reforços... NeoDragon analisa as possibilidades e conclui:
NeoDragon: “ – Não há outra maneira... Precisamos das Densetsu-Form!” NeoPégasus dá um passo a frente e conclama:
NeoPégasus: “ – Estão muito feridos, Pégasus e eu cuidaremos disso...” Todos se alinham com a recém chegada e NeoMermaid é quem completa:
NeoMermaid: “ – Faremos isso juntos, como já foi e como sempre deve ser!” Todos acenam positivamente e assumem suas poses selvagens bradando:

“ – DENSETSU-FORM!”

Um estrondoso ruído emana do campo de batalha, tanto a terra quanto os ventos e os relâmpagos se manifestam e em segundos as cinco feras lendárias assumiam o local dos jovens guerreiros para combater o gigante BioChymera, porém... Antes mesmo que pudessem rugir, uma espécie de refluxo de energia ocorre, as feras se contorcem em agonia e uma explosão acontece... Em meio a poeira que começava a se distinguir após a reação, os NeoChangeman caídos, feridos, desgastados e completamente sem condições de combate já podiam ser vistos ao longe pelos espectadores e pelo helicóptero de reportagem...
NeoGriphon: “ – O que... Foi... Isso...” Ele tenta se reerguer mas não tem mais forças e ouve em sua mente a resposta desoladora:
Densetsu-Griphon: “ – Seus corpos... Eles atingiram o limite com a exaustão e os ferimentos...” Hiroko tentava erguer-se do solo pelo menos e nem isso conseguia:
NeoMermaid: “ – Afinal de contas o que está... Acontecendo...” Seu interior responde com voz melodiosa:
Denstesu-Mermaid: “ – O corpo humano, ele não é feito para tanto esforço nem tanta degradação de ferimentos... Nossa comunhão exige muito de sua constituição...” Mitsu urrava de raiva batendo ao chão...
NeoPhoenix: “ – Minhas pernas... Não se mexem... Nem as chamas... Eu consigo... Maldição!” Como um grito percorrendo seu corpo ela ouve:
Denstesu-Phoenix: “ – Vocês são esplêndidos, mas ainda são humanos.... Há um limite existencial para o que podem fazer...” Ryuichi conseguiu ficar de joelhos mas não tinha forças para se erguer...
Densetsu-Dragon: “ – Seus corpos estão sendo danificados... De forma irreparável ou até fatal, caso não encontrem a solução para a Densetsu-Form...” Ryuichi observa o gigante Chymera vindo em suas direções e ainda tenta:
NeoDragon: “ – E como encontramos essa solução?” Um leve silêncio impera e então a resposta:
Densetsu-Dragon: “ – Isso não pode ser ensinado... Só conquistado...” Eles observam a cena, Chymera ergue os braços e prepara-se para varrer o chão com seus golpes... A morte chegava para todos eles, pensavam os jovens naquele instante fatal e, como da primeira vez que se uniram, uma vez mais o planeta se manifestou... Os tremores de terra atingiram um ápice gigante, pedras desmoronaram, Comandos e aldeões caiam ao chão se de pé estivessem e os NeoChangeman tentavam não ser removidos do local pela ondulação do terreno... Súbito a montanha Belukha literalmente explode e do meio desta explosão e terra voando para todos os lados, do interior daquela polvadeira que chamou a atenção de todos, algo jamais visto por olhos estrangeiros surgia... Galopando... Gigante... Assustador... Um vulto monstruoso vinha como uma locomotiva aterradora... Seu único chifre era descomunal e assustava a qualquer um, fosse seu alvo ou não... Enquanto corria em suas quatro vigorosas e fortalecidas patas, vencia a distância entre a montanha e o campo de batalha,  e fosse o que fosse aquele ser, se notava claramente ele encravar o chifre ao chão em pleno movimento, arrancando gigantescos pedaços de solo que eram arremessados contra Chymera... A distância entre eles diminuía, BioChymera estava sofrendo diversos impactos rochosos arremessados pela criatura e os NeoChangeman nada podiam fazer, nem mesmo fugir... Os Comandos não podiam interferir e na Armored Island todos prenderam suas respirações de tanto temor pelo que poderia acontecer naquele momento... Na árvore de onde acompanhou tudo, Altair erguia-se atemorizado...
Altair: “ – Indrik... Não!”

Um poderoso monstro gigante que não poderia ser descrito com algo além de um rinoceronte gigante com um chifre anormal atacava BioChymera com fúria... Sua tática de luta era brutal, feroz, completamente selvagem... Junto aos Comandos ainda estarrecidos com a cena, Hayate pergunta a um dos aldeões ainda em estado de alerta tentando achar uma maneira de ajudar aos aliados:
Hayate: “ – Ei você... Me diga, o que é aquilo?” O comando que falava idioma russo traduz:
Comando" - Что это?" O aldeão ainda atemorizado assim como todos os outros diante da cena dantesca responde com receios:
Aldeão" - Это Индрик, сэр ... Король всех животных ... Он живет на священной горе, и никто не должен туда ступать ... И пока никто не ступает туда, он молчит и не заставляет землю дрожать ... Теперь он он в ярости, потому что его священная земля была осквернена ... Мы все умрем, сэр ..."
Comando: “ – Ele dizer algo como, ser Indrik... Rei de todos animais... Viver em montanha sagrada e ninguém dever pisar lá... Enquanto ninguém pisar lá, ele se mantér quieto e não fazer terra tremer... Agora, ele estar furioso pois o solo sagrado estar profanado... Todos nós morrer senhor...!” Hayate fica estarrecido, uma criatura de tal porte além dos Densetsu-Ju existir... Ele vira-se para o campo de combate, observa a cena seguinte... Ele não admite aceitar um fim sem luta, ele se levanta e e pensa em correr até lá para atirar contra Indrik, mas Altair surge ao seu lado do nada e toca em seu ombro acenando negativamente com a cabeça, dizendo que ele não deveria fazer aquilo... O veterano reluta, pensa em ignorar o velho eremita, mas algo parecia incomodar em sua mente para que seguisse a dica de Altair... Confuso e irritado, ele sente o peso da incapacidade uma vez mais... Um estrondo horrendo, todos se voltam ao campo de batalha de novo e a cena seguinte vista por todos é chocante... Chymera avança, Indrik move sua cabeça para a direita e para baixo enquanto galopa causando gigantes tremores... Ao atingirem o alcance de combate, com uma ferocidade ímpar, Indrik ataca com seu chifre... O mesmo atinge o peito de Chymera e órgãos gigantes saltam do interior do monstro híbrido ao chão... Ambos então ficam parados por alguns segundos... A poeira começa a ceder e Indrik mexe sua cabeça para os lados de forma brutal e mais pedaços de Chymera começam a ser arrancados com os movimentos e caem ao chão... O ser lendário russo então usa um movimento vigoroso para tentar arremessar Chymera para longe, mas o mesmo não se desprende de seu chifre... Indrik então avança com furor contra uma das máquinas de mineração e bate com Chymera contra ela dezenas de vezes fazendo com que o monstro se tornasse um amontoado de gosma e máquinas... Devido a destruição do corpo, BioChymera escorre do chifre ficando ao chão enquanto Indrik ergue suas patas dianteiras e bate ao solo pesadamente sobre a carcaça já sem vida do oponente até misturá-lo com o chão em uma cena bizarra e grotesca a olhos mortais... Indrik deixa de se mover então e fica observando os restos mortais do oponente ao redor de si mesmo... Ele solta uma bufada de suas ventas e continua ali por mais alguns segundos observando o local onde BioChymera deixou de existir... Os NeoChangeman e demais expectadores não se movem... Altair corre em direção ao local e tenta gritar para Indrik, mas ou o som não chegava ao ponto certo ou Indrik o ignorava...
Altair: “ – Não Indrik... São aliados... Por favor, detenha-se Indrik, detenha-se...” O poderoso e misterioso ser lendário vira seu olhar para os guerreiros caídos ao chão e à passos lentos se aproxima deles, parando metros à frente dos jovens... Uma nova bufada de respiração salta em direção aos guerreiros que ainda não sabem imaginar o que virá à seguir e então o impensável novamente se faz presente... O gigantesco e colossal ser, dobra sua pata direita como se fizesse uma reverência aos jovens e fica daquela forma, com a cabeça abaixada para o chão... Os jovens não sabem o que dizer ou o que pensar mas todos eles, liderados por NeoDragon, desativam seus capacetes e com forças que não imaginavam ter, erguem-se com dificuldade e repetem a reverência, iniciando por Ryuichi e seguido pelos demais, dobrando o joelho direito como um cavaleiro na idade média fazia à seu rei... Mas ao contrário do que eles imaginaram ser a cena, percebia-se com o passar dos segundos que a honraria vinha de Indrik para eles e não o contrário como eles achavam ser e tentaram fazer... Altair detem-se em sua corrida e começa a chorar... Ele se ajoelha ao chão agradecendo em prantos...
Altair: “ – Obrigado... Obrigado meu amigo... Obrigado...”

O gigante monstro se ergue então, assim como os NeoChangeman... Ele olha Altair nos olhos e se detém alguns segundos e então, vira-se e vai em direção à montanha novamente, desaparecendo dentro dela que volta a ficar como se nada tivesse acontecido, totalmente intacta... O chão antes escavado volta ao normal e os NeoChangeman desabam ao chão ofegantes... Altair corre até eles, Hayate e alguns Comandos também e o helicóptero aos céus a tudo gravava e transmitia para o mundo... Ozoora chorava de emoção e recebia o olhar de satisfação de senhora Yoshimi... Tsurugi e os demais comemoravam o final desesperador do embate... Os reforços russos liberados pelas negociações de General Nagayama começavam a chegar ao local mas nenhum deles entrava na área da Montanha sagrada e os jovens teriam de chegar até o socorro com suas próprias forças... Enquanto os Comandos e Altair ajudavam os mesmos a se locomover, Ryuichi pergunta a ele:
Ryuichi: “ – Afinal... O que foi aquilo Altair? Ele nos pediu uma reverência para nos deixar vivos?” Altair sorri largamente e lembrando do olhar de Indrik antes de sumir, repete suas palavras ao líder dos NeoChangeman:
Altair: “ – Indrik reconhece a majestade em forma de fera que habita vocês e os reverência como súdito fiel e pronto para o combate...” Os cinco se entreolham e então estupefatos ficam ao saber que o gigante e destrutivo ser os saudava como um guerreiro de seus exércitos e não como o soberano que ele demonstra em todas as suas capacidades... Hayate esbaforido ao lado deles os ajuda a carregar e indaga, de certa forma indignado:
Hayate: " - Afinal que idioma estão falando, não entendo uma só palavra..." Mitsu e os demais se olham e olham para Altair... Hideki é o primeiro a falar de certa forma surpreso...
Hideki: " - Como assim Hayate, estamos falando japonês..." Hayate se indigna e rebate:
Hayate: " - Uma pinóia que estão, não entendo uma única palavra... E o russo ali, diz que não é russo também..." Todos olham para Altair e ele sorri dizendo:
Altair: " - Mistérios de criaturas lendárias amigos... Eu não falo japonês, mas entendo o que dizem e vocês me entendem mesmo eu falando russo... Alguém duvida do impossível depois de hoje?" Todos sorriem (menos Hayate que continuava a não entender nada) e seguem em direção ao exterior da área sagrada de Indrik...

Um aprendizado gigante surgiu deste embate e os NeoChangeman haviam reconquistado seu quinto integrante bem como sua admiração pela Força Terrena que se mostrava muito mais ampla do que imaginavam... Ao saldo final de tudo, enquanto abraçavam Shiori e choravam juntos a decisão da nova aliada, Ryuichi olhou para o horizonte pensativo... Algo o incomodava mesmo naquele momento de reencontro e superação... Qual seria a solução para as Densetsu-Form? Estariam fadados a não mais poder usá-las? Os jovens, agradecendo novamente a decisão e chegada espetacular de Shiori, eram conduzidos para receber os primeiros socorros e um descanso merecido...

domingo, 9 de junho de 2019

NeoChangeman - Episódio 24 - Indrik, o sagrado! (Parte 1)

Há muitos anos atrás, surgia em nossa TV um seriado como nenhum outro... Cinco jovens arriscavam suas vidas para proteger a Terra do temível Império Gozzma, utilizando o poder dos cinco grandes animais lendários... Esses heróis se apresentavam como Esquadrão Relâmpago Changeman e eles venceram a invasão... Aproximadamente 20 anos após, uma nova ameaça surge e a Força Terrena precisa escolher novamente cinco bravos guerreiros para defender a Terra...

Uma fanficton de Lanthys Lionheart em homenagem ao saudoso Esquadrão Relâmpago, com vocês, Esquadrão Relâmpago NeoChangeman!


Tema de abertura - Destiny


Montanha Belukha, Rússia – 06:45hs – Dia sexto após a tragédia:

O ar gélido castigava aquela vastidão isolada localizada na área quase central da Rússia... O que
Makura estaria fazendo tão longe todos se perguntavam, porque havia mudado o foco de seu ataque... Essas perguntas precisavam ser respondidas assim como eles precisavam deter, fosse o que fosse que o exército invasor estivesse fazendo... Graças à suas armaduras Próton-Plates, os Comandos Terrestres e Hayate não sentiam um frio que não pudessem suportar enquanto que Ryuichi e os demais NeoChangeman, embora ainda sem suas transformações e por consequência, sem seus NeoProtec, pareciam imunes às intempéries do local não sentindo frio extremo como a temperatura tentava impor... De alguma maneira sua união aos Densetsu-Juu os protegiam daquele clima inóspito... Eles avançavam a pé pelo local atentos, estavam próximos das coordenadas inseridas no sistema e mantinham-se prontos ao combate...

domingo, 24 de março de 2019

Novidade no Nipo Heroes Blog - Templo Kawaii Desu!!

Fala galera do bem, novidade incrível chegando no Nipo Heroes Blog:
Acho que o banner é bem explicativo, mas, de qualquer forma não vou me ater a explicar os detalhes, visto que algumas imagens são melhores que mil palavras, não é mesmo? Sendo assim, vou deixar que vocês mesmos confiram e digam o que acharam! Confiram nossa nova página clicando AQUI!!

Um grande abraço a todos e parabéns ao blog que nunca deixa de inovar e se completar!!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

NeoChangeman - Episódio 23 - Avante Pégasus!


Orfanato de Kinki – 06:05hs...
O dia começava a raiar no Orfanato... Tanto as crianças quanto professores foram sedados e levados para hospitais sob o tutelado dos Defensores da Terra... Os Comandos montavam guarda e várias pessoas, inclusive da população, com lágrimas aos olhos começaram a limpar e arrumar o local que havia ficado marcado pela batalha... Senhora Yoshimi, a única que se recusou a receber tratamento estava entre eles... Seu olhar demonstrando os muitos verões que já vivera eram resistentes, ela olhava para tudo e removia os escombros e galhos do chão com uma expressão que poucos entenderiam... Ela estava em prantos por dentro, mas haviam pessoas que dependiam dela, haviam pessoinhas muito assustadas que dependiam de sua postura, havia uma orfanato a ser reconstruído antes daquelas crianças voltarem e ele não seria posto em forma com lágrimas, era seu pensamento enquanto trabalhava... Ela guardaria suas lágrimas para seu momento de intimidade, quando ela estivesse sozinha e pudesse ser ela mesmo sem causar problema aos demais... Ela não sorria, ela era firme, ela ergueu aquele lugar com seu trabalho para proteger as crianças, e naquele momento, depois de tudo que viu e ouviu, ela jamais iria deixar o ideal de proteger as crianças para segundo plano, não agora, não depois de Satoshi... Ela olha firme para o que ainda havia por fazer, faz um aceno positivo e se põe novamente em movimento, dando prosseguimento a suas tarefas coordenando os demais... Um olhar dela escapa a Hiryu Tsurugi que a observava e... Aquele olhar descrevia ao veterano o que ele não queria admitir... Ryuichi e os demais tentam contato com o comunicador de Satoshi, mas o mesmo não responde, não podia ser localizado, ninguém tinha qualquer pista do colega ou de Shiori...

O veterano comandante vai até Sayaka que analisa o local com sensores diversos tentando reconstruir o que aconteceu para tentar achar uma explicação aos fatos e indaga preocupado, como se quisesse achar uma prova para replicar alguma acusação:
Cmt. Tsurugi: “ – Sayaka... Encontrou algo que possa explicar o que aconteceu?” A cientista com decepção nos olhos acena negativamente e explana:
Sayaka: “ – Há uma espécie de pólen espalhado por tudo Tsurugi... Mas... É algo inusitado, pois diferente de qualquer pó que conhecemos, esse pólen é na verdade plasma sanguíneo desidratado... Imagine que alguém tivesse secado o sangue a tal calor que o converteu em um pó tão fino como o pólen e logo após o espalhado pelo ar... É o que encontro aqui... Se eu fosse usar um termo mais prático... Há “sangue em pó” por todo o local...”
Cmt. Tsurugi: “ – Mas as crianças e os professores não possuem ferimentos... De quem é este "sangue em pó" como chamas que se detém aqui... De quem era o sangue sobre crianças e professores? Me diga alguma coisa Sayaka...”
Sayaka: “ – Nana e Dr. Togo estão a examinar mas eu confesso que qualquer que seja a resposta, nós não teremos uma resposta boa a esta pergunta meu amigo...” Sayaka começa a analisar novamente o local, Tsurugi fica inquieto com a falta de informações, ele olha para os demais que o observam de longe onde estão reunidos esperando alguma resposta para agir de acordo com os resultados... O veterano então olha para senhora Yoshimi e caminha até ela, parando próximo e com todo respeito que poderia ter pela senhora e pelo momento tenta obter alguma informação a mais...

Cmt. Tsurugi: “ – Senhora Yoshimi... Nos ajude... O que a senhora viu... Busque forças de locais infinitos para narrar algo que tanto lhe abomina como seu olhar demonstra, mas nos ajude a desvendar o que houve aqui...” A velha senhora para de varrer, fica alguns instantes a olhar para o nada e sem olhar para o comandante que a interroga ela responde:
Senhora Yoshimi: “ – Nada do que eu possa ter visto, pode ser descrito em palavras... Forças que jamais poderei explicar agiram aqui... Eu vi seus olhares... Eu os vi desaparecer... E os vi finalmente se encontrarem... E a glória em relâmpagos os consumiu em algo que não tenho palavras para explicar... A imagem nunca sumirá de minha mente... Eu levarei aquela cena comigo para meu túmulo...” Tsurugi fica observando a senhora, esperando mais algum detalhe, e ela se cala... O preocupado comandante insiste com ela...
Cmt. Tsurugi: “ – Senhora Yoshimi... O que aconteceu então? Quem foi atingido? Pra onde foram? Me conte o que viu...” A idosa então se vira para o comandante, com expressão de ira e grita a plenos pulmões:
Senhora Yoshimi: “ – UM IMPACTO DE SANGUE ATINGIU MEU ROSTO... INUNDOU MEUS OLHOS... MEU NARIZ SE OBSTRUIU COM ALGO VISCOSO... OS RELÂMPAGOS, O INICIO E O FIM ME CAUSANDO UM TERROR QUE NÃO SEI DESCREVER E ARRANCOU QUALQUER LÓGICA DE MEU SER ME COLOCANDO EM COMO AO CHÃO... ESTÁ SATISFEITO GAROTO??” Todos então cessam suas atividades e ficam a observar a cena... Tsurugi encara a velha senhora com lágrimas nos olhos enquanto ela continua a reter as suas.... Ela cerra seus olhos e completa:
Senhora Yoshimi: “ – Não se atreva a me perguntar mais nada sobre isso... Nem a ninguém deste orfanato...” Ela vira-se e adentra a casa sem dar mais explicações... Tsurugi baixa a cabeça e continua com muitas perguntas e angústias em sua mente...

Armored Island – 06:45hs...
Dr. Togo e Nana analisam os tecidos e o sangue removido das crianças e dos professores... O resultado havia saído e a comparação havia sido feita... Nana se dirige ao sistema de comunicação e entra em contato com Tsurugi...
Nana: “ – Tsurugi, está me ouvindo?” O veterano aciona seu comunicador, Sayaka e os demais se aproximam dele...
Cmt. Tsurugi: “ – Tsurugi na escuta, diga Nana, o que conseguiram para nos passar?” Nana se detém um pouco e inicia...
Nana: “ – O sangue encontrado nas crianças e nos professores, contém traços do DNA de Satoshi... Em vastas quantidades eu diria...” Todos ficam atônitos com a notícia, era uma revelação terrível...
Cmt. Tsurugi: “ – Então, todo o sangue que encontramos aqui era do Satoshi? Você quer dizer que ele...” Nana rapidamente responde tentando evitar um trauma a todos:
Nana: “ – Não posso afirmar isso...” Ryuichi entra no assunto sem qualquer cerimônia:
Ryuichi: “ – Como assim Nana, se o sangue que está em todos tem o DNA de Satoshi, então essa quantidade de sangue que vimos, só pode significar que ele foi atingido de forma mortal... Senão seu DNA não estaria neste sangue... Fale a verdade Nana...” Nana se detém alguns segundos na resposta, como se buscasse argumentos e inicia:
Nana: “ – Sayaka, se eu me detiver em termos difíceis, por gentileza simplifique a eles... Sim, o DNA de Satsohi está no sangue, em grande quantidade, mas... Seja o que for que a arma que apreendemos faça, ela modificou a cadeia celular do sangue e ele não pode mais ser “lido” de forma correta... Não existe uma forma precisa de dizer de quem é o sangue pois visto o “pólen sanguíneo” existente no local, o sangue pode conter o DNA de qualquer ferido...” Todos ficam a se observar por alguns instantes e então Sayaka comenta:
Sayaka: “ – E sua análise final é qual Nana?” A moça de Technolíquel completa:
Nana: “ – Com toda a certeza ele foi ferido e seu DNA pode ter se multiplicado com a desidratação do sangue de seu ferimento, mas afirmar que todo aquele sangue era dele... Eu não poderia fazer isso... Muito menos definir ao certo de onde todo aquele sangue veio... A única coisa que posso afirmar, dada a ausência de corpos e órgãos, é que seja de quem for, esse sangue, desidratado ou não, é humano...” A esperança ressurge entre eles, olhos com expressões de uma nova chance surgem em todos os rostos ali presentes e é Mitsu quem se intromete agora:
Mitsu: “ – Tá Ok bonitinha de inteligência mil, como a gente localiza o nosso amigo chorão então? Se ele não morreu aqui, de posse do DNA dele, você pode localizar ele em um piscar de olhos não é?” Todos esperam a resposta que demorou mais do que as outras e então o comunicador uma vez mais dá notícias não animadoras...
Nana: “ – Em uma situação normal, sim, seria fácil e eu já tentei isso, mas... Dado o pólen de sangue e o vento... O DNA de Satoshi está por tudo... Árvores, chão, pessoas... Está no ar sendo carregado por correntes aéreas... Em um espectro amplo eu diria que seu DNA já atinge quase toda a cidade em maiores ou menores quantidades e ainda viajará por todo o Japão e talvez além... Não há como localizá-lo através do DNA infelizmente...” As esperanças parecem morrer de novo quando a montanha viva Hideki Kuroki bate na palma da mão olhando para os colegas:
Hideki: “ – CABELO!!” Todos olham com cara de dúvidas para o colega sem entender do que se tratava aquele grito... Ele eufórico, olha para todos e explica...
Hideki: “ – Nossa melhor hipótese é de que Satoshi tenha conseguido por algum milagre se transformar, pois vimos NeoPegasus destroçar o Gaios! Se ele conseguiu isso, visto que os dois estão desaparecidos, é correto pensar também que ele levou Shiori consigo... Se não conseguimos achar ele, vamos achar a Shiori... E pra pegar o DNA dela, CABELO!! Uma escova no quarto dela deve ter isso, assim iremos pedir a Nana que localize Shiori e assim encontraremos Satoshi!!” Ele fica com os olhos esbugalhados olhando a todos com otimismo e euforia, enquanto os demais iam entendendo sua lógica!! Mitsu dá um pulo e abre um sorriso de orelha a orelha, correndo logo em seguida para dentro do orfanato em busco do fio de cabelo sem dar qualquer satisfação a qualquer um presente... Enquanto ela percorre seu trajeto os demais comentam que é uma boa tentativa sim e que provavelmente Satoshi deve estar precisando de auxílios tanto para ele quanto para Shiori... Tsurugi no entanto se lembra do olhar e da tristeza de senhora Yoshimi e sem demonstrar aos demais, não compartilha de tanta esperança... Ele viveu muitas lutas e muitas perdas... Embora tente ser mais otimista, ele sempre espera por algo mais real, mais cruel e mais sofrido... Em seu íntimo ele esperava estar errado...

Orfanato de Kinki – 07:25hs...
Mitsu sai correndo de dentro do orfanato com muitos cabelos nas mãos... Ele os entrega a Sayaka que de pronto os coloca em um saco plástico e aciona um portal para retornar a Armored Island levando o item e ajudando Nana no que for preciso para localizar Shiori... Os demais ficam por ali a aguardar o resultado e poderem partir em busca de Shiori e por consequência encontrar seu amigo... Eles se sentam e as portas do orfanato se abrem pesadamente... Senhora Yoshimi estava ao centro da porta com olhar de poucos amigos... Em tom alto e nada cordial ela brada:
Senhora Yoshimi: “ – O café está servido...” Todos ficam a se olhar, nenhum deles tem intensão de comer enquanto esperam respostas, eles querem saber de Shiori e Satoshi... Senhora Yoshimi percebe e reitera:
Senhora Yoshimi: “ – Se querem ser úteis, tenham a decência de ter forças para não cair de fraqueza por aí... Estão em minha casa, aqui eu dou as ordens e se quiserem desobedece-las, passem do cercado para fora... O chamado para o café não foi um pedido, foi uma ordem e todos vocês vão entrar e se alimentar agora... Inclusive você garoto comandante... Não falarei novamente...” Todos observam a velha senhora e então sem mais argumentos ou defesas, eles partem para a refeição, inclusive Tsurugi, enquanto aguardavam a comunicação da base sobre o paradeiro de Shiori...

Armored Island – 07:55hs...
Nana e Sayaka, que haviam conseguido obter o DNA de Shiori e o inserir no sistema de buscas, consentem que conseguiram localizar a moça, mas estranham o local onde ela está no momento... Sayaka abre a comunicação:
Sayaka: “ – Pessoal, a ideia do Hideki deu certo, conseguimos localizar Shiori, mas ela está em um lugar bem inusitado, isso se nosso sistema não estiver se enganando...” Todos estranham e Tsurugi é quem faz a pergunta:
Cmt. Tsurugi: “ – Porque diz isso Sayaka... Ela está em algum hospital, algo assim?”
Sayaka: “ – Não... Ela está em campo aberto... Há mais ou menos 250Km de vocês, no Monte Tate, em Tateyama...” Os olhares se cruzam novamente e ninguém saberia o que argumentar... Porque ir para tão longe se perguntavam os integrantes e a própria senhora Yoshimi...
Tsurugi então comanda:
Cmt. Tsurugi: “ – Abra um portal para nós Sayaka... Iremos junto de alguns paramédicos pois os dois devem estar precisando de socorro... Algum sinal mais forte do DNA de Satoshi no local?” O suspense tomava conta de todos para com uma resposta positiva...
Sayaka: “ – Infelizmente não... Sobre os portais, estamos com dificuldades de centralizar a saída no local, segundo as informações, há uma forte tempestade de relâmpagos no local que já chamou a atenção até mesmo da defesa civil japonesa para possíveis estragos na cidade... Tomem cuidado pois tudo está muito estranho, ambientalmente falando... Estejam preparados para qualquer coisa...”

Tsurugi acena positivamente para os demais e partem em direção ao pátio do orfanato... Os paramédicos os acompanham e então o portal se abre... Eles adentram e desaparecem do local em busca dos amigos desaparecidos... Em suas mentes muitas dúvidas, medos e incertezas... Porque Shiori foi parar lá? Quem a levou? Satoshi? Então porque seu DNA não é localizado no local? E o sangue no orfanato? Se os dois saíram vivos, de quem é o sangue? Teria o comportamento agressivo de NeoPégasus algo a permitir explicação de tudo isso? E porque o temperamento diferente no guerreiro pacífico que todos conheciam? Enquanto os dutos de transporte exerciam sua função, todos estavam cheios de perguntas e parecia que não encontrariam calmaria pela frente... O portal se abre e o vento atingia mais de 100Km/h no local... Chuva torrencial caía e os relâmpagos rasgavam os céus em fúria... Eles observam ao redor, nada avistam, Tsurugi tenta comunicação e através de chiados, alguma informação se salva:
Cmt. Tsurugi: “ – Nos direcione Sayaka... Para onde devemos ir?” A resposta demora segundos para voltar, mesmo que toda picotada:

Sayaka: “ – Bbrrzzzzz... Impossível precisar distâncias pois... Bbrrzzzzz... Visto o sinal cortando pela... Bbrrzzzzz... Os raios impedem a concl... Bbrrzzzzz... Um raio máximo... Bbrrzzzzz... 1Km... Bbrrzzzzz... Partir do portal... Bbrrzzzzz...” Tsurugi olha ao redor, Ryuichi para ao seu lado... Depois de alguns segundos buscando prováveis pontos de busca, é Ryuichi quem se vira para os demais e comanda aos gritos, tamanho era o ruído da tempestade:
Ryuichi: “ – Cada um de nós, pega uma direção... Vamos dividir o raio de 1Km a partir daqui... Meu pai e eu vamos juntos e cada um de vocês vá com um dos 3 paramédicos para impedir que eles sejam feridos ou levados pelo vento... O grupo que os encontrar, ache um jeito de avisar aos demais... Vamos nessa pessoal, eles precisam de nós!” Ryuichi e seu pai escolhem um dos caminhos, e assim Hideki, Hiroko e Mitsu seguem cada um com um dos paramédicos em direções variadas tentando cobrir o máximo de terreno... Desta forma iniciam-se as buscas por Shiori e Satoshi em meio a uma terrível tempestade não vista ainda pela maioria deles...

Monte Tateyama – 08:15hs
A grama é verde e macia... Ela sente dores violentas em seu corpo... Ela tenta abrir os olhos, mas não consegue... A água... O vento... Os clarões no céu... Ela tenta cobrir o rosto para poder se olhar e saber se estava ferida... Ela não vê sangue em si, mas talvez a chuva tenha limpado tudo já, pensou rapidamente a moça... Ela continua deitada, sem forças para se mexer mais que alguns movimentos fracos... Ela fecha seus olhos novamente e repousa, tentando entender...
Shiori: “ – Onde estou... Que lugar de tanta grama é esse... O que aconteceu... O olhar de Satoshi... É a última coisa que lembro... Depois aquele impacto violento... Depois o breuo... Ainda sinto a bílis na garganta... Sinto ódio em meu íntimo... Mas onde estou... Como cheguei aqui... Satoshi onde você está... Não me deixe aqui sozinha...” Ninguém poderia ver o quanto Shiori chorava, a força da chuva era maior que suas lágrimas mas não maior que sua tristeza... Ela chora por longos minutos... Sequer sabia onde estava, que horas eram, muito menos se alguém buscava por ela... Ela consegue forças para se recolher em uma posição similar a fetal... Seu corpo doía muito e ela estava sozinha... Ou assim pensava... Os relâmpagos não paravam nunca... Cada vez mais fortes como se quisessem chamar a atenção... Tanto os NeoChangeman quanto os socorristas já se sentiam preocupados e a tempestade parecia nunca recuar... Shiori sente o medo novamente... Era como se algo a apertasse, como se algo a tentasse obrigar a algo... A raiva ainda habitava seu ser e parecia querer sair de dentro de si... Shiori tenta conter mas como uma golfada de refluxo quando não se consegue mais segurar o mal estar estomacal, Shiori senta-se de golpe em meio a tempestade e grito a plenos pulmões:
Shiori: “ – O QUE QUER DE MIM AFINAL?? PARE AGORA EU ORDENO!!” Todos que buscavam por Shiori detém seus passos, todos ouviram o grito e todos presenciaram a cena funesta... Um temível raio pareceu se forjar acima do monte e descarregou toda sua intensidade em um único ponto... Eles começam a tentar se locomover em direção ao local, o que seria bem difícil dada a tempestade, mas então, como em um passe de mágica a tempestade se dissipa, o vento desaparece, o sol toma o lugar visto as nuvens assustadoras evaporarem e ninguém conseguia entender o que acontecia ali... Todos resolvem ignorar as novas perguntas sem respostas e correr para o ponto onde o raio caiu e de onde acreditam que ouviram a voz... Ryuichi e Tsurugi eram os mais próximos, eles conseguem chegar primeiro ao local e tão logo avistam a moça caída, Tsurugi retorna para sinalizar aos demais o local e pedir a presença dos paramédicos enquanto Ryuichi tenta amparar a amiga a tomando no colo... Suas roupas estavam em farrapos e ela parecia ter sido atingida pelo raio poderoso... Era de se esperar que tivesse ido a óbito também, afinal, ninguém suportaria tal agressão, mas os paramédicos indicam sinal de batimentos cardíacos... Todos vibram e Tsurugi comanda a abertura de um portal para levar a moça até a Armored Island enquanto reforços atravessam o portal para ajudar nas buscas por Satoshi, o único ainda desaparecido... Todos se olham, acenam positivamente e então as buscas prosseguem, satisfeitos por terem encontrado Shiori com vida!

Monte Tateyama – 13hs...
Tsurugi se reúne com o grupo novamente após horas de longas buscas... Com suas capacidades especiais os NeoChangeman cobriram completamente o terreno por inúmeras vezes e nenhum sinal de Satoshi foi encontrado... Tsurugi olha para todos e aguarda para ver se algum deles deseja se pronunciar...
Hiroko: “ – Nem mesmo no lago achei qualquer vestígio... Vistoriei até mesmo o mais profundo lugar e simplesmente é como se ele nunca estivesse estado neste lugar...”
Hideki: “ – Nenhum aroma, nenhum movimento, nada que relembre ou denote Satoshi nesta área nem próximo daqui...”
Ryuichi: “ – Eu observei do topo da montanha, nada, simplesmente nada eu consegui captar, é como se Shiori tivesse sido largada aqui sem que seu salvador tivesse pisado no local...”
Mitsu: “ – O bracelete de Satoshi... Ele poderia ter aberto um portal e largado Shiori aqui sem pisar no solo...”
Hideki: “ – Sim, poderia, mas... Porque a largar aqui sozinha, a mercê do tempo e de qualquer um? Não me parece uma atitude que Satoshi tomaria... Mesmo em situação extrema... Ainda mais sendo a Shiori...”
Cmt. Tsurugi: “ – Isso sem mencionar que acionar o NeoBrace iria denotar sua posição e saberíamos que ele havia acionado o mesmo, e não há nenhum registro...”
Mitsu: “ – Então devemos concluir que ela apareceu aqui do nada? Caiu aqui do nada?” Todos ficam a se olhar e nenhuma resposta é proferida, nem existia para tal situação, pelo menos naquele momento... O comandante comanda que voltem para Armored Island para se recuperarem e reagrupar, afim de pensar em alguma forma de localizar o amigo... Os portais se abrem e todos partem do monte Tate com mais perguntas do que chegaram ao local...

Armored Island – 21:00hs...
Shiori sente o torpor em seu corpo... Ela pensa em abrir os olhos, mas decide mantê-los fechados pois as últimas cenas que seus olhos presenciaram em nada lhe foram agradáveis... A tempestade, o raio, o vento, a armadilha, o olhar de Satoshi... Uma lágrima escorre de seus olhos... Ela absorve e admira o silêncio daquele momento... Nada ainda fazia sentido pra ela, nenhuma explicação ela tinha para nada mas o silêncio já era acalentador depois de tantos sons aterradores... Sentia que não estava mais na grama, sabia que alguém a havia resgatado, estava em uma cama... Ou assim ela pensava pelo menos... Ela então relaxa e tenta pensar em nada para que talvez alguma resposta surgisse, para que algo acontecesse... O que houve afinal ela continuava a pensar e lembrava-se da cena do disparo da arma e do olhar de Satoshi como se dissesse a ela "tudo vai ficar bem, tenha certeza"... Mais lágrimas escorrem e ela balbucia...
Shiori: " - Mas não ficou tudo bem Satoshi... Não ficou..." Ela chora por mais algum tempo e então enxuga as lágrimas uma vez mais tentando de novo voltar ao nada para não chorar... Súbito seu coração acelera ao ouvir algo que ela esperava desde o incidente ouvir a qualquer custo...
Voz: “ – Shiori... Pode me ouvir?” Ela mantém os olhos fechados... A voz era a mesma... A ternura parecia ainda maior... Ela quase palpava aquele som com seu sistema auditivo... Ela não saberia descrever a sensação mas era maravilhoso... Ela duvida de seus sentidos, julga estar delirando então novamente:
Voz: “ – Shiori... Abra seus olhos destemida flor...” Ela abre os olhos e o avista... Parado ao lado de sua cama, velando por seu descanso... Ele finalmente estava ao seu lado uma vez mais... Intacto... Sorridente... Acolhedor... Amável como ela sempre o viu... Ele estava vivo era seu pensamento maior!
Shiori: “ – Satoshi...” A moça levanta-se na cama, não sente qualquer dor ao fazer isso e o abraça com força, sentando-se na cama para ficar de frente a ele... Os olhos escorrem vastas cachoeiras de lágrimas ao olhar para o jovem de novo e então novamente o abraça e fica assim por alguns segundos... Satoshi fala com ela sorridente:
Satoshi: “ – Eu lhe peço perdão... Por colocar você nisto... Por impor-lhe esta condição... Por a remover de seu mundo e a colocar aqui... Por ter sido egoísta a ponto de nunca dizer te amo, quando queria dizer isso a cada segundo... Peço perdão por ter despertado algo em você que nunca correspondi e que por fim, a colocou em uma zona de combate sem volta...” Shiori limpa as lágrimas sorridente e responde com felicidade ao homem que ama, principalmente após ouvir o mesmo dizer o que nunca disseram antes:
Shiori: “ – Não, não, está tudo bem... Eu também ... Nunca fui capaz de dizer... Eu... Eu ficarei ao seu lado para tudo que acontecer... Não importa quantos inimigos venham, eu te apoiarei sempre e se preciso for eu lutarei junto com você... Nunca mais terás de enfrentar os problemas sozinho, eu estarei contigo sempre Satoshi, ficaremos juntos para sempre...” O rapaz sorri levemente e com olhar mareado segura a moça com ternura pelos braços, descrevendo:
Satoshi: “ – Sim... Estaremos sempre juntos... Eu estarei sempre a teu lado... Não tenho outra prioridade agora que não seja cuidar de você e de todas as crianças do mundo... Mesmo que longe, estaremos sempre juntos, eu te prometo...” O jovem sorri de novo enquanto Shiori parece não entender as palavras do rapaz...
Shiori: " – Como assim longe, do que está falando Satoshi? Porque estará longe?” Ele continua a sorrir e completa...
Satoshi: “ – Você não lembra do que aconteceu? Não se lembra de nada?” Shiori parece ficar nervosa, e seus olhos enchem de lágrimas novamente, mas desta vez lágrimas de aflição e ela começa a explicar como podia, através de suas lembranças confusas...
Shiori: “ – Sim, eu lembro... Lembro do seu olhar, a gente se tocou, então... Eles se foram, e eu... As crianças ficaram salvas e... Os demais ficaram a observar e...”  Satoshi a segura das mãos e então faz uma menção para que ela aceite e possa finalmente recordar de tudo... Shiori faz uma expressão de terror e todos os instantes daquele momento crucial explodem em sua mente como uma bomba... Como se uma tela surgisse a sua frente ela avista tudo de novo em todos os detalhes e seu mundo vem abaixo...

Ela revê as cenas em sua íntegra... Satoshi olha para Shiori... Ela estava aterrorizada vendo a atitude do amado e a moça corre o mais que pode em direção a ele para o impedir... Ele ouve os gritos de seus colegas dizendo para não fazer o que consideravam que iam fazer... Ele ouve as gargalhadas de Gaios e o riso comedido de Melta... Ela ouve o pressionar do gatilho... Ela ouve as palavras de Satoshi para que ela recue... Suas vidas inteiras passaram em suas mentes... Suas primeiras lembranças... As dificuldades de órfão... O gosto pela vocação de professor... A paixão de um pelo outro... O agradecimento a senhora Yoshimi e então o tempo pára... Os dois se vêem tocando as mãos e em uma posição que denotava seu salto em direção ao outro... Era como se tivessem sido congelados no ar mas eles conseguiam mexer seus olhos... Suas bocas... Tudo ao seu redor travou, até mesmo o disparo de Gaios, mas eles conseguiam respirar, mexer seus olhos e usar de seus sentidos... Satoshi fecha os olhos e é o primeiro a falar naquele diálogo com o tempo parado:
Satoshi: “ – Você não pode me salvar Shiori... Nem você Pégasus...” O garanhão aparece translúcido por detrás de Satoshi e Shiori fica entre maravilhada e atemorizada... Pégasus sem mexer sua boca falava, como uma espécie de telepatia que ela também podia ouvir...
Densetsu-Pégasus: “ – Seu cérebro está bloqueado... A magia de Melta impede nossa comunhão... Não posso me unir a você...” Satoshi sorri, Shiori não entende e o rapaz continua...
Satoshi: “ – Mas você pode salvá-los Pégasus...” Shiori mantinha o terror como sentimento principal e não a animava ou acalmava de qualquer maneira o rumo das palavras de Satoshi... O jovem olha para Shiori  e comenta:
Satoshi: “ – Eu lhe peço perdão... Por colocar você nisto... Por impor-lhe esta condição... Por a remover de seu mundo e a colocar aqui... Por ter sido egoísta a ponto de nunca dizer te amo, quando queria dizer isso a cada segundo... Peço perdão por ter despertado algo em você que nunca correspondi e que por fim, a colocou em uma zona de combate sem volta... Perdão Shiori...” Ela mexe vigorosamente a cabeça para os lados, demonstrando que podia mover além dos olhos e a boca em aceno negativo, ela não queria que nada de ruim acontecesse a Satoshi, mas ele parecia se despedir dela...
Satoshi: “ – Meu último pedido Shiori... Viva o que eu não vivi... Proteja quem eu não protegi... E seja feliz como eu não pude ser por não ter ficado mais tempo ao teu lado...” Satoshi gira o corpo formando uma parede entre Shiori e todos os outros, a sensação que dava era que o ágil guerreiro agora havia se tornado uma montanha mais assustadora que Hideki e então, gigantescos clarões aparecem e era como se a mente de Satoshi estivesse na mente de Shiori lhe dizendo:
Satoshi: “ – Meu cérebro está bloqueado por Melta, mas o seu não... Pégasus abandonará meu corpo trancado pela magia de Melta... Ele se unirá a você e eu serei seu escudo até que se consume o fato... Ataque Melta na sequência quebrando sua magia e então Shiori... Terá os mais poderosos e valorosos amigos que poderia ter ao seu lado... Os NeoChangeman! E por favor... Garanta que as crianças não se machuquem meu amor e eu garantirei que possa brilhar em meu lugar como eu nunca poderei fazer...” Shiori acena negativamente, o jovem olhava fixo para a moça... Eles sorriem e pensam em muitas coisas, mas eles nunca haviam levado tão a sério a frase que lhes vinha a mente naquele instante... O lapso do tempo serve como fundo aos dois jovens que temiam pelo pior e enfim consumam o sentimento que a timidez lhes roubou por tanto tempo...
Satoshi e Shiori" - Eu te amo meu amor..." Satoshi se volta então à linha do disparo e bloqueia o caminho com o máximo de vontade... O jovem observa o Densetsu o olhando como em dúvida e afirma:
Satoshi: “ – Sabe que não poderá agir até Melta ser tirado de combate... E Melta só será tirado de combate se alguém agir e nenhum humano aqui conseguirá fazer isso... Todos irão morrer, inclusive as crianças... Temos uma única chance e você sabe que é a correta... VAMOS PÉGASUS!! EU TE PEÇO... SALVE TODOS ELES!!” Os olhos do corcel brilham em relâmpagos e trovões, seu relincho pode ser ouvido largamente e ele desaparece da visão dos dois jovens... Shiori então é acometida de intensas sensações, a mais palpável delas era a raiva... Ela atinge uma fúria jamais sonhada, afinal, seu amado estava se sacrificando por todos, tudo porque uma dupla de mercenários havia decidido se vingar por terem sido privados de seus atos maléficos... Em sua mente era como se uma panela em ebulição existisse, seu sangue parecia ferver e uma voz imponente mas amistosa chega até seu cérebro:
Densetsu-Pégasus: “ – Seu coração é tão valoroso quanto do guerreiro que se sacrifica por vós... Eu a reconheço como digna desta união... Minha bela menina... Libere seus sentimentos... AGORA!” Os relâmpagos envolvem a cena inteira como uma gigante explosão, o relinchar de Pégasus pode ser ouvido de novo assim como seu galopar e então...

O tempo volta ao normal, cruel como somente o tempo sabe ser... O raio atinge Satoshi, ele é completamente obliterado no primeiro impacto... Seu corpo é completamente pulverizado em fumaça, vapor e pó, sobrando nada palpável do guerreiro apenas um vapor escarlate... Um grito gutural diante da cena e então Shiori emerge em fúria da nuvem vermelha convertida, atacando Melta com força brutal e descarregando sua raiva impossível de ser descrita sobre Gaios... Os demais a observam, mas só reconhecem o NeoProtec, ninguém cogita a pessoa debaixo de tamanha responsabilidade e a moça faz aquilo que o Densetsu a convidou a fazer, ela libera seus mais puros sentimentos naquela batalha, e sua fúria era algo tão gigante quanto as tempestades mais conhecidas pelo ser humano... Executada sua desforra, ela varre os céus sem controle sumindo da visão de todos, sendo largado na relva do monte Tate onde ela e o Densetsu tiveram suas primeiras deliberações... Após o impacto profundo do relâmpago final, a moça lembra de despertar na base dos defensores... Sua mente volta ao normal e ela está frente a frente com Satoshi novamente... Então em meio as lágrimas e o pranto sem fim de ter perdido seu amor justo quando o finalmente encontrou, ela busca por uma salvação para impedir toda a aquela dor, ela pensa em um raio de luz, uma luz ao fim do túnel, uma última tentativa de que aquilo tudo fosse uma ilusão, talvez até mesmo criada pelos inimigos...
Shiori: “ – Como pode ter acontecido tudo que vi, se está aqui comigo?” Satoshi sorri, olha para ela e começa a desaparecer deixando doces palavras no ar:
Satoshi: “ – Sim, eu estou aqui contigo... E sempre estarei neste mundo com você... Pégasus e eu estaremos junto a você em cada momento de sua vida Shiori, nunca estará sozinha eu te prometo...” Satoshi vai desaparecendo aos poucos e antes de sumir por completo, deixa suas últimas palavras:
Satoshi: " - Não chore... Eu parto sabendo o que é o amor... Graças as crianças... E a você... Meu grande único amor... " O jovem desaparece por completo e Shiori acorda em um movimento violento ao sentar-se na cama... Ela olha ao redor, o quarto era o mesmo, mas a comunicação com Satoshi parecia ter sido apenas um sonho...
Shiori: “ – Não pode ser... Satoshi... Eu não quero acreditar nisso... Foi um sonho... É isso, foi tudo um sonho, o delírio devido aos acontecimentos... Stress... Isso, é stress, tem de ser, nada disso aconteceu... ” No entanto ao lado da moça estava o colar que ela havia dado a Satoshi quando ainda eram adolescentes... Shiori agarra o colar em suas mãos e chora pesadamente sem saber o que pensar...

Ela desce da cama, caminha em direção a janela e observa o céu noturno... As estrelas brilham de uma forma incrível visto estarem em meio do oceano, sem luzes a interferir no brilho intenso das mesmas... Ela observa tudo por longos minutos... Então ela vê linhas se formar no céu... Ela esfrega os olhos, acredita ser alguma sequela do esforço sobre-humano que fez, mas os traços continuam e a constelação de Pégasus se desenha no céu longínquo diante de seus olhos... Ela jura ver a imagem de Satoshi pensativo em meio as estrelas do céu, imagem essa que se desfaz em breve, dando lugar ao pensamento que ganha voz:
Shiori: “ – Independente do que aconteceu Satoshi... Esteja onde estiver... Você foi o verdadeiro herói... E eu fiquei para lamentar sua perda... ” A jovem suspira profundo, o pranto brota novamente e entre soluços ela completa:
Shiori: “ – Pra sempre irei te amar Satoshi...” Por mais alguns instantes Shiori fica a observar o inexplicável céu noturno complacente até que sua mente pareceu estacionar e ela sentia como se uma uma voz ecoasse em sua mente a comentar...

Voz Misteriosa: " - O herdeiro de Pégasus nesta encarnação partiu cedo, mas... Partiu da forma que os maiores heróis partem... Lembre-se com orgulho de suas atitudes e inspire-se em seus sonhos e desejos... E use seu imenso coração e amor pela vida como energia para poder suportar o pesado manto que ele deixou a você... Minha pequena criança... Nunca se esqueça de que quando um herói parte, outro preciso nascer em seu lugar..." 

Shiori desperta, ela não sabe explicar o que ouviu, se é que ouviu, mas ela relembra cada palavra dita e então retorna a sua cama chorando, onde adormece como se estivesse sendo conduzida ao sono profundo e finalmente, ela descansa seu corpo... Ela ainda não aceita os fatos, ela ainda não acredita em tudo que viu, mas ela sabe que algo aconteceu e por mais que queira negar ela duvida que verá seu amor uma vez mais... Ela adormece como se houvesse se desligado... O cansaço extremo permite a ela a recuperação que precisava... A noite passa tranquila para Shiori Hoshino apesar dos pesares deste dia fatíidico...

Armored Island - Dia seguinte - 09:00hs
Era manhã do dia seguinte ao ocorrido no orfanato entre Gaios e os NeoChangeman... A sala central de reunião estava composta por praticamente todo e qualquer envolvido com as operações Defensores da Terra... O pedido da moça Shiori, que milagrosamente acordou completamente curada do dia para noite, para que todos ouvissem o que ela tinha a dizer, conseguiu a atenção até mesmo das forças de segurança do Japão representadas por suas lideranças... O próprio Imperador, via transmissão digital estava conectado à reunião... Sentados a mesa estão Cmt. Tsurugi, Sayaka, Nana, Mai, Hayate, Dr. Togo, Ryuichi, Hideki, Mitsu e Hiroko... Em pé em ao lado da mesa está Shiori terminando de relatar tudo que ela havia visto no sonho... Ela não foi interrompida uma única vez sequer, mesmo com o pranto generalizado ocorrido durante e após seus relatos... Ela então baixa a cabeça e encerra sua narrativa com apenas um pedido...
Shiori: “ - Peço que por gentileza, me perdoem por qualquer erro e me levem de volta para minha casa..." Os integrantes NeoChangeman a observam, assim como todos ali presentes... Ninguém seria capaz de pedir nada a ela... Tsurugi com um aceno de cabeça levanta-se, seus prantos eram fortemente suprimidos para manter a estabilidade de todos, porém o silêncio era demonstração gigante da tristeza que todos sentiam... Hayate ergue-se violentamente, empurra a cadeira para trás e sai da sala com furor... Mai e Sayaka eram apenas lágrimas... O imperador transmite suas palavras e solicita que o funeral seja feito pelo governo japonês em homenagem ao jovem falecido... Tsurugi caminha até Shiori e comenta:
Cmt. Tsurugi: " - Não há o que possa ser dito nessa hora que possa aplacar sua dor... Tudo que posso fazer é dizer obrigado..." Tsurugi se curva e fica curvado, assim como os demais se erguem e todos os presentes fazem o mesmo... Eles ficam por alguns segundos naquela posição enquanto Shiori chora novamente... Todos se recompõe, Mitsu chegava para ajudar a amiga a se acalmar e então o portal é aberto para Shiori seguir seu caminho:
Cmt. Tsurugi: " - Estaremos sempre aqui se precisar de nós Shiori..." A moça acena em sinal positivo de forma muito sucinta e prepara-se para passar, mas Mitsu a impede...
Mitsu: " - Tem certeza Shiori?" A moça simplesmente acena positivo e torna a se movimentar quando novamente é interrompida:
Mitsu: " - Eu vou com você então!" Ela então se detém, acenando negativamente com a cabeça...
Shiori: " - Eu preciso ficar sozinha... Me desculpe Mitsu..." Ela então vira-se e parte do local rumo ao orfanato enquanto todos ficam de cabeça baixa com o pesar instalado em todos... O clima era realmente pesado e muito difícil de ser tratado... 

O dia passou de uma forma nunca vista antes por qualquer um dos integrantes... Nenhum deles sabia lidar com a situação... Ryuichi partiu para o local onde encontrou a placa ancestral e sentou sobre um dos montes a observar o horizonte e conversar com seu amigo, estivesse ele onde estivesse... Hiroko e Hideki foram para a vila de seus pais e à vila dos avós de Hiroko, dar a notícia e contar os detalhes, pois todos tinham grande afeição pelo jovem sorridente... Mitsu ficou em seu aposento... Ela não chorava apenas por Satoshi, ela chorava pelas crianças, pelo Esquadrão e por Shiori... 

O dia passou como se fosse uma tortura das mais cruéis... Mai adentra a sala de comando e Tsurugi estava sentado com as mãos sobre a mesa refletindo... Ela senta-se na cadeira a frente, agarra as mãos do amigo completando:
Mai: " - Não é sua culpa Tsurugi.." Ele olha para ela, um leve sorriso escapa mas a feição séria retorna...
Cmt. Tsurugi: " - Eu não sei Mai... Sei que era tudo que eu podia fazer para defender esse mundo, mas... Talvez e só talvez... Aquela réplica de Yumiko tivesse alguma razão... Talvez no final das contas, eu não passe de um lunático pós traumático levando jovens à morte..." Mai gesticula negativamente e fica com o amigo velando sua reflexão... 

O dia se passa como o breu descendo pelas paredes, lento, pegajoso e sufocante...

Cemitério de Kyoto - 08:30hs - Dia seguinte:
Desde o Imperador até o soldado de menor patente... Desde o político até o cidadão... Desde os ricos até os pobres... Todos estavam representados na cerimônia silenciosa... Um tumulo com o nome do jovem e uma estátua de pégasus ao topo foi feita em tempo recorde e os locais para incenso e suas cinzas foram colocados ali... Cinzas essas representadas pelo pó que encontraram no orfanato apenas, pois nada do rapaz sobrou para ser cremado... 
O imperador, renegando sua posição naquele momento, deu os primeiros espaços para aqueles que supostamente seriam sua família... Lá estavam senhora Yoshimi, Shiori, os alunos e os professores do orfanato... Logo após estavam os NeoChangeman e Mitsu estava ao lado de Shiori segurando seu braço e dando-lhe apoio... Tsurugi e os demais veteranos também estavam logo atrás dessa fileira e somente depois se seguia o tradicional, representado pelo Imperador e os demais... A cena estava quase se finalizando, o silêncio era gigante, quando se ouviram passos... Um homem, de terno preto e com sua idade já entre os 50 verões vem se aproximando, de óculos escuros... Ele carrega em suas mãos uma corrente e um pingente, como se uma oferenda fosse... As pessoas olham para aquele homem que parecia ignorar a tudo e a todos e vai se dirigindo ao túmulo... Tsurugi e Sayaka o reconhecem, Hayate fica surpreso ao reconhecê-lo mas se mantém em silêncio... Os NeoChangeman olham para ele com desconfiança, menos Ryuichi que o reconhece facilmente... Em tom silencioso, o jovem filho de Tsurugi pronuncia mais para si que para qualquer outro seu nome sem que qualquer outro possa ouvir... O homem então coloca o medalhão sobre o tumulo de Satoshi, faz sua prece e ao final dela ele conclui:
Ozoora: " - É sem dúvidas um dos dias mais tristes de minha vida, pois é a segunda vez que tenho de me despedir de um Pégasus..." O veterano se retira então da proximidade do túmulo e assume um lugar ao lado dos demais veteranos enquanto a cerimônia tinha início... O monge assume, faz seus rituais e suas palavras e aos poucos o povo foi se despedindo da presença do jovem falecido e partindo para suas vidas... Sua "familia" foi a última que se retirou do cemitério e por fim, Satoshi Yoshida deixava de habitar o plano físico para se eternizar no plano espiritual... 

Satoshi Yoshida, o jovem herdeiro de Pégasus nesta encarnação havia partido... Não por fraqueza, não por um ataque fulminante, mas por uma escolha... Ele aceitou partir e deixar seu amor e sua missão com a pessoa que ele escolhera como amor em sua vida... E para sempre, olharia das estrelas por todos aqueles que não pudessem se defender, como fez em vida...

Nota do autor: " - A vida mortal de Satoshi Yoshida se encerrou neste plano da forma que conhecemos, porém, seu legado ainda vive... Mas, parafraseando Willian Shakespeare, há mais coisas entre o céu e a Terra, do que pode imaginar nossa vã filosofia..."

" - Quando um herói parte, uma nova estrela brilhante surge no infinito cosmos..."
Em memória de Satoshi Yoshida, eterno NeoPégasus...

Lion-Maru: O rugido da vingança! (Ato 7)

As profundezas da montanha já não pareciam pertencer ao mundo dos homens. Shimaru descia lentamente pelos corredores antigos, enquanto o eco...