segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

NeoChangeman - Episódio 27 - Inesperados aliados!

Há muitos anos atrás, surgia em nossa TV um seriado como nenhum outro... Cinco jovens arriscavam suas vidas para proteger a Terra do temível Império Gozzma, utilizando o poder dos cinco grandes animais lendários... Esses heróis se apresentavam como Esquadrão Relâmpago Changeman e eles venceram a invasão... Aproximadamente 20 anos após, uma nova ameaça surge e a Força Terrena precisa escolher novamente cinco bravos guerreiros para defender a Terra...

Uma fanficton de Lanthys LionHeart em homenagem ao saudoso Esquadrão Relâmpago, com vocês, Esquadrão Relâmpago NeoChangeman!


Cidade de Nagasaki – 10:37:23 – Em algum lugar da cidade histórica pelos tristes fatos presenciados naquele solo no ano de 1945, distante dos olhos dos Defensores da Terra, mas suficiente para que os olhos da criatura em forma de vulto pudesse os observar, palavras carregadas de ódio eram vociferadas:
Vulto: " - A investida falhou, mas minha segunda intenção foi atingida... Preparem-se humanos desprezíveis..."

Cidade de Nagasaki – 12:41:15
A destruição era gigante, mas felizmente, nenhum inocente havia sido ferido... O Kynkyu System havia respondido como o esperado e os Comandos de Resgate haviam sido impecáveis em sua função! Todos comemoravam a grande vitória sem qualquer ferimento humano... Mais ainda, entre os cinco guerreiros, eles comemoravam ter conseguido vencer cinco inimigos gigantes, sem suas Densetsu-Forms.
Mitsu: “– Gente, parece que voltamos aos tempos áureos do início dos combates, sem poderes avassaladores, apenas o bom e velho cabeça de lata derrubando os inimigos com sua espada poderosa! Foi legal demais não foi?” Era Hideki quem acenava com a cabeça e um sorriso no rosto:
Hideki: “– Talvez, eu diria só talvez, essa falha nas Densetsu-Form seja uma maneira de nos mostrar que não devemos depender tanto de uma única coisa... Quem sabe os Densetsu não estejam querendo nos mostrar isso, que precisamos não depender tanto deles?” Ryuichi acena negativamente e explica:
Ryuichi: “– Não... Dragon foi claro ao dizer que isso não era algo feito por eles e que precisaríamos encontrar a resposta... Ele não me diria isso se fosse algo causado por vontade dos próprios animais lendários...” Hideki então coça a cabeça concordando com o amigo e ficando sem opções... Shiori fica sem muito o que falar visto ter tido pouca experiência ainda com as Densetsu-Form, mas arrisca compartilhar o que já havia sentido:
Shiori: “– Eu posso dizer que... As Densetsu-Form são algo completamente definidas por nossa vontade... Por nossos sentimentos... Por nossas emoções mais fortes... Evito lembrar das cenas inicias de minha primeira união a Pégasus (Vide episódio 22 – O voo de Pégasus) mas tenho total convicção de que o que fiz, foi devido ao transbordar de minhas emoções mais fortes... Eu mesmo sem a experiência de todos vocês, arriscaria concordar com Ryuichi... Eu creio em algo bem maior que um lição dos sagrados animais para nós... Me perdoe Hideki...” O robusto jovem acena com a cabeça e a mão dizendo que estava tudo bem e então Hiroko se pronuncia:
Hiroko: “– Estamos deixando algo passar... Com certeza precisamos evoluir em algo mas que talvez, seja diferente de encarnação para encarnação... Talvez o que se aplicasse ao comandante e seus amigos no passado não seja o mesmo que se aplicaria a nós ou a qualquer outro que já tenha no passado se unido aos Densetsu... Por esse motivo...” Ryuichi completa a frase demonstrando total concordância com Hiroko:
Ryuichi: “– Por esse motivo, Dragon não tem como nos ensinar essa evolução e devemos merecê-la para que tal fato se concretize...” 

Os cinco ficam a pensar sobre o caso e então o ronco do motor da BlackLion se propaga demonstrando que o comandante dos Comandos Terrestres, Hayate Sho se aproximava... Ele para ao lado dos jovens, ergue sua viseira e comenta:
Hayate: “ – Não pensem demais, faz mal para o cérebro! Vão começar a cantar mal como Ozoora! Vamos embora, terminamos por aqui, os cidadãos serão trazidos em breve de novo!” Os jovens acenam positivamente e então o inesperado.... O tempo muda bruscamente, nuvens negras tomam conta dos céus, chuvas torrenciais começam a cair e relâmpagos à se propagar por vários pontos da cidade...Os jovens e todos os Comandos, fossem de Resgate ou Terrestres assumem posição defensiva e buscam por algo que pudessem confrontar em meio ao cenário macabro que se formava... O vento começara a soprar gelado e de certa forma, assustador, assoviando por entre os prédios... Como se cavalgando os ventos, uma risada sinistra começou a ecoar pelo local e foi reconhecida por muitos...
Hayate: “– Parece que alguém não gostou muito de ter tomado um tiro de Power Bazooca algumas horas atrás...” O veterano Hayate dá um tapa na viseira, acelera a BlackLion e parte em busca do inimigo enquanto os cinco NeoChangeman se reagrupam e esperam pelo ataque:
Hiroko: “ – A criatura retornou...”
Hideki: “ – Ou talvez nunca tenha partido...”
Shiori: “ – Tem ideia de com o que estamos lidando Mitsu?”
Mitsu: “ – Não, mas vingativo desse jeito, só os generais de Makura ou pior, uma mulher ofendida!”
Os cinco formam um círculo e protegem uns aos outros enquanto buscam pela criatura que os ameaçava naquele momento, mas inexplicavelmente, suas almas começavam a temer, um medo incrível e macabro começava a parecer tomar conta de seus seres e aquilo era realmente desconfortável e nada incentivador...
Ryuichi: “ – Dê as caras logo Makura, venha nos enfrentar e terminemos com isso logo...” Os trovões ecoaram, a tempestade ficou mais forte e apesar do barulho ensurdecedor da chuva torrencial, a voz chegava até eles de forma quase encantadora... Era como uma voz de veludo, provocante, insinuante e que apesar de feminina, parecia ser capaz de encantar até mesmo mulheres...

“- Pobres infelizes humanos... Presos em suas celas de carne e osso... Incapazes de ver ou possuir as grandezas do universo... Defendendo um aglomerado de rochas em meio ao mar do universo e achando que isso os faz especiais... Consideram que são algo, mas na verdade não aguentariam o menor dos terrores que o cosmos apresenta... Irei mostrar-lhes, através de seu próprio mundo e de seus próprios atos, que não passam de crianças mimadas e se borram diante da face da morte...”

O tempo parecia ficar mais violento ainda e então com um estrondo terrível mudou rapidamente... O céu ficou limpo, mas era como se tudo estivesse em preto e branco... A cidade havia mudado também, era como se tivessem voltado no tempo... Décadas no passado poderiam dizer os jovens... O vento, a brisa, pessoas na rua, tudo estava em um silêncio assustador... Os jovens olhavam ao redor, se olhavam entre si e não conseguiam sequer tecer alguma teoria... As pessoas transitavam tranquilas como se não os estivessem vendo... O relógio da torre começou a badalar então, incessantemente, mas diferente do que se esperaria, que ele tivesse tal funcionamento em horas cheias, estava estranhamente badalando às 11 horas e 2 minutos... Ryuichi então reúne os fatos, expressa um sentimento de pavor e automaticamente olha para os céus bradando aos demais: “- PROTEJAM-SE!”

Todos olham para cima após o alerta de Ryuichi e mal conseguem colocar o braço por sobre seus rostos... Em frações de segundo uma gigantesca explosão centenas de metros acima deles causou uma bola de fogo de 28 metros de diâmetro, com uma temperatura de 30.000 graus Celsius... O local onde os cinco se encontravam, expandindo-se para uma circunferência de dois quilômetros de raio se tornou apenas terra queimada e os jovens gritavam em pânico sentindo a terrível dor de serem queimados à essa temperatura além de serem atingidos por estilhaços de vidro que perfuraram seus corpos à esmo... Se diria que isso era algo imensurável para qualquer ser humano mas incrivelmente a dor atingia seu pico e regredia desaparecendo por completo, apenas com os NeoChangeman ofegantes e ainda com os braços sobre o corpo tentando se defender da gigantesca bola de fogo, os destroços e seu calor cáustico imensurável... A respiração começava a compassar de novo embora ainda fosse algo muito além do normal e, os jovens se olhavam e ao redor de si... Terra aparada como se fosse vidro e nada de pé além deles por pelos 2 mil metros...
Hiroko: “- O que está... Acontecendo...”
Hideki: “- A grande bomba... O grande ataque... Meu avô conta sobre...”
Mitsu: “- Como voltamos no tempo? E a dor que sentimos?”
Shiori: “- Porque sobrevivemos a explosão?”
Ryuichi: “- Shhhh... Algo se aproxima...” Os jovens aguçam seus sentidos, buscam por algum sinal e quando o avistam, preferiam nunca ter encontrado tal foco, a visão era aterradora... Para qualquer lado que olhassem, tudo que viam era o que parecia ser um exército de fantasmas se movendo até eles... Centenas de feridos, queimados, com os rostos destroçados, não pareciam humanos. A pele caía em pedaços, seus olhos caiam das órbitas... Suas vozes, seus aspectos, alguns se tocavam e a pele saía grudada em suas mãos como fibra sendo derretida pelo fogo... Os gritos, o lamurio, eram com como uma onda sonora que afetava de forma devastadora o âmago de cada um... A aglomeração de seres que mais pareciam zumbis saídos de filmes de terror começava a se aproximar, os jovens nunca haviam presenciado algo assim, era aterrador demais até mesmo para os escolhidos dos Densetsu-Juu... Eles fraquejam diante da cena perturbadora e os andarilhos se jogavam sobre eles com terríveis guinchos onde se compreendia a maioria de suas falas...

“- Minha pele está caindo... Algum médico... Vou perder minha pele... ” - dizia um deles estendendo os braços com tiras de pele que quase encostavam no chão... Sua roupa havia se misturado a seu corpo com o tremendo calor, e o esforço daquela pessoa se concentrava em tentar que sua pele não encostasse no solo e que alguém conseguisse colocar a mesma de volta para onde deveria estar...

“- Meu olho... Meu olho... Não vejo nada... Me ajude...” - dizia outro, com um dos braços na horizontal, visto que o outro tinha apenas um pedaço do úmero na mesma posição... Dava a entender que ele julgava que ainda tinha os dois braços e mantinha as duas mãos espalmadas tentando tatear algo para saber para onde deveria ir... Enquanto uma de suas córneas jazia pendurada e semi-rompida a outra queimava e se dissolvia dentro de sua face... Sua roupa praticamente inexistia, estava desnudo, assim como não haviam dedos ou orelhas ou qualquer protuberância no mesmo...

“- Minha família está presa debaixo dos escombros, estão queimando vivos, ajudem, por favor!” – gritava em pânico uma adolescente, sua roupa estava rasgada e queimada em algumas partes, seu corpo ainda estava coberto mas seus cabelos e couro cabeludo estavam em chamas e ela parecia sequer perceber isso, apenas pedia ajuda pelos seus em completo desespero...

“- Água... Água... Me dê água...” – rastejava um senhor, suas mãos haviam virado bolas de carne queimada, seus pés não tinham mais dígitos e suas costas estavam cheios de cacos de vidro que haviam perfurado o idoso de forma superficial... O sangue era abundante mas grande parte dele havia já secado no corpo devido ao calor intenso...

“- Meu bebê... Seu braço caiu... Tem sangue... Me ajude, eu só tenho ele...” – uma mãe completamente nua e queimada agonizava se arrastando e segurando o braço que ainda existia no bebê arrastando o mesmo consigo, já sem vida todos percebiam, menos a mãe em prantos que se arrastava...

“- Alimente meu filho, meu leite secou, por favor ajude!” – Outra mãe de seios de fora implorava ajuda... Não parecia estar ferida como os demais, mas estava fraca, desnutrida, sem qualquer vigor em seu ser, talvez devido a fome generalizada que aquele povo já vinha vivenciando naqueles dias da segunda guerra mundial...

“- Estou queimando, estou queimando, me ajude, me salve!” – um homem passou correndo por todos eles em direção ao rio logo atrás... Era como se ele tivesse tomado um banho de ácido, seu corpo eram somente tiras de peles escorrendo por qualquer lado, não era possível sequer definir seu rosto entre tantos ferimentos e logo ele sumiu nas águas turvas do rio...

Os cinco jovens assistiam a tudo em pânico, nenhum deles era capaz de controlar o terror... Eles eram humanos apesar de tudo, e o sofrimento daqueles seres ativava em cada um deles um dos sentimentos mais fortes que ambos tinham, a empatia... Uma verdadeira faca de dois gumes, visto que assim como é catalizadora de atitudes fantásticas, esta mesma emoção, neste momento, se torna o maior inimigo dos jovens lutadores pois em seus íntimos, eles sentiam as dores de cada um dos zumbis que implorava em agonia por sua ajuda...
Shiori: “- Não... Não... Não... Isso não pode ser real, isso não está acontecendo...” Lágrimas de tristeza e furor escorriam de todos eles enquanto olhavam aos arredores as hordas de zumbis que se jogavam sobre eles e logo depois sumiam, não sem antes mostrar seu sofrimento e revolta sem igual... Até mesmo Ryuichi chorava desesperado com tamanha pressão emocional mas ainda tentava buscar uma lógica em tudo aquilo... um trovão ecoa de novo e a voz sedutora e persuasiva novamente gargalha pelo ambiente...

“- Os todos poderosos defensores da Terra borrados de medo quando confrontados com os terrores que os próprios terráqueos criaram... E ainda se acham dignos de um poder como o que usam... São usurpadores, seres da pior espécie que se afundam em seus próprios flagelos...”

Os cinco se veem diante do Rio Uragami e a visão não podia ser pior... O rio estava cheio de corpos, de pedaços de corpos, de animais, de vísceras e de tudo que se pudesse imaginar referente a humanos... Muitos feridos, outros queimados, orelhas derretidas... Uns imploravam por água outros bebiam a água contaminada e morriam em agonia maior ainda... Mais seres cambaleantes chegaram às centenas e entre gritos aterradores de dor e pavor, perdiam pele e cabelo, pedaços do corpo que se desprendiam e em um dos piores momentos, vomitaram sangue por cima dos cinco que em desespero completo caíram da beirada para dentro do rio em meio aos corpos mutilados e tantos outros que tentavam se agarrar neles para sobreviver, pois em seus desesperos, os seres cambaleantes, desconsideravam por completo que não havia como sobreviver... Os cinco jovens em pânico, começam a afundar em meio ao terror e acabam por perder seus sentidos enquanto o pânico e o medo eram seus únicos companheiros e em meio àquela turbulência sem fim, finalmente o silêncio... Profundo, inquietante... Assustador, talvez tanto quanto ver as cenas que viram pois parecia que uma nova horda de desesperados que não podiam ser ajudados poderiam sair da escuridão novamente a qualquer instante...

Eles aos poucos vão abrindo seus olhos, seus corpos pareciam exaustos e desgastados, mas na verdade eram suas mentes que estavam sendo levadas ao extremo... O cenário ainda era escuro, como uma noite sem qualquer luar... Não havia vento ou ruídos dessa vez e o local não era liso e plano como antes, mas cheio de destroços e destruição sem fim... Ao longe se viam fogueiras, o cheiro de carne queimada e carne podre nauseava de uma forma insuportável... Ryuichi vira-se para cima, ficando deitado de costas e observa o céu ainda com o rosto completamente lambuzado de lágrimas... Os demais vão se sentando e tentando verificar o que acontecia enquanto o silêncio era avassalador...
Mitsu: “- Isso é cruel... Como viemos parar aqui... Como essas pessoas puderam suportar tanto...” Hideki ajuda Hiroko perguntando se a mesma estava bem e eles se reagrupam, arrastando-se pelo chão, muitos ainda em prantos, o terror estava incrustado em seus seres... Macia e sedutora, a voz de antes chega até eles novamente debochando...

“- Estão convencidos de que não são merecedores do poder que detém? Vejam o que fizeram aos seus... Isso tudo é culpa de vocês... Humanos... Egoístas... Destruidores... Hipócritas... Malignos... Não merecem o dom que herdaram... Abandonem este laço que forjaram com seres que vocês não merecem... Neguem a cada espírito ancestral a sua morada, pois não são dignos de seres vis como a raça humana...”

O jovem líder se negava a se entregar e entre soluços e prantos questionava, tentando manter a sanidade que ainda possuía e com isso chamar os demais à razão igualmente para lutarem contra o torpor que tentava os derrubar:
Ryuichi: “- Quem é você maldita...” A voz dessa vez troveja com a fúria dos céus e os relâmpagos explodem por tudo fazendo com que os jovens tentem se proteger do novo ataque enquanto a voz praguejava:

“- AINDA NÃO ESTÃO CONVENCIDOS? IREI MOSTRAR ENTÃO, COMO HUMANOS TRATAM HUMANOS E VOCÊS CRIANÇAS... Sentirão cada desespero que eles sentiram, até perderem completamente o controle de suas mentes e se tornarem vegetais revestidos de carne... IREI DESTRUIR SEUS PENSAMENTOS AGORA!

Os jovens então uma vez mais foram expostos à bomba mas desta vez estavam além dos 2km de distância de antes, ficando assim a mais ou menos 3.200 metros do epicentro da bomba atômica. A onda de calor varreu tudo e quando os atingiu, eles sentiram em agonia extrema seus rostos ficarem carbonizados e irreconhecíveis, sem qualquer vestígio de carne neles e eles nada podiam fazer além de gritar em pânico e agonia... Todas as construções de madeira em um raio de dois quilômetros foram esmagadas e as de além disso arremessadas em direção aos jovens, com destroços envoltos em chamas que os atingiram em cheio... Milhares de vítimas morrendo sob casas desabadas, vidros de janelas estilhaçadas pela explosão voaram pelo ar a velocidades enormes, cortando os jovens e as pessoas ao meio, cegando-as ou penetrando profundamente em seus corpos. As casas que estavam localizadas diretamente sob o epicentro explodiram instantaneamente em chamas e pouco tempo depois, as chamas queimavam toda a cidade e todos aqueles que ali estavam, inclusive os cinco NeoChangeman em agonia constante. Então como se já não fosse bastante, o silêncio novamente tomou conta de tudo e todos os cinco em um breve momento de lucidez olharam ao redor e avistavam agora mais que zumbis... Hayate, todos os Comandos Terrestres e Resgate estavam passando pelo mesmo ataque... Aparentemente todos que estavam no combate anterior foram transportados para o mesmo local e estavam provavelmente a sentir o mesmo que eles... Num ímpeto de heroísmo e proteção eles tentam se mover em direção aos aliados e o silêncio foi quebrado por algo mais sutil, porém, igualmente mortal...

A temperatura caiu drasticamente e pingos espessos e negros começaram a se projetar sobre todos... Alguns ainda com controle de suas emoções estendiam as mãos para sentir a água que parecia vir amenizar tudo, mas ao toque das gotas, a pele borbulhava, ardia, queimava... Os gritos começaram por todos os lados, as roupas eram derretidas, as peles perfuradas... Qualquer um tocado pela chuva tremia de frio embora estivessem em pleno verão e alguns dos zumbis ou Comandos, desesperados por água, alucinados como estavam, beberam aquela chuva negra que caía, gerando todo tipo de dor e efeitos terríveis que seu pudesse imaginar... A chuva continha fuligem e outros materiais que tinham absorvido radiação, onde quer que a chuva negra caísse, ela levava estrago e desespero profundo... A agonia tomou conta do local e todos sem exceção foram um a um, caindo ao solo, chorando em desespero, alguns gritando em agonia e por fim, todos começavam a assumir posição fetal indicando que estavam em sua resistência final...

Como se querendo dar o golpe final, já em posição fetal eles ainda foram atormentados por nova cena, como se tivessem passado para uma espécie de hospital improvisado e tudo que podiam ver, eram pessoas que chamavam pelos cinco ao mesmo tempo... Eram doentes do hospital que tinham sobrevivido, ou melhor, não tinham ainda morrido... Os corredores, as salas de espera, os laboratórios, eram um amontoado de corpos, corpos nus de feridas expostas, corpos nus com a pele em tiras, corpos nus que pareciam de argila e exibiam a pela cinza que aderira a eles. Espetáculo tão grotesco, que não se podia imaginar que se tratasse de seres humanos, nem que semelhante quadro pudesse jamais existir... Dessa alucinante massa de carne, arrastavam-se lentamente aqueles em que existia ainda um sopro de vida; cercavam aos cinco, agarravam-se às suas pernas: “Salve-me, por favor!” - gemiam eles. Alguns, impossibilitados de falar, exibiam apenas suas chagas. Corpos cambaleando, tropeçando, continuavam a escalar a colina para fugir da fornalha que se tornaram as ruas, duas crianças passaram, arrastando seu pai morto... Uma jovem mulher corria, apertando contra o peito o filho decapitado e um casal de velhos, de mãos dadas, subiam juntos, lentamente os degraus enquanto desapareceram instantaneamente com outra golfada da explosão restando apenas suas sombras na parede que vinham acompanhando. Há alguns metros dali se via uma jovem mãe com o ventre aberto e seu futuro bebê entres as penas... Cadáveres sem suas entranhas, cabeças arrancadas e, por vezes, olhos permeavam o chão... Todos colocavam as mãos na cabeça e começavam a gritar em terror absoluto e o fim aparecia diante deles... A risada sinistra ecoava vitoriosa pela local e no estado atual os jovens sequer eram capazes de formular uma palavra quanto mais uma transformação ou contato com seus Densetsu-Juu...

Os gritos de terror pelas cenas e pela dor que sentiam em suas cabeças consumia a todos a ponto de estarem prestes a desistir da luta e de olhos fechados se preparavam para esperar apenas pelo fim, mas diferente do que esperavam algo diferente de tudo que haviam sentido nas últimas horas, pelo menos eles acreditavam ser horas que se passaram, uma luz clara e aconchegante começou a invadir o local.... Embora mantivessem o pranto, a posição fetal, as mãos pressionando a cabeça e os olhos fechados, aquilo começou a diminuir seu sofrimento e desespero e mesmo que essa fosse uma sensação ainda distante, parecia conseguir, mesmo que muito pouco, acalmá-los... Uma melodia suave, acolhedora e amistosa começou baixinho a tomar conta do lugar... Conforme ela ia tomando o lugar e expulsando a onda vibratória negativa que os mantinha naquele tormento, os gritos começaram a diminuir, as mãos foram saindo do ato de pressionar o crânio e apesar das lágrimas persistentes, eles pareciam esboçar vontade de desfazer a posição fetal... A música começou a ficar mais clara, mais audível e cada vez mais agradável... A melodia parecia acaricia-los como se mãos de seda saíssem das nuvens e os revigorassem, os trouxessem sanidade novamente... Vozes como se um coro estivesse presente pareciam entoar sons incríveis e maravilhosos enquanto a melodia continuava sua investida sutil e poderosa... O vento começava a soprar, a brisa era sentida com ar fresco e o local mudou completamente em questão de segundos... Eles ainda estavam em Nagasaki mas o local estava intacto, como se nunca tivesse sido atingido por uma bomba destruidora... Se apoiando uns aos outros, os NeoChangeman se erguiam com sofrência, com dificuldade, com medo e com receio sorviam o ar fresco que chegava às suas narinas, o cheiro de flores das mais variadas que os agraciava com harmonias e então vultos em luz começaram a surgir ao redor de todos eles... Os jovens e talvez até mesmo os Comandos reconheciam aquelas pessoas... Lágrimas espessas rolavam de todos novamente, mas desta vez de emoção... Todos aqueles que eles viram e muitos que eles não conseguiram guardar suas feições estavam surgindo diante deles, vestidos, limpos, com seus corpos e rostos intactos... A mãe amamento seu filho sorridente, o jovem com sua família junto dele, diversas pessoas bebendo água límpida e transparente com satisfação e ninguém estava mais a sofrer...

“– Eu... Não consigo entender...” - dizia Shiori enquanto limpava o rosto com as mangas de sua blusa e sorria olhando a tudo sem importar-se que sangue ainda fluía de seus ouvidos...
“- O que significa tudo isso...” - era Mitsu que pouco se importava com a sujeira em seu rosto, apenas irradiava felicidade pela cena que estava a presenciar... Seu nariz ainda demonstrava filamentos de sangue, mas isso nada significava para a moça naquele momento...
“- Eles estão bem... Estão vivos... Felizes...” – chorava Hiroko, emocionada ao ver que o destino daquelas pessoas em agonia havia sido mudado... Seu corpo ainda estava ofegante e ela cai ajoelhada ao chão com Hideki prontamente dando suporte a ela...
“- As famílias reunidas... A cidade intacta... Eles encontraram o que buscavam...” - Hideki olha para sua amada e logo depois para o cenário a frente deles e embora seus olhos ainda parecessem poças de sangue, deles escorriam lágrimas espessas e fartas... Apesar da emoção o jovem se mantinha sereno e satisfeito com a visão atual...
“- É como se... Anjos estivessem... Presentes...” – Ryuichi ainda parecia não acreditar em nada, não conseguia formular nada, ele sequer tinha entendido o que foi tudo aquilo e muito provavelmente ninguém ali havia compreendido nada... Passos pesados e trêmulos se aproximavam de Ryuichi, o jovem limpa o sangue do rosto resultante de seus olhos e ouvidos e ajuda Hayate, que chegava sôfrego à se firmar... O veterano por sua vez aponta para os céus e sorri... Ryuichi estranha a atitude, olha para a direção apontada mas nada via até que o líder dos Comandos Terrestres pronuncia com dificuldade... “- Sa... Kura... Sakura...” Um brilho sereno então começa a se formar no céu e uma figura começava a demonstrar formato... Roupas alvas e brancas, cabelos negros e compridos, asas de plumas brancas que irradiavam amor e ternura... Hayate soluçava ao presenciar a materialização de sua paixão não correspondida do passado, Sakura, enquanto o anjo do Planeta Meril descia suavemente ao chão...
Hayate: “- Sakura... Não achei que veria você novamente...” A moça radiante faz surgir um botão de rosa em suas mãos e com um leve toque a faz desabrochar entregando ao veterano com grande sorriso no rosto...
Sakura: “- Não pense que menosprezei seus sentimentos... Mas nós Merilianos, amamos a todos como irmãos, é o tipo de amor que sentimos... Peço perdão por não corresponder suas expectativas daquela época...” Hayate observava Sakura com olhos marejados e se notava que ele não se continha de tanta alegria...
Hayate: “- Continua linda... Ainda é como um anjo...” A Meriliana então faz um leve aceno com sorriso largo no rosto e dá um passo atrás abrindo suas asas e voltando a flutuar diante deles...
Sakura: “- Pretendíamos realizar nossa parte e ir sem que nos vissem, mas acho que os sentimentos de Hayate denotaram nossa presença... Eu peço desculpas pela exposição a que foram submetidos... Me chamo Sakura e sou uma Meriliana... Somos o que vocês decidiram referir-se como anjos mas somos apenas seres capazes de ver e nos movimentar através das diversas dimensões... Com esta capacidade, podemos chegar a dimensão que vocês terráqueos batizaram de mundo espiritual... Vocês foram conduzidos mentalmente a uma espécie de ilusão onde vivenciaram os horrores deste momento tão trágico da raça humana... Mas tenham certeza, diferente do que lhes foi imposto, nenhum ser humano é responsável pela atitude de outro, todos nós, nesta grande existência compartilhada e magnífica, somos responsáveis por nossos atos... Não carreguem os fardos de outros por mais que lhe imponham isso... Suas mentes foram quase destruídas pelas sensações a que foram expostos, mas neste momento estamos devolvendo sua saúde espiritual e mental e os isolamos  das influências ilusórias de sua algoz, talvez definitivamente... Em breve estarão prontos para confrontá-la... Hayate dá um passo à frente e questiona:
Hayate: “- Vocês abominavam qualquer luta, mas no entanto agora...” Sakura sorri e explica:
Sakura: “- Aprendemos com guerreiros da Terra no passado que podemos nos abster de lutar como a maioria dos seres lutam, pois esta é nossa natureza, mas que jamais deveríamos nos opor completamente ao combate pois em alguns momentos, somente a guerra pode trazer a paz em uma contradição sem explicações... Livre Arbítrio existe e se ele existe é para ser respeitado... Nossa missão é trazer paz a quem busca e corrigir os erros no que nos compete agir, como o mundo espiritual e seus residentes como um exemplo...”
Ryuichi: “- Então... Estamos no... Mundo dos mortos?” Sakura com seu característico sorriso contagia explica:
Sakura: “- Não... Sua algoz conseguiu captar os espíritos errantes, sofridos e enfurecidos da tragédia de Nagasaki, ligou todos você espiritualmente a eles e os fez reviver, como na rotina em que seguiam desde a explosão da bomba, suas terríveis experiências daquele dia... Ela queria destruir sua sanidade mental e com isso, suas capacidades de acessarem as feras lendárias protetoras deste mundo... Ela consegue contatar o mundo espiritual e usufruir dele como quiser desde que o espírito contato permita, e se apoderou destes espíritos torturados para tentar destruir seu elo com os guardiões deste mundo... Nós apenas quebramos essa ligação, oferecendo descanso aos que assim quiserem encontrar... A cena deles recebendo paz e se tornando feliz foi a forma de trazer vocês de volta a este mundo sem destruir suas faculdades mentais já praticamente destruídas, assim como nossa melodia renovadora...”
Hiroko: “- Você diz nós, mas... Vejo apenas você...” A Meriliana abre suas asas e braços e então maravilhosamente, centenas de Merilianos que estavam ocultos da visão humana se fazem visíveis no céu, e como nas mais belas pinturas de outrora, a legião de anjos pairando no céu era digna de uma obra de arte...
Hideki: “- Mas como chegaram até nós?” Mitsu acena positivamente e completa:
Mitsu: “- Sim, porque vieram nos ajudar?” Sakura sorri se elevando um pouco mais nos céus e completa:
Sakura: “- Suas faculdades mentais e espíritos estão restaurados... Vamos remover a barreira que nos separa da dimensão física, ou mundo real e irão retornar para diante de sua algoz... Salvem este planeta e após isso conversamos...” Os anjos batem suas asas, desaparecem nos céus, a luz e a melodia somem e então eles pousam novamente no campo de batalha de horas atrás, mas desta vez, diante de uma mulher em roupas provocantes e com expressão de fúria gigantesca...

Tão logo eles pousam ao chão, as comunicações retornam e os Defensores da Terra se preparam novamente:
Cmt. Tsurugi: “- Ryuichi... Pessoal... Achamos que havíamos perdido vocês...”
Mitsu: “- Como o tiozão ali diz, juntos até a morte comandante!” Tsurugi sorri com a convicção de todos e comanda:
Cmt. Tsurugi: “- Comandos de Resgate, retirem de cena todos os feridos e incapazes de combater; Comando Terrestre, substituam os feridos e preparem-se para o apoio! NeoChangeman... Contamos com vocês!” Os cinco jovens que ouviam a tudo e observam a mulher a esbravejar em uma língua estranha à sua frente, nada dizem, com palavras, mas suas expressões diziam tudo e a mulher não estava prestando atenção o que seria um erro sem precedentes...
Mulher: “- Malditos Merilianos, no momento crucial atrapalharam... Mas meu poder é infinito, irei enviá-los de novo ao elo com os espíritos e terminarei com suas existências...” Os NeoChangeman permaneciam sem palavras mas suas respirações eram exageradas, furiosas se diria até e Ryuichi é quem toma a frente... Pequenas lágrimas de fúria escorriam de seu semblante e a frase com dificuldade é expressada:
Ryuichi: “- Quem... É... Você...” A mulher se ergue passando as mãos sedutoramente por suas curvas e observando o jovem com ar de desdém:
Mulher: “- Aquela que tem comandado desde muito mas sem que ninguém percebesse... Aquela que quase os levou ao suspiro final, não fosse a chegada dos Merilianos... Aquela que quase te fez acreditar que sua mãezinha havia voltado do mundo dos mortos...” Ryuichi cerra seu punho ao ouvir falar de sua mãe mas se contém enquanto a mulher continua:
Mulher: “- Eu sou aquela que vocês tem procurado por todos os cantos mas jamais iriam encontrar se eu não permitisse... Eu sou a referência de poder máximo quando se fala em feitiçaria e mundo das trevas... Contemplem a visão sem igual e estonteante de... GRINDARA!”
Finalmente o nome da entidade “ela” que tanto buscavam descobrir estava diante deles... Quase nenhum dos presentes ainda havia ouvido falar nela mas existia alguém que já havia visto registros contendo este nome... De dentro da base de comando Tsurugi e os demais prestavam atenção em tudo, quando Mai se materializa acessando um dos terminais de controle. Ela aciona alguns arquivos e diretamente com todos os que estavam na frequência explica:
Mai: “- Nunca cogitei lembrar deste nome, achei que era algo do passado mas... Ela está presente nos arquivos de... Gallahorn!” Todos fazem uma expressão de surpresa e os guerreiros em terra, embora não deixassem de observar a mulher à frente deles, tinham questionamentos...
Ryuichi: “- Como assim Mai, o que ela tem a ver com Gallahorn?” A veterana então explica e Grindara era capaz de ouvir a transmissão, sorrindo e aguardando que todos soubessem sua origem, da qual ela tinha gigantesco orgulho:
Mai: “- Ela era consorte de Gallahorn... Foi com ela que ele aprendeu suas feitiçarias... Ela o acompanha desde sempre... Eu simplesmente... Esqueci desse detalhe mesmo tendo as informações todas aqui...” Todos ficam atônitos com a explicação e tudo agora fazia sentido pois uma vez que Gallahorn foi executado diante de todos, e Kanydai e Robother vieram à Terra a mando de alguém, só sobrava a famigerada bruxa que acompanhava o falecido espadachim do Império Makura como comandante... Vendo a surpresa de todos, Grindara dá um passo à frente, suas vestes permitem que suas pernas fiquem totalmente à mostra e ostentando seu corpo perfeito, ela sorri e completa:
Grindara: “- Esqueceram de dizer que... Fui eu quem trouxe Chevak e os demais mercenários à Terra...” Os olhos de Shiori pareciam entrar em combustão e os demais perceberam o que as palavras de Grindara significavam antes mesmo dela completar...
Grindara: “- Eu trouxe Gaios e Melta aqui...” dizia a bruxa quase que sussurrando em um misto de deboche e satisfação ao mesmo tempo...

As cenas seguintes seriam, bastante difíceis de serem descritas por observadores normais... O sentimento que tomou conta de todos era indescritível... Gaios e Melta, os vingativos mercenários que voltaram para vingar-se, foram trazidos à Terra por Chevak que veio à mando de Grindara... Isso fazia dela, sem sombra de dúvidas a grande responsável pela morte de Satoshi... Enquanto isso digeria na mente de todos os que tiveram acesso aquela informação destruidora, em frações de segundo o conhecimento obtido sofreu uma metamorfose dentro dos cinco jovens guerreiros indo de espanto à ódio destruidor! Simultaneamente cinco estrondos distintos puderam ser ouvidos de forma aterrorizante, pelo menos aos ouvidos de Grindara... Não era possível distinguir a todos corretamente mas se ouvia o romper da terra, o quebrar violento das ondas do mar, a intensidade das chamas a crepitar acompanhado de um rugido ensurdecedor que invadiu o local, mas nada, nenhum som ouvido até o momento foi tão violento quanto o estrondo do relâmpago que se fez presente naquele instante... Algo gigante iria acontecer, qualquer um percebia e, simultaneamente a todos estes sons, um brado ainda mais alto ecoou enquanto os cinco jovens tornaram-se raios de luz em direção ao inimigo, cobrindo as centenas de metros em frações de segundos: “- VAMOS CHANGE!”

A inimiga Grindara não esperava por tamanha reação e só conseguiu perceber o perigo frações de segundo antes de ser atingida pelo primeiro golpe, algo simplesmente avassalador que a cobriu de impactos com descargas elétricas explodindo em seu corpo por centenas de vezes de forma brutal... Ela não conseguia compreender o que era, mas o tempo que em velocidade máxima, os NeoChangeman levaram para romper a distância entre eles e a vilã, NeoPégasus já havia chegado até ela e desferido uma sequência de golpes inimaginável que arremessaram a bruxa dezenas de metros para trás com sequenciais micro explosões violentas. Grindara rodopiou no ar, ativou seus escudos protetores, e caiu pesadamente ao chão para ser lançada aos céus de novo, desta vez pelo explosão do Griphon MagmaClaw que explodia sob seus pés a arremetendo violentamente centenas de metros acima do solo... A gravidade então ia exercer seu efeito, o escudo energético da bruxa estava com tom avermelhado devido ao calor do golpe anterior mas a feiticeira percebe, tarde demais, um novo ataque. Era NeoPhoenix quem girava no ar arremessando suas potentes chamas transformando o escudo em uma esfera incandescente... Grindara começou então a temer e era possível ouvir gritos dentro da bola de fogo devido ao medo que começara a tomar conta da feiticeira diante dos furiosos ataques! Para a infelicidade da bruxa, ela não tinha a mínima ideia de quanto estes ataques estavam longes de terminar...

Grindara começa a cair rumo ao chão, em chamas até que elas começam a se extinguir e seu escudo fica tão aquecido como ferro ao fogo, vermelho era o tom que o permeava e, acreditava ela que tudo que a aguardava era um impacto violento ao solo, mas ondas gigantes começaram a se formar ao solo, uma sereia composta de água salta e a agarra como uma explosão de um tsunami sobre a feiticeira que teve seu escudo preenchido de vapor devido choque térmico com as águas gélidas de NeoMermaid! A defesa mágica da bruxa então se rompe, ela começa a sufocar no mar e então a água escoa e desaparece por completo... Com extrema dificuldade Grindara tenta respirar e então avista algo que vinha em grande velocidade como se rasgasse o solo com a quantidade de poeira que levantava... Ela tenta erguer o escudo de novo, mas não consegue, não aquele que a protegia por completo e sem opções, seus olhos brilham em rubro, palavras incapazes de serem reproduzidas são proferidas e sombras do chão surgem se reunindo à frente dela como uma escudo. Um grito ensurdecedor do ataque e um poderoso direto de direita acerta o escudo com tudo, impedindo que a bruxa fosse perfurada é fato, mas não impediu que ela sentisse pelo menos 60% do poder do impacto... A feiticeira grita e o atacante também:
NeoDragon: “- MALDITA!! MALDITA, MALDITA, MALDITA!” Diretos, jabs, uppers, chutes frontais, chutes giratórios, NeoDragon estava em completo berserk, sua fúria era tão grande que geravam deslocamentos de ar que arremessavam destroços ao redor deles... Grindara erguia escudos de sombra para tentar bloquear os golpes mas seu medo e o poder de seu atacante a impediam de se defender como poderia e os machucados começaram a surgir por todo seu corpo, antes deslumbrante!
NeoDragon: “- Satoshi não merecia o destino que teve e você ainda se regozija de ser a responsável pela vinda dos mercenários??? MALDITA SEJA BRUXA GRINDARA!!” Um potente ataque de direita arremessou a feiticeira rodopiando pelos escombros com força descomunal e quando ela parou de rolar, estatelada de costas ao chão e cheia de ferimentos, era incapaz de distinguir se algo gigante havia caído sobre seu pescoço ou o que poderia estar a exercer tamanha agonia ao redor de sua traqueia, porém, estranhas emanações de energias negras que rodopiavam ao seu redor denunciaram seu próximo agressor... Era NeoGriphon que a segurava com as duas mãos ao pescoço a erguendo do solo com muito ódio em suas palavras...
NeoGriphon: “- Você ousou tripudiar com a mãe de Ryuichi... Você trouxe os assassinos de Satoshi... GRINDARAAAA!” NeoGriphon dá dois passos vigorosos a frente, bate a bruxa contra a parede deixando-a em uma situação que mal conseguiu invocar novas sombras. Então o avassalador ataque teve início e o guerreiro negro mantinha a mão esquerda pressionando a bruxa contra a parede e com a direita começava a desferir socos violentos e destrutivos no abdômen da feiticeira enquanto descarregava sua fúria:
NeoGriphon: “- Nunca odiei ninguém tanto, nem mesmo Gallahorn ou Kanydai... Grindara, você conseguiu me deixar furioso e essa minha fúria não vai se aplacar por nada! ASSASSINA!!” NeoGriphon retesa o braço para trás e ataca com tudo que tem em um direto devastador! A bruxa por sua vez consegue uma brecha ergue um novo escudo negro, impedindo de ser obliterada mas não de atravessar a parede saindo do outro lado da construção, já bastante machucada e principalmente, temendo por sua vida. 

Entendendo a situação complicada em que se meteu ao mexer com os sentimentos daqueles jovens e idealistas lutadores, Grindara tenta invocar um feitiço de ataque mas como ela descobriria, não seria algo simples a ser feito, se pudesse ser feito; ela recebe um chute vindo da direita no nariz e então quando retesou o rosto para trás pelo impacto, recebeu outro chute vindo da esquerda em sua nuca a fazendo cair de cara nos escombros. A bruxa se vira e NeoPhoenix e NeoMermaid a erguem pelos cabelos a arremessando contra a outra parede do prédio. Visivelmente desgastada e com suas vestes se deteriorando devido aos constantes ataques, Grindara invoca as sombras e tenta se proteger, mas eram muitos golpes e de muitas direções diferentes... Diretos, uppers, chutes giratórios, rasteiras e pisadas destrutivas e enquanto atacavam as guerreiras choravam detrás de seus visores....
NeoMermaid: “- Os terrores que nos fez passar, a dor que nos fez sentir nessa maldita ligação com os mortos de Nagasaki... Mais que isso... A dor que fez senhora Yoshimi, as crianças, nós todos sentirmos com o sacrifício de Satoshi, isso NÃO TEM PERDÃO GRINDARA!” A herdeira da incrível sereia golpeava com furor descomunal enquanto Mitsu continuava...
NeoPhoenix: “- Nada neste mundo foi tão covarde quanto o que foi feito a Satoshi, se não fosse por você, Shiori não precisaria ter abandonado o mundo dela, eu... Eu... EU VOU TE MATAR GRINDARA!” NeoPhoenix  se lança para o alto e chuta o peito da bruxa com seus dois pés fazendo com que ela se enterrasse dentro do concreto uma vez mais, ficando já neste instante atordoada com tamanha selvageria a que estava sendo exposta, e quando os quatro se reúnem para destruir a feiticeira de uma vez por todas, todos escutam uma voz baixa, carregada de controle como se estivesse contendo a explosão de uma bomba em seu interior se pronunciar...
NeoPégasus: “- Ninguém me tira o direito de exterminar Grindara...” Os punhos de NeoPégasus pareciam trepidar e com passos lentos ela chegou ao local onde a bruxa tentava se erguer... Com violência a consorte foi segura novamente pelos cabelos e sentiu talvez o puxão mais violento de sua centena de anos, o suficiente para arrancá-la do concreto e arremessá-la rolando por mais alguns metros... NeoPégasus se aproximou de novo e então a chutou, fazendo rolar novamente... A enfurecida guerreira na sequência, pisa em seu peito e a chuta forte de novo... A ergue pelos cabelos outra vez, bate em seus rosto com diversos socos e então um chute giratório à arremessa mais alguns metros para longe... Enquanto caminha a passos lentos e Grindara se arrasta tentando fugir ela conclui:
NeoPégasus: “- Ele tinha sonhos... Ele tinha vida... Ele queria cuidar das crianças... Ele queria cuidar de todos nós... Ele decidiu sozinho se exterminar, virar sangue desidratado sem um corpo para ser sepultado para impedir que as crianças morressem... Você... Você tem ideia do que ele sentiu?” NeoPégasus puxa um bloco de concreto e o destrói em um único ataque contra Grindara que não teve seu corpo destruído apenas porque foi rápida em convocar suas sombras... NeoPégasus então abre os braços e urra de fúria enquanto os relâmpagos se uniam a cima dela em uma dança aterrorizante...
NeoPégasus: “- Morre maldita!! PÉGASUS... THUNDER ENERGY!!” A coluna de raios desceu sobre a feiticeira e a explosão forçou até mesmo os guerreiros NeoChangeman alguns passos para trás deixando um amontoado de escombros no lugar assim que a poeira começou a se assentar novamente... Os cinco guerreiros se reagrupam ao redor de Shiori e então o inesperado outra vez tem lugar no dia de todos ali presentes... Os escombros explodem, voam longe, atingem até mesmo os cinco jovens e então ferida, com um braço quebrado, algumas partes de sua pele queimada e totalmente nua, Grindara ressurge em um urro animalesco e de braços abertos:
Grindara: “- CHEGA! EU NÃO SINGREI O COSMOS POR CENTENAS DE ANOS PARA SER DERROTADA POR TERRÁQUEOS E SEUS BICHINHOS! VAMOS VER O QUE FAZEM AGORA FEDELHOS!”

A feiticeira se lança aos céus, pronuncia palavras incompreensíveis e eis que um vento gélido e uma névoa negra começam a se misturar ao local... Os escombros cheio de concreto, ferro, carros e tudo mais que se possa imaginar, se junta a névoa e ao vento e começa a tomar uma forma assustadora subindo para aos céus... O vento cessa, a névoa e os escombros somem e então o silêncio, quebrado pela voz de Grindara vindo de todos os lugares:
Grindara: “- Subestimei suas emoções... Não cometerei este erro na próxima vez... Divirtam-se com os restos de sua cidade misturados à minha magia e aos espíritos vingativos deste lugar imundo que apesar da Meriliana ainda querem a desforra por seu sofrimento! Se sobreviverem, nos veremos em breve fedelhos malditos!” A voz desaparece e o som de algo caindo toma o lugar do som anterior... Eis que algo grotesco e inimaginável se ergueu diante deles após a queda avassaladora...
O monstro urra, suas diversas cabeças e braços em agonia e fúria tentam atingir os cinco... Eles dão um passo atrás e então, como se tivessem decidido em conjunto eles detém o movimento... Por trás de seus visores a expressão é de fúria eles não iriam recuar e antes que convocassem o comandante se pronuncia:
Cmt. Tsurugi: “- O NeoChange-Robô ainda não tem condições de lutar, as avarias e desgaste de energia foram demais para tão pouco tempo de reação outra vez...” Os cinco mantinham sua fúria como avassaladora determinante para seus atos e a notícia de que não tinham uma forma gigante para lutar praticamente não mudou em nada suas determinações, muito pelo contrário... Suas energias começavam a tremular por fora de seus corpos como se emanassem deles e cada um se preparava para destruir a presença de Grindara representada pela criatura horripilante...
NeoGriphon: “- Por ter revivido o sofrimento de famílias inteiras...”
NeoMermaid: “- Por achar que pode usar os espíritos sofridos à seu bel prazer...”
NeoPhoenix: “- Por desrespeitar sobremaneira a memória daqueles que pereceram pela ignorância de muitos...”
NeoPégasus: “- Iremos te deter aqui e sempre Grindara...”
NeoDragon: “- Aqui e agora cinco humanos não se curvarão à sua empáfia maldita!”

Os cinco emanam sua energia cada vez mais forte e então ao arremedo de criatura urra e ataca. Com seu braço direito erguido, ele desce o mesmo em direção aos cinco para esmaga-los... Os jovens olham para o punho destruidor, eles bradam com suas almas um grito de resistência e se preparam para o impacto, então uma luz ofuscante vindo de trás deles seguida de um potente raio de energia que atinge o monstro em cheio em seu peito e o arremete para trás com violência descomunal. Uma voz conhecida bradou a todos sem que isso fizesse os jovens olhar para trás... O cenário da batalha muda novamente e eles reconhecem o lugar antes de confirmar o amigo que lhes estendia a mão naquele momento:
Altair: “- Sua bravura alegra e incentiva meu amigo a agir... Preparem-se jovens mestres, seus amigos se unem ao combate!” Ryuichi, Hideki, Hiroko, Shiori e Mitsu se mantém em sua meta de resistir em forma de emanação de energia contra o inimigo mas já reconheciam o cenário gelado da Rússia e da montanha Beluhka... O monstro se ergue e tenta avançar, o chão treme e o rugido já conhecido pelos NeoChangeman ressoa através dos céus... O inimigo se detém e todos podem ouvir os impactos estrondosos das passadas pesadas e destruidoras e então, eis que por cima dos cinco jovens determinados o gigante furioso Indrik surge em carga contra o novo inimigo do mundo.
Seu chifre rasga o chão com furor e o monstro disforme avança e, já no primeiro movimento, Indrik arranca o braço da criatura com seu chifre avassalador em um golpe de baixo para cima, da direita para a esquerda. Um segundo movimento e Indrik crava seu chifre à direita do que seria o estômago do monstro, e um golpe ascendente abrindo o corpo da criatura até seu ombro fazendo o braço esquerdo cair dezenas de metros longe. O monstro urra, líquidos espessos e escuros escorrem da criatura e ele cambaleia para trás enquanto Indrik recua e se lança em carga de novo... Seus passos aumentam conforme avança e seu corpo se energiza e com um golpe colossal sem precedentes, como um meteoro destruidor, o Densetsu mais violento já visto, atravessa o monstro com seu poderoso chifre único, perfurando seu peito de forma grotesca fazendo saltar diversos pedaços da criatura para longe... Todas as criaturas que se moviam no corpo do monstro cessam seus movimentos de imediato e Indrik então movimenta sua cabeça de forma brutal para esquerda e direita, partindo o monstro em quatro partes, arremessando o que sobrou para longe de si onde tudo começou a derreter e desaparecer dissolvendo-se ao solo... Os NeoChangeman então caem desfalecidos ao chão ao verem que a batalha parecia haver chegado ao fim e são amparados por Altair que chega do nada ajudando-os a se manter pelo menos erguidos do chão... Indrik caminha até eles, dá uma bufada diante de todos e baixando e erguendo sua cabeça diante dos jovens, caminha em direção à sua montanha sagrada uma vez mais... O cenário começa a mudar novamente e os NeoChangeman estão sendo trazidos de volta ao campo de batalha enquanto Altair se despede:
Altair: “ – Enquanto tiverem a coragem que seus aliados precisam, a força nunca abandonará vocês, jovens mestres...” Altair desaparece e os cinco caem ao chão completamente exauridos para serem socorridos no segundo seguinte pelos Comandos de Resgate que viram o clarão e correram em direção à cena... Tsurugi e os veteranos chegam também e todos se sentem felizes diante da vitória que obtiveram naquela que pode ter sido sua mais dura prova até os dias de hoje... O cenário era o de uma guerra vencida com muitos feridos e muitos socorros sendo prestados mas um acontecimento ainda estava por vir... Os cinco enxergam primeiro e logo depois os demais... O brilho dourado e acalentador surge de novo e Sakura reaparece diante de todos... Os cinco jovens param diante do anjo do planeta Meril que sorrindo abre seus braços e explana:
Sakura: “- Ainda devo uma explicação a vocês meus jovens guerreiros, talvez a mais interessante de todas... Eu vim até vocês porque atendi a um pedido de ajuda incessante, de que viéssemos em seu socorro...” Sorria a bela mulher olhando para todos... Os jovens se olham e então olham para Hayate, único que parecia conhecer o anjo previamente, mas ele acena negativamente com a cabeça e as mãos como dissesse “- Não fui eu, não olhem para mim...” e o anjo entendendo a confusão explica novamente:
Sakura: “- Vocês possuem um amigo muito dedicado e fiel deste lado do plano...” Ela sorri e faz um gesto com a mão direita quando então todos conseguem perceber em meio a lágrimas e um choro de alegria incontrolável... Era Satoshi... Ele estava visível a todos graças às bênçãos do anjo do planeta Meril que permitia tal dádiva a todos... Sakura olha para Satoshi e acena levemente com a cabeça para o mesmo que então olha para os amigos e flutua até eles... Ele se detém diante de cada um deles por alguns segundos, sorrindo como nunca deixando transparecer seu apreço por todos e a serenidade que permeava seu ser... Ryuichi... Hideki... Hiroko... Mitsu... Todos foram agraciados com a visão incrível da felicidade que só Satoshi era capaz de transmitir porém com Shiori, seria mais impactante ainda... Diante da nova herdeira de Pégasus, o jovem em luz e harmonia, abre os braços e envolve a moça em um abraço fraternal sem igual e mesmo sem poder tocá-la de verdade, as lagrimas da moça demonstravam o quanto aquele abraço estava sendo verdadeiro mesmo sem o toque... Ele beija a testa de Shiori e então flutua para perto de Sakura uma vez mais pronunciando palavras finalmente:
Satoshi: “- Obrigado... A todos... Estarei sempre aqui para vocês...” Ninguém ali conseguiria dizer qualquer palavra naquele momento, a emoção era de uma magnitude impensável e antes de desaparecerem por completo, os anjos e Satoshi, uma última frase é dita pelo ex-guerreiro de Pégasus enquanto ia ficando transparente:
Satoshi: “- Hiroko... Acredite... McLeodGanj...” Ao longe em prantos e sendo correspondido pelo anjo do planeta Meril que lhe direciona um sorriso fraterno ao ouvir suas palavras, Hayate soluça com felicidade:
Hayate: " - Cuide do garoto Sakura..." Sakura sorri e então Satoshi e os anjos do planeta Meril somem, a luz dourada e a melodia também desaparecem permitindo que os jovens olham para Hiroko tentando entender o que significava aquela palavra dita por Satoshi antes de desaparecer por completo... Porque o falecido amigo se dirigiu a ela daquela maneira?

Os socorros então chegam novamente e obrigam os jovens e todos os demais envolvidos a voltarem às macas, era necessário que descansassem e tratassem seus ferimentos... Hiroko nada disse, mas parecia saber do que se tratava... Os demais ficaram a imaginar o que poderia ser tão importante para que Satoshi viesse do outro mundo para dizer... Os cinco guerreiros mal haviam terminado um combate brutal e já estavam entrando em outra situação misteriosa... E as Densetsu-Form? Como recuperá-las? A situação se tornava mais intensa a cada combate e todos pareciam pensar o mesmo que Tsurugi, do alto de seu posto de comando após limpar suas lágrimas comenta:
Cmt. Tsurugi: "- Creio que o embate final... Está próximo..." Ele fica a observar os trabalhos de resgate e se prepara espiritualmente, assim como os demais, para o que os próximos dias reservaram aos Defensores da Terra!

Diário de Viagem da Rainha Sheema - Dia Vigésimo Oitavo:

" - O dia de hoje foi deveras estranho... Há alguns metros da choupana observei algo como uma espécie de crise daquele que eu insisto em chamar de "monstro"... Ele estava a cortar lenha e notei que seus olhos parecem enxergar normalmente agora... Suas pupilas e córneas estão perfeitas embora estivessem destruídas dias atrás... Ele mantém uma personalidade generosa e afetiva e agora com o sentido da visão novamente funcionando, que aliás eu não tenho meios para explicar como voltou a se manifestar, ele está transformando a vida dos dois... Descobri que a moça chama-se Akemi, e a ele ela resolveu batizar de Akira... Os significados são deveras interessantes também devido a relação atual dos dois... Ela significa literalmente “aquela que brilha lindamente”, “linda luz”, "brilho bonito" e ele “brilhante ou talentoso”, “luminoso”, “iluminado”... A relação entre os dois está intensa e eles já vivem como um casal inclusive em suas relações mais íntimas, mas nenhuma memória de Akira são encontradas, no entanto... Hoje ele estava a cortar lenha quando largou o machado e levou a mão a cabeça de forma abrupta... Logo depois sentou-se e começou a gemer como se estivesse sendo de alguma forma ferido ou incomodado... Akemi chegou para acudi-lo e ele falava que escudos iam se romper e que ele precisava detê-la... Depois chorava em alguns momentos como se estivesse vendo algo horrível e logo depois começou a se acalmar... Os minutos seguintes foram de reorganização e então ele falava a Akemi que viu um vulto negro, que viu golpes poderosos e uma luz muito branda e acolhedora que o convidava a se unir a ela... Os dois ficaram abraçados por muito tempo, mas com certeza algo está para acontecer com o ser que estamos a chamar de Akira... Devo manter minha vigilância..."

FIM DO REGISTRO!

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Kinseph - Herdeiro do Sol!


Uma clareira em meio a floresta na região da Terra dos Vales... O sol brilhava alto, estava praticamente ao centro do firmamento e sons característicos e conhecidos do mundo de Faêrun se faziam ouvir... Movimentação rápida, grunhidos, passos em carga, armaduras rangendo, palavras e comandos sendo trocados e magias sendo proferidas. Além disso, os impactos, árvores quebrando, juras de persistência sendo entoadas... Seria certo afirmar que deuses lutavam ali, mas não eram suas formas físicas que ali se encontravam e sim, de seus representantes neste mundo! 
Athena: “– Corromper a natureza e os seres... Usá-los como escravos... Não perdoo!” A delicada mas de aparência selvagem moça, faz um gesto com as mãos e brada furiosa: “– ERGA-SE MÃE NATUREZA!” Instantânea e violentamente ramos de plantas de todas as espécies começam a brotar do chão e cobrir o inimigo que afrontava o grupo, um humanoide selvagem e musculoso, com aproximadamente 2,1m de altura. A maior parte do corpo era recoberta de pelos ásperos e sua boca era repleta de presas compridas e afiadas... Para completar, seu nariz era muito semelhante ao focinho de um urso... As plantas crescem e se enroscam na criatura denominada BugBear, prendendo seu vigoroso corpo e impedindo que ele se mexesse, algo que me impressionou bastante ao ver alguém tão delicada com tamanha fúria e poder... Quem, sou eu? Acho que isso é a parte menos importante de tudo... Talvez como eu me tornei alguém, possa agradar mais... Enquanto a batalha se desenrola, minha mente completamente focada e treinada consegue recordar do passado e preparar meu próximo movimento...

Eu não saberia dizer exatamente todos os detalhes de minha vida, pelo menos o início dela... Sei que um de meus ancestrais tem alguma ligação com os seres divinos conhecidos por muitos como anjos ou arcanjos, mas... Isso não tem muita importância ao final de tudo... O fato é que as lembranças que tenho, seriam deveras dolorosas para uma mentalidade infantil... Na verdade elas judiam bastante ainda, mas são minhas lembranças, minhas raízes... Desde minhas primeiras memórias, a única casa que conheci fora o confinamento dos escravos, em Skuld, cidade capital da região de Mulhorand. Foi lá, nessa região dos velhos impérios do leste Faêrun, onde os Mulhorandi foram trazidos a Toril da Terra pelo Império Imaskar, à procura de mão de obra, onde nasci e perdi meus pais, ambos escravos também, que não resistiram aos trabalhos duros a que foram expostos mesmo estando bastante enfraquecidos e doentes. Pelo menos foi o que fiquei sabendo por mestre Jabart, depois que tive mais capacidade de entender... Ainda com cinco anos de idade, fui vendido para mercadores que saíram pelas regiões a vender novos escravos e faturar com isso, mas inesperadamente, a caravana foi atacada e eu sobrevivi por ter ficado soterrado debaixo dos cadáveres... O medo me paralisou e creio que isso me salvou... Horas depois ouvi movimentos e me mantive tentando trancar a respiração para não ser descoberto, mas a luz do sol brilhou e achei que seria o fim pra mim... Fechei os olhos e esperei pelo pior, só então percebi que tentavam me ajudar e não me matar... Me permiti olhar quem me removia da pilha de cadáveres e esta foi a primeira vez que vi aquele que se tornaria a pessoa que me edificaria como um ser vivo responsável! Clérigo de Lathander e atual líder do templo desta divindade, Jabart através de seus dons me resgatou e graças a ele, tive a oportunidade de ser levado para a cidade de Lua Alta, tratado pelos clérigos do templo, onde comecei a conhecer aos poucos, as crenças e atitudes daqueles alegres prestadores de serviço e senti em minha alma, que algo estava preparado para mim... 

Pedaços de planta então passam pelo lado do meu rosto com perigosa proximidade, a criatura tentava se libertar, mas eu continuava concentrado em meus pensamentos e no que preparava... Um urro e a criatura tenta levar as mãos aos seus flancos e vejo o sangue tingir as plantas, era certo que o pequeno havia chegado até ele da forma que mais gostava, furtivamente... 
Hemming: “ – O melhor dos melhores nunca erra um alvo, ahahaha!” Tão logo ele o atingiu, mal pude ver a vegetação se movimentando enquanto ele desaparecia de novo para atacar uma vez mais das sombras... Minha concentração aumentava e minha mente continuava a vislumbrar o passado... 

Os dias em Lua Alta foram se passando, a situação de liberdade era um tanto nova para mim, eu podia ir onde quisesse e eles apenas me pediam que ajudasse, se pudesse, nos afazeres do templo... Ora, até meus cinco anos eu havia sido escravo e seguia ordens sem questionar, porque iria negar um pedido tão simples agora? E se comparado a opção que o universo me apresentou, ou seja, escravo para sempre em Skuld ou ter sido morto no ataque ao comboio do mercador de escravos, ajudar a limpar e servir ao templo que salvou minha vida e me libertou era mais do que uma satisfação, de bom grado eu ajudava em tudo que podia durante os dias inteiros... O simples fato de poder parar quando quisesse era como se eu tivesse ganhado mais moedas de ouro do que qualquer trabalho pudesse pagar em uma vida inteira... Porém, comecei a perceber que o destino tinha mais para mim que simplesmente trabalhar até o fim de meus dias... 

Conforme a rotina dos dias passavam, eu notava a cidade, suas pessoas necessitadas, eu notava as batalhas e os feridos que chegavam para ser tratados, eu notava a desesperança nas pessoas devido aos problemas e infortúnios da vida... As pessoas precisavam daqueles servos de Lathander a espalhar a motivação entre eles... Eu ouvia as lamentações dos enfermos e feridos e as respostas dadas pelos clérigos e via essas pessoas como dias nublados que murchavam suas almas assim como as plantas murcham e acabam inevitavelmente morrendo sem os raios de sol para alimentá-las... Eu percebi que assim eram as almas dos seres vivos, que sem incentivo, sem apoio, sem alguém que lhes mostrasse que mesmo após as mais poderosas tempestades vinham dias de calmaria e de renovação, eles acabariam se tornando tristes, desestimulados, incapazes de enfrentar seus problemas e de serem felizes ou fazerem a outros felizes... Meus olhos pareciam a cada nova visão destas cenas, adicionar mensagens em meu coração, me fazendo notar o quanto servos de Lathander neste mundo nunca seriam em número excessivo pois sempre os seres iriam precisar daqueles préstimos bondosos e incentivadores para aliviar suas dores, fossem divinas ou psicológicas... Eu havia percebido que seria um desperdício de meus dias não tentar fazer o mesmo que meus irmãos faziam e finalmente senti como se a luz do sol do Senhor do Amanhecer inundasse meu âmago de uma maneira que eu jamais havia sentido! 

A realidade me traz de novo ao momento, ouço passos largos e pesados correndo em direção ao inimigo... O barulho da armadura completa, o relampejar da lâmina afiada, a fúria estampada nos olhos e a determinação de quem não se detinha diante do mal... O cavaleiro trajado de negro ostentando em seu escudo um símbolo com uma mão esquelética empunhando uma balança, retesa sua espada para trás e desfere um movimento transversal de cima para baixo, da direita para a esquerda! Sua espada energizada parecia rasgar o vento e o impacto atinge em cheio o peito da criatura e o brado do cavaleiro retumbou pela clareira:
Malthael: “– DESTRUIÇÃO DO MAL!” O monstro urra, o sangue escorre, ele se enfurece e tenta se soltar uma vez mais e enquanto completo minha preparação para o que estava por vir, minha mente me rouba o controle uma vez mais e outra vez me vejo divagando sobre o passado... 

Naquele mesmo dia em que senti Lathander a me chamar, Mestre Jabart estava esperando no templo por minha decisão parecia, eu tenho quase certeza de que ele sabia o que eu havia vindo propor pois apenas sorriu e me convidou a segui-lo e então meus dias e minha vida mudaram! Com treino, estudo, esforço e principalmente merecimento, meus dons advindos de Lathander começaram a se manifestar e pude começar a entender como evoca-los... Comecei a ajudar em bem mais que a limpeza e serviços, pois me foi permitido acompanhar os irmãos em suas missões internas, fosse no templo ou na cidade, amenizando o sofrimento, removendo as enfermidades de nossos estimados cidadãos e necessitados... Eu sentia que minha vida seria de evolução, de conhecimento novo a cada dia, de experiências com os demais seres com quem divido minha existência, para superarmos as adversidades... Eis que então eu fui sagrado clérigo e obtive a permissão de ser o representante de meu senhor Lathander no mundo, espalhar suas bênçãos, espalhar sua cura, espalhar sua visão otimista e altruísta, assim como espalhar a vida pelo mundo! Este conjunto de ideias se tornaram o ar que preenchia meu ser e me fazia feliz... 

Os verões passavam, em minha mente recordações não haviam nem de irmãos, nem de pais, avós ou qualquer parente... Minha família agora era o templo, os irmãos clérigos e todo ser vivo que eu pudesse ajudar... Se desejasse o bem do outro, este ser era minha família também... Mas Lathander quer o melhor a seus filhos e, comigo não seria diferente pois o destino me sorria conforme os anos se passavam e eis que, aos 17 verões recebi minha primeira missão oficial como clérigo de Lathander: eu deveria partir para o vilarejo de Duvik para investigar uma misteriosa febre que estava a matar a todos... Fiquei nervoso a princípio pois estaria sozinho e deveria ter a mesma precisão e conhecimento que meus irmãos experientes, mas me centrei novamente, reavivei em meu íntimo que era para isso que havia me preparado e logo fui ajeitar os detalhes para minha partida para o local! 

Dia seguinte, logo após minhas preces matinais eu parti pela estrada e bastaram algumas horas para que eu encontrasse um novo membro de minha atual família... Cabelos alaranjados e volumosos, pés desnudos e muita desconfiança era o que percebia, quando via Athena pela primeira vez... Visivelmente uma druida iniciante, acompanhada de seu animal companheiro Fenris, ela me olhou pronta para sacar sua cimitarra, mas fui cortês e de poucas palavras para não agigantar ainda mais a desconfiança dela e a convidei para seguir caminho comigo, visto que íamos para o mesmo local! Ela ainda com ressalvas aceitou e percorremos boa parte do caminho sem nada falar, para que ela pudesse me analisar... No dia seguinte estávamos conversando e chegamos a Duvik sem problemas maiores e lá encontramos mais um aliado, Malthael o Paladino, que havia chegado há pouco também no vilarejo, buscando solucionar mortes a beira da estrada que o levaram até lá... Muito fechado e com vestimentas pretas, ele se dizia seguidor de Kelemvor e juntos, decidimos, cada um com suas motivações pessoais, seguir em direção a mina onde supostamente estaria a origem da febre ardente! Após diversos embates, diversos mistérios e de termos conseguido solucionar a situação, salvado os moradores ainda vivos e estabelecer novas regras para o uso das áreas do vilarejo, evitando assim novo confronto com a criatura Elemental que na floresta vivia, nossa missão estava completa ali e retornamos todos à Lua Alta escoltando um mercador que nos pediu ajuda. Tudo transcorreu bem, voltamos a cidade e mais uma missão nos uniu, forjando assim de vez nossa parceria e de quebra, nos levou até nosso membro mais recente, Hemming, um humanoide de 1,50m de estatura, estava quase sufocando debaixo de uma pilha de corpos, tal qual eu em minha origem... O resgatamos e curamos e então, ele resolveu se unir ao grupo em busca de aventuras, aperfeiçoamento e claro, dinheiro e belas mulheres... E se formos falar em aliados, acredito que ainda podemos citar o senhor Salvatore, dona da carroça que escoltamos, as autoridades e moradores da vila de Duvik que salvamos, talvez a Elemental da água que encontramos no topo da montanha e claro, nosso estimado bem feitor Arcantos, que nos ajudou no retorno seguro para casa após cumprirmos a missão onde encontramos Hemming!

Um estrondo se faz ouvir, as plantas foram rompidas, o BugBear havia se libertado e vinha com fúria pra cima de todos, mas Fenris, o companheiro animal de Athena salta em sua face e além de arrancar pedaço de seu nariz, ainda arranha de forma profunda seu rosto e vaza um de seus olhos. Hemming passa correndo por detrás do monstro e corta um de seus tendões o fazendo dobrar uma das pernas, Athena mantinha sua mente indicando a Fenris o que fazer e Malthael preparava seu último ataque bradando a mim:
Malthael: “– O que está esperando afinal?” Meus olhos dourados se abrem, e eu avisto o monstro fazendo o que achei que iria fazer quando se sentisse realmente ameaçado... De alguma forma a criatura conseguiu fazer levantar do solo, dezenas de criaturas mortas-vivas, esqueletos gosmentos e cheios de restos de carne e vísceras, com espadas, clavas, escudos e armaduras enferrujadas e partidas em alguns casos... O monstro ruge e balbucia:
BugBear: “– Que o poder do mestre os destrua!” Era minha vez de agir, meus braços começaram a se mover, mas o tempo parecia parado para... A situação em que nos encontrávamos dizia tudo que eu deveria ser e o quanto minha decisão foi acertada... Manter meus aliados vivos, curar os feridos, remover as doença e condições anormais... Espalhar a perseverança e a confiança em si mesmo e nos demais... Me aventurar por este mundo gigante, expurgar a maldade, dar vida digna a todos e me tornar o que Lathander seria se caminhasse entre nós livremente... Eu sinto Lathander ao meu lado... Nem a frente, nem acima, ele é um amigo que me pede para espalhar seu dogma enquanto eu ganho sua proteção para poder realizar isso... Os milésimos de segundo parecem horas e minha mente concentrada no momento deflagra para o que estava preparada para enfrentar, o levante destrutivo dos mortos vivos. Com o símbolo sagrado de Lathander em mãos, eu o ergo para o alto, o sol brilha sobre o item que resplandece sobre as criaturas como um cáustico ataque enquanto brado: “– SUA VIDA NESTE MUNDO ACABOU! DESAPAREÇAM ARREMEDOS DE VIDA! POR LATHANDER!” 

Como se o sol tivesse ali se materializado, uma potente luz solar se manifesta através de mim destruindo por completo as dezenas de esqueletos que tentavam se aproximar de todos e enquanto eles desapareciam diante do ataque do Senhor do Amanhecer, sendo totalmente destroçados, meu coração se regozijava em alegria... Eram corpos de seres não mais encarnados, usados sem permissão para fins escusos... Os mortos não mereciam aquilo, os vivos não deveriam ser ameaçados por eles... Seus descansos deveriam ser sagrados e meu Senhor abominava suas existências, por isso a fúria do ataque... Uma corrida vigorosa e se via Malthael avançar de novo com seu poder divino destrutivo partindo o BugBear em dois... O combate estava encerrado e eu ainda estava alegre... 

Honrar aliados e a boa vontade, valorizar a vida, ir além do que acredito que posso... Me tornar o raio de luz entre a escuridão e poder ouvir de quem se aproxima que eu os ajudei de alguma forma... E sempre desejar uma vida melhor na próxima vinda a este mundo a todos aqueles que partiram, inimigos ou não... Eis a meta do seguidor de Lathander, uma vida de alegria e determinação não importa a tristeza... Do alto dos meus tão somente 17 verões, não tenho mais receios que outrora tive, de deixar minhas características Aasimar de alguma forma me causarem constrangimento... Minha cabeleira clara, minhas orelhas pontudas, ou ainda, meus olhos nada convencionais e em alguns casos assustadores... Sou o que sou, tenho orgulho de minha herança racial e principalmente, tenho orgulho do ser que me tornei, que busca cada vez mais ouvir para aprender e agir para ser digno de existir. Quem sou eu? Acho que agora já tem alguma relevância dizer... 
“- Eu sou Kinseph Bargonius, clérigo do Senhor do Amanhecer Lathander e se você é contra a vida, desculpe, eu e minha família, iremos te encontrar mais cedo ou mais tarde!”

domingo, 24 de novembro de 2019

Nipo Rangers - Episódio 07 - "- Descoberta!"


Área central de Porto Alegre, um dia após a intensa batalha contra o androide Fever Zero... O Cenário era de desolação, destruição, morte... Em meio aos escombros, autoridades, polícia, bombeiros, equipes de resgate, jornalistas e curiosos, todos tentavam entender e explicar o que havia acontecido ali... Familiares buscavam por parentes desaparecidos, a força policial não deixava que ninguém se aproximasse, a policia internacional estava presente e diversos representantes de várias faculdades e institutos científicos também, pois a aparição de androides como era relatado por sobreviventes, levava a mente de todos a questão alienígena e isso sempre mexe e muito com a mente humana... Os repórteres e TV´s transmitiam tudo que podiam e as notícias chegavam das mais diversas formas: 

TV Local: “– No dia de ontem, uma violenta batalha aconteceu próximo a PUC, onde vários prédios, viadutos e outras construções foram destruídos; pessoas relatam a existência de monstros, androides e lutadores uniformizados... Muitas mortes foram registradas, com centenas de feridos e dezenas de desaparecidos... Pessoas choram por seus familiares mortos, outros pelos que ainda não foram encontrados... Muitos se perguntam sobre quem seriam os responsáveis por tais destruições, não se sabe a origem ou paradeiro de nenhum dos envolvidos, mas a população, mesmo os que perderam pessoas, todos concordam que havia um androide que estava matando e que os outros se sacrificaram inclusive pra detê-lo, ou seja, apesar das mortes e destruição, todos concordam que apesar dos resultados fatais, sem a ação desses guerreiros, pessoas ainda estariam morrendo... Uma comitiva de políticos veio ao local e pregaram palavras de “Vamos descobrir os responsáveis pela destruição do nosso patrimônio e iremos puní-los para o ressarcimento dos cofres do governo” e a Brigada Militar teve de intervir pois a população queria linchá-los de imediato! Mais informações a qualquer momento em nosso tele-jornais!” 

Dentre os repórteres presentes, Marinny era um deles e sorria satisfeita por ver que a população apoiava a equipe de Lanthys e por conhecer o jovem, a repórter tinha um ponto extra consigo, ela sabia de certa forma o que havia acontecido ali... Com certeza foram as forças de Guntraz que mais uma vez haviam sido barradas por Lanthys ela cogitava e analisando os destroços e escombros, aterrorizada com a cena de batalha, ela formulava seus pensamentos e quase conversava consigo mesma: 
Marinny: “ – Nunca presenciei tanta destruição... Sempre cobri reportagens e matérias apenas aqui no sul, então esse tipo de cena ainda me choca e muito, pois não estamos acostumados a isso... Os policiais e autoridades não sabem o que procuram e mesmo que fosse tudo revelado a eles, não conseguiriam entender... Acredito que seria o contrário, seriam capazes de sentir medo de ambos os lados... Aliás, estranho... Conheci ele há poucos dias, ele me tirou do meio daquela estrada e me colocou em segurança, puxei assunto de monte com ele, mas ele parece muito tímido... Mas ao mesmo tempo, se dispõe a lutar contra essa organização que eles dizem ser controlada pelo tal Imperador Guntraz... Será que eles são alguma força policial ou algum órgão do governo?” Nesse momento, Marinny presencia a chegada de homens de ternos e com óculos escuros, não acreditava que pudessem ser eles, seria muita prepotência achar que poderiam estar aqui... Os homens de preto se dirigem ao comandante da Brigada Militar que controla todo o local, então ela observa e escuta: 
FBI: “ – Somos agentes do FBI (mostram distintivos) e viemos assumir o caso, por favor retire seu pessoal e mantenha todos fora daqui enquanto examinamos tudo!” 
Cmt Pedroso: “ – Olá FBI, não recebi nenhum comunicado da vinda de vocês aqui, por favor aguardem atrás da fita de isolamento enquanto continuamos nosso trabalho!” 
FBI: “ – O senhor não entendeu, somos agentes do FBI dos Estados Unidos e viemos por ordem do presidente dos Estados Unidos para investigar isso a fundo, pois pode ser que exista muito mais aqui do que se imagina! Obedeça nossas ordens ou iremos prendê-lo agora!” 

Marinny observa a tudo, percebe o clima tenso e a arrogância dos agentes internacionais... Cmt Pedroso que estava de costas para eles, continuava assim, dando instruções por rádio para seus soldados, que ajudavam na busca de pessoas que ainda poderiam estar soterradas... Os homens do FBI então ficaram impacientes por serem ignorados completamente pelo comandante local, um deles avançou, puxou o Cmt do braço e esbravejou: 
FBI: “ – Escute aqui seu soldadinho inferior, nós temos ordens expressas do presidente dos Estados Unidos e você está fazendo pouco caso delas, por isso, retire seu pessoal agora ou então será preso imediatamente!” 

Um movimento rápido e o agente do FBI tem seu braço empurrado, seu corpo deslocado e a mão do Cmt Pedroso é que agora segurava o pescoço do agente, o pressionando contra uma árvore e o erguendo alguns centímetros do chão: 
Cmt. Pedroso: “ – Escute aqui você seu arrogante babaca! Eu sou o Cmt da Brigada, e por aqui, por enquanto eu dou as ordens e não vocês, está entendendo?” Nesse momento o outro agente sacou a arma e apontou ao comandante Pedroso, mas mal terminou de apontar a pistola e escutou o martilhar de revólveres .38 e escopetas de cano cerrado ao seu redor, pois a corporação da Brigada estava atenta ao acontecido e com certeza apoiaria seu comando... O agente do FBI então sem opções baixou a arma e continuou na mira dos soldados da Brigada enquanto Cmt Pedroso dava um leve sorriso indicando sua satisfação com sua equipe: 
Cmt Pedroso: “ – Vocês cruzam o continente e chegam aqui como se fossem donos de tudo, e ainda me mandam sair e abandonar o local para suas “investigações”, enquanto ainda podem haver pessoas presas embaixo dos escombros? Quem disse que vocês tem direitos aqui? O Presidente dos Estados Unidos? Se não sabem são mais burros do que acredito, mas aqui é o Brasil e somente o presidente do Brasil me dá ordens, por isso, se querem ter PERMISSÃO da NOSSA polícia para entrarem nesse local, peça ao seu presidente que fale com o nosso presidente e consiga tal permissão, pois do contrário, tudo que conseguirão é ir para a cadeia, por desacato a autoridade policial do Brasil com violação agressiva dos direitos humanos, por negar socorro às vítimas que ainda podem estar embaixo dos escombros! Soldados, prendam esses dois imediatamente!“ Cmt Pedroso então largou o agente ao chão, que caiu ofegante e furioso, balbuciando: 
FBI: “ – Você é um idiota, podem haver indícios de seres alienígenas nessa área, precisamos investigar isso!” 
Cmt Pedroso: “ – Alienígenas ou não, existe uma parte deles que conforme as gravações do amador, foram os únicos responsáveis por ainda haver alguém vivo aqui... Então não virão aqui prendendo a tudo e a todos como se fossem propriedade sua, iremos salvar os feridos, encontrar os desaparecidos e somente depois, se conseguirem permissão, poderão analisar algo! Levem esses dois daqui!” Os dois agentes são literalmente socados dentro do carro e quando estão saindo com a viatura para levá-los, Cmt Pedroso chega uma vez mais próxima deles e com um sorriso no rosto, fala aos dois: 
Cmt Pedroso: “ – SE conseguirem autorização para vir até aqui novamente, lembrem-se de ter mais respeito ao falar com os brasileiros, ninguém aqui é filho de vocês para ouvir desaforos bando de babacas!” 

A viatura se afasta, a população que aguardava por notícias dos sobreviventes aplaudia o Cmt da Brigada Militar de Porto Alegre frente ao seu ato de respeito pelas vítimas e pelos heróis que, apesar da destruição, lutaram para impedir que mais pessoas morressem... Marinny se aproximou com um sorriso maroto e disse ao Cmt Pedroso: 
Marinny: “ – Comandante... É bom saber que ainda existem brasileiros como o senhor!” Comandante Pedroso apenas sorriu e seguiu agilizando seus trabalhos com a Brigada militar, junto com o Corpo de Bombeiros e as unidades de socorro na busca por sobreviventes, mas uma de suas frases ficou batendo na mente de Marinny, a filmagem que o Comandante disse ter visto, de um cinegrafista amador... Sem querer incomodar o comandante uma vez mais, ela começou perguntando entre a população que ali estava, se sabiam de alguém que havia filmado e em pouco tempo ela encontrou um rapaz, com uma filmadora na mão, que disse estar em Porto Alegre para um evento de cultura japonesa e foi pego de surpresa no meio da confusão. Escondido entre os prédios, ele conseguiu filmar algumas partes, mas outras ficaram totalmente sem condições. Marinny lhe ofereceu um café em troca de poder ver as imagens, ao que o rapaz concordou! 

Sentados em uma cafeteria, o rapaz que falava pouco e tinha seus olhos encobertos pelos cabelos quase sempre, preparou sua câmera e a entregou a Marinny para que visualizasse as imagens que ele tinha filmado, mas advertiu que nunca tinha visto algo igual antes, que um robo daqueles não poderia existir, era contra qualquer lógica, debatia o rapaz... Marinny pegou a câmera, e as cenas eram justamente da sequência de Argos salvando RedTurbo e BlastRed... Ela acompanhou horrorizada o exato momento da destruição de Argos, lágrimas brotaram de seus olhos assustando o rapaz com tal atitude... Sem dar explicações, ela seguiu assistindo e então o inimaginável lhe saltou aos olhos... 
Um androide  intermitente entre o vermelho rubro e o azul celeste andava imponentemente em meio a tempestade, era algo que a repórter nunca havia presenciado, mas... De alguma forma, aquele androide parecia-lhe familiar... A curiosa repórter então retornou a gravação, observou com atenção, pois era Lanthys quem aparecia ao lado de Argos e partiu caminhando em direção ao inimigo, mas no momento exato da tempestade, um gigantesco clarão aparece e de dentro dele surgiu o androide reluzente... "- Onde foi parar Lanthys?" Marinny se perguntava e então olhou para o rapaz com uma expressão de choque... Seus pensamentos como de costume começaram a processar incríveis possibilidades em milissegundos e eis que ela percebeu que havia descoberto um grande segredo... "- Lanthys... Foi ele que de alguma maneira se converteu no androide!" Era inacreditável e assustador, ainda mais para ela que nutria sentimentos pelo jovem, e acabara de descobrir que ele poderia ser uma máquina... A moça então entregou a câmera, pagou os cafés e saiu do local com urgência, passando uma vez mais no local da batalha, onde graças ao seu bom relacionamento com o Cmt. Pedroso, conseguiu passar pelo local e olhar alguns detalhes, como o ponto exato onde Argos foi atingido e provavelmente destruído... Ela então deixou escapar mais algumas lágrimas por lembrar da cena e sentiu, embora sem qualquer embasamento, que Lanthys poderia estar precisando dela... Mas  como chegar até eles? Como entrar em contato com eles para poder dizer algo? E o que teria acontecido naquela batalha, qual seria explicação para Lanthys ficar com aquela aparência? A moça então saiu do local, agradecendo uma vez mais ao Cmt. Pedroso, indo diretamente para a redação do Jornal Zero Hora, onde pretendia fazer algo inusitado! Usando de seus conhecimentos em programação, uma vez mais ela criou um código script e lançou na internet, na esperança de que seus amigos captassem seu pedido e então, depositou toda a sua confiança em encontrar Lanthys, por uma resposta de um script que talvez não viesse nunca... 

Na base CTG Cap´s, o clima era terrível, Leandro e Bruno ainda se recuperavam dos ferimentos, faziam seus curativos, tentando entender também o que aconteceu nessa última batalha... Lanthys estava do lado de fora da base em meio a floresta... Ele não disse uma única palavra desde que derrotou FeverZero e continuava assim... Os destroços de Argos estavam sob a plataforma no laboratório, mas os dois amigos não tinham a mínima ideia do que poderia ser feito, se é que algo poderia ser feito... Nesse momento o sistema do CTG Cap´s captou o script de Marinny e Leandro o leu em voz alta para Bruno: 
Leandro: “ – Pessoal... Eu vi as filmagens do que aconteceu, preciso conversar com vocês, quero entender o que está acontecendo, mas como não sei onde vocês estão, estou passando meu telefone celular para que me liguem! Por favor, não ignorem essa minha mensagem, preciso conversar com vocês, talvez eu possa ajudar em algo também!” Leandro então olhou pra Bruno como se perguntando o que ele achava disso, ao que Bruno respondeu: 
Bruno: “ – Ela ajudou a gente quando precisamos e o Lanthys confia nela... E depois, a gente vai ao encontro dela, não vamos trazer ela pra base, acho que a gente pode acabar entendendo o que aconteceu de verdade...” 
Leandro: “ – Certo cavalo, vou ligar pra guria então!” 

O celular de Marinny tocou, ela atendeu e acertou o local e a hora com Leandro e tão logo encerrou a ligação, se dirigiu pra lá! Leandro e Bruno a aguardavam já, muito machucados e com curativos... Ela se assustou ao vê-los assim... 
Marinny: “ – Meu Deus gente, vocês se machucaram muito... Porque o Lanthys não veio? E o Argos, como ele está?” Bruno e Leandro se olharam e baixaram a cabeça... 
Bruno: “ – Argos morreu Marinny, infelizmente... Quanto ao Lanthys, ele está em estado de choque ainda, eu creio...” 
Marinny: “ – Mas como assim morreu, não tem nada que possamos fazer por ele? Eu conheço excelente veterinários e de repente a gente pode...” Bruno interrompe: 
Bruno: “ – Marinny, Argos era um robo, não um cão...” 

Marinny ficou pasma com a informação e não acreditava no que estava ouvindo... Bruno então explicou tudo que sabia sobre Lanthys e Argos, falou sobre a composição robótica de Lanthys e de ter sido criado pelo Dr. Chang! 
Marinny: “ – Realmente estou impressionada com tudo isso... Por isso aquela cena onde Lanthys entrou no temporal e saiu totalmente robótico... E com certeza aquilo aconteceu por ter visto Argos destruído, ele foi tomado pela fúria, é fato!” Então uma gigantesca porrada é ouvida na mesa, chícaras de café caem e todos olham atônitos para Leandro... Com o rosto levemente virado para fora, com expressão de fúria, o impensável estava acontecendo... Pesadas lágrimas estavam rolando pelo rosto de Leandro, que desabafou: 
Leandro: “ – Argos morreu porque fui fraco para suportar meu inimigo... Se eu tivesse conseguido ficar consciente, poderia pelo menos ter evitado que ele se sacrificasse, ou me sacrificado no lugar dele... DROGA! PRA QUE EU TREINEI TANTO ENTÃO? PRA DEIXAR MEUS AMIGOS MORREREM POR MIM? FOI PRA ISSO? Leandro se levantou e saiu do local enxugando as lágrimas, Marinny e Bruno pagaram o café e foram atrás do amigo que ainda se encontrava furioso... Ele parou então no Parque da Redenção, sentou na sombra de uma árvore e chorou pesadamente... Marinny e Bruno chegaram e sentaram ao seu lado, nenhum deles falou as famosas frases de que tem de ser forte e outras coisas, todos estavam sentindo o mesmo e todos entendiam o que Leandro sentia agora... Após alguns minutos de silêncio, Leandro se levantou, pegando Marinny da mão e dizendo pra ela: 
Leandro: “ – Vem comigo, acho que talvez ele precise disso também!” Enquanto chamava um táxi, Bruno perguntou: 
Bruno: “ – Como vai ser agora Marinny, que tu sabe que ele é um androide e não um ser humano?” 
Marinny: “ – Humano... Isso é uma definição tão vaga para definir algo... Acho que o que realmente conta no fim de tudo são as atitudes e não a composição física! Fazendo o que fizeram por nossa população, ao ponto de se sacrificar por nós, considero que esses dois androides são muito mais "humanos" se isso seria algo que definisse bondade do que mais da metade de nossa população Bruno! Confesso que me sinto mais confiante que nunca nas atitudes de Lanthys sabendo que ele e Argos são o que são!” 
Leandro: “ – É, mas o Argos tá morto, e isso não tem como corrigir, nem com palavras bonitas!” 

Todos ficaram em silêncio, enquanto o táxi se deslocava para fora da cidade, deixando os tripulantes no local solicitado, a beira de uma auto-estrada e então, assim que ninguém mais estava presente por perto, Leandro colocou a mão no ombro de Marinny e simultaneamente, ele e Bruno acionaram seus teletransportes, sendo direcionados direto pra base CTG Cap´s!
Bruno: " - Dividindo a energia dos teleportes, resolvemos nos distanciar da cidade para termos mais chances de todos chegarmos lá inteiros, por isso o táxi até aqui Marinny..." 

Uma vez lá dentro, ela podia observar que Lanthys estava sentado embaixo de uma árvore olhando para o horizonte... Leandro apontou pra Lanthys como dizendo pra Marinny, “ - vai lá falar com ele” e ela então acenou positivamente e partiu... De longe Bruno e Leandro observavam... 
Lanthys: “ – Marinny? Como chegou aqui?” 
Marinny: “ – Digamos que eu peguei o “Expresso Red”!” Olhando para os dois amigos Red que faziam um ar de riso... Eles então se vão embora e deixam os dois a sós... Nesse momento, a presença de Marinny talvez tenha sido a responsável por isso, mas Lanthys parece se descontrolar de novo... 
Lanthys: “ – Eu não sei o que aconteceu Marinny... Eu estava ali e quando vi Argos em pedaços, algo em mim mudou, eu me senti diferente e aquela palavra saiu do nada e então, eu não lembro direito do resto, apenas sei que FeverZero perdeu sua vida após isso...” Então ele percebe que não havia contado pra Marinny ainda que era um androide e julgando que ela não sabia de nada, e dado o que havia comentado agora, era fato que Marinny ia associar uma coisa com a outra e perceber que Lanthys não era um humano o que poderia fazer com que a moça saísse em disparada, assim pensava o androide que a observava, agora temeroso do que viria a seguir... 
Marinny: “ – Se tivesse me contado, mesmo quando nos conhecemos, eu conseguiria entender... Em minha jornada como repórter a gente vê tanta coisa ruim e assustadora e ainda assim se obriga a conviver com elas, porque não conviveria tranquilamente com algo diferente como um... Androide vivo, mais puro de coração e com uma determinação de salvar vidas maior que 99% das pessoas que já conheci até hoje?” 
Lanthys: “ – Então tu já sabe...” 

De dentro da base CTG Cap´s Leandro e Bruno observavam a cena e perceberam que Marinny era uma amiga na qual poderiam confiar e que Lanthys estaria melhor conversando com ela... Os dois então olharam uma vez mais os destroços de Argos e tentavam se lembrar dos detalhes... 
Bruno: “ – Eu me lembro dos golpes e da velocidade do FeverZero e que a gente foi abatido com extrema facilidade por ele..” 
Leandro: “ –É... Eu ainda sinto a dor de cada um dos golpes dele... Mas eu lembro de acordar com a explosão do golpe contra o Argos, me lembro que vi o Argos com expressão furiosa e com os escudos defletores ao máximo e percebi nitidamente quando ele sentiu que os escudos não iam aguentar e me olhou como quem diz, “tô feliz”... Eu não pude fazer nada pra salvar ele, não conseguia nem me mexer...” Leandro enche os olhos de água de novo e cerra seus punhos de raiva... 
Bruno: “ – Eu não lembro dessa parte, eu me lembro de ver o Lanthys caminhando e então aquele temporal doido que atingiu ele! Achei que era um golpe do FeverZero e então, ele saiu de dentro daquilo, transformado... Era parecido com o Lanthys, mas me parecia outro guerreiro, totalmente diferente e infinitamente mais poderoso...” 
Leandro: “ – É, mas foi graças a essa transformação e ao Argos que a gente tá vivo...” Leandro então chega aos destroços de Argos e toca neles, com sinal de respeito: “ - Eu te devo essa Argos e vou te vingar cara, pode ter certeza!” Cerrando os punhos e com expressão de fúria, Leandro, o valente RedTurbo jura vingar seu amigo e fazer valer seu sacrifício... 

O que aguardaria nossos heróis agora, sem a ajuda de Argos, que se sacrificou para salvar a todos? Como poderiam vencer sem as idéias e estrategias de Argos? Nossos guerreiros tinham agora pela frente uma longa e árdua batalha, onde amigos estavam morrendo... Argos precisava ser vingado e Turbo faria de tudo pra que isso acontecesse...

sábado, 23 de novembro de 2019

Nipo Heroes (Time Dimensional) - Episódio 2

Fala pessoal, beleza? Seguindo a vibe da eternização de nossos podcasts, o Nipo Heroes (Time Dimensional), estamos trazendo até vocês o segundo episódio deste que foi um dos trabalhos mais prazerosos de se fazer desde que criamos o universo Nipo Heroes. Espero que curtam e não deixem de deixar seus comentários assim que possível!

Nipo Heroes (Time Dimensional) - Episódio 2:

Grande abraço a todos, divulguem, compartilhem, comentem, estamos esperando seu contato!

sábado, 26 de outubro de 2019

Nipo Heroes (Time Dimensional) - Episódio Piloto:


Há muito tempo atrás, observando pessoas fazerem podcasts e rodar muitas músicas legais, surgiu aquela vontade enorme de um dia fazer, também, algo nesse sentido... O primeiro intento surgiu como "NipoCast" lá por meados de 2004, intento que não foi muito a frente diante da falta de qualidade e de conteúdo (bem como de capacidade para algo bem feito) e por bom tempo ficou engavetado ou ainda pulando de rádio em rádio tentando aplacar a vontade de "rodar música pra galera". Mas lá por meados de 2015, Ricardols e Taty me procuraram e me propuseram um novo projeto, chamado HibikiCast onde cada um de nós faria um cast e alimentaríamos um blog com esse material em formato de Podcast e então finalmente um projeto legal, tomou um formato final, atingiu sua Ultimate Form, e assim surgia o Nipo Heroes (Time Dimensional)!
Este programa visava trazer até os ouvintes uma verdadeira viagem dimensional, partindo dos primórdios do Tokusatsu até seus mais atuais lançamentos, com comentários, teses, opiniões, mistificações, definições de personagens e claro, muitos temas e canções, fosse o idioma que fosse! A meta estabelecida era embalar essas aventuras inesquecíveis e heroicas com seus temas musicais inesquecíveis uma vez mais! 

O HibikiCast durou pouco mais de dois anos, tendo feito muito sucesso (e talvez ainda retorne) mas enquanto nosso projeto não volta à ativa, eu resolvi compartilhar com vocês, todas as edições de Nipo Heroes (Time Dimensional) já criadas e eventualmente de tempos em tempos, irei postar nova edição (republicação do cast já publicado) para matar saudades ou quem sabe, ainda conseguir novos ouvintes mesmo depois de tanto tempo!

Não deixe de ouvir, de deixar seu comentário, de dar sua opinião e de atingir o ápice da intenção da criação de um programa de rádio em formato de podcast: "- A interação!" Grande abraço a todos e nos vemos novamente em breve com mais um Nipo Heroes - Time Dimensional!

Nipo Heroes (Time Dimensional) - Episódio Piloto: