terça-feira, 3 de novembro de 2026

ARTIGO: JIRAYRIDER ASSISTIU...JIRAYRIDER RECOMENDA: EPISÓDIO 03 - DEN-O

  



JIRAYRIDER ASSISTIU... JIRAYRIDER RECOMENDA 



KAMEN RIDER DEN-O: QUANDO COMÉDIA, AÇÃO E DRAMA ANDAM JUNTOS E SE TORNAM UM GRANDE SUCESSO! 

INTRODUÇÃO 

ORYAH!!!

Ii jan! Ii jan! Sugee jan?!

Ii jan! Ii jan! Sugee jan?!

Saudações, Jirayrideranas!

É o Jirayrider_Decade na área, em seu terceiro artigo aqui no blog NipoHeroes, do meu amigo Lanthys Lionhearth.

Após falarmos de Kamen Rider Ryuki e Kamen Rider Gavv, neste terceiro artigo da coluna Jirayrider assistiu, Jirayrider recomenda, vamos falar sobre um sucesso absoluto da franquia Kamen Rider.

Estamos falando de Kamen Rider Den-O!

E vamos combinar uma coisa?

Quem olhou para Kamen Rider Den-O pela primeira vez e imaginou que aquele garoto azarado, acompanhado por um bando de Imagins malucos dentro de um trem que viaja pelo tempo, iria se transformar em uma das obras mais marcantes da franquia?

Pois é...

Eu também não!

Indicada pelo meu amigo Lanthys, confesso que minhas expectativas iniciais eram bem modestas em relação à série.

As primeiras informações que tinha me apontavam, no máximo, para uma comédia no melhor estilo pastelão.

Pelo menos eu daria umas boas risadas...

Assim eu pensava.

Felizmente, me enganei de verde e amarelo!

Por trás da comédia, havia uma história muito bem costurada pelos roteiristas, capaz de emocionar em diversos capítulos.

E talvez seja justamente essa a graça de Den-O.

A série olha para você e parece dizer:

— Você quer um Kamen Rider?

— Então toma!

Só que, em vez daquele herói praticamente invencível a que estamos acostumados, temos Ryotaro Nogami...

Simplesmente, o homem mais azarado do Japão!

Acho que, do Japão, é pouco...

Quem sabe do planeta Terra inteiro?

Rsrsrs.

E o mais maluco?

FUNCIONA!

Funciona muito!

Porque Den-O consegue misturar comédia, ação, drama, romance, viagem no tempo, amizade, memória, amadurecimento e sacrifício sem perder a própria identidade.

Minha gente, os caras colocaram tudo isso...

DENTRO DE UM TREM!

E nós embarcamos numa viagem fantástica e emocionante!


DE SOUJI TENDOU A RYOTARO NOGAMI: A MUDANÇA RADICAL DE NARRATIVA

Para entender melhor o impacto de Den-O, precisamos lembrar de quem veio antes.

Kamen Rider Kabuto.

E quem era o protagonista?

Ninguém menos que Souji Tendou!

Tendou era praticamente uma força da natureza.

Fisicamente poderoso, extremamente habilidoso, confiante até dizer chega e dono de uma personalidade que, muitas vezes, ultrapassava os limites da arrogância.

Ele parecia ter nascido pronto para ser um Kamen Rider.

Um Rider destinado a ser o primeiro e a alcançar o topo do céu, como ele próprio afirmava, seguindo os ensinamentos de sua avó.

Com Tendou, o espectador praticamente não tinha meio-termo: ame-o ou odeie-o com toda a força possível!

Particularmente, creio que Tsukasa Kadoya, o Kamen Rider Decade, foi um dos personagens que mais se aproximaram desse perfil, embora tenha camadas próprias que o diferenciam de Tendou em muitos aspectos.

Então, em Den-O, a Toei resolveu fazer praticamente o contrário.

Quem assistiu a Kabuto e depois colocou Den-O para rodar percebe a diferença logo no primeiro episódio.

Uma verdadeira desconstrução narrativa!

Sai Tendou.

Entra Ryotaro.



De Tendou (Kabuto) a Ryotaro(Den-O), uma  mudança drástica na personalidade dos protagonistas


Um parece ter nascido pronto para ser Rider.

O outro parece ter nascido para levar bronca do universo!

Rsrsrs.

Ryotaro é azarado, fisicamente desajeitado e não possui aquele perfil clássico do herói que chega diante do perigo dizendo:

— Pode deixar comigo!

Muito pelo contrário!

Muitas vezes, ele parece ser a última pessoa que deveria estar usando uma Rider Belt.

Já imaginaram Tendou e Ryotaro no mesmo ambiente?

É...

Não daria muito certo!

É como misturar água e óleo.

Quem sabe eu consiga fazer isso um dia, numa das minhas muitas fanfics sobre os Riders?

Vou pensar nessa possibilidade...

Mas, voltando ao protagonista de Den-O, existe algo que Ryotaro possui em quantidade impressionante:

CARÁTER!

Ele pode cair.

Tropeçar.

Apanhar.

Ficar assustado.

Mas existe uma linha que simplesmente não consegue ultrapassar: fazer mal a alguém de propósito.

É justamente essa ética, acompanhada de um senso moral admirável, que faz dele um herói tão especial.

E aí começa a grande ironia de Den-O: o rapaz que parece menos preparado para ser um herói talvez seja justamente aquele que mais possui aquilo de que um herói precisa.

Eis um paradoxo interessante, explorado muito bem pelos roteiristas.

O tema de abertura de Den-O já anuncia a festa:

Ii jan! Ii jan! Sugee jan?!

Isso é muito bom?!  



TEMA DE ABERTURA DE DEN-O 

Assista no YouTube 👆


Ryotaro Nogami: um protagonista sui generis...e inesquecível 



O HOMEM QUE NÃO DEVERIA SER UM RIDER

No universo de Den-O, os Imagins são seres que vêm do futuro e interferem no passado, buscando alterar os acontecimentos que determinam a existência de sua própria época.

Eles fazem contratos com seres humanos e utilizam seus desejos e suas memórias para alcançar determinados momentos do passado.

No meio dessa guerra temporal, existe uma pessoa especial: o Ponto Singular, alguém cuja existência não é apagada pelas alterações na linha do tempo da mesma maneira que acontece com outras pessoas.

É nesse cenário que Ryotaro acaba encontrando Hana.

Ela surge para combater os Imagins e proteger o fluxo temporal da destruição que eles poderiam provocar no futuro de onde ela veio.

Ryotaro acaba envolvido naquela situação e descobre que possui uma capacidade extraordinária: utilizar o Rider Pass para se transformar em Kamen Rider Den-O.

Só que existe um pequeno problema.

Ryotaro é...

RYOTARO!

Na primeira oportunidade...

ELE APANHA!

E apanha bonito!

Usando a Plat Form, sua forma básica, Ryotaro vira um verdadeiro saco de pancadas diante do Imagin, que zomba sem piedade do nosso pobre e desajeitado herói. 

Plat Form, a forma inicial de Den-O, que não serve pra muita cousa rsrsrs...

Hana deve ter pensado:

— Meu Deus... foi esse o escolhido?

Rsrsrs.

Mas então aparece uma criatura estranha.

Vermelha.

Briguenta.

Barulhenta.

Com jeito de oni.

MOMOTAROS!

E aí a história começa a ganhar uma camada muito interessante.

MOMOTAROS: ORE... SANJOU!

    O memorável Momotaros, o Imagin chegado a uma boa briga, que roubaram a cena


Após muita insistência de um Imagin formado por duas porções de areia, Ryotaro estabelece um contrato com Momotaros.

Quando o Imagin passa a ocupar seu corpo, acontece uma transformação que não é apenas visual, mas também comportamental.

Den-O muda, assumindo a Sword Form.

E Ryotaro também muda!

Momotaros recebe seu nome em referência a Momotaro, personagem tradicional do folclore japonês associado aos pêssegos e à luta contra os oni.

E aqui Den-O começa a mostrar uma de suas maiores armas:

O HUMOR!

Momotaros é explosivo.

Orgulhoso.

Briguento.

Egoísta.

Impulsivo.

E, principalmente...

ENGRAÇADO PRA CARAMBA!

O contraste entre ele e Ryotaro funciona imediatamente.

Ryotaro tenta evitar confusão.

Momotaros procura confusão.

Ryotaro pede desculpas.

Momotaros quer partir para a pancadaria.

Ryotaro pensa antes de agir.

Momotaros age e depois pergunta o que aconteceu!

E é dessa aparente incompatibilidade que nasce uma das duplas mais carismáticas da franquia.

Aparente, porque Momotaros surge de uma circunstância muito particular ligada ao subconsciente de Ryotaro, mas ganha personalidade própria e passa a agir como um indivíduo independente.

E, literalmente, chega chegando, como o próprio Momotaros gosta de anunciar em sua icônica frase de apresentação.

O famoso Ore sanjou não é à toa...

Momotaros chegou e roubou a cena!

Numa análise mais psicológica, arrisco uma interpretação: Momotaros representa características que Ryotaro dificilmente consegue expressar espontaneamente.

Enquanto Ryotaro procura controlar seus impulsos, Momotaros se entrega a eles. Enquanto um hesita, o outro avança. Enquanto um tenta evitar conflitos, o outro parece sentir que qualquer problema pode ser resolvido na base da pancadaria.

Fazendo uma associação livre com a psicanálise, poderíamos enxergar em Momotaros uma representação exagerada de impulsos que Ryotaro normalmente mantém sob controle.

Não significa que o personagem seja literalmente o ID de Ryotaro, mas a comparação ajuda a entender o contraste entre os dois.

E essa talvez seja uma das grandes sacadas da série!

Escondida atrás de cenas cômicas, existe uma brincadeira psicológica interessante sobre personalidade, autocontrole e convivência.

E isso também se manifesta, de maneiras diferentes, nos demais Imagins.

Mas, voltando à narrativa inicial de Den-O, naquele momento ninguém poderia imaginar que a convivência entre um humano e um Imagin se tornaria uma das grandes chaves da série.

BEM-VINDO AO DEN-LINER!

Depois da primeira batalha, Ryotaro passa a viajar no Den-Liner.

E aí conhecemos uma das maiores particularidades da série.

O Den-Liner não é simplesmente um veículo.

É um trem que viaja pelo tempo.

Mas também parece uma casa sobre trilhos temporais!

 O trem do tempo DenLiner 


É onde os personagens discutem, brigam, comem, recebem informações, planejam missões e, principalmente, constroem seus vínculos.

Quando Ryotaro entra naquele trem, percebe que existem pessoas ali que parecem compreender o tempo de uma maneira completamente diferente.

Ali encontramos Hana, Owner, a comissária de bordo Naomi, os Imagins e, posteriormente, Ekichō, o Station Master, responsável pela Estação Central do Tempo.

Naomi é a simpática comissária de bordo do Den-Liner e braço direito de Owner, ajudando a manter a ordem durante as viagens temporais.

Ela também adora inventar receitas extravagantes de café, com muito chantilly e cremes, proporcionando momentos de alívio cômico, principalmente quando interage com os Imagins. 

 
Naomi, a comissária de bordo do DenLiner


E então temos...

OWNER!

Ah...

Owner, o responsável pelo Den-Liner!

Que figura!

Misterioso e, ao mesmo tempo, engraçado.

Elegante no vestir e excêntrico nos gestos, principalmente por causa de sua estranha mania de comer arroz frito sem deixar cair a bandeirinha colocada no topo do prato antes de terminar a última colherada.

A princípio, parece não ter grande função na trama.

Ledo engano!


 O excêntrico Owner, proprietário do DenLiner e seu prato preferido: arroz frito  com uma bandeirolá no topo (o significado é mais sério do que parece)



Owner está cheio de frases metafóricas e verdades implícitas, levando Ryotaro e Hana a pensar e encontrar soluções criativas, porém eficazes, para os desafios que aparecem.

Ah, o arroz frito...

Parece uma besteira, mas tem um significado que quero abordar mais à frente.

E, quando falamos de Owner, precisamos falar também de Ekichō, seu superior.

É isso que faremos agora!

OWNER E EKICHŌ: OS “DEUSES” DO TEMPO

Agora vou entrar em uma interpretação muito pessoal.

Quando assisto a Den-O, às vezes tenho a impressão de que Owner e Ekichō parecem quase divindades do tempo.

Não estou dizendo que eles sejam literalmente deuses.

Essa é a minha leitura como espectador.

Mas pensem comigo.

Eles estão diretamente ligados ao funcionamento daquele universo temporal.

Conhecem regras que nós, simples mortais, nem começamos a compreender.

Sabem coisas sobre o fluxo do tempo.

Conhecem os caminhos.

Conhecem as regras.

Conhecem os limites.

E fazem tudo isso com uma tranquilidade que chega a ser desconcertante.

Owner, em especial, tem aquela postura de quem parece saber muito mais do que está disposto a contar.

Ele pode estar brincando.

Pode estar fazendo uma de suas maluquices.

Pode estar concentrado em alguma comida.

Mas, quando a situação exige seriedade...

Ele sabe exatamente o que está fazendo!

E existe ainda Ekichō, o Station Master.

Idêntico a Owner na aparência, embora insista que se trata de uma distorção, Ekichō veste um elegante traje branco, que o diferencia de Owner, sempre associado ao preto. 

Ekichô, o Station Master, CEO da Estação Central do Tempo.

Com certeza, é outro personagem que parece pertencer àquele estranho mundo entre o cotidiano e o sobrenatural.

Enquanto os passageiros entram e saem dos vagões, os dois parecem observar o fluxo temporal de uma perspectiva completamente diferente.

É quase como se nós estivéssemos viajando pelo tempo enquanto eles já conhecessem o caminho inteiro.

É por isso que, na minha leitura, Owner e Ekichō assumem quase a posição de guardiões sagrados daquele universo.

Não precisam demonstrar poder o tempo inteiro.

A própria maneira como se comportam transmite a sensação de que existem coisas sobre o tempo que simplesmente sabem.

E isso deixa os dois ainda mais interessantes.

Porque Den-O poderia transformá-los em figuras solenes e distantes.

Mas não!

Eles são excêntricos!

E é justamente isso que os torna tão memoráveis.

Porque, enquanto nós estamos tentando entender destino, memória e fluxo temporal...

Owner está preocupado com uma bandeirinha no arroz!

Ekichō também...

Rsrsrs.

Já que voltamos a falar da bandeirinha...

O ARROZ E A BANDEIRINHA 

 Ekichô e o enigmático arroz frito com a bandeirola. Aí tem...


Minha gente...

Quem assistiu a Den-O provavelmente se lembra daquela cena peculiar.

Owner diante do prato.

Uma pequena bandeirinha no topo.

E ele comendo cuidadosamente, como se estivesse desarmando uma bomba!

Rsrsrs.

É uma das maiores maluquices da série.

Mas existe uma leitura simbólica de que gosto muito.

E reforço: é uma interpretação minha, não uma explicação oficial da produção.

Aquela pequena bandeira pode representar o equilíbrio temporal.

Owner vai retirando pequenas porções.

Com cuidado.

Sem pressa.

Porque, se exagerar...

A ESTRUTURA CAI!

Não é algo parecido com o que acontece com o tempo em Den-O?

Você mexe em uma coisa.

Depois em outra.

Altera um acontecimento.

Interfere na vida de alguém.

E, quando percebe...

A ESTRUTURA INTEIRA PODE DESMORONAR!

Os trilhos do tempo podem mudar de curso e levar a história para acontecimentos imprevisíveis e impactantes.

É quase uma miniatura cômica da própria filosofia da série.

Só que, em vez de uma aula sobre viagem temporal, temos um homem comendo arroz e tentando não derrubar uma bandeirinha!

Kkkkkkk.

ISSO É DEN-O!

E, depois de brincar com o tempo dessa maneira, a série começa a mostrar que as consequências dessas mudanças atingem justamente aquilo que temos de mais humano: nossas memórias.

Os próximos personagens vão nos dar essa certeza.

AIRI NOGAMI: O PASSADO QUE NÃO PODE SER ESQUECIDO

Por trás de toda aquela aparente maluquice caótica do Den-Liner, Den-O esconde uma história muito mais séria.

E então entramos no Milk Dipper.

Airi Nogami é a irmã mais velha de Ryotaro e proprietária do café. 

 
Airi Nogami, a irmã mais Velha de Ryuotaro e personagem importante da história 

Ela perdeu memórias importantes relacionadas ao misterioso desaparecimento de seu antigo noivo, Yuuto Sakurai.

E aqui a série muda de tom.

Aquela história que fazia você rir começa a falar de...

Memória.

Amor.

Perda.

Identidade.

E de como o passado continua vivendo dentro das pessoas, mesmo quando elas já não conseguem lembrar exatamente o que aconteceu.

Airi é especialmente importante porque representa a dimensão íntima das alterações temporais.

Enquanto Ryotaro e os demais enfrentam ameaças que podem modificar a história, Airi vive as consequências dessas mudanças sem necessariamente compreender o que está acontecendo.

Ela não é apenas a irmã simpática do protagonista, nem simplesmente a dona do café que serve de ponto de encontro para os personagens.

Sua relação com Yuuto e com o passado de sua família dá à série uma dimensão emocional que vai muito além das batalhas.

Airi também representa uma pergunta dolorosa: se uma pessoa perde as lembranças de alguém que ama, o que acontece com esse amor?

Ele desaparece junto com a memória?

Ou continua existindo de alguma maneira, mesmo quando a consciência já não consegue explicar sua origem?

Den-O não trata essa questão como uma discussão filosófica distante.

Ela coloca sentimentos, relacionamentos e escolhas no centro do conflito.

E isso faz diferença.

Porque Airi não precisa estar lutando como Kamen Rider para ser parte fundamental da história.

Sua importância está justamente naquilo que ela representa para Ryotaro, Yuuto e para o mistério que envolve o fluxo temporal.

Em Den-O, o passado não é simplesmente algo que ficou para trás.

O PASSADO CONTINUA VIVENDO NAS PESSOAS!

E isso nos leva de volta a Hana.

Porque ela também carrega uma relação muito particular com aquilo que foi perdido.

HANA: A GUERREIRA QUE PRECISA APRENDER A CONVIVER

E então chegamos a Hana.

No começo, ela parece ser praticamente o oposto dos Imagins.

É séria.

Determinada.

Forte.

E não tem muita paciência para as maluquices de Momotaros e companhia.

Principalmente...

Momotaros!

Os dois conseguem transformar qualquer conversa em uma discussão.

Momotaros fala.

Hana responde.

Momotaros provoca.

Hana ameaça.

Momotaros continua.

Hana perde a paciência e...

Bate sem dó no coitado do Momotaros!

Eu contei: foram mais de trinta socos no estômago do oni com cara de pêssego estragado!

E nós...

RIMOS!

Rsrsrs.

Mas existe algo muito interessante acontecendo por baixo dessas brigas.

Hana precisa aprender a conviver com seres que, inicialmente, não compreende completamente e que associa à destruição de sua história.

E isso é muito importante.


 

 
Hana, a viajante do tempo, versão jovem e versao criança (Kohana)


Porque Den-O poderia simplesmente dizer:

“Esses são os monstros bons.”

Pronto.

Problema resolvido.

Mas não!

A série apresenta personalidades diferentes, interesses diferentes e maneiras diferentes de enxergar o mundo.

E faz esses personagens aprenderem a viver juntos.

Hana não precisa concordar com tudo o que os Imagins fazem.

Não precisa gostar de todas as suas atitudes.

Mas precisa aprender a reconhecer que existem indivíduos diferentes dela.

E os Imagins também precisam aprender a respeitar limites.

É convivência.

E, para mim, essa é uma das grandes lições de Den-O:

NÃO PRECISAMOS SER IGUAIS PARA CAMINHAR JUNTOS.

DIFERENTES NÃO SIGNIFICA INIMIGOS.

E isso fica ainda mais bonito porque a própria Hana acaba criando vínculos com aqueles mesmos seres que inicialmente lhe tiravam do sério.

Sem entregar spoilers, sua trajetória mostra que a convivência também é uma forma de transformação.

E isso vale para praticamente toda a equipe.

Mas, para entender completamente essa ideia, precisamos conhecer melhor os responsáveis por transformar aquele trem em uma verdadeira família.

Os Imagins!

OS IMAGINS: MUITO MAIS DO QUE MONSTROS

Aqui está uma das grandes sacadas de Den-O.

Se olharmos superficialmente, podemos pensar:

“São apenas os monstros que ajudam o Rider.”

Mas não!

Longe disso!

Os Imagins são personagens.

E personagens muito diferentes entre si.

MOMOTAROS,  O ONI CHEGADO NU.A BRIGA.

Já falamos um pouco de Momotaros, o senpai dos Imagins.

O primeiro a firmar um contrato com Ryotaro e o sujeito que entra numa sala e consegue arrumar uma discussão sem ninguém ter perguntado nada.

Briguento?

Sim.

Explosivo?

Muito.

Orgulhoso?

Até demais.

Mas mexeu com Ryotaro... 

Momotaros, o Oni com cara de pêssego...estragado


Den-O Sword Form ( união Ryotaro/Momotaros)

AÍ VOCÊ ARRUMOU PROBLEMA COM ELE!

Porque, por trás daquele jeito de “vou resolver tudo na porrada”, existe um sujeito extremamente leal.

E os demais?

Venham comigo e vejam!

URATAROS, O MULHERENGO ASTUTO

“Você aceita ser pescado por mim?”

A pergunta que ele faz ao se apresentar já dá uma boa dimensão de sua personalidade.

Inspirado em Urashima Tarō, personagem de uma conhecida lenda japonesa, Urataros é o oposto de Momotaros.

Extremamente calmo e estratégico.

Malandro.

Conquistador dos corações da mulherada.

O Imagin do “bico doce”, dono de uma lábia que fez Ryotaro passar por vários maus bocados.

Afirmar que Urataros levou Ryotaro para o mau caminho não é exagero!

Kkkkkkk...

 
Urataros, a tartaruga mentirosa, mulherengo e pervertida

Den-O Road Form ( união Ryotaro/Urataros)


É aquele que acredita que consegue resolver qualquer situação na conversa.

Você olha para ele e pensa:

“Pronto. Faltava um malandro!”

Rsrsrs.

Mas existe inteligência por trás daquela lábia.

Quando Momotaros não consegue resolver uma situação na força, a estratégia astuta de Urataros pode encontrar uma saída.

E o que dizer da célebre cena de sua briga com Momotaros, que os brasileiros transformaram em meme com viés político — assunto que não convém tratar aqui?

Quando possuído por Urataros, Ryotaro se transforma em Den-O Rod Form, cuja arma característica é a haste de pesca.

Urataros mostra que nem todo problema se resolve na pancadaria.

Às vezes, a conversa certa, a leitura da situação e um pouco de malandragem fazem toda a diferença.

Claro que, nas mãos dele, essa filosofia também serve para paquerar!

Rsrsrs.

KINTAROS, O SAMURAI MEDIEVAL CUJA FORÇA FAZ QUALQUER UM CHORAR

“Minha força te fará chorar!”

Sua frase de efeito é emblemática e retrata com precisão um dos Imagins mais carismáticos da série.

Um Imagin com aparência de urso samurai, que não surgiu da mesma maneira que os primeiros Imagins associados a Ryotaro, mas que, depois de demonstrar suas nobres intenções e conquistar sua confiança, passa a ocupar seu corpo.

Apesar de ser um pouco atrapalhado, Kintaros tem muitas qualidades. 

 
Kintaros, o urso samurai , meio burro,( é verdade) , mas de nobre coração

 
Den-O Axe Form (união Ryotaro/Kintaros)


Força.

Honra.

Sensibilidade.

É o famoso “homem que chora”.

E isso é justamente o que o torna tão especial.

Ele é enorme por fora e extremamente sensível por dentro.

Diante do caos provocado pela rivalidade entre Momotaros e Urataros, Kintaros representa uma espécie de ponto de equilíbrio.

Não porque seja perfeito, mas porque sua maneira de encarar a vida é marcada por um senso de honra e por uma disposição genuína para ajudar.

A própria Hana, sempre arisca com os Imagins, começa a amolecer o coração diante da nobreza de caráter de Kintaros.

E isso é interessante porque mostra que a convivência pode modificar até mesmo a opinião de alguém que tem motivos profundos para desconfiar de determinado grupo.

Quando possuído por Kintaros, Ryotaro se transforma em Den-O Axe Form, cuja arma característica é um machado.

Mas Kintaros não é apenas força bruta.

É a prova de que sensibilidade e força não precisam ser opostas.

Às vezes, o sujeito mais forte é justamente aquele que não tem vergonha de demonstrar seus sentimentos.

RYUTAROS, O DANÇARINO REBELDE

“Você deixa eu te matar? Eu não ouvi a sua resposta!”

Já falamos de Momotaros, Urataros e Kintaros.

Chegou o momento de falar do mais rebelde de todos.

Fruto de uma camada muito particular do subconsciente de Ryotaro, estamos falando do dragão roxo Ryuutaros. 

 
O moleque dançarino Ryuuaros, garantia de muita confusão 

Den-O Gun Form (união Ryotaro/Ryuutaros)

O mais infantil.

Uma verdadeira criança mimada e levada, eu diria!

Não aceita o não como resposta.

Mostra o dedo para os demais e vive provocando todo mundo sempre que pode.

E o que faz quando luta?

Dança!

Ele luta dançando!

Faz o caos!

Ama Airi, irmã de Ryotaro, de maneira quase obsessiva, a ponto de querer matar o próprio Ryotaro em sua primeira aparição.

Age muitas vezes sem pensar.

Mas também possui sentimentos genuínos e uma enorme necessidade de afeto e pertencimento.

Ryutaros representa uma das facetas mais difíceis de controlar entre os Imagins que passam a ocupar o corpo de Ryotaro.

Como segurar um moleque impulsivo e arteiro que quer fazer tudo do próprio jeito?

Certamente, depois de Momotaros, Ryutaros foi um dos que mais deram trabalho ao nosso protagonista!

Quando os quatro Imagins iniciais estão envolvidos nas confusões do Den-Liner, temos algumas das cenas mais hilárias da série.

A risada é garantida!

Mas Ryuutaros também tem suas contradições.

Sua imaturidade não significa ausência de sentimentos.

Ele pode agir de maneira egoísta, mas sua necessidade de carinho é real. O problema é que nem sempre sabe lidar com o que sente e acaba transformando suas emoções em atitudes impulsivas.

E aí está uma das características que tornam o personagem mais interessante do que parece à primeira vista.

Por trás das brincadeiras, existe alguém que precisa aprender a compreender os próprios sentimentos e a respeitar os sentimentos dos outros.

Nossa viagem continua com mais dois Imagins que merecem uma análise deste que vos escreve.

Sieg e Deneb!

SIEG, O CISNE METIDO A NOBRE

“Para o alto, o meu advento!”

Primeiro, falaremos de Sieg.

O cisne aristocrático metido a nobre!

Imponente.

Exagerado.

Majestoso.

Completamente diferente dos outros. 

Sieg , o Imagin metido a rei


Den-O Wing Form (união Ryotaro/Sieg)


Assim como Kintaros, Sieg não surgiu a partir de um contrato convencional com Ryotaro.

Sua existência está ligada ao desejo de uma mulher da elite japonesa, grávida de uma criança destinada a herdar um grande império, cuja existência estava ameaçada pelas interferências temporais.

Sieg acaba utilizando o corpo de Ryotaro para atuar, por meio da Wing Form, que apresenta uma armadura diferente das formas anteriores de Den-O.

Embora sua participação na série seja relativamente curta, ela rende momentos muito divertidos, principalmente quando disputa com Momotaros o direito de possuir Ryotaro.

E isso diz muito sobre a força dos Imagins como personagens.

Cada um tem sua própria voz, seus próprios gestos e sua própria maneira de enxergar o mundo.

Sieg não se comporta como Momotaros.

Não fala como Urataros.

Não tem a sensibilidade de Kintaros nem a espontaneidade infantil de Ryutaros.

Ele é...

SIEG!

E é justamente essa personalidade exageradamente aristocrática que torna suas aparições tão divertidas.

Mas, antes de continuar, precisamos falar de um dos grandes responsáveis por fazer tudo isso funcionar.

O ator Takeru Satoh!

A DANÇA BREAK E A INCORPORAÇÃO DE SIEG: MOMENTOS HILÁRIOS E INESQUECÍVEIS DE UM BAITA ATOR

Ah...

E como falar de Den-O sem lembrar de um dos momentos mais engraçados da série?

RYOTARO POSSUÍDO POR RYUUTAROS E AQUELA DANÇA BREAK!

Minha gente...

QUE MALUQUICE! 

DANÇA ICÔNICA DE RYOTARO POSSUÍDO POR RYUUTAROS

Assista no YouTube 👆

Ryuutaros assume o corpo de Ryotaro e, de repente, aquele garoto todo desajeitado começa a dançar como se tivesse saído de uma competição de breakdance.

E o melhor é justamente o contraste.

Até então, conhecemos Ryotaro como aquele rapaz tímido, azarado e fisicamente desajeitado.

Aí Ryuutaros assume...

E PARECE QUE TROCOU O CIDADÃO!

O corpo muda.

Os movimentos mudam.

A postura muda.

E Takeru Satoh entrega tudo com uma naturalidade impressionante.

Você olha e pensa:

“Não é possível que seja o mesmo Ryotaro!”

Rsrsrs. 

Mas espere...

Porque Den-O ainda tinha outra carta na manga.

SIEG!

Quando ele aparece, temos mais uma transformação completa na interpretação de Satoh.

Só que agora não é um adolescente hiperativo querendo dançar.

É praticamente o contrário.

SATOH TRANSFORMA RYOTARO EM UM REI!

A postura fica imponente.

O olhar muda.

Os gestos ficam calculados.

A maneira de falar ganha aquela arrogância aristocrática.

De repente, aquele mesmo rapaz que estava fazendo break parece alguém que nasceu para ser servido.

E foi aí que, para mim, ficou definitivamente comprovado:

Takeru Satoh não estava apenas interpretando Ryotaro.

Ele estava interpretando...

RYOTARO SENDO OUTRA PESSOA!

Momotaros exige energia explosiva.

Urataros exige malandragem e aquele jeito de Don Juan.

Kintaros exige força e sensibilidade.

Ryutaros exige espontaneidade infantil.

Sieg...

SIEG EXIGE MAJESTADE!

E, quando Deneb também passa a ocupar o corpo de Ryotaro em uma situação excepcional da história, temos outra demonstração de como a série brinca com a transformação do protagonista.

Não é simplesmente trocar a voz.

É mudar o corpo.

A expressão.

A energia.

O comportamento.

MALDITOS ROTEIRISTAS!

Deram um playground para Takeru Satoh...

E O HOMEM APROVEITOU!

Uma atuação soberba!

E aqui vale reconhecer que o trabalho do ator não depende apenas do roteiro ou da maquiagem. É Satoh quem precisa transmitir ao público a sensação de que o mesmo corpo está sendo conduzido por personalidades diferentes.

E ele consegue! 






 
Ryotaro Nogami e suas seis possessões, seis personalidades diferentes  encarnadas num mesmo e talentoso ator
Vida longa Takeru Satoh.


RYOTARO MOLDANDO OS IMAGINS — E SENDO MOLDADO POR ELES

É justamente depois de rir dessas maluquices que Den-O começa a mostrar algo muito mais bonito.

Porque Ryotaro não está simplesmente controlando os Imagins.

ELE ESTÁ INFLUENCIANDO ESSAS CRIATURAS!

E isso acontece aos poucos.

Ryotaro não tenta transformar Momotaros, Urataros, Kintaros ou Ryutaros à força em pessoas diferentes.

Ele simplesmente convive com eles.

Discute.

Perde a paciência.

Perdoa.

Confia.

E demonstra, por meio das próprias atitudes, aquilo em que acredita.

Os Imagins começam a compreender amizade.

Responsabilidade.

Lealdade.

Proteção.

Sacrifício.

Mas existe algo ainda mais bonito.

Essa transformação não acontece apenas de um lado.

RYOTARO TAMBÉM APRENDE COM ELES!

Ele aprende a enfrentar seus medos.

Aprende a confiar.

Aprende a ser mais corajoso.

Aprende que não precisa carregar tudo sozinho.

Os Imagins precisam de Ryotaro.

Mas Ryotaro também precisa deles.

UM APRENDE COM O OUTRO!

E talvez seja aqui que Den-O seja muito mais inteligente do que parece.

Eles começam como indivíduos completamente incompatíveis.

E terminam formando algo muito maior:

UMA FAMÍLIA!

E aí, minha gente...

É que Den-O começa a mexer com o coração.

E, nesse turbilhão de emoções, aparece Yuuto Sakurai...

YUUTO SAKURAI: MUITO MAIS QUE UM RIDER SECUNDÁRIO — O VERDADEIRO HERÓI DA HISTÓRIA?

Quando você pensa que a história já tem personagens suficientes, entra Yuuto Sakurai, o Kamen Rider Zeronos.

Para mim, ele é o verdadeiro herói da história sob uma perspectiva específica.

Calma!

Não estou dizendo que Ryotaro não seja um herói.

Pelo contrário!

Embora não leve jeito para a coisa no começo, Ryotaro cumpre muito bem seu papel, defendendo, ao lado dos Imagins, o fluxo do tempo. 


 
As duas faces faces de Yuuto Sakurai, o Kanen Rider Zeronos, o verdadeiro  herói da história. 


Mas, quando conhecemos a história de Yuuto Sakurai, inicialmente ligado ao desaparecimento do noivo de Airi Nogami, começamos a perceber o tamanho de seu sacrifício.

E aqui precisamos tomar cuidado.

Porque existe uma diferença fundamental entre o Yuuto jovem que acompanhamos durante a série e a figura de Yuuto Sakurai mais velho, envolvida nos acontecimentos que cercam Airi e o próprio fluxo temporal.

O Yuuto jovem é...

IMATURO.

IMPULSIVO.

ARROGANTE.

Ele quer parecer forte.

Quer demonstrar que não precisa de ninguém.

Mostra um desprezo quase cruel por Ryotaro, o que pode provocar certa antipatia no espectador.

Muitas vezes, responde antes de pensar.

E, principalmente, ainda está aprendendo a lidar com o peso que carrega.

Já o Yuuto mais velho...

É diferente.

Muito diferente.

É um homem marcado pelas responsabilidades.

Mais silencioso.

Mais misterioso.

Mais consciente das consequências.

Essa diferença é importantíssima para compreender a trajetória do personagem.

Não estamos simplesmente olhando para “dois Yuutos”.

Estamos vendo um personagem em diferentes momentos de sua vida, diante de responsabilidades completamente diferentes.

O jovem ainda precisa crescer.

O outro já carregou as consequências de suas escolhas.

E é justamente essa distância entre quem Yuuto é e quem precisa se tornar que torna sua trajetória tão interessante.

Ele não começa como um herói pronto.

Precisa aprender, sofrer e amadurecer.

E isso o aproxima, de uma maneira diferente, do próprio Ryotaro.

Um parece incapaz de se impor.

O outro faz questão de demonstrar que não precisa de ninguém.

Mas ambos têm muito a aprender. 

 
Kamen Rider Zeronos, muito mais que o Rider secundário. 


E ESSE ROSTO NÃO ERA ESTRANHO...

Agora uma curiosidade para quem acompanha a franquia há mais tempo.

Quando Yuuto Sakurai aparece em Den-O, aquele rosto já podia parecer familiar.

O ator Yuichi Nakamura havia interpretado anteriormente Kyosuke Kiriya em Kamen Rider Hibiki.

E aí vem uma daquelas brincadeiras deliciosas que Kamen Rider Zi-O fez com a própria história da franquia.

Nakamura retorna em Zi-O, e Sougo chega a confundir Yuuto com Kyosuke.

Minha gente...

É O MESMO ATOR! 


 
Yuichi Nakamura em dois pápeis: Kyusuke Kiriya (Kamen Rider Hibiki) e Yuuto Sakurai ( Kamen Rider Den-O)


Rsrsrs.

É uma daquelas referências que funcionam em dois níveis.

Para quem está assistindo apenas a Zi-O, é uma piada.

Para quem conhece Hibiki e Den-O, é uma piscadinha diretamente para o espectador.

E Zi-O praticamente olha para nós e diz:

“Sim... nós sabemos que vocês perceberam!”

Rsrsrs.

Mas existe algo ainda mais interessante.

Yuichi Nakamura consegue fazer com que Kyosuke e Yuuto sejam personagens diferentes.

Não estamos simplesmente vendo o mesmo ator repetindo a mesma pessoa.

São trajetórias distintas.

E, em Den-O, ele encontra em Yuuto um personagem que ainda vai precisar crescer muito.

E quem está ali para ajudá-lo?

Deneb, o Imagin que faltava!

DENEB: O IMAGIN QUE VIROU FAMÍLIA

Ah, Deneb...

DENEB É DEMAIS!

Se Momotaros é aquele amigo que vai para a briga com você...

Deneb é aquele sujeito que pergunta:

“Você comeu?”

Rsrsrs.

Deneb acompanha Yuuto como parceiro de Zeronos e funciona quase como uma figura paterna para ele.

Eu diria até mais:

 o Imagin Deneb e Zeronos: muito mais mais que uma parceria.



Não literalmente, claro.

Deneb trata Yuuto quase como um filho.

Mas, emocionalmente?

É muito próximo disso!

Ele se preocupa.

Dá conselhos.

Tenta protegê-lo.

Repreende quando necessário.

E continua ao lado dele mesmo quando Yuuto faz besteira.

E isso é fundamental para o crescimento do personagem.

Porque Yuuto começa querendo demonstrar:

“Eu consigo sozinho!”

E Deneb praticamente responde:

“Tá bom, filho... mas eu vou ficar aqui mesmo assim.”

Rsrsrs.

Só que, com o tempo, Yuuto vai amadurecendo.

Vai compreendendo o peso das escolhas.

Vai aprendendo o valor da confiança.

E vai percebendo que aceitar ajuda não o torna fraco.

Pelo contrário.

O torna mais humano.

E essa é outra grande lição de Den-O.

Diante desse contexto, reafirmo o que disse algumas linhas acima:

PARA MIM, YUUTO É O VERDADEIRO HERÓI DE DEN-O!

Calma!

Não quero me tornar repetitivo.

Também já disse que o protagonista é Ryotaro.

Sei que quem carrega o título de Den-O é ele.

Estou falando de outra coisa.

Quando juntamos Airi, o passado, as memórias, o futuro e todos os sacrifícios envolvidos, começamos a perceber que existe uma segunda história escondida dentro da história principal.

E essa história é a de Yuuto.

Uma história de amor.

De perda.

De identidade.

De amadurecimento.

De futuro.

De sacrifício.

Ryotaro é o coração da série.

Mas Yuuto é uma das chaves para entendermos sua dimensão mais dolorosa.

E é justamente essa combinação que deixa Den-O tão rica.

A GRANDE LIÇÃO: CONVIVER COM O DIFERENTE

E aqui eu quero fazer uma pausa.

Porque, quanto mais penso em Den-O, mais percebo que a série está falando de algo muito maior do que viagem no tempo.

Ela está falando de convivência.

Olhem essa equipe!

Ryotaro é tímido.

Momotaros é explosivo.

Urataros é malandro.

Kintaros é sensível.

Ryutuaros é infantil.

Sieg é aristocrático.

Hana é séria e disciplinadora.

Naomi é alegre.

Owner é completamente excêntrico.

Yuuto é orgulhoso.

Deneb é cuidadoso.

E, mesmo assim...

ELES PRECISAM APRENDER A VIVER JUNTOS!

Não porque se tornaram iguais.

Mas porque perceberam que cada um tem algo que o outro não possui.

Ryotaro aprende com os Imagins.

Os Imagins aprendem com Ryotaro.

Hana aprende a conviver com eles.

Yuuto amadurece com Deneb ao seu lado.

E, pouco a pouco, aquele grupo improvável passa a funcionar.

Isso é uma grande lição.

Nem todo mundo pensa como você.

Nem todo mundo age como você.

Nem todo mundo tem os mesmos valores, a mesma personalidade ou a mesma maneira de enxergar o mundo.

Mas isso não significa que não possam caminhar juntos.

Den-O transforma essa ideia em personagens.

SER DIFERENTE É LEGAL!

E talvez seja justamente por isso que eles sejam tão queridos.

COMÉDIA, AÇÃO E DRAMA: A FÓRMULA QUE FUNCIONOU

E é aqui que Den-O me ganha de vez.

Minha gente, os caras tiveram coragem de colocar comédia, ação, viagem no tempo, romance, drama, memória e sacrifício...

Tudo no mesmo trem!

E o mais maluco?

FUNCIONA DEMAIS!  


 Hana e Momotaros: certeza de confusão e muita risada.


Você pode estar rindo de uma briga entre Momotaros e Ryotaro numa cena.

Poucos minutos depois, vem uma luta daquelas de tirar o fôlego.

Depois, uma situação dramática envolvendo memória, amor ou sacrifício.

E, quando você pensa que a série ficou séria demais...

MOMOTAROS APARECE PARA FAZER ALGUMA BESTEIRA! 

Não tem nada a ver com meme político brasileiro.

Rsrsrs.

A comédia aproxima.

A ação mantém a energia.

E o drama faz você se importar com aquelas pessoas.

É uma combinação extremamente difícil de executar.

Se a comédia exagera, o drama pode perder força.

Se o drama pesa demais, a leveza pode parecer deslocada.

Mas Den-O encontra seu próprio equilíbrio porque os personagens continuam sendo eles mesmos, independentemente do tom da cena.

A brincadeira nasce de suas personalidades.

A ação nasce dos conflitos.

E a emoção nasce dos vínculos que construímos com eles ao longo da história.

Não é apenas uma mistura de gêneros.

É uma mistura que funciona porque existe um coração por trás dela.

E esse coração é formado pelos próprios personagens.

MAS E O GRANDE VILÃO?

Uma crítica possível a Den-O é que a série não depende daquele modelo tradicional de um único grande vilão que domina toda a história desde o começo.

E, curiosamente, isso não impede a obra de funcionar.

Porque o verdadeiro motor da narrativa está na disputa pelo tempo, nas alterações da linha temporal e nas consequências dessas interferências sobre a vida das pessoas.

O conflito não depende exclusivamente de uma pessoa.

Depende de uma pergunta:

O QUE ACONTECE QUANDO ALGUÉM MEXE NO PASSADO?

E essa pergunta já é suficientemente poderosa para sustentar a história.

Isso não significa que Den-O não tenha antagonistas ou que todos eles sejam igualmente bem desenvolvidos.

Kai, o líder dos Imagins que aparece na parte final da série, é justamente um ponto em que minha avaliação fica mais crítica.

Para mim, ele está longe de ser um vilão memorável.

Sua presença poderia ter sido mais bem explorada.

Suas motivações e sua ligação com o conflito temporal poderiam receber um desenvolvimento mais consistente, capaz de estabelecer uma conexão emocional mais forte entre ele e o espectador.

Em vez de sentir que estamos diante de alguém cuja presença reorganiza tudo o que conhecíamos, podemos ter a impressão de que Kai surge tarde demais para ocupar o lugar de grande antagonista que a narrativa parece reservar a ele.

É uma questão de construção dramática.

Um vilão não precisa ser carismático, engraçado ou simpático.

Mas precisa acrescentar algo relevante à história.

Precisa colocar os protagonistas diante de um conflito que vá além de simplesmente derrotar o inimigo da semana. 

  
Kai , um vilão comum.


E, na minha opinião, Kai não alcança plenamente esse potencial.

Para mim, sua participação poderia ter sido melhor trabalhada e mais integrada aos temas que a série desenvolve tão bem.

Isso não destrói Den-O.

Longe disso!

A força dos protagonistas, dos Imagins e das histórias envolvendo memória e sacrifício é grande o suficiente para sustentar a série mesmo quando o antagonista principal não alcança o mesmo nível de desenvolvimento.

E aqui está, para mim, o coração de Den-O.

A série fala de viagem no tempo.

Mas, no fundo, fala sobre...

MEMÓRIA!

Porque aquilo que somos é construído pelas experiências que tivemos.

Pelas pessoas que encontramos.

Pelos momentos que vivemos.

Pelas lembranças que carregamos.

Se você muda o passado, não está simplesmente alterando uma data.

Pode estar alterando...

Uma pessoa.

Uma relação.

Uma família.

Um amor.

Uma vida inteira.

E talvez seja justamente por isso que Den-O continue funcionando tantos anos depois.

Porque todos nós temos memórias.

Todos nós temos pessoas que passaram pela nossa vida.

E todos nós sabemos que algumas dessas lembranças...

NÃO QUEREMOS PERDER JAMAIS!

TAKERU SATOH: DE RYOTARO A UMA CARREIRA INTERNACIONAL DE SUCESSO

Já falamos da atuação de Takeru Satoh quando abordamos as possessões de Ryotaro pelos Imagins e a maneira como o ator muda suas expressões e seus trejeitos, como se estivesse interpretando outra pessoa.

Mas o fato consumado é...

TAKERU SATOH É UM ATOR EXCEPCIONAL!

Como já assisti a muitas séries, posso afirmar sem medo de errar ou parecer arrogante: ele está entre os atores mais memoráveis e carismáticos que passaram pela franquia Kamen Rider.

Suas diferentes camadas de atuação deram um toque especial a Den-O e ajudaram a transformar a série em uma obra inesquecível, lembrada até hoje pelos fãs.

Porque o homem não precisava apenas interpretar Ryotaro.

Ele precisava interpretar:

Ryotaro sendo Momotaros.

Ryotaro sendo Urataros.

Ryotaro sendo Kintaros.

Ryotaro sendo Ryutaros.

Ryotaro sendo Sieg.

E, em uma situação excepcional, Ryotaro sendo possuído por Deneb.

Seis Imagins!

Imaginem — olha o trocadilho! Rsrsrs...

E você acredita que está diante de pessoas diferentes!

É postura.

É olhar.

É voz.

É maneira de andar.

É gesto.

É ritmo.

Parece que o ator simplesmente troca de personagem sem sair do personagem.

E isso é impressionante.

O talento de Satoh aparece justamente porque cada personalidade possui uma energia própria.

Não é apenas mudar a voz.

É MUDAR O CORPO!

E isso transforma sua atuação em uma das grandes atrações de Den-O.

Mas existe algo que deixa essa história ainda mais interessante.

OLHA ONDE TAKERU SATOH FOI PARAR!

O ator que conhecemos como Ryotaro Nogami construiu posteriormente uma carreira de grande projeção fora do Japão.

Um dos maiores exemplos é Kenshin Himura, protagonista da série de filmes live-action baseada no mangá Rurouni Kenshin, conhecido no Brasil como Samurai X. 

 
De Ryotaro à Kenshin Himura, o Samurai X, as várias facetas de Takero Satoh, um grande ator!


E, para quem conheceu o ator em Den-O, é impossível não sentir aquele choque:

“CARACA... ESSE É O MESMO CARA QUE INTERPRETOU O RYOTARO?”

Rsrsrs.

Aquele garoto azarado, que precisava mudar completamente o corpo para interpretar diferentes personalidades, transformou-se, anos depois, em um dos rostos mais reconhecidos do cinema japonês contemporâneo.

De Ryotaro Nogami...

A Kenshin Himura!

Não é pouca coisa!

E, para mim, isso torna ainda mais interessante revisitar Den-O.

Porque podemos perceber que aquela capacidade de transformação que já impressionava em 2007 era apenas o começo de uma trajetória artística de grande destaque.

UMA SÉRIE QUE FAZ VOCÊ RIR E CHORAR

Nossa viagem no Den-Liner se aproxima do fim e talvez seja aqui que eu consiga resumir Den-O.

Ela não tem vergonha de ser engraçada.

Não tem vergonha de ser exagerada.

Não tem vergonha de colocar um Imagin dançando.

Não tem vergonha de transformar um prato de comida em um evento quase religioso.

Não tem vergonha de colocar Momotaros brigando com Hana.

Mas também não tem medo de falar sobre...

Perdas.

Memórias.

Amor.

Sacrifícios.

Amadurecimento.

Amizades.

E, principalmente...

CONVIVÊNCIA! 

 
Os Imagins do bem  reunidos. Carismáticos e inesquecíveis como a série Den-O sempre será.


Esse equilíbrio é uma das maiores forças da série.

Ela consegue fazer o espectador rir de uma maluquice e, pouco depois, fazê-lo refletir sobre a importância de uma lembrança ou sobre o preço de uma escolha.

Os personagens não são apenas engraçados.

Eles também são vulneráveis.

Erram.

Aprendem.

Mudam.

E é por isso que nos importamos com eles.

O LEGADO DE DEN-O

Den-O se tornou uma das séries mais lembradas e populares da franquia, especialmente pela força de seus personagens e pela maneira como conseguiu combinar humor, ação e drama.

Seu impacto também aparece nas diversas ocasiões em que personagens e conceitos relacionados à série retornaram em produções posteriores.

Mas o legado de Den-O não está apenas no trem.

Está nos personagens.

Ryotaro.

Momotaros.

Urataros.

Kintaros.

Ryuutaros.

Sieg.

Hana.

Naomi.

Owner.

Ekichō.

Yuuto.

Deneb.

Airi.

Essa turma criou uma identidade própria.

E, quando uma série consegue isso...

Ela deixa de ser apenas uma temporada.

ELA VIRA PARTE DA MEMÓRIA DA FRANQUIA!

E talvez essa seja a melhor maneira de terminar esta análise.

Den-O fala sobre memória.

E Den-O...

VIROU MEMÓRIA AFETIVA PARA MUITA GENTE!

JIRAYRIDER ENCERRA A VIAGEM

E assim chegamos ao final de mais uma viagem pelo universo Kamen Rider.

Quando Den-O começou, ninguém poderia imaginar que aquele garoto azarado, fraco e desajeitado se tornaria um dos Riders mais lembrados de sua geração.

Mas talvez seja justamente essa a grande mensagem de Ryotaro:

VOCÊ NÃO PRECISA NASCER FORTE PARA SE TORNAR UM HERÓI!

Você precisa ter motivos para continuar.

Ryotaro cai.

Os Imagins erram.

Hana aprende.

Yuuto amadurece.

Deneb permanece ao lado dele.

Owner observa o fluxo do tempo.

Ekichō mantém sua própria lógica.

E todos continuam viajando.

No fim, percebo que Den-O não fala apenas sobre uma viagem através do tempo.

Fala sobre viajar pela vida ao lado de pessoas diferentes de nós.

Pessoas que nos irritam.

Pessoas que nos fazem rir.

Pessoas que nos ensinam.

Pessoas que nos ajudam a crescer.

E talvez essa seja a grande lição de Den-O:

A VIDA É UMA VIAGEM, E NINGUÉM ATRAVESSA O TEMPO SOZINHO!

E, quando uma série consegue fazer você rir de Momotaros...

Se emocionar com Kintaros...

Dançar com Ryutaros...

Admirar Sieg...

Torcer pelo futuro de Hana...

Acompanhar o amadurecimento de Yuuto...

E perceber o carinho de Deneb por ele...

MEU AMIGO, ALGUMA COISA ESSA SÉRIE FEZ DIREITO!

Rsrsrs.

No fim das contas, Den-O me deixou uma coisa muito clara:

O TEMPO PASSA.

As séries terminam.

Os personagens seguem suas vidas.

Mas algumas histórias...

FICAM NA MEMÓRIA!

E algumas memórias...

A GENTE SIMPLESMENTE NÃO QUER APAGAR!

JIRAYRIDER ASSISTIU!

JIRAYRIDER ANALISOU!

JIRAYRIDER RECOMENDA!

Eu sou apenas um fictor de passagem.

NÃO SE ESQUEÇAM DISSO!

ORYAH!!!

Até a próxima viagem pelo universo Kamen Rider!

 

Bye!


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