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quinta-feira, 12 de março de 2020

Nipo Ranger - Episódio 09 - O temível ataque do felino!


Mais um dia se iniciava na base CTG Cap´s e o clima ainda era de pesar e tristeza, pois todos sabiam que Lanthys apesar de não entender o que sentia, ele sentia, afinal Dr. Chang desejava que ele fosse muito mais que uma máquina, ele desejou em sua concepção que ele evoluísse e atingisse a capacidade humana de sentir e expressar... Assim sendo, Lanthys sofria muito pela morte do companheiro Argos... Era visível a tristeza incompreendida pelo guerreiro máquina, em cada movimento e inquietude sua e Bruno e Leandro, sentiam pelo aliado de combate! Marinny que havia conversado por telefone com os dois guerreiros Red, chegava naquele momento na base para tentar conversar com Lanthys, pois segundo Leandro, ele não falava com ninguém desde a última conversa entre a moça e Lanthys! Após cumprimentar Bruno e Leandro, Marinny se dirigiu ao homem-máquina e um difícil diálogo teve início: 
Marinny: “– Oi Lanthys! Tu tá te sentindo melhor?” Lanthys apenas a observou e baixou a cabeça novamente... Ela se aproximou para tentar puxar assunto mas Lanthys foi mais rápido e repentinamente resolveu quebrar o silêncio: 
Lanthys: “– Eu não sei explicar o que acontece comigo, é como se algo em meu software não funcionasse corretamente, ou como se eu estivesse sendo informado de que algum componente meu estivesse para apresentar algum tipo de defeito, algo que não consigo entender!” Marinny sorriu então e convidando Lanthys a se sentar, com a delicadeza que era abundante em seu ser, lhe explicou: 
Marinny: “– Isso se chama tristeza Lanthys! Tu estás sentindo tristeza pela perda de um amigo querido, pois era isso que Argos era pra ti, um amigo, um companheiro de batalhas e considerando que vocês foram criados da mesma forma, podem até ser considerados irmãos, ou seja, é uma perda muito dolorosa!” 
Lanthys: “ – Mas tristeza, é um sentimento humano, algo que um androide como eu não deveria ter, não estou certo?” 
Marinny: “ – Entenda Lanthys, tu foi criado com uma tecnologia muito superior, Dr. Chang era um gênio da robótica e em vários sentidos tu te assemelha e muito com os humanos, sendo que em muitos deles, tu supera qualquer um de nós! Diferente do que podes pensar, ser humano é muito mais complicado do que se pode imaginar e saibas, terás muitas outras coisas estranhas para aprender a entender durante tua jornada...” 
Lanthys: “ – Argos me ajudaria nisso, eu sei... Mas agora sem ele... Não sei se consigo...” 
Marinny: “ – Tu conseguirás sim, pois tu tem uma força de vontade incrível e quando ela falhar, embora tenhas perdido um grande amigo, saiba que eu e teus outros amigos estamos sempre prontos a te ajudar!!” Nesse momento, Bruno e Leandro apareceram e juntos com Marinny, mostraram ao guerreiro máquina que estão ali pro que der e vier e com este gesto em conjunto, pela primeira vez em dias, Lanthys sorria novamente e voltava a dividir seus dias com a equipe, trazendo de volta um pouco de alegria à Base tão castigada com aquele ar triste da atualidade... Porém, todos eles sabiam que o amigo, assim como eles próprios, sabiam que a perca do valoroso cão-máquina era uma grande brecha na equipe, e isso era preocupante... 

Nesse momento, em seu forte voador, Imperador Guntraz esbravejava por mais uma derrota sofrida e tentava arquitetar uma nova maneira de destruir os inimigos odiosos de seu império, não apenas por derrotá-los, mas também para se vingar e provar aos terráqueos, de que o Império Guntraz era o ponto mais alto do poder e evolução e que todos deveriam se curvar ante este Império... Na sua mente, enquanto os guerreiros da Terra e seus desafetos pessoais não fossem derrotados perante a
humanidade, nenhum plano seu teria efeito, pois ele precisava primeiro, esmagar aqueles que se opunham a ele, era sua prioridade e essa “falta” o deixava terrivelmente furioso! Enquanto o soberano delirava com seus sonhos de morte e destruição, um misterioso ser adentrou seu Salão Imperial, de maneira no mínimo inusitada, pois ao invés de andar, o misterioso ser flutuava, como se a lei da gravidade não exercesse efeito sobre ele! Guntraz o fitou enquanto o misterioso visitante curvou-se ante o trono Imperial, aguardando pelas palavras de seu mestre: 
Guntraz: “ – Hummmm... Interessante, parece que você adivinhou meus pensamentos e de que seria capaz de dar um fim àqueles insistentes...” 
Ser: “– O Senhor esquece meu Imperador, que eu tenho o poder de controlar e vasculhar as mentes?” 
Guntraz: “ – Sim, é verdade, você Cerebrax, foi uma das minhas primeiras cobaias com mutação genética e uma das mais adequadas, pois graças as suas habilidades de investigar as mentes alheias, eu pude me apoderar de grandes segredos! Você seria capaz de destruir aqueles malditos oponentes Cerebrax?” 
Cerebrax: “ – Sim meu Imperador, eu tenho o plano certo para destruí-los e tenha certeza, trarei a cabeça de Lanthys e os demais para apresentar em seu Salão Imperial!” 
Guntraz: “ – Então Cerebrax, vá e cumpra sua missão, eu conto com você!” O misterioso Cerebrax então ergueu-se novamente do chão e virou-se para deixar o grande saguão, quando repentinamente foi atingido por uma poderosa descarga energética, que o arremessou conta a parede do salão! Ao virar-se ele percebeu a mão do Imperador Guntraz ainda irradiando energia, conclamando: “ – Nunca mais sonde minha mente sem a minha autorização! Lembre-se, embora seu poder telepata, você ainda é meu escravo e nada mais, não tente ser mais que isso!” Cerebrax assumiu então posição de reverência novamente, e retirou-se do local, mas em seus olhos, um brilho energético maligno incendiava-se por conta da atitude de seu Imperador... 

O local, a Base Aérea de Santa-Maria, no RS, centro de pesquisas destinado a um projeto militar inusitado, batizado por eles de “Projeto Tigertron”! Sob a responsabilidade de um grupo seleto de cientistas, um protótipo mecânico felino, idêntico a um tigre, estava sendo desenvolvido e testado, que seria destinado a ser utilizado em combates de campo, onde com suas habilidades, seria praticamente imbatível, visto sua agilidade e força muito superiores à de um tigre natural ou qualquer ser humano. Tigertron tinha um cérebro real de um tigre da sibéria, onde incrustavam-se dispositivos que o ligavam a um disco rígido com rotinas a serem determinadas e acessadas pelo cérebro a fim de o colocar em funcionamento, permitindo assim ao felino robótico, quase ser capaz de raciocinar por conta própria e tomar decisões e reações conforme seu sistema pré-gravado, um verdadeiro felino ciborg combatente! O projeto estava concluído e os testes finais haviam sido realizados, onde o felino havia respondido corretamente em 100% das provas, ou seja, ele era capaz de, se ordenado para isso, agir por conta própria e seguir um roteiro de instruções de análises e combates que o fariam agir como um verdadeiro guerreiro apesar da forma animal e todos estavam eufóricos com esta grande conquista para a Força Aérea Brasileira. Então, o alarme da base soou, os militares assumiram suas posições no Plano de Defesa do Aquartelamento e todos os locais de risco foram lacrados, mas misteriosamente, todos que deveriam guerrear e deter o inimigo que agora os atacava, simplesmente baixaram a guarda e deixaram que o misterioso invasor avançasse sem qualquer atitude defensiva... Flutuando por entre o local, Cerebrax mostrava agora sua face e dirigia-se ao laboratório central, onde Tigertron, devido ao seu sistema ter captado o alarme e induzido seu cérebro orgânico a reagir, percebeu o perigo que se aproximava e preparou-se para o combate, mas mesmo sendo um androide, seu cérebro orgânico o colocou em desvantagem, pois isso permitiu que assim como foi feito com os demais militares e cientistas, Tigertron fosse controlado pelo poder incomparável do misterioso Cerebrax! Usando de sua força máxima, o comandado de Guntraz gerou um grande refluxo de energia no cérebro do tigre mecânico, fazendo com que sua personalidade pré programa fosse alterada, mudando totalmente para uma personalidade distorcida e psicótica, totalmente sob o controle do guerreiro de Guntraz! Tão tranquilamente quanto entrou na Base Aérea, Cerebrax saiu do local, flutuando e tendo ao seu lado, o poderoso Tigertron, totalmente adaptado para o mal e com um intuito sanguinário em seu sistema de raciocínio...
Momentos depois, o poderoso sistema so CTG Cap´s é acionado! Leandro e Bruno correram para a central de comando a fim de descobrirem o que acontecia e perplexos, viram os arredores da cidade de Santa Maria, mais precisamente no bairro Camobi, destruição sem igual, onde as equipes tentavam conter incêndios e prédios desabando, enquanto relatos de sobreviventes narravam sobre um ser desconhecido que levitava acompanhado de um feroz tigre, que espalhavam o caos e a morte por onde passavam... Segundo alguns, o estranho ser que flutuava, “exigia a presença de Lanthys e os demais” no local ou a matança continuaria! Enfurecido com a petulância do agressor, Leandro dava “pulinhos” de indignação, enquanto Bruno não conseguia entender o plano dos inimigos, mas ambos concordavam que só poderia ser uma armadilha de seu inimigo Guntraz, Os dois red´s então correram em direção aos seus veículos, porém nesse momento Lanthys surgiu diante doeles e disse-lhes: 
Lanthys: “ – Pessoal, eu vou com vocês, somos uma equipe e eu quero ajudar... Os destroços de Argos estão dispostos em cima da mesa de cirurgia e após vencermos este inimigo, iremos fazer um sepultamento descente para ele para encerrar esse caso de vez!” Leandro e Bruno tentaram argumentar, de que Lanthys deveria ficar pois ainda sentia muito a morte do fiel Argos, mas Marinny também ativou sua transformação e disse aos dois gaúchos: 
Marinny: “ – Gente, fazer o Lanthys ficar aqui remoendo a tristeza, não vai ajudar ele a superar o problema e depois como ele disse, vocês são uma equipe e pra dar mais incentivo pra vocês, dessa vez eu vou junto, afinal de contas minhas rajadas sônicas estão sem uso desde o combate contra Byron, não é mesmo?!” Os dois guerreiros gaudérios concordaram então com os comentários de Marinny, ativando suas transformações e dando lugar aos inigualáveis RedTurbo e BlastRed. Felizes por Lanthys ter resolvido se unir de novo aos dois, adentraram seu Turbo-Atacker e Red-Machine, partindo em grande velocidade, enquanto Lanthys e Marinny, a bordo do LandCharger 147, os seguiram igualmente velozes, rumo ao combate que os aguardava! 
Ao chegarem ao local, a cena de carnificina era intensa e a sensação de fúria para com o inimigo que flutuava com um sorriso arrogante à sua frente era cada vez maior. RedTurbo, já queria partir pra porrada, mas Lanthys interviu, indagando ao inimigo: 
Lanthys: “– Quem é você e porque mata pessoas inocentes?” Flutuando, Cerebrax atravessou a rua, e pairando a frente dos heróis, respondeu calmamente: 
Cerebrax: “– Meu nome é Cerebrax e possuo poderes telepáticos inimagináveis! Poderia simplesmente assumir o controle de suas mentes e destruí-los, mas isso seria muito pouco para o que quero fazer e assim, deixarei que meu amigo aqui, dê conta do recado!” Nesse momento, Tigertron adentrou a cena e colocou-se em posição de combate, enquanto Cerebrax terminava seu discurso: 
Cerebrax: “ – Ah claro, respondendo sua pergunta, androide, eu mato esse monte de lixo humano, apenas para fazer com que vocês, ratos de esgotos, saiam de suas tocas e venham enfrentar a morte, é a única serventia de tal raça imunda! Tigertron, eles são seus!” Falando estas palavras, o misterioso vilão começou a elevar-se e parando no topo de um dos prédios, onde calmamente ficou observando as cenas de combate que se seguiriam! Tigertron então, como um verdadeiro felino caçador, começou a cercar os heróis, preparando-se para o ataque, mas considerando a vantagem numérica, BlastRed sugeriu que formassem um círculo, pois ele não poderia surpreender a todos ao mesmo tempo, porém o guerreiro vermelho não sabia o quanto estava enganado... Tigertron estava anos luz de ser um tigre normal e em uma seqüência de golpes com uma velocidade jamais vista, conseguiu atacar e defender, atingindo com violência todos os arremessando na sequência com grande força contra as paredes de prédios próximos! Marinny conseguiu se reerguer mais rápido e usando uma seqüência de rajadas sônicas, achou ter feito alguma avaria no felino metálico, mas a situação foi bem diferente e o corpo robótico do inimigo sequer fora arranhado! BlastRed e RedTurbo ergueram-se também e partiram pra pancadaria com suas espadas, mas o efeito foi o mesmo e Tigertron parecia rir dos ataques dos heróis! Cansado de dar chances aos guerreiros do bem, o felino resolveu revidar e com uma agilidade incrível, tentou atacar fortemente os mesmos, mas mãos vigorosas e incapazes de serem detidas seguraram a criatura pelas patas traseiras, seu corpo foi retirado do chão e começou a rodopiar com força gigantesca e cada giro o arrebatava de encontro a algum obstáculo, pois Lanthys o estava usando como “tacape” visando assim causar algum dano a criatura! O arremessando contra um dos prédios, Lanthys partiu em velocidade contra o inimigo para atacá-lo com força total, mas a velocidade de reação do oponente foi tamanha que conseguiu sair da linha de ataque de Lanthys deixando que o androide se chocasse contra o edifício, o atacando pelas costas com suas garras poderosas na sequência, causando um grande ferimento ao sistema cibernético de Lanthys, que teve diversas micro-explosões vindo a cair de costas em uma espécie de curto circuito gigantesco! Tigertron então virou-se para o resto da equipe e com um velocidade que impressionava até mesmo RedTurbo, todos os guerreiros foram colocados fora de combate em questão de segundos, cheios de ferimentos e sangramentos e agora Lanthys, por incrível que parecesse, ainda não havia se levantado... Marinny estava desacordada e cheia de hematomas, BlastRed e RedTurbo, estavam muito machucados e perdendo sangue, enquanto o homem-máquina... Parecia estar sem forças pra se levantar... Tigertron fazendo um ruído similar a um rugido, ia cercando Lanthys com cautela, aproximando-se, preparando seu bote, e quando Lanthys quis fazer menção de realmente se erguer, o felino robótico pulou sobre ele e com dentes de aço, começou aos poucos a arrancar pedaços da composição do guerreiro máquina! Turbo e Blast se horrorizaram com a cena e tentaram de todas as maneiras ajudar o amigo Lanthys, mas este parecia simplesmente não conseguir reagir, como se algo bloqueasse seus movimentos por completo, impedindo que o homem-máquina lutasse! 

Marinny então despertou e se sentia em condições de reagir, mas ao tentar se levantar, sentiu algo como que uma grande força que a impedia de se movimentar, algo que fazia com que todos os seus movimentos parecessem necessitar de uma força sem precedentes para se moverem e isso lhe fez pensar, que o vilão Cerebrax, que permanecia no local e do topo do edifício, poderia estar exercendo esta energia sobre todos os heróis impedindo que eles revidassem contra o felino Tigertron, afinal, ele alegou ter poderes mentais incríveis! Sendo capaz de interpretar os pensamentos, Cerebrax então se comunicou diretamente com a mente de nossos heróis e concluiu: 
Cerebrax: “ – Você é esperta mulher, conseguiu detectar em pouco tempo que eu estava exercendo minha força mental sobre vocês impedindo-os de reagirem ao meu companheiro de batalhas, ahahahaha!” 
RedTurbo: “– Seu grande filho de uma vaca, por isso que o Lanthys não está conseguindo reagir então, eu vi que tinha algo errado seu babaca!” Recebendo uma grande descarga energética mental, RedTurbo gritou de dor e ouviu em sua mente, junto com os demais: 
Cerebrax: “– Não, quanto a isso vocês erraram, esse maldito androide, talvez devido ao seu sistema computadorizado avançado, não me permitiu controle mental e é o único que está fora de minha influência telepata! Ele realmente está sendo sobrepujado pelo Tigertron, sem que eu tenha que interferir, hahahahahaha!” Todos os três heróis em agonia então se entreolharam e perguntavam-se:


“ – Como isso está acontecendo então? Lanthys é muito mais poderoso que Tigertron, pode sobrepujá-lo e porque não o está fazendo?”

Atônitos, vendo Lanthys ser espancado, avariado e tendo seus componentes sendo destroçados lentamente os guerreiros se sentiam sem saída... Tigertron avançava com ferocidade, seus dentes e garras eram por demais destrutivos sem contar sua força descomunal herdada por sua composição robótica! Marinny chorava chamando por Lanthys e seus amigos, enfurecidos e machucados, tentavam se erguer, mas eram duramente bloqueados pelas emanações mentais de Cerebrax que os mantinha fora de combate; observando as feições do guerreiro máquina e interpretando seus movimentos de lábios, a intrépida jornalista leu na boca do homem-máquina, enquanto era destroçado, a palavra que a chocou: 
“ – Argos!!”

Ela então conseguiu entender explicando a RedTurbo e BlastRed... Lanthys não estava reagindo, porque talvez o ataque de Tigertron tenha atingido seu circuito de auto-análise e isso pode ter descontrolado totalmente os sentidos que Lanthys já não compreendia antes, tendo lhe tomado totalmente a coordenação de suas emoções! Acontecido isso, Lanthys havia perdido a capacidade de reagir, sua dor pela morte de Argos era tão grande e tão incompreensível para ele, que estava sobrepujando os demais comandos! Em outras palavras, em seu estado de espírito atual, reagir era um sentimento que vinha em sua mente com intensidade muito mais fraca do que a tristeza pela perda do fiel cão-robô! Isso o fazia não ter a força necessária para reagir! Surpresos com a situação, os dois Reds e a repórter Marinny sentiam que o fim de ambos estava próximo, porque se Lanthys fosse derrotado agora, enquanto eles estavam sob o controle de Cerebrax, não haveria meio de vencerem ou mesmo se salvarem e enquanto estes pensamentos vinham à mente de todos, Lanthys era espancado, destroçado, arremessado contra as paredes, recebia disparos lasers de Tigertron e a cada novo impacto, mais um componente de seus sistemas era danificado... Ao mesmo tempo que tudo isso acontecia, na base CTG Cap´s, os sistemas da base começaram a se ativar e de dentro de uma das salas um intenso brilho começou a surgir e inundou todos os cantos da secreta base, pulsando como um gigantesco coração... 

A situação para a equipe se tornou desesperadora e agonizante... Lanthys não conseguia revidar ao ataque feroz de Tigertron e o restante da equipe estava sob controle do vilão Cerebrax... Como sobrepujar esta batalha? E o que seria o misterioso brilho que agora iniciava-se na base CTG Cap´s?

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Nipo Ranger - Episódio 08 - Monstro distorcedor!



“ – Monstro distorcedor!!”

Três dias se passaram desde a última batalha. Na base do CTG Cap´s o clima continuava cinzento e entristecido desde que Argos sacrificou sua vida para proteger seus amigos. Leandro e Bruno apareciam sentados tomando um chimarrão enquanto observavam Lanthys caminhando cabisbaixo pelos campos... Os dois entendiam a situação do companheiro, que testemunhou de perto o triste desfecho da batalha contra FeverZero, mas sabiam também que nada mais poderia ser feito pelo inesquecível cão-robo... Enquanto conversavam sobre isso, o alarme da base tocou e Leandro imediatamente correu para receber o alerta, descobrindo logo em seguida, que a tropa de Guntraz estava atacando o município de Canoas, perto da capital Porto Alegre. Imediatamente os dois se prepararam para ir até o local, porém antes disso Bruno perguntou: 
Bruno: “ - E o Lanthys, não vai avisar ele?” 
Leandro (após pensar um pouco): “ - Não! É melhor deixar ele aqui e em paz, ele merece isso! Além do mais, está na hora de nós dois mostrarmos que também somos úteis nesse time!” Bruno imediatamente concordou com seu colega e convertendo-se em BlastRed, antes de partirem para a missão, ele olhou pra trás e observou mais uma vez a figura de Lanthys cabisbaixo... 
BlastRed: “ - Pode deixar, Lanthys, dessa vez nós dois lutaremos por ti e pelo Argos! Eu prometo!” falava o guerreiro Blast, silenciosamente, enquanto deixava a base com seu RedMachine, acompanhando RedTurbo em seu TurboAtacker e assim os dois embarcaram rumo à missão!

Chegando na cidade de Canoas, próximo ao colégio Marechal Rondon, os dois encontraram um homem desesperado correndo em busca de ajuda. 
Homem: “ - Socorro! Esta cidade está sendo invadida por criaturas jamais vistas!”. Os dois tentaram acalmar o cidadão para que ele explicasse melhor o que estava acontecendo, mas logo em seguida apareceram dois seres bizarros. 
RedTurbo: “ - Só podem ser as criaturas geneticamente modificadas pelo bosta do Guntraz!” As criaturas desafiaram os heróis, mas foram facilmente derrotadas, no entanto, logo em seguida apareceram grupos destes seres para desafiar os dois guerreiros. 
BlastRed: “ - É melhor a gente dar o fora daqui! Não vamos dar conta de todo esse bando e precisamos encontrar o cabeça desse ataque pra parar com isso na fonte do problema!” Os dois saíram correndo para se distanciar da possibilidade de combate, mas enquanto avançavam pelas ruas, uma multidão de criaturas os perseguia. Felizmente, ao dobrar uma esquina, eles conseguiram se esconder dentro de um entulho e assim acabaram despistando o imenso número de criaturas que os perseguia. 
RedTurbo: “ - Então o Guntraz finalmente decidiu pôr em prática a sua enorme tropa de criaturas alteradas geneticamente!” 
BlastRed: “ - O estranho é saber onde foram parar todas as pessoas que habitam a cidade!” Enquanto discutiam sobre o assunto, eles começaram a ouvir uma voz: “ - Não adianta se esconderem, pois eu já localizei vocês!”. Imediatamente os dois pularam pra fora do entulho e se depararam com um ser vestindo um sobre-tudo e portando uma espécie de caixão nas costas: 
BlastRed: “ - Quem é você!?” 

Meia-Noite: “ - Eu me chamo Meia-Noite!” exclamou o inimigo fazendo uma tosca coreografia. Os dois observaram a situação com cara de quem não estavam entendendo nada. O vilão se desfez da coreografia e em seguida pediu licença para abrir seu caixão e enquanto o abria calmamente e assobiando, os dois heróis observavam a cena com cara de completo espanto: 
Meia-Noite: “ - Pronto! Aqui está! Obrigado pela paciência!”, diz Meia-Noite enquanto tirava sua guitarra de dentro do caixão. 
Meia-Noite: “ - Esta é a Natasha, minha guitarra de estimação!” RedTurbo se irritou com o estilo ridículo do vilão e resolveu partir pra cima dele, porém nessa hora o inimigo mirou o braço da guitarra ao herói e disparou um tiro. RedTurbo e BlastRed apenas se assustaram com o disparo para logo em seguida começarem à rir, pois o tiro passou longe. 
Meia-Noite: “ -Droga! Preciso treinar essa minha pontaria!”. Acreditando que o vilão era muito ridículo, RedTurbo partiu pro ataque, mas no momento em que iria golpear o inimigo um gigantesco outdoor que estava situado sobre o prédio atrás deles, caiu pesadamente sobre o impaciente guerreiro. 
BlastRed: “ - Essa não! O tiro dele tinha acertado esse outdoor!”, exclamou Blast ao ver seu amigo estatelado no chão com os destroços da placa por cima. Turbo desmaiou com o impacto e deixou BlastRed frente a frente com o adversário. 
Meia-Noite: “ - O que acharam!? Em breve vocês dois se juntarão a toda população dessa cidade que será transformada em terríveis criaturas geneticamente modificadas pelo Imperador Guntraz!” diz o vilão. 
BlastRed: “ - O que??? Todas essas criaturas são na verdade humanos, os habitantes da cidade de Canoas???” 
Meia-Noite: “ - Exatamente! E logo você vai se tornar um deles!”, diz o monstro ao apontar sua arma ao herói, que imediatamente se vê indefeso perante as criaturas “humanas” que começaram a cercá-lo. “- É o seu fim, garoto! Morra!!” 

Nesse momento, surpreendendo o vilão Meia-Noite, RedMachine e TurboAtacker se posicionaram à sua frente, impedindo que um “inusitado” tiro certeiro de “Natasha” atingisse o herói solitário, dando-lhe tempo para sacar sua espada e partir para um duelo corpo-a-corpo contra o inimigo, condição na qual Meia-Noite era mais atrapalhado do que com “Natasha”! Em uma seqüência de golpes totalmente incompreensíveis, Meia-Noite duelou com BlastRed, quase atingindo por diversas vezes, tanto o herói quanto à ele mesmo, até que por desventura, o guerreiro do mal veio à atingir uma tubulação de fios elétricos, levando dessa forma uma grande descarga elétrica onde uma vez mais a misteriosa sorte que o acompanhava, novamente se manifestou, pois no momento exato em que Meia-Noite levou a violenta descarga, BlastRed havia tentado sobrepuja-lo e derruba-lo, segurando-lhe pelo braço, o que agiu contra o herói, transformando o vilão de “ponto de descarga elétrica”, para simplesmente condutor, conduzindo toda a energia ao corpo de BlastRed, tendo com resultado, sido arremessado violentamente contra seu RedMachine, ficando desacordado ao lado de RedTurbo, à mercê do vilão... A sorte então sorri um pouco para os heróis e eis que a descarga apesar de interrompida, foi também muito violenta para Meia-Noite, o obrigando à bater em retirada e levando consigo suas criaturas deformadas! As potentes máquinas dos heróis criaram então escudos defletores, mantendo a segurança do local até que seus donos despertassem... Ainda feridos, os dois partiram novamente em busca do inimigo que desaparecera em meio à confusão e precisava ser destruído com urgência! 

Enquanto seguiam sua busca, os heróis tratavam seus ferimentos e trocavam idéias sobre os estranhos modos de batalha do inimigo Meia-Noite e concordaram que ele era totalmente fora dos padrões conhecidos e se utilizava deste fator para surpreender seus oponentes; para vencê-lo, seria necessário esquecer dos padrões de combate e tentar estar sempre pronto para revidar ao inesperado completo, e para que pudessem fazer isso de maneira perfeita, eles traçaram uma meta, audaciosa, mas que poderia ser a diferença entre a vida e a morte para eles, perante o estilo de combate de Meia-Noite! Contudo, um fato ainda despertava a curiosidade: 
RedTurbo: “ – Será que Meia-Noite ao fugir, levou os monstros consigo para se proteger de nós, ou será que existe algum elo de ligação entre as mutações operantes nos cidadãos que necessitam da força de Meia-Noite para permanecerem?” Com este pensamento no cabeça, RedTurbo acelerou seu TurboAtacker, sendo seguido de perto por BlastRed, ambos dispostos à encontrar e destruir o inimigo fugitivo! 

Longe dali, dentro de uma igreja próxima ao centro da cidade, Meia-Noite estava esperando seu corpo mutante regenerar seus ferimentos sofridos há poucos instantes e em meio à febre que sentia por todo seu ser, teve lampejos do que foi sua vida antes de se tornar um guerreiro do mal, um tempo diferente do que ele poderia imaginar... Meia-Noite se lembra de ter uma vida normal, com escola, amigos, diversão, uma família... Se lembra do dia em que ao voltar pra casa foi tragado por um feixe de luz e levado à uma espaço-nave, onde foi conduzido por uma tropa de soldados e submetido à experiências com mutação genética! Ele se lembra das dores, do horror das horas sem fim de manipulação celular à que foi submetido e que após todo aquele sofrimento e da lavagem cerebral, se lembra de ter ouvido de seus criadores e daquele que seria seu líder, Imperador Guntraz, que o batizariam agora como Meia-Noite e que o projeto havia sido um total fracasso, pois ao invés de apenas ser modificado fisicamente, ele havia adquirido também a capacidade de metamorfosear os demais à sua volta, desde que inferiores à ele em termos de resistência, além de ter ficado com uma espécie de “seqüela” da metamorfose, onde tudo aquilo que ele tentava realizar, sempre fugia ao seu controle tendo como resultado uma conseqüência, que sempre se mostrava adverso ao seu planejamento inicial e que isso era algo inaceitável para soldados, pois as tropas de Guntraz não deveriam ter a capacidade de realizarem qualquer feito sem total controle de seu líder! Em um momento inicial e por toda a sua vida desde o fatídico dia, Meia-Noite havia concordado de que a vontade de seu criador era a única coisa que importava, mas agora, ferido e prestes à enfrentar uma batalha da qual não saberia se sairia vencedor, ele começou à se questionar sobre sua conduta... Observando a reação “inadequada” de seu escravo, Imperador Guntraz desceu de sua nave, teletransportando-se até a igreja onde Meia-Noite se recuperava e usando de seus misteriosos poderes de controle, descarregou uma nova rajada mental sobre Meia-Noite, o fazendo contorcer-se de dor, inundando sua mente com ódio, fúria e irracionalidade, para que suas memórias voltassem à ficar ocultas e somente sua vontade de destruir os heróis restassem, voltando à se tornar um simples servo do Imperador, à serviço de suas ambições malignas... Destruindo as lembranças de Meia-Noite, arrogantemente o impiedoso Imperador esbravejou: 
Imperador Guntraz: “– Não lhe permito o direito de tentar articular qualquer pensamento ou qualquer plano que não sejam os meus! Retorne ao estado mental que lhe convém, o de verme à me seguir e obedecer mesmo morrendo em prol disso, pois é para isso que servem os meus escravos, huahuahuahuahuahuahua!” Guntraz desmaterializou-se novamente, deixando no lugar um enfurecido Meia-Noite, que agora só desejava por vingança contra aqueles que supostamente o fizeram ser castigado por seu mestre e um novo palco de batalhas estava então formado! 

Guiados por seus radares e pelos sinais de destruição, os dois heróis chegaram ao centro da cidade de Canoas, onde encontraram habitantes que ainda não haviam sido deformados pelas mutações genéticas fugindo horrorizados! Ao centro da rua, o vilão Meia-Noite encontrava-se em posição de combate, com sua “Natasha” em mãos como que esperando pelos heróis... Os dois desceram de suas máquinas e parados ao centro da rua de frente para o inimigo, o observavam atentamente... Meia-Noite, se julgando superior e confiando em sua persistente “sorte”, disse aos dois que naquele dia ele os destruiria de vez e que não esperassem “trégua” da parte dele, ao que os dois heróis apenas se olharam e acenaram com a cabeça em sinal de concordância, como que se um plano muito bem traçado entre eles para combater o inimigo existisse! Meia-Noite ainda tentou desestruturar o equilíbrio dos dois heróis dizendo que não seria nada correto dois contra um em um combate onde eles se intitulavam heróis, ao que BlastRed ríspido respondeu: 
BlastRed: “– Independente de nosso estilo, tu pode ter certeza, não será atacado por nós dois ao mesmo tempo, em momento algum Meia-Noite, não precisamos disso pra te vencer!” Nesse instante, RedTurbo sacou sua espada e partiu em grande velocidade contra o inimigo Meia-Noite, que por sua vez, furioso com a resposta de BlastRed, partiu igualmente com velocidade extrema para combater o herói, porém, como de costume algo tinha de acontecer fora dos planos de Meia-Noite e o vilão acabou por enroscar o pé na bandoleira de sua “Natasha”, caindo de cara no chão, continuando o “trajeto” rolando e acabando por bater no meio fio da calçada, o que disparou o gatilho de sua arma de forma acidental, lançando um projétil que passou quase certeiro ao lado esquerdo do capacete de Turbo! Este disparo atingiu na verdade um poste atrás do herói que despencou certeiro para atingir em cheio novamente o guerreiro gaudério, o que não aconteceu apenas porque o plano de Turbo e Blast entrava em ação naquele momento! 

Percebendo que os atos de Meia-Noite nunca saiam como ele planejava e que sempre o efeito colateral de seus atos é que resultavam em um ataque bem sucedido, Turbo e Blast combinaram que enquanto um deles combatia, o outro ficaria observando os efeitos que cada movimento de Meia-Noite causariam e estariam atentos ao que eles causassem para desta maneira impedir o evento e assumir o lugar do companheiro no combate, repetindo a tática sucessivamente, até que um deles conseguisse furar a barreira de “sorte” que mantinha Meia-Noite em ataque constante sem abrir brechas para um contra-ataque! E assim a plano se iniciou, pois ao perceber que o tiro disparado acidentalmente por “Natasha” havia atingido o poste e este iria acertar em cheio seu amigo, BlastRed saltou espetacularmente contra o artefato, o atingiu com seus punhos o esfacelando por completo e assumindo a frente de combate contra Meia-Noite, duelando com o inimigo, enquanto Turbo agora na defensiva, observava todos os movimentos, à espera do menor sinal do efeito colateral sempre constante nos ataques de guerreiro maligno! Não tardou muito e logo uma nova face da “sorte” de Meia-Noite se manifestou, pois no momento em que o vilão tentou arremessar um veículo contra BlastRed, Turbo percebeu que ao usar sua grande força para impulsionar o veículo que mantinha erguido sobre sua cabeça, Meia-Noite acabou por enterrar os punhos energizados dentro do tanque de combustível do carro, o que iria gerar uma explosão em milionésimos de segundos! Seria uma explosão totalmente impossível de ser impedida por um guerreiro normal, mas não para o veloz turbo vermelho, que cobrindo o espaço entre os dois rapidamente, gerou em frações de segundo um escudo defletor sobre BlastRed, o protegendo da explosão ao mesmo tempo que redirecionando-a para o inimigo Meia-Noite, arremessando-lhe contra um edifício, abalando suas fundações! De forma à seguirem seu plano que até então estava funcionando, RedTurbo assumiu a frente de combate e arrancou Meia-Noite de dentro do prédio na base da porrada, o que acabou por desestruturar por completo o edifício que veio abaixo e esmagaria RedTurbo com toda a certeza, não fosse o incansável guerreiro Blast, que ali permanecia atento aos mínimos movimentos do inimigo e valendo-se de seus fantásticos poderes e das capacidades de sua espada, gerou um poderoso tufão de energia, que arrebatou os destroços para longe, não ferindo RedTurbo! Isto abriu espaço para que o amigo voltasse à defensiva, enquanto BlastRed descarregou uma verdadeira tempestade de golpes sobre o inimigo Meia-Noite, o arrebatando contra uma retro-escavadeira que ali encontrava-se, o deixando muito ferido e praticamente sem condições de combate! 

Saindo do interior da escavadeira, Meia-Noite tentou à muito custo sacar sua “Natasha” mas percebeu que assim como seu orgulho e sua sorte, seu caixão onde guardava a guitarra havia sido quebrado e dentro dela, a preciosa Natasha... Tomado de fúria pela destruição de sua companheira de combate, Meia-Noite tentou um último e devastador ataque, usando de suas técnicas especiais, liberando energias poderosas, porém os valorosos guerreiros, desvencilharam-se dos sifões de energia e atacaram com fúria o guerreiro de Guntraz, que percebendo sua destruição eminente, relembrou a frase de BlastRed de que não o atacariam em dupla ao que novamente recebeu a resposta ríspida: 
BlastRed: “ – No teu caso vilão maldito, que mantinha aquelas pessoas todas transformados contra a vontade em monstros horrendos e ainda mantendo controle sobre eles, nós abriremos uma exceção!” Meia-Noite suspendeu então o ataque, surpreso com a frase do herói BlastRed e exclamou: 
Meia-Noite: “ – Então vocês sabiam que era eu quem controlava a transformação dos habitantes em monstros?” Nisso RedTurbo tomou a frente e disse: 
RedTurbo: “ – É claro seu cavalo, a gente só não tinha certeza, mas tu acabou contando tudo, huhhuehuehue! Quando tu nos venceu na batalha anterior, a gente ficou na dúvida de porque os monstros tinham te seguido, e acabamos por sugerir que se eles ficassem longe de ti, teu poder não iria ser suficiente pra mantê-los como monstros e assim, tu sempre mantinha eles na tua volta!” Meia-Noite cerrou seu punho furioso enquanto BlastRed e RedTurbo fizeram sua coreografia de combate e onde Turbo aproveitou para sua última frase debochada: 
RedTurbo: “– Tu fostes derrotado por ti mesmo seu cavalo!” Dito isso, ambos os heróis gaudérios partiram pra cima de Meia-Noite e usando de seus mais fortes ataques, destruíram o inimigo com força total, que sob uma grande explosão, deram fim a influência maligna de Meia-Noite! 

RedTurbo e BlastRed fizeram suas poses de finalização, fazendo menção de concordância com a cabeça e adentrando então suas potentes máquinas, partiram rumo ao CTG Cap´s! Enquanto rumavam para a base, eles se perguntavam, porque mesmo sabendo das maldades que Meia-Noite havia cometido, eles sentiam uma tristeza insistente com a morte do inimigo... 

No local da explosão e morte de Meia-Noite, um clima pesado pairava sobre o ambiente, pois um inimigo havia sido destruído, mas ninguém jamais saberia que aquela alma que se foi, outrora foi um ser humano honrado, que teve a infelicidade de ser visado como experiência pelo impiedoso Imperador, perdendo assim sua humanidade e agora sua vida... 

No universo de Nipo Ranger, este era apenas um dos infortúnios e mistérios que cercavam o dia-a-dia, como as dúvidas que ainda pairavam... De onde surgiram os novos poderes de Lanthys permitindo a transmutação em Lanthalder? Que mistério envolvia os acontecimentos misteriosos da batalha contra Fever Zero? E como eles e o herói máquina iriam encarar as batalhas agora sem o fiel Argos? Só o tempo poderia responder tais questões...

domingo, 24 de novembro de 2019

Nipo Rangers - Episódio 07 - "- Descoberta!"


Área central de Porto Alegre, um dia após a intensa batalha contra o androide Fever Zero... O Cenário era de desolação, destruição, morte... Em meio aos escombros, autoridades, polícia, bombeiros, equipes de resgate, jornalistas e curiosos, todos tentavam entender e explicar o que havia acontecido ali... Familiares buscavam por parentes desaparecidos, a força policial não deixava que ninguém se aproximasse, a policia internacional estava presente e diversos representantes de várias faculdades e institutos científicos também, pois a aparição de androides como era relatado por sobreviventes, levava a mente de todos a questão alienígena e isso sempre mexe e muito com a mente humana... Os repórteres e TV´s transmitiam tudo que podiam e as notícias chegavam das mais diversas formas: 

TV Local: “– No dia de ontem, uma violenta batalha aconteceu próximo a PUC, onde vários prédios, viadutos e outras construções foram destruídos; pessoas relatam a existência de monstros, androides e lutadores uniformizados... Muitas mortes foram registradas, com centenas de feridos e dezenas de desaparecidos... Pessoas choram por seus familiares mortos, outros pelos que ainda não foram encontrados... Muitos se perguntam sobre quem seriam os responsáveis por tais destruições, não se sabe a origem ou paradeiro de nenhum dos envolvidos, mas a população, mesmo os que perderam pessoas, todos concordam que havia um androide que estava matando e que os outros se sacrificaram inclusive pra detê-lo, ou seja, apesar das mortes e destruição, todos concordam que apesar dos resultados fatais, sem a ação desses guerreiros, pessoas ainda estariam morrendo... Uma comitiva de políticos veio ao local e pregaram palavras de “Vamos descobrir os responsáveis pela destruição do nosso patrimônio e iremos puní-los para o ressarcimento dos cofres do governo” e a Brigada Militar teve de intervir pois a população queria linchá-los de imediato! Mais informações a qualquer momento em nosso tele-jornais!” 

Dentre os repórteres presentes, Marinny era um deles e sorria satisfeita por ver que a população apoiava a equipe de Lanthys e por conhecer o jovem, a repórter tinha um ponto extra consigo, ela sabia de certa forma o que havia acontecido ali... Com certeza foram as forças de Guntraz que mais uma vez haviam sido barradas por Lanthys ela cogitava e analisando os destroços e escombros, aterrorizada com a cena de batalha, ela formulava seus pensamentos e quase conversava consigo mesma: 
Marinny: “ – Nunca presenciei tanta destruição... Sempre cobri reportagens e matérias apenas aqui no sul, então esse tipo de cena ainda me choca e muito, pois não estamos acostumados a isso... Os policiais e autoridades não sabem o que procuram e mesmo que fosse tudo revelado a eles, não conseguiriam entender... Acredito que seria o contrário, seriam capazes de sentir medo de ambos os lados... Aliás, estranho... Conheci ele há poucos dias, ele me tirou do meio daquela estrada e me colocou em segurança, puxei assunto de monte com ele, mas ele parece muito tímido... Mas ao mesmo tempo, se dispõe a lutar contra essa organização que eles dizem ser controlada pelo tal Imperador Guntraz... Será que eles são alguma força policial ou algum órgão do governo?” Nesse momento, Marinny presencia a chegada de homens de ternos e com óculos escuros, não acreditava que pudessem ser eles, seria muita prepotência achar que poderiam estar aqui... Os homens de preto se dirigem ao comandante da Brigada Militar que controla todo o local, então ela observa e escuta: 
FBI: “ – Somos agentes do FBI (mostram distintivos) e viemos assumir o caso, por favor retire seu pessoal e mantenha todos fora daqui enquanto examinamos tudo!” 
Cmt Pedroso: “ – Olá FBI, não recebi nenhum comunicado da vinda de vocês aqui, por favor aguardem atrás da fita de isolamento enquanto continuamos nosso trabalho!” 
FBI: “ – O senhor não entendeu, somos agentes do FBI dos Estados Unidos e viemos por ordem do presidente dos Estados Unidos para investigar isso a fundo, pois pode ser que exista muito mais aqui do que se imagina! Obedeça nossas ordens ou iremos prendê-lo agora!” 

Marinny observa a tudo, percebe o clima tenso e a arrogância dos agentes internacionais... Cmt Pedroso que estava de costas para eles, continuava assim, dando instruções por rádio para seus soldados, que ajudavam na busca de pessoas que ainda poderiam estar soterradas... Os homens do FBI então ficaram impacientes por serem ignorados completamente pelo comandante local, um deles avançou, puxou o Cmt do braço e esbravejou: 
FBI: “ – Escute aqui seu soldadinho inferior, nós temos ordens expressas do presidente dos Estados Unidos e você está fazendo pouco caso delas, por isso, retire seu pessoal agora ou então será preso imediatamente!” 

Um movimento rápido e o agente do FBI tem seu braço empurrado, seu corpo deslocado e a mão do Cmt Pedroso é que agora segurava o pescoço do agente, o pressionando contra uma árvore e o erguendo alguns centímetros do chão: 
Cmt. Pedroso: “ – Escute aqui você seu arrogante babaca! Eu sou o Cmt da Brigada, e por aqui, por enquanto eu dou as ordens e não vocês, está entendendo?” Nesse momento o outro agente sacou a arma e apontou ao comandante Pedroso, mas mal terminou de apontar a pistola e escutou o martilhar de revólveres .38 e escopetas de cano cerrado ao seu redor, pois a corporação da Brigada estava atenta ao acontecido e com certeza apoiaria seu comando... O agente do FBI então sem opções baixou a arma e continuou na mira dos soldados da Brigada enquanto Cmt Pedroso dava um leve sorriso indicando sua satisfação com sua equipe: 
Cmt Pedroso: “ – Vocês cruzam o continente e chegam aqui como se fossem donos de tudo, e ainda me mandam sair e abandonar o local para suas “investigações”, enquanto ainda podem haver pessoas presas embaixo dos escombros? Quem disse que vocês tem direitos aqui? O Presidente dos Estados Unidos? Se não sabem são mais burros do que acredito, mas aqui é o Brasil e somente o presidente do Brasil me dá ordens, por isso, se querem ter PERMISSÃO da NOSSA polícia para entrarem nesse local, peça ao seu presidente que fale com o nosso presidente e consiga tal permissão, pois do contrário, tudo que conseguirão é ir para a cadeia, por desacato a autoridade policial do Brasil com violação agressiva dos direitos humanos, por negar socorro às vítimas que ainda podem estar embaixo dos escombros! Soldados, prendam esses dois imediatamente!“ Cmt Pedroso então largou o agente ao chão, que caiu ofegante e furioso, balbuciando: 
FBI: “ – Você é um idiota, podem haver indícios de seres alienígenas nessa área, precisamos investigar isso!” 
Cmt Pedroso: “ – Alienígenas ou não, existe uma parte deles que conforme as gravações do amador, foram os únicos responsáveis por ainda haver alguém vivo aqui... Então não virão aqui prendendo a tudo e a todos como se fossem propriedade sua, iremos salvar os feridos, encontrar os desaparecidos e somente depois, se conseguirem permissão, poderão analisar algo! Levem esses dois daqui!” Os dois agentes são literalmente socados dentro do carro e quando estão saindo com a viatura para levá-los, Cmt Pedroso chega uma vez mais próxima deles e com um sorriso no rosto, fala aos dois: 
Cmt Pedroso: “ – SE conseguirem autorização para vir até aqui novamente, lembrem-se de ter mais respeito ao falar com os brasileiros, ninguém aqui é filho de vocês para ouvir desaforos bando de babacas!” 

A viatura se afasta, a população que aguardava por notícias dos sobreviventes aplaudia o Cmt da Brigada Militar de Porto Alegre frente ao seu ato de respeito pelas vítimas e pelos heróis que, apesar da destruição, lutaram para impedir que mais pessoas morressem... Marinny se aproximou com um sorriso maroto e disse ao Cmt Pedroso: 
Marinny: “ – Comandante... É bom saber que ainda existem brasileiros como o senhor!” Comandante Pedroso apenas sorriu e seguiu agilizando seus trabalhos com a Brigada militar, junto com o Corpo de Bombeiros e as unidades de socorro na busca por sobreviventes, mas uma de suas frases ficou batendo na mente de Marinny, a filmagem que o Comandante disse ter visto, de um cinegrafista amador... Sem querer incomodar o comandante uma vez mais, ela começou perguntando entre a população que ali estava, se sabiam de alguém que havia filmado e em pouco tempo ela encontrou um rapaz, com uma filmadora na mão, que disse estar em Porto Alegre para um evento de cultura japonesa e foi pego de surpresa no meio da confusão. Escondido entre os prédios, ele conseguiu filmar algumas partes, mas outras ficaram totalmente sem condições. Marinny lhe ofereceu um café em troca de poder ver as imagens, ao que o rapaz concordou! 

Sentados em uma cafeteria, o rapaz que falava pouco e tinha seus olhos encobertos pelos cabelos quase sempre, preparou sua câmera e a entregou a Marinny para que visualizasse as imagens que ele tinha filmado, mas advertiu que nunca tinha visto algo igual antes, que um robo daqueles não poderia existir, era contra qualquer lógica, debatia o rapaz... Marinny pegou a câmera, e as cenas eram justamente da sequência de Argos salvando RedTurbo e BlastRed... Ela acompanhou horrorizada o exato momento da destruição de Argos, lágrimas brotaram de seus olhos assustando o rapaz com tal atitude... Sem dar explicações, ela seguiu assistindo e então o inimaginável lhe saltou aos olhos... 
Um androide  intermitente entre o vermelho rubro e o azul celeste andava imponentemente em meio a tempestade, era algo que a repórter nunca havia presenciado, mas... De alguma forma, aquele androide parecia-lhe familiar... A curiosa repórter então retornou a gravação, observou com atenção, pois era Lanthys quem aparecia ao lado de Argos e partiu caminhando em direção ao inimigo, mas no momento exato da tempestade, um gigantesco clarão aparece e de dentro dele surgiu o androide reluzente... "- Onde foi parar Lanthys?" Marinny se perguntava e então olhou para o rapaz com uma expressão de choque... Seus pensamentos como de costume começaram a processar incríveis possibilidades em milissegundos e eis que ela percebeu que havia descoberto um grande segredo... "- Lanthys... Foi ele que de alguma maneira se converteu no androide!" Era inacreditável e assustador, ainda mais para ela que nutria sentimentos pelo jovem, e acabara de descobrir que ele poderia ser uma máquina... A moça então entregou a câmera, pagou os cafés e saiu do local com urgência, passando uma vez mais no local da batalha, onde graças ao seu bom relacionamento com o Cmt. Pedroso, conseguiu passar pelo local e olhar alguns detalhes, como o ponto exato onde Argos foi atingido e provavelmente destruído... Ela então deixou escapar mais algumas lágrimas por lembrar da cena e sentiu, embora sem qualquer embasamento, que Lanthys poderia estar precisando dela... Mas  como chegar até eles? Como entrar em contato com eles para poder dizer algo? E o que teria acontecido naquela batalha, qual seria explicação para Lanthys ficar com aquela aparência? A moça então saiu do local, agradecendo uma vez mais ao Cmt. Pedroso, indo diretamente para a redação do Jornal Zero Hora, onde pretendia fazer algo inusitado! Usando de seus conhecimentos em programação, uma vez mais ela criou um código script e lançou na internet, na esperança de que seus amigos captassem seu pedido e então, depositou toda a sua confiança em encontrar Lanthys, por uma resposta de um script que talvez não viesse nunca... 

Na base CTG Cap´s, o clima era terrível, Leandro e Bruno ainda se recuperavam dos ferimentos, faziam seus curativos, tentando entender também o que aconteceu nessa última batalha... Lanthys estava do lado de fora da base em meio a floresta... Ele não disse uma única palavra desde que derrotou FeverZero e continuava assim... Os destroços de Argos estavam sob a plataforma no laboratório, mas os dois amigos não tinham a mínima ideia do que poderia ser feito, se é que algo poderia ser feito... Nesse momento o sistema do CTG Cap´s captou o script de Marinny e Leandro o leu em voz alta para Bruno: 
Leandro: “ – Pessoal... Eu vi as filmagens do que aconteceu, preciso conversar com vocês, quero entender o que está acontecendo, mas como não sei onde vocês estão, estou passando meu telefone celular para que me liguem! Por favor, não ignorem essa minha mensagem, preciso conversar com vocês, talvez eu possa ajudar em algo também!” Leandro então olhou pra Bruno como se perguntando o que ele achava disso, ao que Bruno respondeu: 
Bruno: “ – Ela ajudou a gente quando precisamos e o Lanthys confia nela... E depois, a gente vai ao encontro dela, não vamos trazer ela pra base, acho que a gente pode acabar entendendo o que aconteceu de verdade...” 
Leandro: “ – Certo cavalo, vou ligar pra guria então!” 

O celular de Marinny tocou, ela atendeu e acertou o local e a hora com Leandro e tão logo encerrou a ligação, se dirigiu pra lá! Leandro e Bruno a aguardavam já, muito machucados e com curativos... Ela se assustou ao vê-los assim... 
Marinny: “ – Meu Deus gente, vocês se machucaram muito... Porque o Lanthys não veio? E o Argos, como ele está?” Bruno e Leandro se olharam e baixaram a cabeça... 
Bruno: “ – Argos morreu Marinny, infelizmente... Quanto ao Lanthys, ele está em estado de choque ainda, eu creio...” 
Marinny: “ – Mas como assim morreu, não tem nada que possamos fazer por ele? Eu conheço excelente veterinários e de repente a gente pode...” Bruno interrompe: 
Bruno: “ – Marinny, Argos era um robo, não um cão...” 

Marinny ficou pasma com a informação e não acreditava no que estava ouvindo... Bruno então explicou tudo que sabia sobre Lanthys e Argos, falou sobre a composição robótica de Lanthys e de ter sido criado pelo Dr. Chang! 
Marinny: “ – Realmente estou impressionada com tudo isso... Por isso aquela cena onde Lanthys entrou no temporal e saiu totalmente robótico... E com certeza aquilo aconteceu por ter visto Argos destruído, ele foi tomado pela fúria, é fato!” Então uma gigantesca porrada é ouvida na mesa, chícaras de café caem e todos olham atônitos para Leandro... Com o rosto levemente virado para fora, com expressão de fúria, o impensável estava acontecendo... Pesadas lágrimas estavam rolando pelo rosto de Leandro, que desabafou: 
Leandro: “ – Argos morreu porque fui fraco para suportar meu inimigo... Se eu tivesse conseguido ficar consciente, poderia pelo menos ter evitado que ele se sacrificasse, ou me sacrificado no lugar dele... DROGA! PRA QUE EU TREINEI TANTO ENTÃO? PRA DEIXAR MEUS AMIGOS MORREREM POR MIM? FOI PRA ISSO? Leandro se levantou e saiu do local enxugando as lágrimas, Marinny e Bruno pagaram o café e foram atrás do amigo que ainda se encontrava furioso... Ele parou então no Parque da Redenção, sentou na sombra de uma árvore e chorou pesadamente... Marinny e Bruno chegaram e sentaram ao seu lado, nenhum deles falou as famosas frases de que tem de ser forte e outras coisas, todos estavam sentindo o mesmo e todos entendiam o que Leandro sentia agora... Após alguns minutos de silêncio, Leandro se levantou, pegando Marinny da mão e dizendo pra ela: 
Leandro: “ – Vem comigo, acho que talvez ele precise disso também!” Enquanto chamava um táxi, Bruno perguntou: 
Bruno: “ – Como vai ser agora Marinny, que tu sabe que ele é um androide e não um ser humano?” 
Marinny: “ – Humano... Isso é uma definição tão vaga para definir algo... Acho que o que realmente conta no fim de tudo são as atitudes e não a composição física! Fazendo o que fizeram por nossa população, ao ponto de se sacrificar por nós, considero que esses dois androides são muito mais "humanos" se isso seria algo que definisse bondade do que mais da metade de nossa população Bruno! Confesso que me sinto mais confiante que nunca nas atitudes de Lanthys sabendo que ele e Argos são o que são!” 
Leandro: “ – É, mas o Argos tá morto, e isso não tem como corrigir, nem com palavras bonitas!” 

Todos ficaram em silêncio, enquanto o táxi se deslocava para fora da cidade, deixando os tripulantes no local solicitado, a beira de uma auto-estrada e então, assim que ninguém mais estava presente por perto, Leandro colocou a mão no ombro de Marinny e simultaneamente, ele e Bruno acionaram seus teletransportes, sendo direcionados direto pra base CTG Cap´s!
Bruno: " - Dividindo a energia dos teleportes, resolvemos nos distanciar da cidade para termos mais chances de todos chegarmos lá inteiros, por isso o táxi até aqui Marinny..." 

Uma vez lá dentro, ela podia observar que Lanthys estava sentado embaixo de uma árvore olhando para o horizonte... Leandro apontou pra Lanthys como dizendo pra Marinny, “ - vai lá falar com ele” e ela então acenou positivamente e partiu... De longe Bruno e Leandro observavam... 
Lanthys: “ – Marinny? Como chegou aqui?” 
Marinny: “ – Digamos que eu peguei o “Expresso Red”!” Olhando para os dois amigos Red que faziam um ar de riso... Eles então se vão embora e deixam os dois a sós... Nesse momento, a presença de Marinny talvez tenha sido a responsável por isso, mas Lanthys parece se descontrolar de novo... 
Lanthys: “ – Eu não sei o que aconteceu Marinny... Eu estava ali e quando vi Argos em pedaços, algo em mim mudou, eu me senti diferente e aquela palavra saiu do nada e então, eu não lembro direito do resto, apenas sei que FeverZero perdeu sua vida após isso...” Então ele percebe que não havia contado pra Marinny ainda que era um androide e julgando que ela não sabia de nada, e dado o que havia comentado agora, era fato que Marinny ia associar uma coisa com a outra e perceber que Lanthys não era um humano o que poderia fazer com que a moça saísse em disparada, assim pensava o androide que a observava, agora temeroso do que viria a seguir... 
Marinny: “ – Se tivesse me contado, mesmo quando nos conhecemos, eu conseguiria entender... Em minha jornada como repórter a gente vê tanta coisa ruim e assustadora e ainda assim se obriga a conviver com elas, porque não conviveria tranquilamente com algo diferente como um... Androide vivo, mais puro de coração e com uma determinação de salvar vidas maior que 99% das pessoas que já conheci até hoje?” 
Lanthys: “ – Então tu já sabe...” 

De dentro da base CTG Cap´s Leandro e Bruno observavam a cena e perceberam que Marinny era uma amiga na qual poderiam confiar e que Lanthys estaria melhor conversando com ela... Os dois então olharam uma vez mais os destroços de Argos e tentavam se lembrar dos detalhes... 
Bruno: “ – Eu me lembro dos golpes e da velocidade do FeverZero e que a gente foi abatido com extrema facilidade por ele..” 
Leandro: “ –É... Eu ainda sinto a dor de cada um dos golpes dele... Mas eu lembro de acordar com a explosão do golpe contra o Argos, me lembro que vi o Argos com expressão furiosa e com os escudos defletores ao máximo e percebi nitidamente quando ele sentiu que os escudos não iam aguentar e me olhou como quem diz, “tô feliz”... Eu não pude fazer nada pra salvar ele, não conseguia nem me mexer...” Leandro enche os olhos de água de novo e cerra seus punhos de raiva... 
Bruno: “ – Eu não lembro dessa parte, eu me lembro de ver o Lanthys caminhando e então aquele temporal doido que atingiu ele! Achei que era um golpe do FeverZero e então, ele saiu de dentro daquilo, transformado... Era parecido com o Lanthys, mas me parecia outro guerreiro, totalmente diferente e infinitamente mais poderoso...” 
Leandro: “ – É, mas foi graças a essa transformação e ao Argos que a gente tá vivo...” Leandro então chega aos destroços de Argos e toca neles, com sinal de respeito: “ - Eu te devo essa Argos e vou te vingar cara, pode ter certeza!” Cerrando os punhos e com expressão de fúria, Leandro, o valente RedTurbo jura vingar seu amigo e fazer valer seu sacrifício... 

O que aguardaria nossos heróis agora, sem a ajuda de Argos, que se sacrificou para salvar a todos? Como poderiam vencer sem as idéias e estrategias de Argos? Nossos guerreiros tinham agora pela frente uma longa e árdua batalha, onde amigos estavam morrendo... Argos precisava ser vingado e Turbo faria de tudo pra que isso acontecesse...

domingo, 25 de agosto de 2019

Nipo Rangers - Episódio 06 - Fúria pela amizade!


Espaço sideral e na nave espacial do Imperador Guntraz, o ex-comandante Murder era arrastado pelos Soldados Imperiais do vilão, que o conduziam com os pulsos algemados, sendo arremessado frente ao trono de Guntraz... O Imperador o encarou com um olhar de reprovação, lembrando-o que Murder havia recebido uma última chance de derrotar os Nipo Ranger e essa chance mais uma vez havia sido desperdiçada. Murder se mostrava inquieto e nervoso diante da possível ameaça de ser descartado do cargo e principalmente de perder sua vida... Frente a este temor, o ex-comandante implorou para que Guntraz lhe desse mais uma chance, pois ele saberia valorizar esta última oportunidade e derrotaria um deles pelo menos! Imperador Guntraz sorriu ironicamente e bradou: “ – Para continuar me servindo Murder, terás de derrotar alguém e esta batalha, definirá seu destino, que será vida ou morte...” Nesse exato momento uma das portas do Salão Imperial se abriu e ouviam-se de seu interior, passos firmes que se aproximavam, revelando no final uma silhueta! Murder, suando de nervoso, observou a chegada de seu adversário e espantou-se ao reconhecê-lo: “ - RedFever!”

Murder é libertado dos grilhões que o prendiam e entendeu o que estava a acontecer... Ele estava sendo julgado e ele seria o executor ou executado... Sem opções, Murder se recompõe e se prepara para encarar o recém chegado RedFever, sabendo que essa seria sua única chance de permanecer como braço-direito de Guntraz e também a única chance que tinha de continuar vivo! Seu medo surgiu mais forte, ao se lembrar que a fama de RedFever era muito conhecida entre os agentes do Império Guntraz, como um guerreiro impiedoso e mortal, mas o mais inquietante de tudo, era ser a origem deste combatente totalmente desconhecida para os demais, apenas o odioso Imperador conhecia tal passado... Fora tudo isso, Murder nunca imaginou que após tanto tempo longe do Império Guntraz, ele ainda fosse integrante da elite do Império ou mesmo imaginou que ele poderia reaparecer justo agora, como servo de Guntraz... Com uma voz fria e cortante, RedFever pronunciou: 

RedFever: “ - Murder! Vou mostrar para você e para todos os demais que não tens mais serventia para o Imperador Guntraz e vou destruí-lo aqui mesmo!” Percebendo o ataque iminente, Murder sacou sua pistola laser para atingir o oponente o mais depressa possível, foi então que em uma cena praticamente invisível aos olhos despreparados dos presentes, RedFever se lançou ao combate enquanto realizou sua transformação assumindo a forma de FeverZero. Em um movimento cinematográfico, antes mesmo que Murder pudesse apontar sua arma, Fever atravessou o corpo do ex-comandante com sua espada, num espaço de tempo tão curto, que era completamente impossível, tanto para Murder quanto para os demais, acompanhar tamanha velocidade. Murder sentiu a pressão do golpe e caiu de joelhos ao solo, com um enorme corte em seu abdômen e sentindo seu sangue escorrer... FeverZero, sem se quer olhar para o oponente, com um olhar frio e voz metálica, explicou que tudo isso ocorreu numa fração de segundos, quando seu corpo humano dá lugar ao seu corpo cyborg, acionando os mecanismos internos de transformação, convertendo-o na forma robótica FeverZero, capaz de desferir golpes em alta velocidade e manipular a espada como ninguém. Murder ergueu-se em um esforço admirável e ainda empunhando sua pistola, balbuciou: “ - Quer dizer então que... Você é um cyborg... Assim como aquele miserável do Lanthys? Somente por isso... Conseguiu me ferir tão gravemente...” Guntraz então, percebendo que Murder estava em seus últimos segundos de vida, revelou: 

Imperador Guntraz: “ - Quando Dr. Chang iniciou o projeto Homem-Máquina, eu ainda trabalhava junto a ele e lhe ofereci a oportunidade de juntos, criarmos algo lucrativo e que nos colocaria como praticamente homens mais poderosos do mundo através daquele poderoso andróide, mas o imbecil não concordou e me expulsou do grupo de pesquisas por minhas ideias... Fui preso e só consegui obter minha liberdade subornando um dos guardas naquela maldita prisão! Foram longos 08 meses planejando e alimentando minha vingança contra o maldito Chang... Assim que me libertei, consegui invadir os sistemas de Chang, roubando-lhe uma cópia do projeto Lanthys, que embora fosse uma cópia incompleta, me permitiu idealizar o meu próprio projeto, o FeverZero! Assim, iniciei derrubando chefões do submundo, aumentando meus poderes tanto financeiramente quanto fisicamente, através de artimanhas, roubos milionários, pesquisas, implementos genéticos e assim, ergui meu Império Guntraz! Porém, eu sabia que o odioso Chang iria tentar frustrar meus planos, ele sempre teve essa mania de que ninguém deveria dominar um poder absoluto e por isso ordenei sua sentença de morte sem saber que ele havia concluído o projeto Lanthys entregando a “chave do despertar” para aquele tal RedTurbo! Quando tive conhecimento desta informação, percebi que deveria me precaver e assim me empenhei em concluir e resguardar a maior de minhas criações, a arma suprema da destruição, meu guerreiro imbatível FeverZero, aguardando pelo momento em que a criação de meu inimigo se revelasse e fosse um alvo para o verdadeiro andróide supremo, a obra mais perfeita do mal, huhhuahuauhauhauhauha! E para evitar que desconfiassem ou descobrissem meu projeto, dei uma forma humana para Fever lhe permitindo viver entre os terráqueos sem despertar suspeitas, mesmo dentro do Império, aguardando o momento da convocação para a batalha para a qual foi criado, destruir a criação de meu rival!” Murder se mostrou indignado com a atitude de seu próprio mentor, enquanto Guntraz demonstrava todo seu sarcasmo ao afirmar que não fazia mais sentido Murder continuar vivo uma vez que sabia da verdade e então ordenou que Fever o destruísse como “teste” de força... Obedecendo cegamente ao seu criador, FeverZero energizou seus olhos e punhos, assumiu posição de ataque empunhando sua espada, com intenções de intimidar e assustar Murder; o ex-comandante por sua vez, sangrava muito e apesar de não ter mais forças, começou a disparar tiros com sua pistola, que foram todos defendidos pela espada veloz do oponente, que então avançou com ferocidade, golpeando-o com fúria extrema! Em uma cena chocante, a pistola de Murder cai ao chão e o próprio ex-comandante tentava se manter de pé... Com um sorriso irônico, Murder que não tinha mais chances de vitória, exclamou sua última frase: 

Murder: “ – Você é bom Fever Zero, mas ainda não é páreo para Lanthys e morrerá nas mãos dele, tenha certeza, huhuhauhauhauhaua!!!” O andróide enfureceu-se e em um ato de carnificina, partiu o corpo de Murder em centenas de pedaços, virando-se logo em seguida para o cadáver inerte do ex-comandante, esbravejando: 

FeverZero: “ – Mostrarei a todos o meu poder e destruirei aquele arremedo de andróide com minha lâmina, assim como fiz com você Murder!” Olhando firmemente para seu líder, FeverZero deixou clara sua intenção de partir naquele momento para destruir a criação de Dr. Chang, e um aceno de cabeça era o sinal da concordância do impiedoso Guntraz aos planos de Fever! Todos abriram caminho enquanto o maligno andróide deixava o salão principal... 

Alheios a toda esta situação, na base do CTG Cap´s os quatro gaudérios aproveitavam o domingo pra organizar um animado churrasco ao som do Gaúcho da Fronteira. Argos se mostrava inconformado com a atitude de Leandro, que já havia comido metade da carne disposta nos espeto da churrasqueira: 

Argos: “ – Desse jeito você comerá todo o churrasco sozinho Leandro!”. Nosso “calmo” cavalo responde com a sátira de sempre: 

Leandro: “ - Fica tranqüilo que eu deixo um osso pra tu roer, huhhuehuehuehue!”. Enquanto os dois seguem a discussão, Bruno seguia comendo com muito gosto, enquanto Lanthys se afastava, pois ele não necessitava de alimentos orgânicos, apenas se divertia com todo aquele alvoroço! Logo após o farto almoço, o pessoal se dispersou pra dar aquela dormida, exceto Lanthys, que preferiu ir para a base de restauração revisar seus sistemas para estar em perfeito funcionamento quando fosse necessário! Enquanto isso, na redação do Jornal Zero-Hora, a repórter Marinny, que havia tirado o domingo para trabalhar, recebeu a notícia desesperada de um dos comentaristas, comunicando via transmissão ao vivo, informando aterrorizado que um estranho robô havia aparecido na cidade, causando caos e matando diversas pessoas de forma cruel e a cada nova morte, o misterioso inimigo afirmava que se “Lanthys” não surgisse, ele continuaria matando até que Lanthys viesse até ele! Inconformado, o comentarista esbravejou, "Sequer sabemos o é “Lanthys” como vamos fazer com que isto surja, seja lá o que for isso?" Sua última e indignada frase é conhecida da população gaúcha e não poderia deixar de ser apresentada: “ - Esse tipo de coisa não pode ficar assim, é preciso que se tome alguma providência!”. Sabendo do que se tratava, imediatamente Marinny correu para seu laptop e enviou uma mensagem com codificação especial contendo códigos script, esperando com isso que o código fosse detectado por Lanthys e seus colegas pois ela sabia do que se tratava a palavra Lanthys, o rapaz tímido que ela conheceu dias atrás e que lutou bravamente mesmo arriscando sua vida! Argos detectou os códigos script de Marinny, mas mesmo antes disso havia percebido a anomalia no centro da cidade; Lanthys por sua vez entendeu a gravidade do problema e usando seu “Berro-Titânico”, acordou toda a heróica galera, tocando o horror no CTG Cap´s. Bruno saltou da cama e se estatelou no chão; Leandro, que dormia sentado, acordou agitado. Os quatro se reuniram, Argos informou a todos a situação, e então partiram imediatamente para o Museu da PUC em Porto Alegre, onde se encontrava neste momento a possível ameaça. 

Chegando ao local, depararam-se com o temível andróide, que com tom irônico aguardava pelos quatro guerreiros... Sem perder tempo, Lanthys saltou de seu LandCharger-147 partindo pra cima do inimigo com tudo, mas foi acertado por um veloz golpe de Fever, que o arremessou contra as paredes do museu... Argos analisou o inimigo e percebeu que ele era uma máquina tão perfeita quanto Lanthys e avisou o amigo da situação ameaçadora que enfrentaria; neste momento, RedTurbo e BlastRed também entraram na briga e se juntaram a Lanthys num ataque em grupo, porém, como havia sido avisado por Argos, o guerreiro do mal era potente e assumindo a forma de FeverZero, em um ataque fulminante, acertou RedTurbo e BlastRed com um golpe de espada, ferindo-os seriamente e fazendo-os tombar ao chão agonizantes! Lanthys tentou ajudar seus amigos mas quase foi golpeado também, não fosse a interferência de Argos, que após evitar o golpe em Lanthys, desferiu suas rajadas óticas em Fever, inimigo este que indiferente aos esforços dos heróis, o seguidor de Guntraz repelia facilmente à todos os ataques, sem grande esforço, demonstrando assim seu grande poder... 

Preocupado com a situação, Argos sugeriu a Lanthys que deixasse ele enfrentar o letal ciborg, mas este recusou-se a abandonar o campo de batalha, fazendo com que o cão-robô optasse por deixá-lo lutar com o inimigo enquanto ele se encarregaria de levar os dois amigos feridos para um local seguro onde pudessem se recuperar, pois ambos ainda sangravam muito... Enquanto o fiel robô salvou os dois amigos, em frente ao Museu uma verdadeira zona de guerra se iniciava e dois super guerreiros igualmente destrutivos se digladiavam com furor! Fever finalmente ficava frente-a-frente com Lanthys, o inimigo que em sua programação, era o motivo de sua existência, pois a missão primordial de FeverZero era destruir o guerreiro-máquina criado por Dr. Chang!! Estudando nos mínimos detalhes seu oponente, Zero bradou: 

FeverZero: “ - Finalmente chegou o grande dia Lanthys! Hoje eu vou provar qual dos dois andróides é o mais poderoso e tenha certeza, não é você!” Os ânimos se acirraram e o clímax estava chegando ao ponto máximo como uma bomba nuclear em sua contagem regressiva final... 

O vento então soprou aos pés dos guerreiros e o silêncio imperava ao redor deles, pois todos que passavam por ali, esconderam-se, tentando se proteger do que estava por vir, enquanto os dois gladiadores blindados se analisavam... Era questão de um simples movimento errado e o primeiro golpe seria sentido por aquele que se precipitou e os dois inimigos sabiam disso... Como verdadeiros samurais, Lanthys e Fever se observavam e esperavam a menor falha do oponente para atacar, porém, ainda sem sabedoria e não sabendo aguardar o melhor momento, Lanthys deixou de lado a estratégia e partiu para o combate, dando um grande salto e tentando atingir diretamente o peito de Fever, porém o cyborg do mal conseguiu acompanhar, analisar e quase que antecipar os movimentos de Lanthys, o que resultou em um bloqueio com os braços e um contra-ataque perfeito no peito do guerreiro máquina com um poderoso chute, o arremessando contra as paredes! Furioso, Lanthys ergueu-se e partiu em disparada pra cima de Fever e novamente teve todos os seus golpes, apesar de precisos e mortais, desviados ou bloqueados, não conseguindo nosso herói acertar uma única vez o corpo de FeverZero, que com uma fria e metálica voz, ria e provocava: 

FeverZero: “ – Isso é tudo o que conseguiu seu criador fazer por você Lanthys? Sinceramente isto é medíocre, eu esperava um combate melhor!” A seqüência de socos, golpes e chutes continuou e não fosse sua natureza robótica, Lanthys estaria exausto e ferido, enquanto FeverZero nenhum arranhão havia sofrido ainda... A batalha perdurou por longos minutos e a persistência de Lanthys só se equiparava a destreza e excelente capacidade de combate do andróide FeverZero... Argos vendo Lanthys ser novamente arremessado contra as paredes, correu em seu auxílio mas recebeu em troca um olhar ameaçador de Lanthys que claramente dizia: “ – Não entre nesta luta, ela é minha! Vencerei FeverZero ou morrerei tentando!” O fiel cão-robo entendeu os sentimentos de Lanthys e quase conseguia perceber seu desespero em combate, por isso respeitou sua honra de guerreiro, e deixou que o amigo mostrasse seu valor, mesmo arriscando a vida! 

A batalha prosseguiu, chutes desviados, golpes bloqueados, ataques previstos e contra-ataques cada vez mais certeiros e destrutivos... Lanthys não via muitas chances em vencer este combate, mas ainda assim, não desistia e além disso, proibia seus amigos de lhe ajudar... Em seu trono, Imperador Guntraz ria de tudo e deliciava-se com a cena! FeverZero então querendo encerrar o combate em grande estilo, resolveu desestruturar o Circuito de Auto-Análise de Lanthys, responsável pelas emoções do guerreiro, causando-lhe uma espécie de choque emocional e como estopim desse choque, ele usaria a selvageria! Valendo-se de seus grandes poderes espadachins, FeverZero partiu pela rua, atacando e matando à todos que pudesse alcançar! Várias pessoas foram feridas, muitas morreram e Lanthys tentava impedir mas não era páreo para a grande velocidade de Fever, que como cheque-mate, reuniu grande parte de seu poder e descarregou uma potente rajada energética sobre o lugar onde estavam RedTurbo e BlastRed, ainda inconscientes e muito feridos! Percebendo que seus amigos seriam mortos, Argos se interpôs ante o grande golpe, gerou um escudo de força praticamente impenetrável, que protegeu Turbo e Blast da morte certa da gigantesca explosão que de tão grande, permitiu que apenas Lanthys e Fever, com suas audições extraordinárias, conseguissem ouvir o cão-robô pronunciar em tom agonizante: “ – Sobreviva Lanthys e salve aqueles que não pude salvar!” 

A cena seguinte é de uma nuvem de fumaça densa, que não deixava mostrar o local da explosão... Sob a força dos ventos, a névoa foi sendo dissipada e Lanthys pode ver o que gostaria de nunca ter visto... As patas de Argos, arremessadas longe do local e seu corpo partido ao meio... Fluídos escorriam dos restos mortais do cão máquina... O herói não acreditava no que presenciava, mas Argos havia se sacrificado para salvar RedTurbo e BlastRed... Lanthys correu ao local e encontrou o corpo do amigo cão, ainda se mexendo, coberto de curtos-circuitos, mas com um olhar de satisfação por perceber que seu empenho havia servido para algo ao observar os dois companheiros ilesos da explosão... Tendo o pequeno cão em suas mãos, percebendo seu ato de esforço e heroísmo e observando a frieza de FeverZero que ria da destruição de Argos, como que em um presságio de morte, o vento novamente começou à soprar, porém desta vez era diferente... O vento soprava em sentido contrário, algo estranho para o momento, pois os ventos não mudam assim... Lanthys agora havia perdido a noção do “controle de força” e cada fibra metálica de seu corpo clamava por vingança... Ele ergueu-se lentamente deixando os restos de Argos ao chão... Seus olhos transbordavam em energia e fúria e seu sistema interno, como um corpo humano expelindo adrenalina para uma eventual reação, preencheu seu corpo robótico de forças desconhecidas até por ele... FeverZero que à tudo analisava começava a estranhar, pois ao invés de entrar em colapso e ficar desorientado como ele previa, Lanthys estava funcionando em total perfeição e o mais impressionante, seu nível de energia estava se elevando à uma condição que ele sequer conseguia monitorar... Em voz baixa, Fever Zero dizia: 

FeverZero: “ – Não pode ser, não pode ser, as leituras tem de estarem erradas!!” Mas as leituras não estavam erradas, e como que para provar isso ao maligno, nuvens se formaram, relâmpagos se precipitaram do solo aos céus e vice-versa e neste espetáculo macabro da natureza, Lanthys surgiu em meio ao temporal e envolto em uma energia gigantesca, libertou um grande grito do mais profundo de sua alma, concluindo com uma única palavra, que significaria o fim do odioso andróide Zero: “ – ENERGIZAR!!!” Os relâmpagos então cercaram o guerreiro, sua feição começou à mudar e o que antes era apenas metal e máquina disfarçados em corpo de homem, agora se revelavam como uma poderosa armadura, deixando amostra, toda a alta tecnologia da qual Lanthys era composto e nesta nova forma, sua força e blindagem eram tão intensas que não mais era o mesmo guerreiro e sim uma nova face do mesmo herói, agora sob o título de LANTHALDER! 

FeverZero ficou abismado com tamanha demonstração de poder e com o quanto ele previa que Lanthalder fosse mais poderoso que ele e enquanto analisava estes dados, sequer conseguiu perceber o que se passava, apenas sentindo em seguida o deslocamento de ar, trazendo em seu interior um enfurecido Homem-Máquina, que agarrando-o pelo pescoço, atravessou a rua em grande velocidade e o enterrou dentro das paredes do Museu com força descomunal! Não satisfeito e ainda preenchido pela fúria, com grande facilidade Lanthalder arrancou o inimigo de dentro das paredes e o arremessou de encontro às árvores ali perto, quebrando três delas com um único arremesso do corpo do inimigo que como um meteoro passou pelo bosque se chocando do outro lado da rua! Fever mal conseguia entender o que estava se passando quando apenas teve tempo de avistar Lanthalder, que surgia à sua frente como um raio, desferindo um potente chute em seu peito, que o arremessou por entre um prédio em construção, derrubando diversos pilares de sustentação, fazendo com que o edifício inabitado desabasse por cima do andróide aterrorizado com tamanha brutalidade! Em seu trono, Guntraz esbravejava com a reviravolta da situação, enquanto Fever saiu dos escombros, sedento de sangue e empunhando sua espada, porém, ele não era mais páreo para o guerreiro que agora dominava o combate e sem dar chance ao inimigo, o guerreiro de puro metal já o aguardava no ponto exato e desferindo um potente soco, o arremessou de encontro à rua uma vez mais! Fever se ergueu e empunhou sua espada novamente, mas Lanthalder já estava junto à ele e com seu braço energizado, a fusão entre o braço de Lanthalder e uma lâmina imbatível gerou um novo poder, o que ele chamaria de Titanium! Com seu braço direito completamente preparado Lanthalder duelou provocou o guerreiro de Guntraz em uma voz totalmente robótica:
Lanthalder: " - Mostre-me a força de que tanto falou até agora maldito!" FeverZero se lançou furioso mas foi contido, bloqueado, atacado, teve sua técnica vencida e sua espada quebrada sendo então atingindo novamente com uma grande seqüência de golpes que culminaram com mais um imenso impacto no centro do corpo de FeverZero, o fazendo decolar mais uma vez contra as paredes resistentes do museu... Desnorteado e não acreditando naquilo que agora acontecia, o guerreiro FeverZero esbravejava dizendo que tal fato não poderia ser verdade, que ele era o mais poderoso, ao que Lanthalder surgiu com uma locomotiva descontrolada e gritou: 

Lanthalder: “ – Você falou bem FeverZero, andróide do mal, você ERA o mais poderoso!” Com a Titanium no máximo de seu poder, o guerreiro-máquina decepou o ante-braço direito de Zero, diminuindo suas habilidades com espadas e sem perder oportunidades, golpeou o inimigo de novo e de novo, enquanto descarregava suas emoções: 

Lanthalder: “ – Você brincou com vidas inocentes, matou pessoas indefesas, tentou ferir e matar meus amigos e o pior de tudo, riu de uma criatura que preferiu se sacrificar do que ver seus amigos morrerem! Não... Eu não permitirei que CONTINUE VIVO!” Com o punho esquerdo energizado, Lanthalder atravessou o peito de Fever, arrancou seu servo-motor que seria como que seu coração, arrancou o mesmo de seu interior, girou o corpo desferindo um não, mas dezenas de golpes transversais com sua Titanium, ficando então de costas para o andróide, com seu servo motor na mão, ainda funcionando... Atrás de Lanthalder, FeverZero era apenas circuitos explodindo, tentando balbuciar palavras e impropérios, e finalmente se transformando em uma gigantesca explosão... FeverZero, um grande guerreiro, mas do lado errado dos acontecimentos, havia tombado em combate, cheio de desespero e incertezas, não pela sua escolha, mas por necessitar se sentir mais poderoso que os demais para poder viver... Sua própria programação principal, “Destruir Lanthys”, deixou de ter sentido e não conseguia acreditar que pudesse ser vencido por alguém... Porém, era impossível para ele entender alguém que lutava por algo mais que a vitória em combate...

A explosão cessou, Lanthalder surgiu, caminhando triunfante em direção à Argos e voltando à sua forma humana de Lanthys... RedTurbo e BlastRed despertaram do coma ainda muito feridos e impressionados com o quadro de batalha à sua volta.. Então a cena chocante para ambos, Argos a sua frente, feito em pedaços... Ninguém perguntou o que houve, pois podiam perceber no olhar do guerreiro-máquina que ele não queria tocar no assunto, apenas tentar expelir aquela sensação que o consumia e ele não sabia explicar... Nós chamamos a isso de dor, tristeza, mas para Lanthys era incompreensível... Ele só queria estar junto do heróico cão... Em silêncio e com os restos de Argos nos braços, Lanthys e seus colegas deixaram o local e preparam-se para um novo dia, pois com certeza, Guntraz não lhes daria direito ao luto...

Nota do autor: O que será esse poder? Como Lanthys converge para Lanthalder? E porque isso desencadeou em um processo de adrenalina sendo que androides não possuem tal substância? O que é Lanthys na verdade? Em breve iremos descobrir tudo...

Lion-Maru: O rugido da vingança! (Ato 7)

As profundezas da montanha já não pareciam pertencer ao mundo dos homens. Shimaru descia lentamente pelos corredores antigos, enquanto o eco...